Dead Love

2 Capítulo 2


Acordo. Ainda é cedo. Checo o celular, e há uma mensagem sua:

"Me encontre no ponto de ônibus onde você sempre ia me receber"

Me levanto, me visto, e saio. Ando até o ponto de ônibus, como você pedira.

Não há ninguém. Me sento para esperar. Olho para o lado, e preso ao banco há um pedaço de papel. Nele, está escrito:

"Vá até o lugar onde costumávamos nos ver antes de eu ir trabalhar"

Me levanto, e ando até a praça onde estivemos ontem. Você está sentada em um banco, e quando me vê, se levanta e vem até mim. Você me abraça. Logo, diz:

—Tenho algo para você. Feche os olhos.

Obedeço. Espero por alguns segundos, e quando percebo o que está acontecendo, abro os olhos. Você me beija. Seus lábios me trazem uma sensação boa. Um conforto incomparável, que nenhuma outra sensação pode superar. Você pergunta:

—Gostou do presente?

É o nosso primeiro beijo, mesmo já estando juntos a três meses. Nunca assumimos namoro, mas já sabemos o quão forte é nossa relação.

—Como não gostaria? — respondo

Você segura minha mão.

—Podes me acompanhar até o trabalho? — você pergunta

—Claro. — respondo

Você nunca me contou onde trabalhava. Havia um mês que você se demitira da cafeteria.

Andamos pela cidade, passando por vários lugares que já visitamos juntos. Chegamos a um prédio grande, de cor acinzentada. Você me beija novamente, e me diz para eu ir. Você entra no prédio. Eu vou trabalhar.

Enquanto eu trabalho, você me manda uma mensagem:

"Quando acabar, podes vir me buscar?"

Respondo:

"Claro"

Passam-se mais duas horas. Saio do escritório, e me dirijo ao prédio onde a deixei.

Você já está ao lado de fora, sentada no banco do ponto de ônibus. Você se levanta, e espera eu chegar até você. Eu te beijo, e você me abraça ao mesmo tempo.

Seguro sua mão, e você me pede para eu leva-la em casa. Atravessamos a rua e andamos por mais duas quadras. Esperamos o sinal fechar para atravessar. Você diz:

—Vamos logo!

Você corre para atravessar a rua, e nesse momento, um carro aparece de repente, passando em alta velocidade. Quando percebo, você está caída no chão. Você não se movia.

Corro até você, te pego nos braços. Pego o telefone e chamo uma ambulância. Ela chega em cerca de quinze minutos.

Ajudo a deitar você na maca. Os paramédicos a colocam na ambulância. Eu entro, e a acompanho até o hospital.

Quando chegamos, rapidamente você é decida da ambulância, e é levada até a sala de cirurgias. Os médicos me dizem para esperar na recepção.

Foi a ultima vez que te vi naquele dia.