Dead End
2 Capítulo 2 - Imprevisto
Notas iniciais
Anoiteceu quando estávamos saindo de Clifton ,no Arizona. O silêncio se sobressaiu durante um bom tempo, até que derrepente, Dean parou o carro sem ninguém entender.
“Espera aí. –ele se virou para mim e hesitou um pouco. –Sam eu quero falar com você”
Os dois saíram do carro e eu fiquei esperando. Não dava pra ouvir o que eles estavam dizendo e nem para tentar ler lábios pois estavam de costas ,em frente o capo do carro.
Dois minutos depois voltaram.
“Terminaram de discutir a relação?” –perguntei irônica.
“Olha Eve, agente precisa saber uma coisa –Disse Sam escolhendo as palavras com cuidado – Você sendo poderosa desse jeito, nos leva a pensar que...”
“Não, não tomo sangue. Nunca tomei.” –antecipei a resposta.
Os dois suspiraram em alívio.
“Mas então...”
“Bom, Sam, apesar de não ter seguido seus passos, fui treinada por Castiel e consegui elevar meus dons. Mas não para estar mais completa quando ... –ainda não era a hora certa de contar essa parte. Tentei me corrigir. – Só aprendi isso para me proteger.Agora será que podemos continuar ou chegaremos em Massachussets depois que o mundo acabar.”
“Eu mereço...” –Dean ligou o carro.
Em seguida, Sam repousou a cabeça na janela e adormeceu. Dean continuou concentrado em dirigir em meio a escuridão da estrada deserta, e eu , sem sono, fiquei apenas pensando em tudo que estava acontecendo nos últimos dias. Derrepente, fui distraída pelo rádio que ligou em um alto ruído. As estações estavam mudando sozinhas, sem parar em nenhuma música, apenas aquele chiado estranho.
“Dean o que está fazendo?” –perguntei.
“Não estou fazendo nada!” –ele respondeu apertando todos os botões que via pela frente.
“Droga Dean , desliga isso!” –Sam reclamou.
“Não sei o que está acontecendo!”
“Dean cuidado!” gritei rapidamente após uma visão atravessar minha mente.
Segundos depois, Dean freiou em cima de um homem parado no meio da estrada.
“Da próxima vez, vê se sua visão não chega atrasada.”- murmurou ofegante pelo susto.
Ignorei seus comentários , preocupada com a figura parada em nossa frente.
“Isso não parece ser humano perdido.”- disse Sam .
“Essa não. – outra visão surgiu em minha mente. Mais dois homens como aquele saíram dos dois lados da mata que cercava a estrada. –Dean acelera!”
Não deu tempo. O homem da frente já estava com as mão na garganta de Sam o puxando para fora. Dean saiu também com uma arma na mão mas ,outro homem o pegou de surpresa e jogou a arma para longe. Tudo começou acontecer muito rápido.
Já sabendo que um terceiro homem surgiria, me antecipei e o ataquei com minha faca. Ele era muito alto, seus olhos demoníacos brilhavam de tão negros. Suas mãos fortes agarram meus pulsos e perdi minha faca. Ele me encostou no carro, me sufocando. Arranjei forças para empurrar mentalmente a arma para Dean que imediatamente atirou nele. Corri para ajudar Sam que estava desacordado, sendo arrastado pelo demônio que o pegou. Mas ele era muito poderoso, seus olhos não eram negros, eram vermelhos cintilantes e ele estava sob comando do corpo de um pobre rapaz com seus 20 e poucos anos. Apenas com seu olhar cravado em mim, senti meu corpo ficar estático, sem poder me mexer. Nem mesmo o ar passava pela minha garganta enrijecida.
“Dean.” Tentei dizer com o ultimo fôlego que ainda restava em meus pulmões, enquanto Sam continuava a ser levado.
Seu irmão atirou algumas vezes ,em vão. Ambos desapareceram na escuridão da estrada. Só então, assumi controle novamente de meu corpo e pude respirar.
“Essa não! –Dean se desesperou ,colocando as mãos no joelhos. – Para onde ele o levou?”
“E-eu não sei” gaguejei.
“Por que você não fez nada?”
“O que queria que eu fizesse? Ele era muito poderoso, não um demônio qualquer!”-retruquei.
“Você não é “a poderosa” ? Droga, o que eles vão fazer com Sam?”
“Não sei quem ele era Dean, só sei que é mais poderoso do que posso lidar.”
Travamos uma discussão, ambos muito nervosos.
“Isso é tudo culpa sua!Antes de você aparecer nada disso estava acontecendo.”
“O quê?O que eu tenho a ver com isso?Ficou louco?” –perguntei revoltada olhando em volta , tentando encontrar minha faca.
“Como vou saber se não foi uma armadilha?”
“Quer saber estou cansada disso! Estou cansada de vocês desconfiando de mim o tempo todo.!
Encontrei minha faca. Dean entrou no carro e bateu a porta. Segui andando com minhas próprias pernas. Ele saiu do carro e berrou:
“O que está fazendo?”
“Deixe-me em paz Dean. Se não pode acreditar em mim, não seguiremos juntos.”
Passado alguns minutos, Dean me acompanhou lentamente com o Impalla.
“Eve,entre.” –disse em tom grave, porem mais calmo.
“Vai embora Dean.”
“Não sem você.”
Parei de andar e o encarei. Ele continuou.
“Eu preciso de você.”
“O quê? Eu ouvi mesmo isso?” –falei sarcástica.
Ele rolou os olhos:
“Será que dá pra dar uma trégua? Eu realmente preciso de você. Não vou conseguir encontrar meu irmão sozinho. Preciso da sua ajuda.”
Permaneci quieta. Eu estava gostando de ver todo seu orgulho se desmanchando.
“Tá bom, chega né? Quer que eu me humilhe ainda mais?”
Entrei no carro ao seu lado. Ele ligou o carro e o rádio. Ao menos tinha bom gosto para música, começou tocar Scorpions, Rainbown in the dark, enquanto ele batia os dedos no ritmo da música contra o aro do volante.
“Olha Dean, obrigado por me salvar,aquela hora ali...” -tirei minha jaqueta para limpar o sangue do demônio que havia espirrado.
“Não precisa agradecer.” –ele nem me deixou terminar a frase.
“Eu vou fazer o possível para encontrar Sam. Acredite, pode parecer confuso, mas ele é muito importante pra mim.”
Dean não pareceu entender muito bem o que eu quis dizer,mas preferiu não questionar. Aumentou o volume da música e disse:
“Nós dois, vamos fazer o possível para encontrar Sam.”
Notas finais
Desde já, obrigada.
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