De volta dos prados de ouro

4 O pesadelo da maçã dourada


Notas iniciais
★ Em nome de Mavis, leiam as notas tanto iniciais como finais, ok xuxus? ;') ★ PQP COMO EU DOMOREI! HAHA KRL JA FAZ UM MÊS! :') podem jogar pedras, eu mereço! Perdão mesmo genteney hahahah vou dar uma breve explicação pela demora, tipo, desde o ano passado estou fazendo esse cap (UEHEUEHUHEUE bela piada de merda kk) mas muitas coisas aconteceram: ☆ tive umas visitas que ficaram aqui em casa por uma semana, ou seja, sem tempo para sequer escrever ☆eu tentei desenhar ae mas ate hoje não completei o desenho kkk que bela merda sou ☆ as ideias vinham e iam... ★ esse cap eh um tanto importante e complexo de ser feito, tive de fazer varias buscas, REESCREVI 3 MALDITAS VEZES etc... espero que entendam minha dor, são meia noite e eu aqui escrevendo hahhahah ★ enfim, quero falar mais umas coisas: eu os IMPLORO, não traduzam absolutamente nada - O QUE CRYSTAL!? TEM COISA EM OUTRA LINGUA? - tem sim meu caro questionador leitor, esse foi um dos meus maiores inimigos nesse cap, tive de traduzir para uma lingua completamente diferente a frase para depois ir para a que eu queria. Aparentemente deu certo, mas não tentem porque pode ser que dê algo diferente do que é na frase e vocês ja teriam um outro motivo de me apedrejar hahahah então, mais uma vez, NÃO TRADUZAM, nas notas finais tem em português a bendita frase ok? ★ Errm... espero que gostem desse cap, ele foi dificil porque tinha que deixar coisas implícitas para dar um arzão de mistério, e também, tem uns varios easter-eggs. Poha tem um paragrafo que é puro easter-egg haaahha ★ ok, vou fiar quietinha para poderem começar a ler, vejo-os nas finais! ;***

—Juvia acorde- Gray balança o corpo da azulada que ainda estava adormecida – Temos de sair do trem, ele precisa de reparos...

—Uhum... Entendido Gray-sama – Juvia coçava os olhos tentando espantar o sono – Bom dia! – Ela sorri calorosamente com uma feição que ainda expressava cansaço.

—Bom dia – Ele retruca com um sorriso de canto – Vamos tomar o café da manhã nessa cidade aqui, precisamos comer algo decente.

Os dois magos saem estação a fora em busca de um restaurante para comerem o desjejum, eles tinham em torno de duas horas até que a locomotiva voltasse à ativa, então decidiram não se afastarem tanto para que não acontecesse como na loja de flores.

Logo acharam uma lanchonete simples e pediram a porção do dia, nada de muito extravagante, era apenas para os manterem de pé até que chegassem à Magnólia. Não levou muito tempo para que terminassem a refeição, tinham mais uma hora de sobra, ao saírem, Juvia avista uma biblioteca interessante, seus olhos reluzem curiosidade e a azulada puxa seu companheiro para que pudesse saciar seu desejo de ver que tipo de livros possuía; na placa da vitrine dizia: “Livros mágicos, suas paginas são feitas da macieira encantada, a cada folheada uma nova surpresa de matar!” Juvia ao bater os olhos naquela frase, teve a obrigação conferir aquela biblioteca e Gray, estremeceu ao lê-la, sentiu um arrepio que congelou sua espinha.

— Por que me arrastou até aqui Juvia? – Gray resmungava enquanto era levado para dentro da biblioteca com aparência peculiar, ele notou que possuía um estilo... Obscuro talvez, seus olhos rolavam para todos os cantos visíveis, quase não tinha pessoas, quanto mais adentravam para os corredores das prateleiras menos luminosidade possuía, sentiu apreensão naquele lugar estranho – Estamos numa cidade completamente desconhecida, por que diabos insiste em continuar? Tenho um péssimo pressentimento...

—Por que temos muito tempo de sobra Gray-sama! Imagine os vários tipos de livros mágicos que podemos encontrar! Juvia não sente nada de diferente – Ela estava completamente cega pela curiosidade, concluiu o moreno, como um velho ditado dizia: A curiosidade matou o gato... Ele só não espera que nada saia fora do controle e, por mais que quisesse afastar-se dali, não a deixaria sozinha. – Espero que não se arrependa depois Juvia... – Ele se calou e deixou que a azulada o guiasse pelos corredores.

Ficaram uns instantes rodando o lugar, a moça estava um tanto frustrada por não estar achando o livro ideal, olhou todas as prateleiras e nada de livro interessante, eram apenas livros velhos e empoeirados, concluiu que o desmazelo com os produtos era de fato visível depreciando-a mais ainda, quando estavam prestes a sair, uma rajada de vento vinda da porta aberta fez com seu chapéu voasse de volta para o final da biblioteca. A maga correu para busca-lo, descuidosamente, ao se levantar, bateu a cabeça numa prateleira derrubando um livro em cima de si. Juvia o examinou com cuidado, apontando mentalmente para cada detalhe do objeto que segurava. Finalmente!- pensou.

—Gray-sama venha cá! Olhe que livro maneiro!

—Juvia pare de inventar descul... -Suas pupilas dilatam — Nossa... – Quando o moreno aproximou-se da companheira que estava sentada no chão, pode observar o porquê daquele alvoroço, era um livro de um porte enorme, negro com detalhes em roxo e dourado, e na sua capa estava desenhada uma maçã dourada e no seu interior estava escrito “P.P.” e... Aquilo era estranho. Sentou-se ao lado da Lockser e começaram a foliar a livro, leu na primeira pagina "Paenitentia Pupillam", uma simples frase com uma bela caligráfica em vermelho, estava no topo da folha em branco, engoliu seco e pediu para que a garota prosseguisse. A cada pagina que viravam, mais o sentimento estranho de remorso os consumia. Folhearam por um breve tempo, ao chegarem a ultima folha, Juvia ficou encarando em silencio a frase única no fim da mesma, o moreno estava desconfiado com o que estava ocorrendo ali.

—E-ei... – gaguejou mostrando seu receio – você sabe o que está escrit...

— Seducti estis suavitate aurei mali suppositione commenta ergo debent esse doleo iustum pretium pro arbítrio! – Pronunciou na maneira de um feitiço, parecia que a maga entendia o que estava escrito, recitou com tamanha habilidade cada parte da oração, nenhum erro havia sido cometido, como um controle mental.

Ao torna-se à direita para encarar o Fullbuster, sentiu uma pontada na cabeça e uma vertigem, a ultima coisa que lhe foi permitida ver foi a imagem de Gray desmaiando ao seu lado, não pode fazer nada, sequer conseguiu chama-lo, seus corpos sucumbiram à tontura deixando a vaga lembrança da estranha sentença recitada por si.

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Sentiu o canto do rosto coçar, uma luminosidade incomodar suas pálpebras que sequer estavam abertas, uma pontada na parte detrás da cabeça como se a tivesse batido numa queda, ela sentiu tudo isso menos a presença de Gray. Levantou-se calmamente para tentar se acostumar com os raios solares que insistiam em acertar diretamente suas orbes quase a cegando. Virou o rosto e apalpou o chão de grama a sua volta na procura de, pelo menos, o corpo desacordado do moreno. Onde estava? Onde Gray-sama está? Perguntou-se. Tudo que Juvia enxergava agora eram apenas troncos úmidos por todo lado, musgo verde nas poucas rochas espalhadas pelo chão de terra-fofa. Ela não tinha noção do que estava acontecendo, há pouco tempo estava numa biblioteca falando coisas que nem mesma entendia no outro minuto estava numa floresta desconhecida. Tratou então de seguir um caminho qualquer para que no mínimo encontrasse o rosto conhecido do Fullbuster. A azulada gritou aos sete ventos incontáveis vezes seu nome na tentativa de seu desespero fosse acalmado pela voz forte de Gray. Saliva gasta se quer saber... Seu chamado era cada vez mais abafado pelo som de trovões que de longe vinham.

—Que clima desagradável e repentino... Essa tempestade que está quase alcançado Juvia pode atrapalha-la a achar Gray-sama... – Resmungou.

Não demorou muito para que os pingos gelados começassem a cair do céu dificultando a visibilidade, muitos raios e trovões cortavam o firmamento cinzento daquele momento, mas isso não a impediu de continuar seu caminho... Mal ela sabia que o que realmente a atrapalharia não seria algo de cima, e sim de baixo.

Por causa daquela chuva incessante o chão que já era bastante macio, o que dificultava seu andar, ficou ainda mais brando assim seu sapato se prendeu na lama e ao tentar tira-lo, desequilibrou o corpo e rolou barranco a baixo... E ainda sem um dos pares.

A queda parecia infinita, rolava e rolava sujando todo seu corpo manteve seus olhos fechados no inicio da queda para que não se ferissem. Por ousadia, quando estava conseguindo controlar melhor seu escorregar, tentou abri-los para ao menos saber até onde chegaria se surpreendeu ao ver que no fim havia um lago, por algum motivo banal, sentiu-se assustada em futuramente cair dentro dele, contudo não conseguiu se segurar em nada, nem raízes, pedras ou na própria terra. Ao ouvir o “splash” feito pelo contado do corpo com a água abriu completamente suas pálpebras. Viu tudo de ponta cabeça, sentiu-se girar no impacto, ela estava sendo sugada para cima?

Pôs os braços na frente do rosto para que detritos não a atingissem. -Mas que diabos..? – Queria soltar um palavrão, mas ela própria não se deixava rebaixar tanto o nível de seu vocabulário. Estava completamente atônita. – Juvia estava num lago... E agora ela está numa cidade??? – Lockser estava sentada num chão agora rochoso, no meio de uma cidade, por acaso aquilo era um portal de teletransporte? Indagou-se levantando e passando as mãos pelas nádegas doloridas por causa do impacto da chegada.

Estava tudo piorando! Havia desmaiado, perdido de vista Gray, perdido um de seus sapatos, se perdido... Só não havia perdido a esperança das coisas se resolverem.

Resolveu andar descalça pelas ruelas para parecer menos estranho e prosseguiu para qualquer direção. Andou por uns minutos sem sequer encontrar uma alma viva, aquilo era bem estranho, uma cidade fantasma talvez... Mantinha as mãos juntas perto ao peito, dava passos lentos e pouco espaçosos e olhava para todas as direções, queria... Não, PRECISAVA achar alguém que a ajudasse a pelo menos lhe informar onde estava. Sentiu uma brisa úmida vinda de trás, mais uma vez a chuva a perseguia, declarou apertando mais as mãos contra o peito.

Água começou a cair deixando-a mais uma vez molhada, como seu guarda-chuva lhe fazia falta. Por um momento, teve a sensação de... Nostalgia, talvez, ao sentir aquelas gotas frias correrem por suas roupas. Estava um completo silêncio a não ser pelo som do impacto da água nas calhas, telhados e passos no chão... Passos no chão??? Não era para estar ouvindo passos, ela estava descalça, por que ouvia sons de botas pisando nas poças? Virou vagarosamente para trás, queria descobrir quem a seguia. Aquela sensação nostálgica mencionada fez jus no momento em que Juvia fita com os olhos marejados o sorriso sádico da figura “stalker”.

—Juvia... Juvia... Juvia... – Ela pronunciava inúmeras vezes o nome da azulada enquanto a mesma sequer mexia um músculo. Não queria vê-la novamente, na verdade, nunca mais! Não tinha um por que dela estar ali.

—I-isso só pode ser um sonho... –Foi tudo que pode sair de sua boca. Lockser simplesmente fechou os olhos para não ver o que estava a sua frente, negou inúmeras vezes com a cabeça, sentiu um frio na espinha ao ouvir seu nome ser pronunciado mais alto.

—Acorde Juvia! –Aquela frase ecoou em sua mente, como um feitiço para fazê-la despertar de um sono! – Ei Juvia! Está me ouvindo?

—Gray-sama..? – A azulada era balançada para frente e para trás como uma boneca na mão de uma criança, abriu os olhinhos devagar que se reluziram ao cruzarem com o olhar marcante de ninguém menos que Gray, sentiu-se tão bem por ter sido salva por ele mais uma vez. Ela não estava mais naquela cidade estranha e sombria, estava, na verdade, dentro do vagão sendo segurada pelo moreno.

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—Você dorme muito hein, estou te chamando há uns dez minutos Juvia! – Sua voz estava num tom de indignação. –Você estava estranha... De vez em quando sussurrava coisas esquisitas, estava toda suada e tremendo! Que há contigo..? – O moreno largou seus ombros e se levantou calmamente, encostou as costas da mão esquerda na testa da companheira para medir sua temperatura, quem sabe ela estava com febre e estivesse delirando? Não deixou de notar também que misturado ao suor da face avermelhada da azulada tinha lagrimas, lagrimas de desespero, ele deduzia – Por acaso teve um pesadelo?

Juvia não conseguia falar nada, tentou, mas não conseguiu demonstrar seus sentimentos naquela hora, mas talvez seu olhar denunciasse o momento tenebroso que havia passado enquanto estava mergulhada dentro dos próprios medos. Tudo que pode fazer era fitar a expressão preocupada do Fullbuster e deixar uma lagrima pesada correr do olho direito, segurou um eminente choro e afundou o rosto no peito do garoto à sua frente ali desabando quase que silenciosamente. Enquanto ele não teve sequer reação, talvez ela estivesse ainda chocada com o que tivesse sonhado, apenas aceitou aconchega-la por uns instantes até Juvia voltar ao estado normal de calma. Dentre os vários soluços quase inaudíveis por sua roupa estar abafando a voz da maga, teve certeza de ter ouvido um "obrigada” que o deixou constrangido por não estar entendendo muito bem o que se passava assim não podendo fazer algo de realmente util.

—E-ei... – Empurrou o corpo de Juvia para poder olha-la nos olhos – Pare de chorar... Esta tudo bem agora, nada daquilo era real, certo? – Deu um sorriso singelo – Vamos sair do trem, ele está passando por reparos... Aproveitemos para uma pausa para o "almoço" nessa cidade, tudo bem?

—S-sim... – A azulada enxuga as lagrimas e segura a mão do amigo que estava estendida para si. – Juvia está com fome mesmo... – Sorriu e saiu puxando-o trem a fora.

Aquela madrugada se encontrava num clima bastante gelado. Eram cinco e quarenta da manhã e o verdadeiro desafio não era aquecer seus corpos cobertos por roupas grossas, e sim, achar um restaurante que ainda estivesse aberto. Ao longe, avistam uma lanchonete 24 horas para suas sortes e decidem ficar por ali mesmo.

—Juvia pode pedir o que quiser, dessa vez é totalmente por minha conta já que você havia feito meu café da manhã de ontem... – Gray a oferecia a chance de comer de graça sem sequer manter contato visual, apenas mexia os lábios com o olhar fixo no quadro de opções acima do caixa.

—A-ah... Muito obrigada Gray-sama, mas não se preocupe Juvia não está com tanta fom... – A frase da maga é interrompida por um ronco alto de seu estomago denunciando o real estado de fome. A azulada deixa enrubescer por completo o rosto enquanto Gray ria de sua expressão.

—Oras se não for pedir, eu peço por você! Dois triplos...

—TRIPLO, GRAY-SAMA? Juvia não vai aguentar! – A azulada se assustou com o pedido de Gray e assim tentava desfazê-lo “implorando por piedade”, mas o moreno simplesmente ignorava seus pedidos, fitou-a com tanto foco que parecia que estava olhando diretamente para sua alma.

—Sim triplo, e você vai comer tudo! – Ordenou e voltou-se ao caixa – Mais duas batatas médias, uma coca 500 ml e... – Gray olhou para Juvia para que ela completasse sua frase.

—A-ah... Um suco de pêssego...

—E um suco de pêssego, por favor.

O Fullbuster pediu para que a companheira se sentasse numa mesa enquanto ele pagava o lanche e pegava o mesmo. Juvia prosseguiu para um lugar perto da janela para que pudesse olhar para a neve que começara a cair. Deixou-se afundar nos próprios pensamentos se esquecendo do mundo a fora, ficou se recordando do terrível pesadelo que vivenciara na hora em que dormia, todos os momentos ruins se passaram como um filme no reflexo do vidro, notou que a cidade em que estavam era bastante parecida com a do sonho deixando-a perplexa. Estava tudo se repetindo? Tiveram de parar para comer por causa de um problema no trem, estavam numa lanchonete e agora só faltava a...

—Biblioteca...

—O que está resmungando, Juvia? – O moreno chega para se sentar e a tira de seus devaneios. – Com essa cara de susto, não devia ser coisa boa, certo? – Ele coloca a bandeja na mesa e a oferece o lanche – Espero que não esteja pensando novamente naquilo... – Seu olhar fita mais uma vez com um ar mais autoritário o azul dos olhos de Juvia deixando-a um tanto encabulada, ele fecha as pálpebras e abre o embrulho do hambúrguer e começa comer – Vamos, coma! Não os deixe esfriar, batatinha gelada é ruim pra caramba! – Diz com a boca cheia tentando descontrair o momento.

—Gray-sama! Não fale de boca cheia! – Reprime dando uma risada no final. Bom trabalho Gray, missão cumprida!

Logo após terminarem a comida e deixarem o restaurante, resolvem voltar para a locomotiva para se manterem aquecidos. Gray percebe que a amiga estava completamente avoada e balbuciando palavras, seu olhar parecia procurar por algo, tentou ler lhes os lábios para descobrir o que tanto a deixava aérea. Sem querer, o mago nota que Juvia o descobriu e tenta disfarçar mas não iria dar muito certo assim, decide se pronunciar:

—Juvia, fala sério, por que está tão pensativa... Não... Tão voada? O que está procurando, tentando evitar algo? – Gray foi bem ríspido na hora em que deixou as palavras fluírem, a azulada sentiu-se envergonhada por estar deixando o amigo aparentemente preocupado, porem nada consegue responder, não queria contar o que sonhou ou que estava tentando evitar. Ele nota o estado em que deixou Juvia e se acanha-Desculpe... Não queria parecer grosso... Sabe, você pode até ser meio “brisada” de vez em quando, mas agora está me preocupando... Quer ir a algum lugar para distrair a mente? Uma biblioteca talvez – Ele levanta a cabeça quase que apontando – Tem uma logo ali, quer ir?

Lockser sente uma vertigem ao olhar para o lado e ver a mesmíssima biblioteca do pesadelo.

—NÃO! UMA BIBLIOTECA NÃO! –Ela se exalta, mas ao ver a expressão confusa de Gray, olha para baixo e o puxa pela manga do casaco que ele vestia – Juvia te implora, vamos, por favor, voltar para o trem... E-ela não está passando bem...

—F-foi a comida? – Um ar de desespero toma conta das palavras do moreno, sentiu-se culpado por tê-la feito comer tudo aquilo, parecia que ela tinha aguentado pela rapidez em que o devorou. Pobre Gray, mal sabia que ela tinha sim gostado da comida, só queria evitar um mau presságio – Desculpe-me mesmo... Ande, vamos logo!

Gray a conduz de volta para a locomotiva que ainda parecia ficar parada por mais algumas horas. Voltaram a se sentar nos locais de inicio. Juvia como é precavida, dentro da bolsa que estava carregando havia um remédio para mal-estar, assim pediu para que o moreno a trouxesse um copo d’água para que o comprimido descesse por sua garganta. Enquanto ele corria para ajuda-la, ela sentiu remorso por ter feito Gray achar que era culpa dele seu estado deplorável... Indagou-se se um dia esteve nessa cidade para ela estar tão bem retratada em suas memórias a ponto de transformar-se num sonho ruim, ou será que simplesmente previu um futuro? Ela só queria ir embora dali...

—Tome... – Gray entrega o copo de água gelada e ela agradece – Desculpe-me, pareceu tanto que você tinha gostado... – Ele se senta ao seu lado coçando a nuca para espantar a vergonha.

—Juvia gostou sim, ela só acha que não devia ter comido tão depressa! – Mentiu – Obrigada mais uma vez, Gray-sama! – Sorri o acalmando.

Eles ficam se olhando por um tempo até que o Fullbuster quebra o silencio com um bocejo.

—Está cansado?

—E-eu passei a noite em claro vigiando as coisas... Estou bem... – Se vira para o lado da janela.

O moreno sente uma mão quente puxar seu rosto para baixo, quando se dá conta do que estava acontecendo, seus olhos se fixam no rosto ruborizado e sorridente da maga o fitando. Uma das mãos da Lockser estava repousada em seu peito e a outra pondo os fios azuis para detrás da orelha. Ele tinha sido levado para o colo da companheira para que pudesse descansar o pouco que faltava para a viagem ser completada, sentiu uma vergonha enorme de estar ali, mas antes que pudesse falar qualquer coisa foi interrompido pela voz macia de Juvia:

—Não se incomode Gray-sama, descanse o resto de tempo que ainda nos sobrou dessa viagem, Juvia vai ficar de tocaia desta vez!

—E-ei na-não precisa fazer isso!!! Posso muito bem dormir sentado! – Ainda insistia em se debater para que ela tirasse uma das mãos de seu tórax. De repente, ele leva um tapa leva na testa e observa o semblante de Juvia ficar tenso.

—Juvia não está pedindo, ela está mandando, Gray-sama! – O falso sorriso estampado e os olhos fechado deixavam-na ainda mais assustadora. Gray simplesmente engole seco e se ajeita um pouco deixando escapar um bocejo.

—Você não precisava estar fazendo isso... – Põe as costas de uma das mãos para coçar os olhos.

—Pode dormir a vontade, dessa vez ela fica acordada já que Gray-sama ficou vigiando as coisas nessa madrugada.

— Touché, minha cara Juvia Lockser! – Ele retruca com um ar de ironia em sua risada antes de cair num sono profundo nas pernas da companheira que ousou acariciar os fios negros de sua cabeça.

Sentiu-se sortuda por Gray ter deixado o orgulho de lado e aceitado cochilar perto de si, bem perto se quer saber. Ficou fazendo carinho em seus cabelos e observou dormir calmamente como uma criança no colo da mãe, nem parecia ser aquele mesmo mago briguento, rival de Natsu e stripper-excêntrico de todos os dias, seu semblante passava suavidade, ternura... Ficou o olhando por uns bons minutos até que caiu, também, num sono que tanto precisava. Sem sonhos, sem pesadelos, apenas um sono vazio perto de seu querido Gray-sama.

Notas finais
OEOEOE MINNA! o acharam? posso receber comentarios? Agradeço desde já ;') ★ aqui vai a tradução xavosa: ☆ na primeira frase está escrito :Maçã do arrependimento. ☆ na ultima frase está escrito : “Você foi seduzido pelo encanto da maçã dourada, por isso, não deveis sentir arrependimento, apenas pague o preço pela sua escolha”. ★ Sentiram-se trollados por saber que essa merda toda era um sonho? hahaaha no 1º projeto eu ia trollar bem mais, porem amenizei XDD ★ eae, já podem fazer suas teorias haahha bem misterioso não, no próximo cap, algumas coisas vão ser interpretadas por alguém que a gente não espera muito ver ao lado da Juju! Mesmo assim, quero ver o que vocês acham que pode ter significado aquele sonho bizarro!!! ★antes de mais nada, quero me desculpar pelos mil e um erros ortograficos que cometi, apenas de manha quando acordei e reli o texto notei as merdas kkkk para aqueles que leram antes desculpa mesmo, o Word nao capturou os erros e até mudous algumas palavras kkk mó merda, perdao minna! Mas agr ta td ajeitadinho, se tiver algo errado ainda, podem me falar q eu conserto :* ★ tchetchererê tchetché... acho que não tenho mais nada a declarar.... hahhhaha espero mesmo que tenham curtido, deu trabalhinho fazer esta bagaça então só queria pedir a misericórdia de vocês para receber reviews, genteney, só isso kkk em nome de gzuis!!! whatevs, até o proximo cap meus docinhos de coco! BEIJUS!!