Notas iniciais
Olá pessoal mais um capitulo... espero que gostem

Já havia se passado duas semanas desde o primeiro mal estar, mais Regina ainda se sentia enjoada de manhã e fortes cheiros embrulhavam seu estomago. Emma mudava de humor e as idas ao banheiro eram mais frequentes, essa constatação deixou a morena meio apavorada, não pelo sentido que poderia ter, mais por não entender por que as duas sentiam-se assim.

Ela tinha adiado a ida até Gold, não queria recorrer a ele novamente, então preferiu deixar as coisas acontecerem e também por que ela planejava secretamente uma surpresa de natal para sua esposa. Quando o tema surgiu no dia seguinte Emma Swan se mostrou a pessoa mais animada de todas e estava empolgadíssima com a possibilidade de passar o natal em família finalmente, mas pediu para que Regina não exagerar ou fazer algo grandioso, ela queria apenas a família com uma ceia e a mesa recheada de comida e quando disse isso seus olhos brilharam, mais a morena como é teimosa não deixaria essa data passar assim sem uma grande surpresa, não quando tinha uma esposa, um filho, sogros e até um possível membro novo na família.

Então suas semanas foram ocupadas entre, enjoos, cuidados com Emma que parecia oscilar de humor constantemente, uma hora nervosa, uma hora chorosa, uma hora feliz e outra triste, não entendia como alguém poderia mudar de humor assim tão rápido, se não fosse por suas suspeitas juraria que a mesma era psicologicamente afetada ou como Emma a chamava as vezes bipolar, ela não negava que seu próprio humor mudava, mais a loira estava ganhando de lavada dela neste quesito e em meio a tudo isso planejava um presente para seu filho e esposa, algo que marcaria esta data para que muitas outras viessem.

Emma acordou feliz aquela manhã, afinal era véspera de natal e mais tarde se empanturraria de comida e trocaria presentes com todos.

Desceu as escadas sorrindo e deu de cara com uma Regina de avental fazendo alguma coisa, que ela não se atentou, por que a única coisa que chamou sua atenção foi o corpo da esposa, Emma abraçou por trás Regina e começou a distribuir vários beijos molhados por seu pescoço.

–Amor assim vai tirar a concentração. Suspira Regina e sente a loira aperta mais ela.

–A intenção é essa. Diz Emma sussurrando em seu ouvido e mordendo o lóbulo de sua orelha.

–Não Em, deixe-me terminar isso. Diz Regina, mais inclina a cabeça para o lado dando mais acesso a Emma.

A loira sorri contra a nuca da morena e um das mãos que estavam na cintura da esposa desce para o cós da calça.

Regina rapidamente segura a mão da mulher. – Não Em, Henry pode descer a qualquer momento e preciso te pedir algo. Suspira Regina por que mesmo segurando a mão da loira, o dedo da mesma deslizava em um pequeno espaço da vertical, tocando a linha entre a calcinha e a calça que vestia.

–Não vou Regina. Reclama a loira e solta a morena.

–Por quê? Qual o problema Em? Questiona Regina agora se virando para a esposa. – Eu e Henry também iremos fazer o checkup com Whale. Diz Regina calmamente, seu plano era fazer um exame de sangue para encerrar suas suspeitas, mais a loira estava irredutível sobre isso.

–Pra que isso? Estou bem, você está bem, o guri está bem, tá todo mundo bem. Exclama a loira. – Já disse que não gosto. Reclama ela.

–Mais é necessário e você vai, não está aberto a discussões, então suba e se arrume. Manda Regina.

A loira cruza os braços em claro sinal de desgosto e afasta de Regina, mais a esposa se aproxima dela enlaça sua cintura.

–Na véspera de natal? Por que não no começo do ano? Tenta Emma sorrindo como se fosse a ideia mais inteligente que teve. – E outra é sacanagem os fazer trabalhar hoje. Termina selando os lábios.

–Não Emma Swan Mills você enrolou demais, vai sim fazer o exame hoje e sem mais rodeios, agora leve esse traseiro lindo lá para cima e chame seu filho preguiçoso e se arrume, tem trinta minutos para isso. Diz autoritariamente e leva a loira até a porta.

–Por que ele é só meu agora? reclama a loira. – Antes quase me matava para não dizer nosso agora quer me dá ele? Questiona rindo.

–Quando ele age assim é só seu. Diz Regina sorrindo para Emma.

A loira sorri indignada por isso e se vira para subir a escada, Regina dá um sorriso de lado e Emma para se arrumar, mais antes vai ao quarto do filho acorda-lo.

Logo a família Swan Mills está indo ao hospital, Regina já havia falado com Whale sobre os exames a mais que ela e a loira fariam e ele concordou em ficar em silencio em respeito ao passado dos dois que foi a traição de Victor a ela duas vezes.

A família chegou e Regina foi a primeira, logo depois foi a vez de Henry e quando chegou a vez de Emma Regina a acompanhou.

–É mesmo necessário? Perguntou Emma a esposa enquanto a enfermeira preparava tudo para retirada do sangue.

–Sim meu amor é necessário. Diz Regina acariciando o rosto de Emma. – Vai ser rápido e eu estou aqui e depois você pode até comer sorvete o que acha? Fala a morena de forma divertida.

–Ok, mais eu vou querer de chocolate com canela. Fala fazendo uma carinha infantil, arrancando risadas da morena.

Quando a enfermeira se aproxima Emma se estremece e logo a morena está lhe apertando a mão, querendo dizer que está ali com ela. Emma apenas sorri fraco e respira fundo com a aproximação da agulha em seu braço, apertou a mão da morena mais forte e os olhos também fechando-o.

Mais do mesmo jeito rápido que começou, terminou e logo a família estava indo para casa. Não antes de passar na sorveteria e Emma se encher de sorvete de chocolate com canela.

Voltaram para casa e logo cada um foi fazer sua tarefa, Henry foi ajudar Emma a enfeitar a casa, que depois de muita insistência do filho e esposa ela acabou cedendo a esse pedido e ela estava na cozinha contanto os minutos para que passasse uma hora para ela saber o resultado do teste que fez e a loira também sem saber.

Vendo que sua impaciência não estava ajudando o tempo passar ela resolveu se concentrar no jantar de natal, afinal ela ficou de fazer a ceia, claro que Mary disse que ajudaria e ela negou solenemente, tinha até uma convivência razoável com a sogra, mais ainda doía um pouco tudo que passaram e ela já achava um grande passo ter convidados os dois para a ceia.

E se concentrou tanto no preparo que só notou que duas horas se passaram quando Emma e Henry entraram correndo um do outro.

–Estou com fome. Reclamou a loira e foi seguida por Henry.

–Cadê a comida mãe. Disse Henry.

–Está no forno, mais vocês já terminaram? Perguntou espantada, afinal para ela não tinha se passado tanto tempo.

–Já faz mais de duas horas que estamos enfeitando é um bom tempo. Diz a loira rindo.

Regina franze as sobrancelhas e olha para o relógio na parede da cozinha e sua boca faz um “O” quando ela vê as horas e no mesmo instante sai correndo pegando o casaco e indo até a porta da casa.

–Onde vai? Perguntou Emma sem entender nada.

–Buscar uma coisa, volto já. Diz ela saindo e fechando a porta antes que qualquer um dos dois diga algo.

Emma e Henry se olham sem entender nada.

–Sabe cuidar do fogão? Pergunta Emma ao garoto.

–Não e você? Devolve a pergunta.

Emma dá de ombros e saca o celular. – Mãe...(...)...Estou bem sim...(...)... Não mãe não aconteceu nada...(...)...Não estou chorando mãe foi uma vez que te liguei por isso...(...)...Não já disse que não...(...)... Preciso que venha olhar o forno só isso...(...)...Saiu e me deixou aqui...(...)...Ela não é louca por fazer isso mãe...(...)... Ok, ok vem ou não? ...(...)... Ok te espero então. Diz a loira e desliga o telefone.

–Ela ainda diz sobre o dia que ligou para ela por saudades? Questiona Henry rindo.

Emma assente e diz. – Ela nunca vai esquecer isso e nem foi pra tanto. Reclama a loira fazendo biquinho.

–Mãe você ligou de madrugada para ela dizendo que estava com saudades e quando ela disse que era tarde você chorou, como não é pra tanto. Diz Henry gargalhando.

Emma fecha a cara e vai para a sala e se joga no sofá.

–Ok, não precisa ficar assim não. Diz o menino se sentando ao seu lado. – Agora ela disse que minha mãe era louca de nós deixar aqui com o fogão ligado né. Pergunta ele arqueando a sobrancelha.

–Sim e ainda perguntou se eu mexi em algo. Comenta fazendo cara de ofendida.

Henry gargalha alto e segura a barriga de tanto rir. Emma acaba rindo junto com ele. Dentro de dez minutos Snow, David, Elsa e Anna chegam e Branca vai para cozinha cuidar de tudo enquanto Regina não voltava.

Regina já havia pego os resultados e estava dentro do carro no porto de Storybrook parada olhando para os testes em sua mão, abriu o seu primeiro e leu o resultado e logo após abriu o segundo teste que pertencia a esposa.

Com os resultados em mão, resolveu preparar algo mais para a surpresa e também para contar sobre suas suspeitas que tinham sido confirmadas, estava com um sorriso enorme no rosto.

Mais não queria que ninguém soubesse então preparou com mágica, uma caixa e dentro dela os resultados e a colcha de bebê de Emma, indicando que o resultado era positivo, lagrimas de felicidades escoriam pelo seu rosto e seu sorriso se ampliava, queria chegar em casa e contar logo, sabia que não aguentaria até o final do dia, começaria com esse e no final terminaria com outro.

Apressou-se em ir para casa e estranhou a caminhonete de David está parada na frente de sua casa e seu coração acelerou será que aconteceu alguma coisa? Correu para dentro de casa estancou na porta quando viu Emma, Henry, David e Anna que estavam em uma conversa animada.

–É sim mais bonita. Diz Anna.

–Não é não. Diz a loira. — Já viu a neve daqui para poder dizer isso? Pergunta Emma com a sobrancelha erguida.

–Minha mãe tem um ponto. Cantarola Henry.

–Concordo. Diz David sorrindo

–Posso saber o que está acontecendo? Questiona Regina autoritária.

Na mesma hora os quatro param e a olham.

–Nada. Dizem ao mesmo tempo.

Regina balança a cabeça em descrença e bufa. – Sra Swan Mills para cima agora.

Emma arregala os olhos e “beija o santo” (estralo de língua) subindo não sem ficar murmurando.

–Era só uma conversa amor. Dizia ela subindo e olhando para trás.

Regina atrás dela deu um sorriso discreto e disse. – Pare de ficar “beijando santo” e ande logo.

Ganha um olhar desaprovador de Emma, mais a loira obedece e para de fazer qualquer coisa a não ser subir as escadas e entra no quarto delas.

–Não fui eu.... Emma já ia começar a se explicar quando é interrompida por Regina.

–Calma só queria dá um presente para você. Diz ela sorrindo e fazendo um movimento de mão.

–Presente? Fala a loira animada e olha para as mãos da morena. – Adoro presentes. Comenta que nem uma criança e pega a caixa de Regina.

Emma senta na cama e desfaz os laços do presente e encara Regina como se pedisse permissão. A morena sorri para ela incentivando-a abri a caixa.

Sua primeira reação e ficar encarando o conteúdo dentro da caixa. Ela puxa sua colcha e encara Regina sem saber o que fazer a morena faz sinal para que ela olhe novamente para a caixa.

–Carta? Que lindo achei que ia me dar algo que já era meu. Comenta sorrindo

Quando abre o primeiro papel, faz uma leitura dinâmica e franze a testa.

–NEGATIVO? Pega o próximo e faz o mesmo. – POSITIVO? Espere amor não estou entendendo, por que dois papeis, com nossos nomes e essas escritas desnecessárias que está dando um negativo e outro... Emma para de dizer e volta a encarar Regina.

Toda a cor da loira sumiu no mesmo instante e quando voltou a olhar o papel ficou perplexa como não suspeitou disso antes? Como não saber os sintomas, era muito lerdeza até para ela.

–Em, diga algo. Pediu Regina com medo, já que a esposa não esboçava reação nenhuma.

–E agora? Foi o que Emma disse num fio de voz.

–Agora vamos ser mães meu amor. Diz Regina se ajoelhando na frente da loira e beijando sua testa.

–Não sei Re, não sei se estou pronta para isso agora. Diz a loira sendo sincera.

–E é por isso que estou aqui não é? Pergunta Regina ainda mantendo o sorriso enorme no rosto.

Emma segura a mão dela com força e depois abraça, a loira estava tão confusa com tudo que não sabia o que fazer ou pensar naquele momento.

Regina sela os lábios e coloca a mão na barriga da loira. – Vai ser nosso e eu vou cuidar de você e do nosso pequeno milagre. Diz a morena sorrindo para a loira e depois sussurra. – Juntas. Fala a morena, a palavra já tinha se tornado como se fosse para confirma que tudo estava bem entre elas e que uma podia contar com a outra.

Emma a aperto contra seus braços e murmurou. – Juntas.

Naquele momento Regina havia entregado o primeiro presente, na verdade ela já achava o contrario. Que Emma há havia presenteado com um filho do amor delas.

Notas finais
até a próxima