De volta as origens
25 De volta para minha casa
Notas iniciais
Depois que Emma parou de chorar tentou se sentar mais Mary não permitiu a apertou mais contra si.
–Desculpe querida, devia ter contado tudo. Fala Snow suavemente a Emma como se citar o que tinha acontecido poderia machucar a loira.
–Devia. Fala Emma manhosa.
–Mais fiz isso com a melhor das intenções. Fala Branca fazendo círculos na costa de Emma.
–Eu sei. Resmunga a loira e agora se solta de Branca e a mesma dessa vez permite.
Snow não tinha visto o rosto da loira, por que a mesma se jogou em seu colo e quando viu arregalou os olhos e pegou no queixo da loira.
–Ela machucou você? Pergunta Branca chocada.
–Não, claro que não, foi a magia do casamento. Responde Emma se soltando das mãos da mãe, não sabia como Branca não tinha visto isso ainda e nem como Henry também não a questionou.
–Hum. É a única coisa que Branca consegue pronunciar e fica olhando os lindos olhos verdes da filha que mostrava tanta tristeza e duvidas.
–Ela não quis vir, ela disse que odeia você, ela... bom ela... Emma não sabia o que dizer, viu tanto ódio e arrependimento nos olhos castanhos da sua morena que se sentia perdida.
–Primeiro respire ok. Fala Branca a loira e Emma faz uma respiração profunda, uma, duas, três vezes, depois indica que a mãe deveria continuar. –Não sei se devo contar a historia dela, creio que seja melhor não, não sei o que ela quer dizer ou não para você, apenas vou contar o que sei da sua ok? Questiona Mary.
–Ela me disse que você foi culpada da morte do amor da vida dela. Emma fala a ultima parte com tanto pesar que fica evidente o desconforto dessa pergunta. – E que odiava você, apenas isso, quero saber tudo, não negue dessa vez mãe, não me esconda, estou preparada para ouvir tudo que tem a dizer. Emma se precipita para dizer, queria saber exatamente tudo, sem rodeios ou coisas escondidas.
–Daniel? Bom eu preciso contar sobre como conheci Regina... Mary contou toda a historia, incluindo o casamento de Regina com o avô da loira, contou todos os encontros e tudo mais que podia, depois explicou sobre o que sabia do Neal e como Henry a encontrou, em algumas partes Mary fazia graça em outras, seus olhos ficavam marejados, mais pelo menos naquele momento se sentia livre, como se tirasse um peso de suas costas, Emma ficou todo momento em silencio, apenas tentando assimilar tudo, com uma expressão indecifrável.
Depois de contar tudo ficaram em um silencio absoluto nem o pequeno Neal emitiu um único som, Emma ficava encarando o nada, com um olhar vago, analisando tudo que tinha sido tido até agora e o que faria com tudo que sabia, depois de longos minutos assim a loira resolveu que estava na hora de ir ficar com seu filho o abraçar e aperta e não o larga-lo por nada desse mundo, por que não saberia o que falar, não tinha o que falar, precisava primeiro deixar as coisas claras para si mesmo para depois poder debater tudo que sabia.
–Vou descer e segurar Henry o quanto eu puder, depois vou fazer uma mala para ele e vou leva-lo comigo e caso não tenha mais casa eu volto, mais de qualquer forma ele vai ficar comigo. Emma explicava para a mãe, como se a mesma fosse fazer qualquer objeção e quando Branca apenas assente Emma respira levanta e vai a porta, mais para quando Snow a chama novamente.
–Ei, deixe-me cuidar dos ferimentos, não sei como Henry não viu, mais se chegar com essa cara inchada e machuca, ele ficara preocupado. Snow fala se levantando e indo pegar a bolsa de primeiros socorros.
Emma a olha e depois volta, não tinha como discorda, não queria assustar seu filho, senta na cama esperando que Mary cuide de seus machucados e enquanto isso acontece seus pensamentos vagam até sua esposa, pelo menos ela desejava que ainda fosse sua esposa depois de hoje e pior, Regina nem sabia de toda historia, a loira respirou fundo novamente e lagrimas caírem de seus olhos, estava frustrada, não sabia mais o que faria, não via uma solução para toda a guerra da sua família com a sua esposa e isso a deixava aterrorizada.
Regina estava parada na frente da loja do Sr Gold, fazia trinta minutos que estava lá, andava de um lado para outro, sabia que ele era seu mentor e que agora, parecia menos aterrorizante, mais mesmo assim sentiu um frio na espinha, toda vez que ia abrir a porta e quando estava passando na porta novamente ela se abre e o senhor das trevas a olha com cara de poucos amigos e fala.
–Isso está ficando chato demais, confesso que nós primeiros dez minutos achei divertido, mais agora ficou sem graça, entre logo e fala suas perguntas. Anuncia ele serio, estava realmente entediado de olhar Regina ir de um lado ao outro e vez o outra parar na frente da sua loja.
Regina bufa e entra, tinha esquecido, como Rumple poderia ser insuportável quando queria, ela entra e vai até o balcão, Gold entra atrás dela e segue para seu lado que seria atrás do balcão, apoia a mãos na bengala e espera que Regina faça a pergunta que tanto quer.
–Vamos Dear, tenho mais coisas para fazer do que ficar aqui te encarando. Comenta sarcástico, após vê que Regina estava relutante em falar, tinha se esquecido dessa Regina que queria ser má, mais ainda era boa demais para ter a confiança necessária para isso.
–Quero.... eu queria... sobre o....ritual? Pergunta Regina, parando entre as frases para clarear suas ideias, estava nervosa com a resposta que poderia vir.
–Sabemos que não é essa pergunta que quer fazer primeiro, querida. Indaga Gold divertido e depois continua. – Mais serei uma boa pessoa e responderei mesmo assim. Sorri de forma que só ele sabia fazer e responde finalmente a pergunta. – Funciona como tinha avisado, não há separação se tentarem poderem se machucar, física e emocionalmente, não podem trair e quando pensar em ir embora, não poderá e não adianta tentar fingir qualquer sentimento, seu coração sabe a verdade e é ele que comanda toda a magia. Fala Gold satisfeito com a cara que Regina fez.
–Não disse nada sobre trair ou sobre a vontade do coração, o que mais não falou? Questiona a morena que agora estava muito irritada.
–Vejo que o casamento não vai bem, para se atentar ao fato da traição hein? Talvez possa ter se esquecido de dizer algumas coisas, mais nada importante. Fala Rumple rindo da cara franzida da morena.
–Algumas coisas? Tipo o que? Regina agora falava entre dentes, não deveria ter confiando naquele homem, mais como se recriminar se não tinha as lembranças que tinha agora.
–Nada importante. Fala Gold dando uma risada sarcástica para a morena e depois volta a se recompor e resolve acabar com esse jogo todo. – É muito simples, como disse não há modo de desfazer o ritual, a não ser que as duas realmente queiram e quando digo queiram nada de “vai ser melhor assim” ou “odeio tanto que o amor não supera”, não mesmo só quando seus corações deixarem de se amar realmente ou... Gold para a explicação para vê se a morena estava entendendo.
–Ou? Questionou a morena com certo receio.
–...Se houver um beijo de amor verdadeiro e antes que de uma de Swan não, não tem como trair, mais quando falamos de Amor verdadeiro, significa que uma pessoa já pertence a outra o que tornaria invalido todo ritual. Fala Gold lentamente e apreciando as expressões de Regina, não que não gostasse dela, mais ele não tinha mais o que fazer para se divertir.
–Mais alguma coisa? Questiona Regina.
–Deixe-me vê, falei sobre traição? Sobre ser eterno? Sobre amor verdadeiro? Sobre dores físicas e psicológicas? Sobre o gatilho do feitiço ser o desejo puro do coração? É acho que falei tudo agora. Responde ele com um sorriso enorme no rosto, satisfeito com a reação da morena.
–Não tinha dito tudo isso antes, nós enganou, como pude acreditar em você. Fala Regina indo embora, se tivesse forças ficaria e discutiria com aquele velho insano, mais estava esgotada, perdida e não sabia o que faria quando Emma voltasse, não a expulsaria, prometeu que não faria, mais não sabia se conseguia continuar, não com todo ódio que existia em seu coração e lamentou-se por que a única coisa que conseguia ouvir era a voz de sua mãe dizendo “o amor é uma fraqueza” e nesse momento Regina concordava, por que com toda certeza Emma era a fraqueza dela, mais antes que ela desapareça pela porta Gold diz.
–Dear, não se preocupe, você será feliz, independente de qualquer coisa que acredite ou não, você será feliz. Fala Rumple com sinceridade
Emma fez o que disse a mãe, depois que desceu e explicou que se machucou quando chocou contra a porta e falar sobre o que lembrava, ficou toda à tarde com Henry e por esse tempo conseguiu esquecer-se de Regina e de tudo que poderia acontecer, focou somente em Henry, almoçaram juntos e jogaram bastante vídeo game, o menino tinha se dado por vencido de querer saber exatamente o que tinha acontecido, depois da loira se negar a falar sobre a pequena discussão das duas e também pela loira ficar falando que era coisa de adultos e quando checou o fim da tarde Henry, questionou se não iam para casa, o menino tinha entendido que sua mãe morena estava com memórias do ocorrido e com muitas coisas sem explicações e que isso poderia ser um problema, mais queria ir ver ela também e poder ajudar as duas.
–Mãe já está tarde, quero almoçar co ma minha mãe, vamos logo. Reclama o menino pela segunda vez naquele fim de tarde.
–Ok, vamos. Fala Emma suspirando, dá um abraço no pai e depois em sua mãe, beija seu irmão e vai até a porta do apartamento dos charming’s. – Pegou suas coisas? Questiona a loira ao menino, ela não estava com mala alguma.
–Tenho muitas coisas lá, depois pego o que ficar aqui, não quero arrumar agora a mala, quero ir logo vê minha mãe. Fala Henry parecendo que tinha voltado a ser criança e acima de tudo manhoso.
Emma não diz nada, apenas vai ao seu lado do carro e entra, Henry entra ao seu lado, a loira da a partida, mais nem cinco minutos de viagem precisa frear bruscamente.
–Você é doida mulher? Grita uma Emma muito enfurecida e nervosa para uma certa ruiva que estava na frente de seu carro com as mãos levantadas.
–Anna eu disse para você me esperar, o que há com você contra as regras? Explode Elsa que estava a passos da irmã e vê que a loira consegue brecar a tempo. – Desculpe Emma, ela ainda não entende quando diz para não fazer algo. Reclama Elsa olhando repreensivamente para Anna.
–Qual é? Deu tudo certo não deu? Questiona Anna jogando as mãos para cima e indo para o lado do motorista e puxando a porta do carro de Emma, como não conseguiu enfiou a cabeça para dentro e procurando quem elas precisavam falar. – Ué? Cadê sua mulher? É assim que se fala? Eu acho um pouco possessivo e arrogante, mais Elsa disse que é assim que se diz, por que Kristoff eu digo que será meu marido, por que meu homem, soa tão ofensivo, espera tive uma ideia ótima, por que não chamamos de sua esposa? Fica sei lá, mais carinhoso do que mulher não acha? Em falar nisso ainda não me disse onde ela está? Vocês brigaram? Ela mandou você dá uma volta né? Ela tem cara de ser mandona e você de quem obedece, sabe eu.... Ia tagarelando Anna até que Elsa resolveu se intrometer.
–Anna fica quieta, está deixando a Emma nervosa e todos nós confusos. Repreende Elsa, pensando em como a irmã pretende casar se ainda é uma menina.
–Desculpe. Fala Anna, não gostava quando Elsa chamava sua atenção assim, na frente dos outros.
–Emma queria poder conversa com Regina. Fala Elsa direcionando o olhar para Emma.
–Está em casa, querem carona até lá?Podem conversa mais a vontade. Fala Emma, mais duvidava que Regina conseguisse conversa com Anna de qualquer forma.
–Ehhhhhhhh... posso ir na frente? Deixa eu ir na frente? Pergunta Anna enfiando novamente a cabeça na janela do passageiro e fazendo Emma cair para o lado de Henry.
–Claro eu acho. Responde Emma olhando para Henry que dá de ombros e senta no banco de trás, dando espaço para Elsa sentar e depois Anna senta e puxa a porta.
–Podemos cantar agora?Questiona a ruiva e Henry que não iria admitir nunca, queria ouvir para saber se ela cantaria a musica do boneco de neve ou do Hans e se ela tinha alguma nova.
–Tanto faz. Responde Emma e dá a partida no carro.
Anna se anima e começa a cantar a musica que cantou com Hans, mesmo ele sendo um idiota que quase a matou ela gostava muito dessa musica, Henry cantava a parte de Hans, até Emma ter um estralo e acabar com a musica.
–Espera, essa não é a musica que canta com Hans? O cara que tentou te matar? Questiona Emma com a sobrancelha erguida para Anna.
–Não foi você quem quase casou com um macaco? Questiona Anna também com a sobrancelha erguida.
–Deixemos essa droga no passado. Responde Emma seria e as duas ficam em silencio.
Henry e Elsa trocam um olhar cúmplice e caem na gargalhada ao olhar para os dois na frente e Elsa fala.
– Achei que Anna seria péssima com homens, mais pelo visto. Comenta gargalhando Henry acompanha e completa os pensamentos de Elsa.
– Verdade mãe, você e Anna poderiam dar as mãos para as escolhas de vocês, ainda bem que a minha mãe existe. Fala Henry gargalhando e Elsa também, Anna logo estava acompanhando eles.
–Macaco voador e ficam rindo de mim. Comenta rindo, na verdade Anna estava até sem fôlego enquanto falava.
–Olha quem fala, pelo menos não quis me casar com ele assim depois de conhecê-lo em um dia e ainda quase matar minha irmã e depois a mim mesma. Comenta Emma nervosamente, não estava de bom humor.
–Claro, como se ele não quisesse fazer isso depois não é? Além do mais eu não tinha muitas pessoas ok, ele pareceu sincero, por que está nervosa e descontando em mim? Você escolheu um macaco e um pirata, não pode dizer que é a sabedoria em escolhas. Responde Anna ficando chateada com o rumo da conversa.
–Ok, vocês duas parem, mãe Anna não tem culpa dos seus problemas e Anna não fale assim da minha mãe. Fala Henry com as duas.
–Desculpa. Fala as duas ao mesmo tempo e nessa hora o carro para na frente da mansão e Emma sente todo seu corpo ficar tenso.
Emma desce do carro, e depois Henry, pelo menos lado, Elsa e Anna fazem o mesmo e quando vão entrar Elsa segura Emma pelos ombros e diz suavemente.
–Lembre-se ela está machucada, releve tudo que ela disser, sei que serão felizes ok? Questiona a loira para saber se Emma entendeu e a mesma só assente, respira fundo e segue até a porta, não antes de Elsa a puxar para um abraço, precisava ajudar a loira agora, por que a mesma a ajudou quando ela buscava pro Anna .
Regina abre a porta antes que eles cheguem perto da mesma, tinha visto Elsa consolar sua loira e isso não tinha a agradado nem um pouco a morena que estava extremamente nervosa e irritada.
–Finalmente minha querida esposa resolveu voltar para a casa, mais pelo visto trouxe companhia? Questiona Regina com os olhares furiosos para as duas loiras e para Anna.
–Fofinha tudo bom? Precisamos conversa com você e no caminho encontramos sua esposa, por que já combinei com ela e não vou chamar de sua mulher, parece... ia dizendo Anna e quando encontrou o olhar de Elsa engoliu em seco e simplificou. – Precisamos conversa. E abriu um sorriso amarelo para a morena.
–Entrem queridos. Fala Regina da forma mais irônica que consegue, quando Henry passa ela o abraça e dá um beijo terno no mesmo, deixa Elsa e Anna passar e segura o braço da loira para que pudesse falar com ela.
–Onde esteve? Por que não me ligou? Fala Regina apressadamente, não queria parecer desesperada, mais estava, sentiu saudades da loira mais do que imaginou.
–Na casa dos meus pais, achei que queria um tempo sozinha. Fala Emma se sentindo uma idiota por não ter voltado logo para casa quando vê os olhos de Regina brilharem como se ela fosse chorar a qualquer minuto.
–Não faça mais isso, achei que tinha desistido de nós, Em, de mim e isso doeu. Fala a morena sincera, ficou o dia inteiro, pensando se deveria sentir raiva ou não, mais vê que outra pessoa poderia querer consola aquilo que era seu, desfez qualquer muro que ela tivesse erguido.
–Nunca vou desistir de nós, a não ser que peça minha linda. Fala Emma dando um sorriso tímido.
–Então não desistira, por que eu jamais vou querer isso. Fala Regina rodeando os braços no pescoço da loira.
–Fico feliz em ouvir isso. Fala Emma se aproximando dos lábios de Regina e quando se encontram o beijo é desesperada, uma mistura de saudade, medo e desculpas, quando o ar faz necessário, Regina se afasta abre um sorriso lindo e diz para Emma.
–Vamos ver o que desejam desperdiça-las logo e depois colocar Henry para dormi, quero você essa noite o mais rápido possível. Comenta Regina maliciosamente.
–Eu também. Apesar de Emma achar ela um pouco bipolar ainda, concordou sorrindo para sua amada a queria mais que tudo que ela quisesse mesmo ficar com ela.
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