De volta as origens
35 A ceia
Notas iniciais
Henry sobe as escadas e vai até a porta do quarto de suas mães. Encontra a porta meio aberta e vê sua mãe encolhida na cama, segurando um lenço no corte do seu supercilho. Ela parecia está perdida sem saber o que fazer ou pensar em nada.
–Posso entrar? Pergunta ele dando pequenas batidas na porta.
Emma não responde então ele decide entrar do mesmo jeito.
–Está bem? Pergunta ele se sentando na cama.
–Eu quem devo fazer essa pergunta. Diz a loira indicando que ele deitasse com ela.
–Eu também posso lhe pergunta isso sabia? Diz de modo brincalhão e se deita ao seu lado.
–Mais é minha função. Diz ela o abraçando e escondendo seu rosto entre os cabelos do seu filho.
Ouve-se um choro baixo. – Mãe não precisa ficar assim, me diga o que lhe incomoda. Diz ele segurando a uma das mãos da mãe.
–Não quero conversa. Diz ela respirando rápido devido ao choro.
–Então não conversaremos. Diz ele se virando para ela e a abraçando forte.
Depois de algum tempo em silencio Henry se pronuncia.
–Mãe, senta para que eu possa cuidar desse machucado. Diz ele levantando a cabeça e encontrando os olhos esverdeados da loira.
Emma concorda e se senta. Ele vai até o banheiro, pega o quite de primeiro socorros e senta a sua frente.
–Eu devia fazer isso também. Comenta a loira enquanto Henry começa a limpar a ferida do seu supercilho. – Eu deveria ter feito muitas coisas Henry. Comenta ela, deixando seus olhos se encher de lagrimas.
–Mãe. Diz o menino de forma terna.
–Não Henry é verdade. Diz ela se levantando e fazendo o garoto acompanhar seus passos. – Você vai me odiar eu sei que vai, nem que seja por alguns segundos, vai se questionar por que posso ficar com este bebê e não fiquei com você, vai pensar que eu o amo mais, vai pensar em como seria sua vida se estivesse comigo. Diz a loira parando e o olhando. – Vai tentar entender por que esse pequeno incomodo toda vez que você vê o bebê nos meus braços e pensar se seria assim que eu olharia para você, se seria assim que cuidaria de você, se e mais “sés” apareceram em sua cabeça e nesses momentos você vai me odiar. Termina ela se ajoelhando na frente dele. – E eu não quero que me odeie, não quero. Diz ela e chora nos braços do filho.
Henry fica em silencio por alguns segundos, sabia que a loira não lembrava das lembranças alternativas, mais ele sim e ele ainda lembrava todo amor que ela transmitia a ele, se eram falsas? Ele não ligava e diferente do que se podia esperar de alguém que foi abandonado ele entendia, ele realmente entendia os motivos, não ia mentir e dizer que as vezes realmente pensava nos “se” da vida, mais tinha plena consciência que se sua vida mudasse não faria sentido.
–Mãe. Chama ele suavemente. – Olhe para mim. Ele pede. Emma ergue a cabeça, seus olhos vermelhos devido ao choro. – Não vou odiar, você nem meu irmão ou irmã. Diz ele com sinceridade. – Se eu queria ter vivido a vida inteira com você? Claro que sim, mais eu realmente entendo, e realmente te perdoei e esqueci, por que não consegue fazer a mesma coisa mãe? Por que não deixa tudo que aconteceu no passado e vamos fazer nossos planos para o futuro, sem deixar de aproveitar o presente? Perguntou ele suavemente.
–Por que talvez eu não entenda. Murmurou Emma.
Aquela confissão deixou o garoto meio perdido em pensamentos, como ajudar nisso agora? Ele não imaginava que Emma sentia ciúmes de Neal e pensando calmamente ele refletiu que talvez realmente acontecesse o que Emma estava falando, mais sua mãe não precisava saber disso e também precisava entender que acima de qualquer coisa ele a ama.
–Eu te amo. Disse ele a olhando dentro dos olhos. – Te amo e sei que esse amor sempre será mais forte do que qualquer coisa. Completou. – Eu juro. Disse abrindo um grande sorriso. – E você sabe que não estou mentindo. Fez um tom de divertimento.
Emma abriu um pequeno sorriso. – Sei que não garoto. Disse ela ficando de pé e andando de um lado para o outro novamente.
–O que mais te preocupa? Pergunta Henry seguindo seus passos com os olhos atentos.
–Não sei se vou saber fazer isso sabe. Diz ela sem parar de andar de um lado para outro. – Não sei se consigo ser mãe. Suspira alto e quando olha para Henry com a sobrancelha erguida logo se defende. – Você veio criado. Se explica – Esse novo bebê vou precisar fazer tudo, vou ter que aprender a cuidar de tudo, vou ter que ser responsável. Diz ela e podia e notar o pânico em sua voz.
–Mãe. Chama a atenção da loira. – É por isso que eu e a mamãe estamos aqui. Diz ele sorrindo e se levantando, se aproxima dela e a faz olhar dentro dos seus olhos. – Não está sozinha agora, você tem uma família, tem a minha mãe Regina, meu avós e principalmente a mim e não vamos a lugar nenhum mãe a lugar nenhum. Diz o menino e a abraça apertado, lagrimas correm dos dois lados.
–Promete? Pergunta Emma fungando.
–Prometo. Responde ele sorrindo entre as lagrimas.
Henry sem saber naquele momento sanou a maior duvida de Emma o medo de ter que ficar sozinha novamente, de ser abandonada, mesmo que fosse um medo ilógico ou sem fundamentos para a atual situação dela, ela sentia que a qualquer momento poderiam a deixar.
–Então que tal você ir lavar o rosto e descer para esperar dar meia noite para o natal? Pergunta ele sorrindo enquanto limpa as lagrimas de seus olhos.
Emma apenas assentiu e sorriu. Henry sentou na cama das mães e esperou pacientemente sua mãe loira sair do banheiro, dez minutos depois ela saiu com um sorriso fraco nos lábios, ele entendia que não seria de uma hora para outra que tudo se resolveria, mais ele estava obstinado a mostrar a mãe que falava a verdade.
–Vamos? Perguntou ele estendendo o braço para a loira.
Emma segurou o braço do filho e saiu do quarto, quando avistou as escadas respirou fundo.
Desceram as escadas calmamente, a atenção que estava em Anna dizendo coisas de Anna, foi voltada totalmente para Emma e Henry, a loira sorriu fraco para todos e tentou bolar alguma explicação enquanto chegava ao fim da escada.
Quando chegou lá sua mãe e pai estavam esperando com um sorriso, um grande sorriso e isso acalmou mais ainda Emma.
–Meus parabéns princesa. Diz David a puxando para um abraço.
–Parabéns minha menina. Diz Mary a apertando junto a David.
–Obrigada. Responde meio acanhada.
–Soltem a um pouco, deixe ela respirar. Reclamou Regina se aproximando e abraçando a cintura da loira e beijando sua temporã. –Está bem? Sussurra para a loira.
–Sim. Responde Emma e passa o braço pela cintura da morena, Regina olha para a esposa e sorri e depois com um leve movimento de mão, tira a ferida do seu rosto e beija sua testa.
–Não querendo ser a chata. Comenta Anna. – E estragar o clima, mais falta muito para o jantar de natal? Pergunta com expectativa.
Todos caem na gargalhada pelo jeito espontâneo da ruiva.
–Não cerca de meia hora. Responde Mary olhando em seu relógio. – Precisamos nos arrumar falta apenas meia hora. Repete ela agora parecendo desesperada.
–Eu posso ajudar dessa vez. Diz a morena se colocando um pouco a frente de Emma. – Posso mudar a roupa de todos, assim facilitaria muito para nós. Completa olhando e esperando a permissão.
–Vou ficar com minha roupa mesmo. Declara Elsa.
–Eu quero algo lindo. Cantarola Anna.
Logo todos concordaram com Regina, que em um movimento de mão trocou a roupa de todos, menos de Elsa, já que a mesma não queria.
–O que faremos até dar a hora? Perguntou Henry. — E meu avô? Onde está? pergunta o garoto.
–Não pode vir hoje, disse que apareceria amanhã. respondeu a morena.
–Volto a pergunta o que faremos? Pergunta Henry novamente
Todos deram de ombros e se sentaram no sofá, sem saber o que dizer ou falar.
–Por que não can... Começou Anna.
–Não. Respondeu praticamente todos juntos.
–Como vocês são chatos. Reclama a ruiva e olha para Emma. – Combina mais com sua personalidade esse vestido vermelho do que calças. Comenta Anna.
–Eu gosto das minhas calças. Responde Emma. – Vestido não tem haver comigo.
–Claro que tem, agora sabemos que o “homem” da relação é Regina, ela quem deveria usar calças. Fala como se fosse obvio.
–Regina não é “homem” da relação. Retruca Emma.
–Ela te engravidou, quem engravida quem? Pergunta de forma desafiadora.
–O que exatamente está querendo dizer com isso? Responde Emma no mesmo tom.
–Que sabemos como funciona. Diz a ruiva e começa a rir.
–Não sabe não. Reclama Emma e olha para Regina. – Diga a ela amor como funciona. Fala Emma olhando para Regina.
–Não é assim que funciona. Declara a morena.
–Viu não é assim. Responde Emma convencida agora.
–Não é o.... Ia responder Anna, quando Elsa a corta.
–Chega Anna, não fique provocando a Emma. Fala de forma autoritária.
–Não estou provocando, só sendo sincera, que sabemos quem é quem. Responde em modo de defesa.
Antes que Emma retrucasse Mary anuncia que era hora da ceia e como passe de mágica, todos estavam em volta da mesa, conversando, brindando e se divertindo. A ceia durou por um longo tempo, ninguém queria se desfazer de todo aquele clima especial de natal.
Mesmo a provocação entre a ruiva e a loira o clima estava agradável e familiar, logo a ceia acabou, a sobremesa foi servida e o aquele momento especial e aconchegante chegou ao fim, na porta se despediram, Elsa, Anna, Mary e David. Deixando a família Swan Mills para o termino da comemoração.
–Tenho um presente para os dois. Diz Regina de forma travessa e entra e fecha a porta de casa.
Vai até a arvore e pega um presente no chão e entra a mão dos dois. – Este aqui eu fiz especialmente para vocês. Diz sorrindo e faz movimento com as mãos incentivando a abri-lo.
Henry olha com expectativa, sabia o que era, tinha ajudado com algumas partes, mais sentia que tinha algo que não tinha visto que sua mãe fez.
A loira abriu na expectativa o pacote em sua mãos e se deparou com uma capa de um livro que nem a do filho, olhou com cara de interrogação para a esposa, Regina apenas fez outro gesto para que ela continuar.
Emma abriu a primeira capa e nela tinha uma foto, sua, de Regina e Henry sorrindo, seu sorriso se alargou na mesma hora, sabia que aquela foto tinha sido tirada ontem, virou a pagina e encontrou uma dela e de Regina pequenas e assim sucessivamente, em cada fase e no final fotos de Henry bebê, e crescendo também, depois tinha foto dos três juntos, elas com ele em toda a fase, a penúltima foi a foto em família que tirou, nela David e Mary apareciam no dia do casamento e a ultima estava em branco, com uma frase abaixo, “Bem vindo a família, já te amamos muito”.
Lagrimas caiam dos olhos das duas e Henry tinha um sorriso no rosto, Emma abraçou os dois apertados contra si e murmurou. – Amo vocês. Diz
O dois respondeu ao mesmo tempo. – amo vocês também.
O abraço se intensificou e em determinado momento se soltou. Ficaram um tempo ali se olhando, depois resolveram subir para dormi, Emma e Regina colocaram Henry para dormi e foram para o quarto delas.
Deitaram-se sem falar nada, não tinha o que falar no momento a noite tinha começado de um jeito e terminado de outro muito melhor e isso era o suficiente para as duas, Regina se aconchegou em Emma e fechou os olhos.
–Amor. Chama Emma antes que Regina caia no sono.
–Oi meu amor. Responde a morena.
–Você sabe que não é homem não é? Pergunta Emma a fitando.
–Claro amor, sou uma mulher. Diz a morena sorrindo da pergunta da loira.
–Não! Exclama a loira. — Você entendeu o que eu quis dizer. Fala de forma séria.
–Entendi querida, claro que entendi. Fala Regina ainda rindo. – Esquece isso amor. Diz a morena se levantando e selando os lábios com os da loira.
–Você não respondeu. Disse Emma ainda soando séria.
–Amor eu sei que você é. Diz a morena sanando sua duvida boba da loira.
–Que bom. Sorri a loira e fecha os olhos. – Seremos mais felizes né. Pergunta a loira.
–Muito felizes. Responde a morena e se aconchega mais na sua loira e fecha os olhos.
O sono logo chega a elas.
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