De um estranho para outro...?

1 capitulo único : De um estranho para outro...


Notas iniciais
é a minha primeira one shot, e bem, realmente gostei desta por isso estou a posta-la aqui, espero que gostem.

Estava de pé , a segurar um guarda chuva na borda do píer, usava roupas estranhas, uma saia amarela social, uma camiseta preta e por cima uma camisa sócio esportiva azul transparente, meus cabelos estava curtíssimos, como os de um garoto,esta descalço, deixara os sapatos em casa. meu guarda chuva colorido estava fechado, embora chovesse muito. resolvi sentar-me e colocar os pés na água gelada.

-com licença senhorita, importa-se de que eu me sente aqui? — um garoto alto e de cabelos prateados me perguntou

-não, fique a vontade

-nao sentes frio? estas chovendo muito aqui fora — ele segurava um guarda chuva preto que tampava seu rosto.

-nao, me sinto bem com a chuva, parece que ela lava suas mágoas, nao acha ?

-sim... o que faz aqui ? venho aqui todos os dias compor poemas, mas nunca a vi.

- estou a observar o mar, afinal uma pessoa como eu, pode se permitir coisas banais e simples uma última vez...

-uma..última vez ? o que quer dizer com isto?

-na acha a morte uma coisa muito simples?

-não, acho-a a coisa mais complicada que existe até o momento , por que achas isto?

-ora! é uma coisa muito banal, uma hora estás feliz e rindo e na outra já nao tem mais vida, nem o sorisso no rosto, uma coisa que definitivamente era sua antes, você a perde em um piscar de olhos.

-vendo desta forma... porém, acho a morte muito mais poética.

- " tão breve é a morte

vem tão silenciosa

a passos largos

no entanto, é tão atenciosa

leva aqueles que merecem

a paz

e aqueles que ficam

deixa apenas a tortura

da perda de alguém

tão capaz."

-... sinto que ja sofrestes o bastante com esta morte. de um estranho para outro, posso perguntar-lhe o que planejas fazer agora?

-de um estranho para o outro, antes de qualquer coisa, se importa de ouvir a minha breve história?- perguntei , já com o coração em mãos , angustiado e desesperado, para sair deste desespero, que , por mim foi causado.

-...claro.

-eu estava a viajar om minha família. eu minha mãe, meu pai, minha irmã que estava grávida e seu marido, o bebê iria chamar-se Felipe, belo nome, amava-o antes mesmo de nascer. estávamos indo as montanhas, mas, enquanto todos riam, eu desconcentrei-me e, causei a morte de todos. somente eu, que ironicamente estava sem cinto, sobrevivi, por isso te pergunto, de um estranho para o outro, posso apenas desaparecer?

-de um estranho para o outro... quero tomar estas angustias para mim, e, fazer com que nunca se arrependa de nada do que fizeres a partir de agora... posso dizer , que , apesar de tudo sou uma vítima do amor a primeira vista.

-infelizmente, minhas angustias são grandes de mais , não as aguentaria, então, antes de tudo digo-lhe que também fui uma vítima do amor

levantei-me e pulei ao mar, pude perceber que o homem também pulara, procuramo-nos e nos abraçamos, demos um longo beijo até perdemos a respiração. e assim, fomos dissolvidos na espuma do mar, posso finalmente dizer " a morte nos acolheu " .

Notas finais
então finalmente acabei e estou muito feliz co o resultado espero que gostem e comentem, o poema sobre a morte descrito pela menina foi escrito por mim e peço-lhes um desconto, sou uma péssima escritora de poemas

então é isso, obrigado aos que leram.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!