De repente casada
2 Ele?!
Notas iniciais
Como o casamento tinha que ser bem rápido, a cerimonia acabou sendo bem simples, enquanto meu pai me levava ate a porta que daria para o jardim da nossa casa de campo, eu olhava a decoração, algumas flores azuis, que eu não sabia o nome, e rosas brancas, assim também era meu buque.
– Nossa vez filha, esta preparada?- pergunta meu pai com um sorriso encorajador.
Eu afirmo com a cabeça, então ele abre a porta e eu começo a andar pelo jardim, em um tapete azul claro, levanto a cabeça e meus olhos se encontra com Valentina que me acena com a cabeça e sorri, continuo caminhando no corredor de cadeiras, algumas pessoas que me "conhecem" assobiam e sorriem felizes, afinal e um casamento.
Então chegamos e meu pai me deixa com o homem que daqui alguns minutos sera meu marido, não me atrevi a olha-lo, mas posso dizer, ele e cheiroso e alto, esta usando aquele tem de casamento, acho que se chama casaca, na minha opinião e muito lindo.
O pastor começou como sermão e eu comecei a devagar, passava-se tantas coisas na minha mente, o que seria da minha vida agora? E minha faculdade? Tudo bem que estava de ferias, mas...
– Senhorita? — era o pastor.
– Oi, desculpa, qual era a pergunta? — sorrio envergonhada e ouço alguns risos pelo jardim.
Ele esboça um pequeno sorriso e fala:
– Você, Atena Abnara Ferraz, aceita Miguel Ferrar Levine, como seu legitimo esposo?
–Sim — digo um pouco fraco — sim — repito ainda sem olhar para o tal Miguel.
– E Você, Miguel Ferrar Levine — o pastor pergunta olhando pra ele- aceita Atena Abnara Ferraz, como sua unica esposa?
– Com toda certeza — então depois disso olho para ele, e...
E...E COMO ASSIM?
Ali esta, o cara da noite anterior, com um sorriso divertido no rosto como se estivesse rindo de mim, não melhor, ele esta rindo de mim.
– Com o poder investido em mim, considero-os casados, pode beija a noiva — eu fico gelada na hora, beijar?! E se... e se eu não quiser, ai Deus meu e agora? Posso sair correndo?
Ele se inclina em minha direção e meus olhos ficam tao grandes como um prato, mas então ele me surpreende, apenas me da um beijo na testa e depois olha nos meus olhos, santo Deus que olhos! Tao azuis e tao intensos! Que isso Atena, foco, foco.
– Obrigado — murmuro.
Ele pisca pra mim e sorri, maldição! Por que ele tinha de ser bonito? Na noite anterior não tinha reparado tanto nele, era só um cara gato que estava me perturbando no bar, mas agora com ele assim tão perto...Tinha o cabelo preto um pouco despenteado, olhos azuis tao intensos, era alto e mesmo com a casaca dava pra ver que tinha um corpo em forma.
Com o braco enlaçado com o dele fomo para a parte onde seria a festa, era ali no jardim mesmo, mesas em estilo rustico, com tacas azuis e pratos brancos, tinha uma mesa onde estava o bolo de três andares, e vários tipos de doces, o cheiro da comida estava no ar.
– Estou com fome.- diz Miguel fazendo uma careta — tem alguma ideia do que preciso fazer para pegar um doce?- eu sorrio.
– Bom, acho que nada, você e o noivo aqui- ele da um sorriso meio torto.
– Verdade, vou la, quer um? — nego com a cabeça, um doce agora só ia embrulhar mais ainda meu estomago.
Ele vai pegar o doce e eu vou cumprimentar os convidados, sempre com um sorriso no rosto, mesmo que não seja verdadeiro. Depois de um tempo já estou cansada de tudo e resolvo me distanciar, então vou sentar na escada da porta da frente.
As mesmas perguntas rondam minha mente, eu que sempre tive todas as respostas agora não tenho nenhuma. Estou com o rosto enterrado nas mãos e com vontade de chorar, mas as lagrimas não vem, pelo menos Miguel parece ser legal.
– Atena?- levanto a cabeça e Miguel — Tudo bem?
– Sim — falo tentando me levantar — só estava pensando.
– Entendo- me estende a mão para me ajudar a levantar — o que acha de sairmos daqui? — eu levanto uma sobrancelha um pouco desconfiada — não vou fazer nada com você, juro — ele sorri divertido.
– tudo bem — digo aceitando sua mão e sorrio — vamos nos despedir deles, e eu quero um pedaço de bolo antes de ir.
– Claro, claro — ele ri.
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