De repente bilionária
1 Pobre Manuela!
Notas iniciais
Não há nada pior que fim de férias, sentir aquele maldito frio na boca do estomago cada vez que os dias passam e os dias de aula se aproximam. Meus pais costumavam me levar junto para a compra de materiais, mas fiz questão de não ir mais e nem me importava se eles comprariam cadernos com desenhos infantis, até porque eu costumava colar fotos e escrever na capa deles. Eu não era do tipo que se importava com essas coisas nem nada, me importava realmente com meus livros que eu organizava com muito carinho. Eu não gostava de ir em muitas festas também, principalmente nas de família.
Amigos de verdade tenho dois, que são namorados e me deixam de vela maior parte do tempo, chega a ser chato e nojento ver eles se beijarem por todos os cantos. Mas não sei o que eu faria sem a Renata e o Danilo, bom eu ficaria todos os intervalos e aulas sozinha, só isso.
Meus pais são do tipo relaxados e nem chegam a se importar se minhas notas são altas ou baixas, eles só querem me ver passando de ano. Me considero sortuda por isso, vivo num bairro cheio de gente de classe baixa e média, se bem que sou uma deles também.
Sou alta, mas não uma girafa completa, mas tenho curvas definidas, nada que chame muita atenção. Nada de muita bunda e muito peito, tamanhos proporcionais creio eu.
Voltando a falar dos meu pais, eles sempre colocaram muita fé em jogos. Bingos, jogo do bixo, loterias e outras bobagens, mas eles sempre perdiam e eu ria é claro.
Mas ai as coisas começaram a mudar...
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