Enquanto esperava todos chegar, continuei andando de um lado para o outro e Noah me mandava sentar, e ligava toda hora para saber onde estavam.

Depois de uns 10 minutos, Kurt e Finn chegaram. E logo depois Jesse também.

Colocamos as cartas na mesa de centro e olhamos um para a cara do outro. Kurt disse:

– Eu começo.

Ele pegou a carta e abriu. Leu e depois disse:

– Não passei. – ele disse com uma voz triste.

Todos falaram coisas como “Sinto muito.” e ele disse:

– Vai logo alguém.

– Eu vou. – Jesse disse.

Ele pegou a carta, respirou fundo e abriu. Leu e disse:

– Passei. Finalmente!

Todos nós o parabenizamos e Noah pegou a carta dele. Ele leu e disse:

– Não passei.

Todos disseram coisas como “Sinto muito” e Noah disse:

– Eu não pensava em ir para a faculdade até o começo desse ano, então...

Finn pegou a dele e leu, depois disse:

– Não passei, mas ainda tem Yale, que ainda não chegou.

Olhei para a única carta em cima da mesa. A minha carta. Enquanto olhava, Noah falou:

– Não vai abrir?

Peguei a carta e abri. Assim que vi, tive minha primeira surpresa: estava escrita a mão. Dizia:

“Rachel Babra Berry, a minha primeira impressão de você foi: arrogante, mimada, e péssima profissional. Mas quando te vi lá em Chicago, percebi que talvez ainda estava certa, exceto pela parte de péssima prorfissional. Por isso você foi aceita em NYADA. Mas não esqueça mais a letra de nenhuma canção. Carmem Tibideaux.”

Quando terminei de ler, percebi que estava chorando e falei:

– Eu passei.

Todos me parabenizaram e Kurt, que tinha pegado a carta, disse:

– Uau! Arrasou, Rachel! Carta escrita a mão.

Depois brindamos com um suco que tinha na geladeira e Jesse, Finn e Kurt foram embora.

Eu e Noah estávamos no sofá e perguntei:

– O que você vai fazer?

– Não sei. Eu só me inscrevi para Nova Iorque para ficar perto de você. Eu não passei, mas não quero ficar longe de você.

– E o que você vai fazer?

– Eu acho que posso tentar a sorte em Nova Iorque. Posso arranjar um emprego, alugar um apartamento. – ele disse.

– Então Nova Iorque vai ser perfeito, exceto pelo fato do meu melhor amigo não ir.

Quando meus pais chegaram, contei a eles que tinha passado e eu, Noah e eles saímos para comemorar num restaurante.

No dia seguinte, os sêniors foram para escola só para desocupar os armários, mas o sêniors do New Directions, além de desocupar os armários, aproveitou para curtir uma última vez o glee club.

Falei com Kurt:

– Como você está?

– Estou bem. O Blaine disse que eu deveria ir mesmo assim para Nova Iorque porque aqui não é o meu lugar.

– E o que você vai fazer aqui?

– Não sei. Me preparar melhor para NYADA, arrumar algum emprego.

– Noah vai para NY mesmo sem ter passado. E eu também acho que aqui não é o seu lugar. Você poderia ir com a gente.

– E onde eu vou ficar? – ele perguntou.

– Com a gente?

– Mas eu vou ser tipo uma vela lá.

– Kurt, você sabe qual era o meu plano perfeito para NY? Ter meu melhor amigo e meu namorado lá.

– Ok. Você e o Blaine venceram. Eu vou para NY.

Nos abraçamos e Kurt disse:

– Ficou sabendo que Brittany reprovou?

– Não. – eu disse – Como está a Santana?

– Normal. Acho que no fundo, as duas já sabiam que ia acontecer isso.

– Santana vai para onde? – perguntei.

– Ela conseguiu uma bolsa para ser líder de torcida no Kentucky, mas ela não me parece muito animada para ir. – Kurt disse – Ah! Ficou sabendo que Finn passou para Yale?

– Não. Que bom! – falei alegremente.

Quando chegamos lá, fui parabenizar Finn e ele disse:

– Obrigado. Eu estou animado e ansioso que eu e Quinn combinamos de ir esse fim de semana lá para conhecer a faculdade.

– Vocês estão bem próximos, né? Será que ela ainda gosta de você?

– Por quê? Está com ciúmes?

– Claro que não. — falei séria.

– Estou brincando, Rachel. Mas não sei. Eu nunca dei chances de verdade para a Quinn.

– Por que não dá agora?

– Quem sabe...

Rimos e fui falar com Mercedes e Tina.

– E você, Mercedes, o que vai fazer?

– Você lembra quando cantei “Disco Inferno” aqui?

– Lembro. Por quê?

– O Sam tinha gravado e colocado no Youtube...

– Ela conseguiu um contrato com uma gravadora em Los Angeles. – Tina interrompeu empolgada.

– Sério? – falei empolgada.

– É. – Mercedes disse.

– Parabéns! – eu disse e a abracei.

– Queria tanto está me formando também. – Tina disse.

– Você vai se formar, Tina. – Mercedes disse.

– Tudo tem seu tempo. E Mike? – perguntei.

– Ele vai para uma escola de dança de Chicago.

Logo Will e Jesse chegaram. Jesse se sentou e Will ficou em pé na frente de nós todos.

– Foram três anos desde que começamos o New Directions. Só quero agradecer a vocês e desejar boa sorte no novo caminho que os que irão se formar esse ano terão. E eles tem uma coisa para o resto também.

Nos levantamos, nos posicionamos e cantamos “You get what you give”. No final tivemos nosso último abraço coletivo como membros do New Directions.

Notas finais
Agora sim acabou. Obrigada a todos os acompanharam a história, principalmente os que acompanham desde "De repente...".
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!