Notas iniciais
Olá! Tudo bom com vocês? Espero que gostem do capítulo! Estou amando todos os comentários, obrigada! Boa leitura! Beijos repletos de Magia *-*

POV HERMIONE GRANGER

— Então casa comigo.

Meu corpo ficou rígido com as três palavras que tinha acabado de ver sair de sua boca. Seus olhos percorriam meu rosto, boca – olhos – boca – olhos – boca – olhos, esperando uma resposta minha, mas eu estava petrificada, não sabia o que dizer. Minha visão foi ficando turva, lembrei de quando o vi ser selecionado para a Sonserina, lembrei de quando ele me chamou de Sangue-Ruim pela primeira vez, lembrei de quando dei um soco nele, no terceiro ano, lembrei de como fui me afastando do seu amor e me interessando pelo Rony, lembrei-me do Baile de Inverno no quarto ano, ele estava lindo. O sexto ano e ele sombrio, só usava preto, calado. A Guerra. A Mansão Malfoy. A tortura. Ele assistindo. Ele ajudando a gente na Batalha Final. Eu testemunhando a seu favor. Ele sendo sentenciado culpado com a pena de ajudar a reconstrução de Hogwarts. Seu pai condenado à morte. Ele não chorou, não sorriu.

Quando fiquei sabendo que seríamos monitores-chefes. A primeira briga no Salão Comunal do Monitores. A troca de corujas (eu tinha guardado seus pergaminhos). As rondas juntos. Como ele tinha sido atencioso comigo. Me deixando confortável na situação do Rony. Não me deixando chorar. Me amparando sempre. Me pedindo em namoro. Aquela noite. Era tão cedo, mas parecia tão certo.

Nos entendíamos muito bem. Éramos muito parecidos ao mesmo tempo que opostos que haviam se atraído. Eu sabia de tudo que tínhamos passado. Sabia que ele, infelizmente, tinha a Marca em seu braço. Não que ela ligasse, eu sei de que lado ele ficou no final. Mas também sabia por tudo que tínhamos passado para chegar onde estávamos. Estava ponderando o que fazer. Eu sabia que amava ele, não tinha dúvidas; mas em algum lugar na minha consciência uma vozinha dizia se eu não iria me arrepender de não ficar com Rony. Todos sempre falaram que seriamos o casal perfeito, que combinávamos muito. O que ele tinha feito era errado, sim. E quando ele disse que eu não o excitava, aquilo me devastou. Eu esperei por ele, achei que ele queria que fosse no momento certo, achei que... sei lá o que achei.

Abri os olhos que nem sabia que tinha fechado e encontrei Draco de olhos fechados também. Suas bochechas estavam levemente molhadas. Ele havia chorado? Seu cheiro amadeirado exalava nos lençóis, em tudo, e eu me sentia muito bem envolta por tal perfume. Só fica mais perfeito com o gosto de menta que seus lábios me proporcionavam.

Lentamente me aproximei dele, tentando ao máximo não mexer o colchão. Cheguei bem perto, conseguia sentir sua respiração na minha bochecha. Enxergar seus cílios loiros que pousavam nas maçãs da bochecha. Rocei meus lábios nos dele e sussurrei bem baixinho encostada na sua boca, sabia que ele escutaria.

— Caso.

Íris cinzas me encararam.

POV DRACO MALFOY

Abri os olhos e ela estava muito perto de mim. Conseguia sentir a pele de seus lábios tocando os meus. Seus olhos penetrantes nos meus. Âmbar no cinza. Eu já estava achando que ela diria “não”. Quase dez minutos tinham passado desde que perguntei, ela fechou os olhos e não disse nada.

Não queria que ela negasse. Eu sei que fiz muita coisa errada, sei que machuquei ela milhões de vezes, mas eu a amava. Desde o primeiro momento em que bati os olhos nela. Aqueles cabelos revoltos, olhar decidido, nariz arrebitado, tagarela. Sua mão cortando o ar a cada pergunta dita em uma sala de aula.

Ela era e continua sendo a melhor aluna de Hogwarts. A melhor bruxa da nossa época, inteligente, simpática, bondosa. Me ajudou quando eu não merecia. Testemunhou a meu favor, quando não merecia nem estar em sua presença. Alguém tão boa como ela, com alguém como eu, um trasgo. Ela pode ter me socado no terceiro ano, pode ter me olhado no quarto, mas sabia o destino dela. Casar com o Weasley. Era o que todos falavam assim que os dois assumiram o namoro.

Eu sabia que ele não era o bastante para ela. A confirmação veio naquela ronda no armário de vassouras. O Cabeça de fósforo é um idiota. Deixar uma menina como a Granger de lado e ficar com outra? Faltava neurônios na cabeça dele, só pode. Ela destrói qualquer menina desse colégio. Tem um corpo perfeito, é linda, a mais bonita que já vi.

Lágrimas começaram a rolar pelas minhas bochechas silenciosamente e eu apenas fechei os olhos. Eu a queria. Queria fazê-la feliz, queria amá-la sempre, retribuir todo carinho que ela teve comigo, retribuir a confiança, gratidão, simpatia que ela teve comigo e por mim.

Sua imagem no Baile de Inverno me veio a cabeça, naquela época eu só pensava o quão péssimo era ela ser nascida-trouxa e o quanto eu me odiava por reparar que ela estava maravilhosa, que ela é maravilhosa. Naquele vestido, tão elegante, acompanhado de Vítor Krum. Ah, mas como ela estava atraente, bonita. Se transformando nessa mulher que ela é hoje.

Não queria ela longe de mim. Queria proteger Hermione de todo o mal do mundo. Apesar de eu ter feito parte do mal, ela sabia que eu jamais seria capaz de machucá-la. Tá, já machuquei várias vezes, mas éramos crianças. Eram insultos que ela retrucava, e sempre vencia. Me arrependo de todas as vezes que a chamei por nomes feios e a menosprezei. Se eu soubesse o que nos tornaríamos, e que eu seria total e completamente apaixonado por ela, com certeza a trataria melhor desde o começo. Ok, bem capaz que eu desacreditasse na pessoa que me falasse isso há alguns anos. Mas o importante é que eu a amo e eu a quero feliz.

Quando ela disse aquelas quatro letras meu coração parou. Meus olhos encontraram os seus e foi como se tudo congelasse por alguns instantes. Ela e eu, era tudo que existia no mundo naquele momento. Senti seus dedos finos tocarem na minha bochecha e fazerem um movimento ali, tirando o restinho de lágrima que tinha ficado ali.

Segurei sua mão na mina bochecha e virei meu rosto para beijar a palma. Ela que estava muito perto de mim sorriu em meus lábios e pude me sentir sorrindo junto. Hermione se mexeu ficando ainda mais perto de mim e colando nossos corpos. Sentia seu coração bater em seu peito encostado no meu. Passei minha mão por sua cintura e a segurei ali. Beijei seu pescoço fazendo-a sorrir, gostava de vê-la sorrir.

Ela quebrou o silêncio.

— Por que estava chorando? – Ela tombou a cabeça meio para trás para olhar em meus olhos. – Non avevo mai visto piangere fino a ieri. (Nunca tinha te visto chorar até ontem).

— Ho pensato che non avrebbe accettato. (Achei que não fosse aceitar). – Fechei meus olhos e pensei. Como aquela língua saía bonita da boca dela. Tão linda.

— Awn mio amore, eu aceitei. Eu sei que demorei para falar, mas eu quero sim. Quero ficar com você sempre.

Então a beijei. Puxei seu pescoço e segurei sua cintura firme, colando nossos corpos. Senti suas mãos irem para meus cabelos e sorri, adorava quando ela mexia neles. Coloquei-a por cima de mim enquanto nossas línguas dançavam. Minhas mãos foram descendo por seu corpo, ah que corpo!, e apertei levemente aquela bunda perfeitamente desenhada dela.

Ela soltou um gemido por entre o beijo e eu sorri. Desci para seu pescoço beijando a bochecha e o maxilar. Distribuí beijos e mordidas pelo comprimento de seu pescoço e a fiz gemer mais. Senti ela puxar meus cabelos e nos virei na cama, ficando por cima.

Seus olhos brilhavam, ela sorria e arfava. Tirei as alças da sua camisola e puxei-a para baixo, me lembrando de como aquela camiseta verde ficava bem nela, na minha opinião a deixava mais maravilhosa do que já é. Soltei um gemido de aprovação ao ver a lingerie verde escura que ela tinha posto, rendada.

Comecei a beijar seu pescoço e colo enquanto minha mão direita apertava seu seio. Ela passava suas mãos do meu cabelo as minhas costas arranhando e puxando, sabia que ela gostava. Desci meus beijos por entre seus seios e com as mãos a puxei sentando-a na cama. Desabotoei seu sutiã e voltei a beijar sua boca. O beijo era desesperado, quente, safado.

Ela nos virou e deitou por cima de mim. Retirou minha blusa e começou a passar lentamente suas mãos pelo meu corpo, quase me torturando de tão lento.

Ela beijou e mordeu meu pescoço e desceu para meu peito, beijando e traçando caminhos com o dedo por todos os meus músculos, fazendo com que eu me arrepiasse. Foi chegando perto da minha calça, mas sempre desviava me fazendo gemer em desaprovação.

Ela sorriu safada e puxou o elástico da minha calça do pijama. Ajudei-a a tirar e puxei-a para um beijo. O beijo tinha vontade, eu a puxava, queria estar nela, nossos lábios se mexiam com força um no outro. Ela me empurrou fazendo com que eu deitasse na cama novamente e desceu até minha cueca. Passou a mão onde estava o elástico e logo tirou seus dedos de lá, me fazendo chamar por ela. Ela riu marotamente e me deu um selinho. Voltou as mãos para minha cueca e passou a mão pelo volume que já havia se formado. Ela me deixa louco. Puxou minha cueca para baixo revelando o óbvio, o quanto eu estava excitado para tê-la.

Ela me pegou de surpresa tocando em meu membro e fazendo formigar onde tocou. Se aproximou e beijou a base de meu membro e minha virilha. Gemi por ela. Sua boca macia me deixava cada vez mais louco de tesão. Senti seus lábios quentes beijarem todo o comprimento do meu amiguinho e ele latejar nas mãos dela. Precisava estar nela.

Sua mão começou um vai e vem lento, quase uma tortura para a situação. Ri nervosamente e sei que ela entendeu. Puxei sua mão livre e trouxe-a para perto de mim.

— Hermione, mi piace molto questa parte, ma ho bisogno di te ora. (Hermione, gosto muito desta parte, mas preciso de você agora.) – Minha voz saiu baixa e rouca e senti ela se arrepiar. Minhas mãos habilmente tiraram a sua calcinha e tive uma bela visão de seu corpo. Toquei a entrada de sua intimidade e ela já estava molhada. Granger gemeu ao meu toque e eu sorri. Olhei em seus olhos âmbar e ela silenciosamente pedia por mim. Puxei sua cintura e coloquei-a no meu colo. Senti-me latejar debaixo dela e a beijei.

— Maintenant, Draco. (Agora, Draco) – Sabia que ela não aguentaria mais muito, e eu também não. Levantei-a um pouco e me posicionei. Ela sentou em meu membro e começamos a nos movimentar num ritmo nosso. Gemíamos juntos, nossos corpos se chocavam e suavam. Ela não tirava os olhos de mim. Suas unhas arranhavam minhas costas e eu apertava sua cintura cada vez mais forte.

Eu ajudava ela subir e descer, cavalgar em mim cada vez mais rápido. Gemíamos cada vez mais alto, quase gritos. Se não estivéssemos no nosso Salão Comunal, certeza que estariam nos ouvindo. Hermione me deixava louco, não conseguia não gritar de prazer por essa mulher.

Senti ela me abraçar forte e seu corpo tremer, ao mesmo tempo que senti sair um jato de mim para dentro dela e instantes depois meus músculos relaxarem. Coloquei minha cabeça entre seu ombro e pescoço e sufoquei meu último gemido ali. Escutei-a gritar meu nome e depois relaxar encostada no meu peito.

Deitei a gente e fiquei fazendo carinho em seus cabelos. Saí de dentro dela e senti ela se mexer até se aconchegar em mim. Ficamos ali abraçados, com ela fazendo carinho por toda a extensão do meu tórax e eu mexendo em seus cabelos.

POV HERMIONE GRANGER

Acordei com um barulho vindo da janela. Olhei em volta, estava deitada no peito de Draco, que ainda dormia. Olhei para o lado e tinha uma coruja esperando ali. Me levantei calmamente para não o acordar e fui até a janela. Olhei meu corpo, ainda estava pelada. Um frio percorreu minha espinha assim que abri minha janela, e me arrependi por não ter vestido nada. Peguei a carta e a coruja parda saiu voando. Li o destinatário, era para Draco.

Voltei para a cama e vi que ele me olhava. Seus olhos cinzas eram lindos e me transmitiam calmaria. Me permiti viajar na tempestade cinza que eu via e que eu amava. Senti suas mãos puxarem meus braços e me colocar grudada nele, mas não parei de olhar nem por um instante o cinza.

— De quem é a carta?

Pisquei duas vezes e me mexi. Não tinha visto de quem era, só que era para meu namorado. Entreguei e ele abriu rapidamente. Ficou com uma cara pensativa por uns momentos e se virou para mim.

— Se vista, vamos ter que ir até a sala da Prof McGonagall.

— Por que?

— Estão nos chamando. – Eu assenti e me levantei. Rapidamente procurei as peças de roupa perdidas pelo chão e as juntei. Draco fez o mesmo com as dele.

Me puxou para um beijo e entrelaçou nossas mãos.

Saímos de lá e andamos rapidamente pelos corredores até a sala da diretora. Eu não gostava de não saber o assunto para o qual eu estava sendo chamada, isso me deixava curiosa. Dissemos a senha e a Gárgula começo a se mexer. Chegamos e batemos na porta. Ela se abriu e quando demos o primeiro passo demos de cara com a Sra. Malfoy.

Eu congelei. Apertei a mão de Draco e fiquei com uma cara chocada. Ele apertou minha mão em resposta e me puxou levemente para me mover.

— Boa tarde Sr. Malfoy e Srta. Granger, a Sra Malfoy estava o esperando Draco. – Eu olhei para Minerva, sempre com o mesmo tom sereno e calmo.

— O que estão fazendo juntos? – Eu olhei para a mulher a minha frente. Deveria saber que não seria fácil aceitarem meu namoro com o Draco. – O QUE ELA FAZ AQUI, DRACO? – Eu tremi.

— Ela está comigo, mamãe.

— O QUE É ISSO NO SEU PESCOÇO GAROTA? – Ela disse furiosamente para mim. Toquei o local dito e fiquei confusa. Senti meu namorado rir ao meu lado. Rapidamente conjurei um espelho e me olhei. Uma marca horrorosa dizia que ele havia feito estragos em mim. Corei no mesmo instante.

Malfoy me puxou abraçando-me por trás e dizendo para a mãe. – Fui eu quem fiz isso, mamãe.

— E o nosso acordo, Draco? Não pensou nisso?

— Que acordo? – Estava confusa. Olhei de um para o outro esperando resposta.

— Ele nem vale mais, eu não sabia o que estava fazendo quando fizemos o acordo. – Ele não tirou os olhos dela, nem ao menos se moveu, ficou parado atrás de mim o tempo todo.

— Que acordo, Draco? – Me virei de frente para ele. Toquei seu rosto e ele me olhou triste.

— Ele fez um acordo comigo no segundo ano, dizendo que iria se casar com quem eu e seu pai achássemos melhor.

Olhei para Draco num misto de assustada e triste. – Morena, isso não vale mais nada. Eu tinha 12 anos. Hoje, eu sei que não posso me casar com quem outra pessoa quiser que me case. Hoje, meu coração já tem dona. Sie sind der Eigentümer meines Herzens. (Você é a dona do meu coração.)

— ENTÃO É ISSO? VAI DESCUMPRIR SUA PALAVRA? – Narcisa gritava na sala da diretora.

Notas finais
Gente, espero que tenham gostado, comentem, compartilhem, favoritem, mandem pros amigos, me critiquem, mandem mensagens, sei lá, façam o que quiserem! Só espero que gostem! Saibam que respondo tudinho, não tenham medo de me mandar algo, não mordo não hahaha Gostaria que vocês tentassem adivinhar nos comentários o que vai acontecer no próximo.. Beijos repletos de Magia *-*