Notas iniciais
Suzuna, porque raios você colocou no título starlight?? Estava sem ideias?? Então... sim :/ mas ao escrever os momentos finais estava escutando essa música na hora e imaginei como combinava com eles de certa forma ♡. Por sinal a música é da banda starset. Recomendo fortíssimo. Boa leitura e espero que gostem!


Era uma manhã relativamente fria em Tóquio. Ele não sabia exatamente que que hora era aquela no momento mas o sol ainda se escondia entre as nuvens mais densas. Estava na cobertura de um prédio alto, via- se pensativo em tudo o que aconteceu nos últimos dias . Encontra-la novamente foi uma das maiores alegrias que teve nesses últimos anos vastos de sua vida. Tê-la mais uma vez em seus braços, provar novamente seus lábios... de fato, esperar todos esses anos por ela valeu a pena e percebeu que esperaria o tempo que fosse necessário desde que fosse por ela.

Porém nem tudo seria um mar de rosas. O futuro era incerto mas o passado tinha o poder de lhe tirar o que mais amava. Havia questões que estavam mais próximas do que nunca a serem despertadas novamente. Aquela mulher que ele conheceu no passado ainda residia em Aoi. Seu corpo não mentiu a ação que ele tomou na noite anterior, suas memórias pelo o que percebeu estão despertando pouco a pouco. Ela iria querer saber o real motivo da sua volta e consequentemente ligaria os pontos do seu retorno até suas sensações que estão vindo a tona.

“será que o ciclo ia se repetir?” pensou. No passado aquele velho não hesitou em fazer o que fez. E agora, onde ele estava? Aoi atualmente tem 24 anos, em todo esse tempo de vida nunca tocou no assunto com ela? Não falou algo relacionado ao histórico de sua família? Será que tratou elq novamente como fardo e a deixou a mercê do destino apenas para viver como bem quisesse?

Seja como fosse não iria abrir mão dela, embora tivesse que mostrar os dois lados da moeda. Como havia dito lhe dito antes iria abrir o coração dela para ele quantas vezes fossem necessárias. Uma leve for surgiu no seu peito esquerdo. O que foi aquilo? Um aperto no coração? Ah, então é isso que ele ainda é capaz de temer.

Não era muito de admitir sentimentos a si mesmo mas o fato de contar toda a verdade lhe atordoava. Quer queira quer não, ela tinha uma vida naquele lugar. Deixaria tudo aquilo? Como lidaria com a verdade? Como lidaria com o seu verdadeiro Eu? Imaginou ele. Seu peito apertou mais e engoliu e seco.

Os primeiros raios de sol começaram a surgir fazendo contraste com seus olhos. Era início de um novo dia. O destino seguiria seu fluxo independente do que ele tentasse mudar. Iria aproveitar o máximo que pudesse da sua reaproximação a Aoi. de qualquer forma, a escolha final seria dela. Ainda tinha o resto do dia para poder vê-la. Será que já acordou?

Estava novamente em um campo florido dessa vez deitada. Levantou-se e percebeu que trajava um vestido longo de cor vinho. De certa forma conseguia sentir um poder emanando das flores, da terra e da floresta mais a frente. Cada vez mais forte. Havia uma mulher próxima as árvores. Essa mulher.... Era ela? Por que? Esta estava com vestes brancas, de cabelos soltos esvoaçando ao vento.

Começou a andar em sua direção até que já estava em sua frente. Parecia que estava se olhando no espelho. Mesmo tudo aquilo sendo um sonho, aquela energia crescente nela e aquela mulher parecia tão reais. Em uníssono, as duas começaram a movimentar as mãos ao mesmo tempo até emparelharem .

Uma espécie de conexão foi estabelecida e dois selos de se projetou entre elas. O primeiro era no formato de uma flor, reluzia uma luz clara. O segundo era de uma forma que ela não conseguiu definir com um olho vermelho no meio, mas transmitia uma aura que não parecia ser algo bom. A mulher fez menção em falar e disse, “ Aoi, no futuro, veja através das palavras e ações” . Como ela sabia seu nome e o que isso significava? Ela ia perguntar mas uma luz forte surgiu no meio delas e sentiu aquela realidade se esvair.

Acordou sentindo- se dolorida pelo mau jeito em que dormiu. “ue, estou no sofá? E ainda com a roupa que sai ontem pro trabalho?” sentia a cabeça pesada. Que sonho foi esse? O que significava ver através das palavras e ações? Ainda mais dito por ela mesma? Ou melhor o que esses sonhos significavam?

Estaria ela com tanto excesso de trabalho que já estava alucinando? Aliás, o que eram aqueles selos? Qualquer pensamento foi barrado após escutar sua barriga roncando. Estava faminta! Resolveu tomar um banho antes de comer. Por sinal, algo estava incomodando seu ombro.

Ao tirar a blusa, se espantou com a marca roxa que a marcava e como um estalo, os momentos da noite anterior começou a surgir na sua mente. Sentiu as maçãs do rosto esquentarem ao lembrar da forma que Odanna a beijou na noite passada. Tão intenso, desejoso e de certa forma familiar.

Nem os momentos em que beijou akatsuki lhe marcou tanto quanto esse beijo que ele roubou. Como seu corpo podia reagir tão rápido a algo que acabou de conhecer? Se arrepiou ao lembrar do calor dele sobre ela. E Deus como poderia admitir que havia gostado daquilo? Definitivamente precisava de um banho!

Devidamente alimentada, foi a pé buscar o carro da revisão. No trajeto ela tinha que passar por uma avenida bastante movimentada. Ao fechar do sinal se misturou ao comboio de pessoas que atravessavam. Ao chegar na metade do caminho da faixa, alguém passou por ela causando-lhe um calafrio. Só pelo olhar de relance percebeu que essa pessoa usava um capuz, estava todo de preto. Não sabia dizer se era um homem ou mulher. Ao olhar para trás, não a viu mais no meio da multidão. “Não havia como sumir tão rápido. Estranho” pensou ela.

Seguiu caminho até a oficina porém, aquele calafrio não passava. O que era isso? Como diria os mais velhos, será que colocaram mal olhado? Ou ... ayakashis? Até parece. Isso não existe! São só lendas. Finalmente chegou a oficina. Falando com os mecânicos, informaram que fizeram uma revisão geral e tudo estava em ordem.

Ao ir entrar no carro um vento forte entrou pela porta lhe atingindo. Realmente deveria estar ficando louca. Porque isso lhe chamaria tanto a atenção como se fosse um aviso? Deveria ir num medico o quanto antes. Sem hesitar, entrou no carro e deu partida.

Ia passar no mercado para comprar alguns mantimentos para casa. Entretanto, o impensável ainda estava para acontecer. Na pista que seguia havia duas entradas mais a frente. Ao ultrapassar um carro e virar o volante para a direita, o carro virou para a esquerda.

Aoi se surpreendeu. “errei o caminho?!” no caminho que seguia havia outra passagem para retornar ao mercado mas o veículo simplesmente continuou reto sem obedecer o comando. “ que droga é essa? Acabou de sair da revisão o que esta acontecendo?? “ ia parar no acostamento e mais uma vez ele não parou.

Um sentimento de pânico começava a tomar conta dela. O que está acontecendo? O veículo começou a acelerar ultrapassando carros e faixas de pedestres. Seguiu rumos desconhecidos até por ela . Tentava pensar em algo para parar o carro mas não conhecia a parte elétrica.

Aoi se encontrava em total desespero e começando a chorar. Já estava perdendo a noção de onde estava até ver uma placa mostrando que aquela área estava em construção “não era aqui que estavam fazendo uma Ponte?! “ . Ele acelerou mais ainda.

Já estava chorando quando escutou a mesma voz da mulher do seu sonho “não tema, Aoi” devia estar imaginando coisas porém sentiu algo tomando conta do seu ser, um manifesto e a realidade abandonando seu corpo.

Estava com pouca consciência mas viu uma forte luz no fim da estrada se tornando novamente naquela mulher com sua aparência do sonho. Ela deve ter dito algo pois ao levantar a mão na direção do carro, formou- se um enorme selo irradiando muita luz.

Após isso sentiu o carro parar completamente. A sensação de paz começou a tomar conta de si, lhe acalmando aos poucos como se algo ruim tivesse sido afastado. Gradativamente sua consciência foi apagando como se estivesse entrando num sono profundo. Porém, escutou a porta do motorista se abrindo e mãos firmes a tirando de dentro do carro e lhe abraçando forte. Aquele perfume... Odanna?

Era uma estrada ainda em construção. Na havia máquinas ou pessoas presentes ali no momento, apenas o carro parado e uma luz sumindo. Odanna tinha sua expressão transtornado e preocupado. Havia sentido uma presença ruim naquela região e um presságio maligno em relação a Aoi. Correu em direção carro e a tirou de lá temendo que o carro explodisse em seguida.
Afastou-se rapidamente com ela em seus braços mas ao invés do carro explodir, saiu uma aura negra da região do motor. Aura essa que ele conhecia muito bem. Tinha sido erradicado pela luz que havia surgido. Fitou o rosto de Aoi, examinando-a; percebeu que ela estava bem embora parecesse fraca.

Sentiu ódio emanando do seu corpo mas não era hora para isso. Ia cuidar dela primeiro. Sabia que o futuro não seria fácil mas não esperava por isso talvez. De toda forma, Aoi não sabe de nada do que esta acontecendo ao seu redor. Imaginou a aflição que ela sentiu. Um fato lhe ocorreu. “ se ela estava viva em seus braços foi porque seu poder despertou de alguma maneira?

Se não fosse por isso e Ele não teria conseguido a salvar a tempo?” viu que seus pensamentos não o levariam muito longe. Decidiu que nesse momento Aoi não estava pronta para lidar com isso. Para todos os efeitos, esse momento angustiante que aconteceu seria apenas um sonho que ela teve. Teria que mexer nas memórias necessárias para isso embora soubesse que era errado.

Sentia o corpo drenado. Que lugar era aquele? Quem eram aquelas pessoas? Não conseguia ver o rosto deles mas eles tinham algo na cabeça. Estavam agrupados e a frente deles havia um homem... talvez o líder deles? Á frente desse homem tinha uma mulher de joelhos e com as mãos atadas.

O homem a sua frente apontava uma espada em sua direção na altura do pescoço, mas ele foi afastando a mão até que guardou a espada e saiu andando. Os que estavam ao seu redor pareciam querer uma satisfação aparentemente, mas foram ignorados pelo o que empunhava a arma. Sua visão ficou embaçada novamente e agora vinha memórias perturbadoras. Uma sensação agoniante, algo ruim, velocidade até que abriu de vez os olhos.

Sentou-se na cama esbaforida, cansada e assustada. Até que reparou onde se localizava. “seu quarto?” como foi parar ali?! Ou melhor que impressão era aquela de que estava esquecendo um acontecimento Ruim? Só então percebeu uma figura sentado na sua poltrona ao lado da janela com um de seus livros. Odanna?? Olhou estática para ele. O que fazia ali?! Não havia ido embora?
— você dorme como uma pedra hã? – perguntou ele com sua forma simplista.
— o que faz aqui? Como entrou?
— eu tinha ido embora mas ao chegar em casa lembrei de algo que esqueci aqui. Bati na porta mas por golpe de sorte ou não a maçaneta estava aberta. Deveria ter mais cuidado!
— que seja. O que esqueceu aqui? – falou ainda sentada. Ele fechou o livro e a olhou de forma maliciosa
— esqueci de roubar outro beijo – Aoi imediatamente lembrou do que ele havia feito e tampou a boca com uma mão e se recolheu mais na cama. Odanna riu do seu ato – na verdade esqueci aqui minha chave. – levantou e guardou o livro na prateleira.- Deveria levantar e ir comer algo.
— espera, que horas São??!!
— 20:00
—O QUE?? Ai meu Deus como eu consegui dormir literalmente o dia todo? Ginji vai me matar! Já era pra eu estar no restaurante a muito tempo .
— quanto a isso, esse ginji San deixou uma mensagem avisando que esse final de semana não poderiam abrir. Houve um grande problema na parte elétrica sem contar em algo que aconteceu nos canos da cozinha também. Teriam que fechar esse final de semana para manutenção.
— como assim? Estava tudo bem ontem. Ótimo! Final de semana sem lucrar. E as reservas dos clientes? Como ficaram?
— ele disse que conseguiu remarcar. Por sorte eram alguns clientes fiéis e entenderam a situação .
— ainda bem – falou escorando a testa nas mãos. Afastou as cobertas e tentou levantar, porém sentiu-se fraca e caiu na cama novamente . Odanna aproximou-se para ajuda-la
— vá com calma. Está sem comer o dia todo. – sem ela esperar, ele a puxou e a segurou em seus braços
— e-ei o que está fazendo?! Eu consigo andar me põe no chão!!
— Não custa nada levar minha quase noiva na cozinha assim. Ou já esqueceu o que significa essa marca no seu ombro? – a olhou nos olhos e ela corou instantaneamente. Mas um detalhe a chamou atenção
— Não sei se onde tirou essa história de que sou sua. A propósito, não me lembro de ter trocado de roupa antes de dormir- olhou pra ele com desconfiança
— ah, quando entrei aqui você já estava com essa roupa no sofá. – começou ele andando em direção a cozinha.
— isso não me convenceu Odanna! O que você fez?
— mas estou falando a verdade – “desculpe por trocar sua roupa aoi”

Aoi Começou a fazer o jantar e odanna a ajudava no que podia embora não tivesse nenhuma noção de cozinha. Estavam interagindo bem; aquele tempo que estava ao lado dela considerava muito precioso. Observava seu semblante e refletiu se ela estaria bem nesse momento caso soubesse de tudo o que ocorreu nas últimas horas.

Sua expressão tão calma e entretida com o que fazia as vezes oscilava para uma expressão confusa como se estivesse tentando lembrar de algo. Embora ela fosse saber de sua verdade mais cedo ou mais tarde, não entenderia como de uma hora para outra tinha indivíduos tentando mata-la.

Escorou-se na parede e deu um breve suspiro
— Odanna? aconteceu algo? – perguntou Aoi — esta com uma cara de preocupado
— ah, estou bem, só lembrei de umas coisas do hotel.
— como um gerente, você não deveria estar lá agora? Como pôde deixar o hotel o dia inteiro?
— por você, deixo até o presidente falando sozinho, o que dirá um hotel – olhou de soslaio pra ela recebendo em troca um olhar de reprovação
— mas pra ser mais exato, estou de folga esse final de semana.
— como você que voltou um dia desses, consegue falar dessa forma comigo como se tivéssemos anos de relacionamento? Nem sei exatamente o que somos – falou virando-se na direção do fogão. Ele colocou as mãos dentro dos bolsos e pendeu a cabeça:
— então, porque não estabelecemos uma relação agora? – aoi espantou-se mas ele mantinha um rosto sério.
— Não brinque comigo – disse ainda de costas com o rosto esquentando– anda, vamos jantar.
Durante o jantar falavam sobre seus gostos culinários. Ele ficou relutante em dizer seu prato preferido, embora ela insistisse muito. Aoi utilizou essa brecha do seu ocultismo para questiona-lo sobre e os últimos três anos. Suas respostas eram vagas limitando- se a dizer que retornou por problemas familiares.

Recobrou sobre o tempo da faculdade e que não lembrava de ter visto ele lá antes. E novamente, respostas vagas. Ele resolveu virar o jogo fazendo perguntas sobre ela. Onde estava sua família. Sobre isso disse que não tinha memórias muito agradáveis de recordar. Não sabia quem era seu pai, sua mãe sempre a tratou com frieza. Quando Aoi tinha apenas 10 anos, sua mãe saiu de casa e não voltou mais. Também não tinha notícia de seu paradeiro.

Sobre seu avô era complicado de opinar. Ele basicamente só lhe ensinou o que considerava necessário para a vida , entre elas, cozinhar. Sempre foi adiantada nos estudos e aos 22 anos já estava terminando a faculdade. Certa vez ele disse que sairia em viagem e nesse meio tempo não retornou. Apenas informou que ia morar num interior. Odanna escutava tudo atentamente enquanto bebia o vinho que ela havia oferecido. “então ele fez isso novamente “ pensou.

Aoi chegou a comentar com o olhar triste que achava q família dela muito estranha. Como se escondessem algo importante “ah, não importa mais saber sobre isso” falou ela no final disfarçando sua insatisfação de vida familiar com um sorriso forçado.
— e quanto a seu relacionamento? — perguntou Odanna
— ex relacionamento. Você sabe muito bem como foi o desfecho – falou terminando sua taça de vinho
— por que acabaram? Afinal estavam juntos a 3 anos ne?
— Não deveria tocar no assunto com você mas, foram 3 anos enfadonhos. Com mais momentos de discussões do que avanços. Percebi recentemente que nunca me envolvi de verdade com alguém. Uma sensação de que... Uma vaga que nunca foi preenchida.
Odanna termina sua taça colocando na mesa e fitando Aoi
— então me deixa preencher essa vaga? – aoi olhou pra ele com a expressão mais inacreditável possível mas ele mantinha o rosto sério.
— ta de brincadeira certo? Eu praticamente não te conheço, não pense que eu esqueci o que falou depois que me beijou – disse levantando e levando os pratos ate a pia- “vim te reencontrar, tem questões que você vai saber, a única que eu quero” sabe? Isso não tem lógica e você é suspeito demais — virou-se.

Sentado, odanna suspirou profundamente ela não se contentaria com meias respostas. Teria que faze-la perceber . Levantou- se e foi em sua direção. A afastou da pia e encurralou com os braços na parede. Por instinto cobriu a boca com ambas as mãos.
— como você reagiria ao diferente? – perguntou ele olhando-a diretamente nos olhos
— o que quer dizer com isso?
— novos sentimentos sendo despertados, seu corpo respondendo ao desconhecido.
— e-eu não sei do que você esta falando- falou ela surpresa
— Não sabe? Você se familiarizar de alguma forma comigo, não acha estranho? O meu beijo- uma de suas mão pegou no queixo dela e roubou um breve selar de lábios- não te provoca algo? – a essa altura ela já estava vermelha e com um turbilhão de pensamentos — nós estamos mais ligados do que imagina. Você pode até negar em palavras mas seu corpo não mente – pegou a mão direita dela e colocou sobre seu peito esquerdo – se não confia nas minhas palavras, confie no meu coração- aoi conseguia sentir o coração dele batendo forte embaixo de sua mão. Não sabia como reagir. Buscava palavras certas para rebate-lo mas não conseguia ignorar os sentimentos que estavam transbordando dentro dela e não fazia ideia de onde surgiram. É verdade que ela não conhece ele propriamente, mas de onde vinha aquele frenesi no seu corpo, o instinto familiar e até mesmo a vontade de querer mais dele?
— você é estranho... muito estranho. Pode até ser verdade que a forma como reajo a você é intrigante, como nos beijamos foi familiar mas me incomoda muito tudo isso. Talvez seja excesso de trabalho mas até minha mente esta embaralhando. Você falou sobre reagir ao diferente. Você é o “diferente” por acaso? Me fala, quem é você? De onde vem? Porque eu sou o motivo da sua volta?
— eu vou te falar no devido momento, sobre mim e sobre você. Nessa hora não irei omitir um detalhe sequer mesmo que isso cause retorno ruim entre nós. Mas no momento preciso que confie em mim e que nunca irei te fazer mal algum- era irremediável tudo o que estava sentindo naquele momento . Não sentiu mentira alguma em suas palavras, embora ainda guardasse algum segredo. Porém ele conseguiu atingi-la onde bem queria com êxito. Ela não fazia ideia de quem era aquele homem, mas a conexão estabelecida por ele jamais foi colocada por outro.

Odanna afastou-se um passo para trás e abaixou ficando sobre um joelho refazendo novamente a pergunta do início:
— posso preencher essa vaga que existe no seu coração? – a olhou de forma apaixonada. Com os olhos marejados ela ainda hesitou um pouco antes de falar mas já tinha sua resposta
— talvez essa vaga já estava reservada para você de alguma forma... — virou o rosto chorando. Ele sorriu de sua forma contida e sem perder mais tempo, a beijou de forma terna e intensa a abraçando no final como se fosse seu bem mais precioso, que de fato era. Ele não se contentaria com tão pouco. A beijou várias vezes tentado saciar sua sede por ela. Estava aproveitando o máximo possível daquela felicidade repentina que não sentia a centenas de anos e iria faze-la feliz também com tudo o que pudesse. Aoi começava a mostrar sonolência, talvez sua força ainda se mostrava drenada. Pegou ela em seus braços e levou- a novamente a seu quarto já dormindo. Acomodou-a na cama e sentou- se ao seu lado velando seu profundo sono. Faria de tudo para proteger ela e o futuro que os reservava.