De mito à realidade
10 Gritos, pipoca e Katlyn
Notas iniciais
POV Alina
Dou dez reais para quem conseguir a proeza de adivinhar onde nós acordamos. Se você disse “outro cu de caverna”, você acertou. Mas eu não vou te dar reais porque, bem, os Lestrígones capturaram só a gente, sem as mochilas ou essas coisas, então eu não tenho dez reais. Mas tudo bem.
O procedimento foi o mesmo, depois de tudo apagar, nós é que apagamos, e acordamos nessa caverna, mas dessa vez quem acordou primeiro fui eu. Acho melhor acordar os outros.
– ACORDEM! Quem ganha dinheiro na cama (ou chão, que seja) é puta! – com a minha frase inspiradora até o Luke acordou, acreditem.
– Que foi Ali? – perguntou Carrie com uma voz de zombie.
– Nada não, é que isso estava silencioso demais.
– Eu ainda te mato – retrucou.
– Só quem pode fazer isso sou eu, bitch! – falei.
– Chega vocês duas! – disse Louis que estava surpreendentemente desperto.
– Whatever. – dissemos eu e Carrie juntas.
– O que nós vamos fazer?!? – falava Luke correndo de um lado par o outro na caverna, importante ressaltar que a Alex está sentada em um canto olhando ele com um balde de pipoca na mão. De onde ela tirou isso? Bem, então eu tive uma reação óbvia:
– É minhaaaaaaa! – e me atirei em direção à pipoca, o que os outros também fizeram, e só não tinham feito antes porque Alex estava bem escondidinha.
– Não! Minha pipoca! – gritou a loira começando a correr.
E foi assim, que nós acabamos correndo de um lado para o outro perseguindo a Alex e a pipoca feito um bando de retardados.
Mas aparentemente o Luke foi mais esperto e acabou passando todo mundo fazendo a manobra de esperar do lado e quando a perseguida passar voltar a correr, ganhando assim, a dianteira. E ele conseguiu pegar a pipoca.
Nós voltamos a correr, mas agora atrás dele. Um tempo depois, eu consegui pegar a pipoca dele, mas fui mais esperta do que meus antecessores, eu comi a pipoca enquanto corria, sem que eles percebessem, e mais um tempinho depois, quando eu já tinha acabado, e estava correndo mais devagar, pois não tinha mais pipoca para eles então não importava muito, Carrie pegou de mim, e quando foi pegar um pouco para comer, se ligou que não tinha mais nada, e, bem, o resto da história do balde de pipoca não foi muito linda.
Eles todos meio que me atacaram por ter comido a pipoca, e como vocês devem saber, eu sei lutar melhor que todos eles juntos então meio que acabou com eles todos arranhados e com alguns roxos e eu bem feliz sentadinha olhando para eles com um sorriso psicopata. Foi maneiro.
De repente passos são ouvidos e todos nós percebemos. Reunimo-nos em um bolinho com eles gemendo de dor (Ooooops), olhando a porta, esperando pelo pior. Que não veio.
Quem estava a nossa porta era Katlyn, a verdadeira. Loira com seus olhos azuis esverdeados nos encarava realmente a verdadeira, não o monstro. E ela tinha um rolo de chaves na mão.
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