Notas iniciais
Foi o filho mais velho de Tiago que finalmente descobriu algo parecido ao papel. Ele estendeu folhas de bananeira no chão, depois as cobriu com lençóis brancos de sua cama, e finalmente espalhou a papa de madeira moída o mais fina possível. Colocou mais um lençol por cima, com pedras em vários lugares, para alisar, e esperou com paciência que a pasta secasse. Ele acabou inventando o cartão, que dava para fazer muita coisa, como caixas para guardar comidas, colocar roupas, sapatos, enfim.

Quando Fernanda regressou e contou para sua mãe que desejava viver junto com Tiago, foi o ponto final do dilema, pois ninguém encontrou motivo algum para fazer esses meninos sofrerem. Explicaram-lhe que poderiam viver juntos, mas a autorização para o casamento seria dada aos 17 anos, idade mínima para o casamento segundo os costumes desse povo.

E dali para frente, a existência virou uma delícia de ser vivida.

Naquele lugar, o dia começava quando uma sirene acordava o povo. Nina e Fernanda vestiam as roupas, ajudavam seus homens a ficarem lindos e saíam para Escola num cabriolé puxado por um animal peludo. Mário fazia questão de dirigir a carroça, com Nina ao lado, pois isso era engraçado demais. A besta corria chacoalhando-os, com os quatro rindo às gargalhadas, pois não dava para beijar, por causa do balanço e dos saltos, ocasionados pelas pedrinhas miúdas desse caminho.

Chegando à Escola, tinham que entregar a carreta para os mestres, e levar o bicho para as pradarias, onde era solto para se alimentar do capim farto.

Eles quatro, pela sua vez, se alimentavam no salão matinal, onde era servido o café da manhã para estudantes, professores e administradores dessa Escola.

A primeira alimentação do dia se compunha de arroz doce, leite com maisena, omeletes com legumes, patês de ervas finas, frutas secas, pães de queijo, pães de milho, de mandioca ou de farinha de centeio. Também existiam as bolachas recheadas de cremes coloridos, e as maravilhosas tortas brancas com marmeladas, muito creme por cima, e frutas. Tudo sobre uma mesa gigantesca, no centro do salão.

Mário e Nina giravam ao redor do banquete, cheirando, fazendo caretas, dando risadas, contando para os colegas o cardápio deles quando crianças. Mário jurava que havia comido ratos assados e Tiago contava que costumavam matar lagartos, rãs, e depois as assava no fogo junto aos amigos. Nina só havia comido barata quando era bem pequeninha, mas depois havia gostado mais dos ratos que Mário lhe cozinhava. Essas histórias eram as responsáveis das maiores gargalhadas dentro dessa Escola.

Depois do café suculento, era chegada a hora do estudo da arte nas oficinas.

Havia salas de marcenaria, costura, sapataria, trabalho com metais, e construção civil. Tanto as mulheres quanto os meninos, assistiam a todas as lições. Nas aulas de costura, Mário fazia as coses de cintos, sapatos, bolsas, geralmente de couros. Couro que era retirado de animais que morriam de velhos. Já Nina aprendeu a bordar, e Fernanda também lhe ensinou a costurar sementes coloridas.

Ao meio-dia, era a hora do almoço e do descanso.

Eles almoçavam saladas, frutas, feijão, ervilhas, sopas, macarronadas com molho de tomate e manjericão, arroz com verduras, e as sobremesas coloridas. Além dos pudins, havia doce de leite, e inúmeras frutas convertidas em marmeladas.

Depois percorriam os jardins e parques da cidade em busca de um lugar ermo, fresco, onde estendiam uma manta e dormiam a sesta. Quando a sirene tocava, pela segunda vez, voltavam para essa escola a iniciar uma segunda jornada. Desta vez, era o estudo da literatura, nas duas línguas. Idioma que se modificou depois que os “meninos selvagens” invadiram essa cidade falando palavras novas, e rimas diferentes. Também aprenderam matemática e astronomia, e por último a história dos dois povos, pois a humanidade sabia da existência dos “selvagens” desde tempos muito antigos.

Antes de voltar para casa, entravam mais uma vez no salão para o café da tarde, que cheirava delicioso. Junto ao café com leite, comiam pastelão de palmito, saladas com maioneses, ovos cozidos, pães quentinhos e as sobremesas, que era a predileção dos garotos.

E o dia do casamento, de Nina e Mário, finalmente chegou.

Nina e Mário, rodeados dos amigos da escola, e de todos os mestres, entraram num templo iluminado com velas, em cujo centro havia 50 pessoas em semicírculo, formando uma roda ao redor de uma sacerdotisa que representava os espíritos da natureza. Ela era uma mulher alta, magnífica, vestida de branco, iluminada pelos raios do Sol. Raios que entravam no templo, ao meio dia, por uma abertura no telhado.

Nina e Mário também foram banhados pela luz. A mulher então falou que tudo o que existia aos olhos humanos possuía um espírito. Assim como os homens encarnavam de tempos em tempos para evoluir, o Sol, nos primórdios da vida universal, havia sido um espírito como todos os presentes, e agora era o ser mais evoluído do Universo. Disse que os planetas eram as esposas do Sol, e que todas as criaturas vivas que perambulavam na terra eram seus filhos. Também lembrou que o homem, antes de ser humano, havia sido uma cobra rastejante, e que os Anjos, que viviam na vida espiritual, as escolheram para evoluírem como homens. Por tanto os bichos e os homens, a Terra e Sol, eram todos membros de uma mesma família.

Nina chorou durante toda a cerimônia, emocionada, pois sabia que tudo isso era a pura verdade. Mário se lembrou do Anjo Miguel, e lhe pareceu num momento que estava ao seu lado abraçando-o feliz.

Um ano depois casaram Tiago e Fernanda, com Nina ao lado deles carregando uma filha recém-nascida e grávida do segundo filho Ao seu lado, Mário, com os olhos brilhando de orgulho, nunca estivera tão emocionado.

Com a chegada da maternidade, as mulheres tiveram que ficar em casa cuidando da família, enquanto os maridos entravam a trabalhar na escola como “Treinadores Esportivos”. Tiago e Mário lembravam com clareza das modalidades esportivas, que se disputavam em seu velho mundo, durante as Olimpíadas. Foi assim que ensinaram os garotos as corridas, os saltos, o lançamento de disco, os exercícios em barras, e os jogos de futebol, com uma bola de panos, que já era usada para jogar com paus de madeiras.

Como nessa sociedade nunca fora inventado o dinheiro, eles trabalharam nessa Escola apenas em troca da comida. Além do que, em dia de Lua cheia, tinham que ralar na roça, como todos os homens do povo. Tiago examinava os pomares, revistando folhagens, à procura de pragas daninhas, passava remédios simples, inventados pela comunidade, recolhia frutas, puxava as carruagens até a cidade e entregava para os feirantes. Mário entrava no trabalho pesado, carregando fardos nas costas, arando com enxadas, ou, guiando os animais gigantes e peludos abrindo as trilhas.

E os anos ocorreram na doce rotina.

Fernanda teve dois rapazes, ambos de cabelos pretos como a noite, e Nina uma filha loira e dois homens de cabelos vermelhos cor do fogo. As crianças foram mimadas, amadas, e levadas a estudar na Escola quando chegaram à mocidade.

Com a chegada da maturidade, as lembranças de vidas anteriores começaram a aparecer mais frequentemente, enquanto os quatro amigos conversavam no fim do dia, rodeados dos cinco filhos. Mario achava que havia que encontrar outra forma mais prática de escrever. Os rolos de couro e os papiros eram bons, mas as histórias eram difíceis de serem lidas, e custava para tinta secar, além de ocuparem enormes espaços físicos. Teriam que inventar o “papel”, cujo material ele via em sonhos, só que não sabia por onde começar. Tiago lembrava vagamente que o papel era feito de celulose, uma substância extraída das árvores. Agora, como é que essa massa se transformava em papel não lembrava, não.

E as experiências para descobrir a “fórmula do papel” começaram dentro das oficinas de artesanato, depois que Tiago e Mário convenceram os colegas a tentar essa empreitada. Acompanhados de oito professores e 40 alunos, eles percorreram a selva estudando as árvores. Raspavam a crosta de cada uma delas, amassavam, misturavam com água, e guardavam em caixas de madeira, ou estendiam embaixo do Sol, para ver o que é que acontecia.

E o resultado dessas pesquisas fez gargalharem todos os adultos e todos os velhos de todas as cidades, pois em pouco tempo o que aparecia desses depósitos era variado. Tinha alguns elementos que saíam com vida e rastejando. Já outros apodreciam, exalando um fedor ao redor, que fazia alunos e mestres fugir das salas dessa escola.

Fernanda e Nina para dar coragem aos maridos, começaram a cozinhar as misturas em casa, e desta maneira evitar o apodrecimento. O que foi fantástico, pois ambas descobriram um dia a “borracha”, que levou os maridos e todos os inventores à euforia. Mário trocou a bola de panos pela bola de borracha para jogar com o pé, o que deu ao futebol uma nova virada. O jogo se tornou empolgante desta vez.

Tiago fez uma roda de borracha para colocar nas carruagens, em redor da dura roda de madeiras. Nina fez o mordedor infantil, alguns bichinhos para os filhos, em moldes de gesso desta vez, e Fernanda, a borracha para apagar desenhos de crayon, só que em papel nenhum.

Foi o filho mais velho de Tiago que finalmente descobriu algo parecido ao papel. Ele estendeu folhas de bananeira no chão, depois as cobriu com lençóis brancos de sua cama, e finalmente espalhou a papa de madeira moída o mais fina possível. Colocou mais um lençol por cima, com pedras em vários lugares, para alisar, e esperou com paciência que a pasta secasse. Ele acabou inventando o cartão, que dava para fazer muita coisa, como caixas para guardar comidas, colocar roupas, sapatos, enfim.

Com passar do tempo misturavam a pasta de madeiras amassadas, com muita água, e introduziam uma peneira de panos para captar pequenas quantidades, misturadas a uma resina grudenta. Ao secar, as folhas de papel ficaram cada vez mais finas e resistentes por causa da cola. Além disso, passaram a experimentar pastas mais macias, com pétalas de flores, folhas de arroz, capim seco, cascas de cebolas, obtendo papéis transparentes, delicados, firmes, e lindos.

O estudo das árvores, para fazer o papel, deu início às Ciências Naturais, pois os professores registraram todas as pesquisas com sabedoria. Começaram dando nome a todas as árvores, com desenho de seus troncos, folhas e raízes, e se terminou um dia estudando borboletas, mosquitos, todos eles desenhados, com nome, estudo do tempo de vida de cada um, sua forma de reprodução, enfim. A Botânica virou mania, e a Entomologia também.

E foi assim que nasceu a primeira Universidade, para que inventores, pesquisadores e professores continuassem suas experiências, escrevessem seus achados e instruíssem aos mais jovens com o resultado de tudo isso.

Aos 40 anos, Tiago e Mário foram aposentados de todos os trabalhos da Universidade, e isentos do trabalho braçal na roça. Dessa maneira, eles ganharam o direito de fazer parte das reuniões dos “Conselhos de anciãos”, que funcionavam em todas as cidades. Esses pareceres decidiam o destino do povo, em reuniões periódicas, marcadas com antecedência.

Como o prestígio de Tiago e Mário era enorme, por causa de suas experimentações, fazia tempo que suas palavras eram esperadas com ânsia pelos mais velhos. Fazer planos para o futuro fazia parte do trabalho desses conselheiros, e com eles presentes nessas reuniões, o futuro virou assunto de primeira importância.

Durante uma assembleia, Tiago tomou a palavra, e falou com tristeza:

— Eu acho que um dia, meu povo das planícies vai aparecer. A finalidade vai ser de conquistá-los e roubar as riquezas, raptar as mulheres, e matar quem for contra... A média, num confronto frente a frente, é de 5.000 matadores contra UM de vocês. Homens que sabem tudo sobre tortura e morte...

Foi à vez de Mário falar:

— O que achariam todos vocês, da ideia de levantar um muro de proteção gigantesco? De pedra sobre pedra, em cujo centro haveria torres de vigia, guardas armados com arco e flecha? Poderíamos fazer uma arma que lançasse pedras, ou, um estilingue gigante de borracha, ou sei lá...

Tiago se lembrou de algo como num raio de luz. Levantou a mão e sugeriu:

— Ou um canhão...

E o coro de aconselhados perguntou:

— Mas, o que é isso?

— O primeiro passo rumo à destruição total. Existem certos elementos da natureza, que explodem. Um saco de explosivo, lançado a longa distância mataria uns 20 homens de uma vez. Vamos ter que descobrir como obter essa substância explosiva, é claro.

Nos dias seguintes, todos os Conselhos, de todas as cidades, falaram e discutiram o mesmo tema. A construção de um muro de proteção, com uma arma que lançava uma bola redonda, que explodia e matava muitas pessoas ao mesmo tempo, numa distância de duzentos metros era assustador, mas necessário. Estudaram os desenhos realizados pela Nina e Fernanda, com medidas exatas desse muro gigante, com as torres de vigia, o caminho interno em cujo interior podiam correr carruagens, os desenhos dos canhões de longo alcance, e um mapa indicando o lugar.

Após meses de estudo e conversas sem fim, todos os conselheiros, de todas as cidades, aprovaram a construção dos projetos. Fizeram-se cálculos de material, de tempo, número de trabalhadores, e os voluntários começaram a se inscrever em todas as cidades.

Tiago voltou a trabalhar na Universidade para realizar as pesquisas da pólvora e da construção de canhões, numa equipe composta por Fernanda, seus dois filhos, e 20 professores. Mário ficou na frente da construção do muro, com Nina e sua filha mais velha junto ao seu marido. Seus outros dois filhos preferiram pesquisar com Tiago na Universidade.

E essa empreitada foi tão demorada que os anos se passaram um a um, num trabalho de formiga. As pedras eram carregadas dia após dia, puxadas com cordas montanha abaixo, e através de andaimes. Do deserto, cujas areias possuíam sustâncias químicas, saiu à argamassa para grudar as pedras. Foi dali também que Tiago obteve os componentes explosivos para misturar nas pesquisas.

Com tantos afazeres, os encontros dos quatro amigos passaram a ser escassos. Apenas quando Mário e Nina subiam a cordilheira a participar dos Conselhos, ou, cada vez que Tiago e Fernanda desciam a montanha pelo elevador, que entrou em funcionamento diário, para visitar as obras.

E os anos se passaram.

Mário morreu aos 95 anos de parada cardíaca fulminante, sem nunca parar de trabalhar. Como prometera que não ia se suicidar em nenhuma encarnação, Nina viajou junto com Fernanda para cuidar dos netos de ambas. Mesmo assim, rodeada de filhos, netos, bisnetos e muitos amigos, a dor da saudade a matou em menos de um ano. Ela morreu durante o sonho, um dia qualquer.

Tiago pelo contrário viveu mais de 100 anos.

Mas, desta vez, depois da morte de Mário, as lembranças das torturas da infância começaram a atormentá-lo. Sabia que na próxima encarnação teria que nascer, mais uma vez, de homens nojentos, cuja distração predileta era torturar a família. Acordava no meio da noite suando, e Fernanda o abraçava docemente, tentando consolá-lo. Depois lhe dava o mimava como a um bebezinho.

Os pesadelos de Tiago fizeram Fernanda tomar uma decisão valente.

Saiu de casa no meio da noite, foi até o templo, e na penumbra invocou pelo Anjo Miguel. Ele apareceu ao seu lado, acalmou-a e depois escutou sua solicitação. Ela queria que na próxima encarnação a tortura fosse com ela, afinal, Tiago e Fernanda eram um espírito só, um corpo só, e ela ia aguentar sem reclamações. O anjo lhe concedeu a súplica, e depois acalmou Tiago para que nunca mais tivesse pesadelos.

Depois desse incidente, a velhice deles foi maravilhosa. Até a idade dos 160 anos, se amaram com ardor, sem perder a beleza, nem a sabedoria. Frequentaram os Conselhos de anciãos, viajaram por todas as cidades, e viram seus filhos, netos, bisnetos e tataranetos se multiplicarem. Quando morreram, eles formavam um grande clã, pois os descendentes de Nina e Mário os adotaram também como pais.

Depois da morte, seus espíritos voaram tão alto desta vez, que cruzaram para o espaço infinito. Voaram até a Lua, onde Mário e Nina brincavam como crianças, dando saltos gigantescos. Quando os viram chegar, correram até eles com os braços abertos.

Mário falou aos berros:

— Nossa, cara! Que saudades!

— Pois é, desta vez eu morri muito velho, cara...

— Daqui a pouco, vão chegar os espíritos de nossos cinco filhos, cara...

— Vão nascer de novo como nossos filhos?

— Que nada, cara... Eles são antigos soldados, companheiros nossos, e vão para outro mundo. O Anjo lhes deu a graça do perdão... Mas, os nossos netos são cobras evoluídas... Vão ser nossos parentes pela eternidade...

— A graça do perdão? Isso é papo furado... A clemência não existe... Eles com certeza vão ter que trabalhar, que nem ratos, em alguma missão... Esse Anjo Miguel é um tremendo pirata...

O anjo Miguel, que estava chegando, ouviu as últimas palavras.

— Estão falando de mim? Alguma reclamação a fazer?

Tiago respondeu-lhe:

— Nada disso, só que as leis cármicas são complicadas... Só isso... Promoção significa o que, afinal?

— Trabalho! Essa é a quarta lei, e a mais importante do Carma: — “Servir o Universo, sem começo nem fim”-.

Mário riu e falou:

— Mas, para quê?

— Vou explicar. Depois da “Grande Explosão”, nossos anjos ancestrais nasceram. E começaram a semear sementes, plantar flores em mundos incipientes, e viram que isso era bom. Então, o trabalho começou. Ajudaram na evolução de todos os seres vivos. Até hoje há anjos recolhendo mudas. Nós ralamos desde criancinhas, acreditem...

Mário riu com vontade.

— Me rendo! Quantos tempos têm de férias espirituais?

Quinhentos anos...

Nina reclamou com cara feia:

— Você falou que ia ser 30.000 anos, e isso não foi cumprido. Agora seria de mil em mil anos... Nossa! Matemática ruim, né...

E Miguel levantou os braços em forma engraçada e lhes disse:

— Nunca pensei que seriam tão eficientes. Inventaram a escrita antes de tempo, e encurtaram os 30.000 anos. Agora inventaram o papel, que vai ocasionar uma explosão de conhecimento. Construíram o muro, se inventou a pólvora, tudo isso só aconteceu no antigo mundo de vocês depois de 200.000 anos... Vocês aceleraram o rumo da história...

Sem saber se isso seria bom, ou ruim, para as vidas futuras, os quatro se abraçaram e depois rumaram para o Cósmico infinito. Iriam até o “Mundo de W”, onde viviam 50 mulheres, que foram antigas soldadas de guerra, e que agora estavam convertidas em macacas peludas.

Notas finais
- Você falou que ia ser 30.000 anos, e isso não foi cumprido. Agora seria de mil em mil anos... Nossa! Matemática ruim, né... E Miguel levantou os braços em forma engraçada e lhes disse: — Nunca pensei que seriam tão eficientes. Inventaram a escrita antes de tempo, e encurtaram os 30.000 anos. Agora inventaram o papel, que vai ocasionar uma explosão de conhecimento. Construíram o muro, se inventou a pólvora, tudo isso só aconteceu no antigo mundo de vocês depois de 200.000 anos... Vocês aceleraram o rumo da história...