Notas iniciais
Queria agradecer a tds pelo apoio e pelas sugestões! O cap d hj foi feito graças a uma sugestão de vcs então espero que gostem!=)

Ainda estava escuro e Ferdinando pode observar o relógio da parede marcar 5 da manhã. Ele não estava mais cansado e a vontade de adormecer foi substituída pela desejo de observa-la dormir em seus braços.

Gina ainda tinha a cabeça repousada no peito do rapaz, suas pernas estavam entrelaçadas com as dele e a sensação de acompanhar a respiração dela o fazia encontrar uma paz que a tempos não tinha. O engenheiro respirou fundo o perfume que emanava dos cachos dela e deixou os dedos percorrem lhe a costa. Ela dormia serenamente e ao contato do rapaz aconchegou-se ainda mais nos braços dele. Ferdinando não ligava para o fato de que no dia seguinte estariam doloridos pois o sofá não era o maior e mais confortável que poderia se ter mas tinha certeza de que acordariam renovados.

Ele a abraçou ainda mais forte, beijou –lhe a testa e sussurrou.

–Eu te amo menininha!

Ela apenas respirou fundo...ele não sabia se havia sido um suspiro de sono ou se ela realmente tinha ouvido a declaração....resolveu então que não faltariam oportunidades para que ele pudesse repeti a frase na total consciência da ruiva.

E mais uma vez deixou que a quentura do calor que emanava dela, o seu perfume e o ritmo da sua respiração o levassem para as terras de Morfeu.

*

A claridade entrava tímida no apartamento e denunciava que um domingo ensolarado que estava por vir.

Gina abriu os olhos lentamente e observou o por que de ter dormido tão bem. Ela reparou nas batidas do coração dele bem perto de seus ouvidos, sentiu a segurança que seus braços fortes a proporcionavam e o calor aconchegante da pele dele que a chamava para mais perto. Levantou levemente a cabeça e o encontrou dormindo tranquilamente. Tentou lembrar em que ponto haviam caído no sono mas desistiu ao perceber que aquilo não tinha relevância alguma.

Delicadamente ela começou a passar a ponta dos dedos pelos braços dele e não observou o sorriso que ele agora dava...nunca tinha acordado tão bem e apreciava o carinho com que ela admirava o seu sono.

–Bom dia menininha...- A voz dele ainda estava rouca e Gina sentiu um arrepio perigoso lhe percorrer a alma. Ela levantou o olhar e grudou os olhos nos dele.

–Bom dia frangotinho...desculpa eu não queria lhe acordar...

Ferdinando sorriu ao ouvir o apelido e balançou a cabeça negativamente afirmando que não tinha problema algum.

–Você não sabe o quanto é bom ter você aqui pertinho de mim...e acordar com esse seu sorriso lindo- Ele disse enquanto a abraçava ainda mais e lhe dava um leve beijo na testa. –Você dormiu bem? – o tom de preocupação dele a comovia e ela não pode deixar de sorrir ainda mais.

–Como nunca mais tinha dormido...mas acho melhor a gente ir se levantando né...afinal daqui a pouco a Juliana chega.

–É verdade – Dizendo isso Ferdinando depositou um rápido selinho na amada e os dois se levantaram para a realidade das dores pelo mal posicionamento no sofá.

*

Longe dali uma bela moça de olhos verdes ja se arrumava para o trabalho...colocou o uniforme que consistia em um conjunto simples de saia preta, blusa de botão branca e um lenço no cabelo...olhou-se no espelho e suspirou...dia de domingo era o dia em que mais o restaurante/boteco lotava cheio de famílias e amigos que se encontravam, donas de casa que se recusam a cozinhar no domingo, os clientes de sempre no qual uma parte era composta por pessoas que não sabiam cozinhar e a outra por rapazes que insistiam em corteja-la e os inquilinos da pensão que o pai também administrava. Ela ajeitou uma mecha que insistia em cair do lenço e respirou fundo mais uma vez...hoje seria difícil...ainda mais porque estava sem o ajudante.

Ao se lembrar do ex namorado não pode evitar que uma lágrima percorresse o caminho de seus olhos até o seu queixo e de la para o chão. A moça limpou rapidamente o rosto e tratou de se concentrar em arrumar as mesas para um longo dia de trabalho.

Não muito longe dali um rapaz andava de bar em bar perguntando se aceitavam música ao vivo...não estava sendo fácil...o mercado de música chegava a ser mais cruel com aqueles que tem talento mais não tem indicação. E a cada não que recebia ele lembrava das palavras da ex namorada...talvez tivesse sido melhor ter ficado por la...pelo menos ele sabia...ela o amava...mas do que adiantava tudo se ela se recusava a seguir em frente e acompanha-lo na realização de seus sonhos. Batalha injusta essa...sonhos e amor deveriam andar juntos. Estava quase desistindo quando passou em frente a igreja e não pode deixar de ouvir uma discussão acalourada.

–E agora ..onde vamos arranjar um cantor que concorde em tocar na cerimonia a essa hora? –Dizia um padre bem velhinho a uma de suas beatas.

– Com licença seu Padre...é que eu não pude deixar de ouvir a sua conversa e acho que posso ser a solução para o seu problema.

O padre sorriu e agradeceu aos céus!

–Oh meu querido muita obrigada estafica” certo então! Você pode tocar na nossa cerimonia mesma?– o idoso tinha um sotaque diferente...claramente não era da região...e o rapaz podia arriscar a dizer que ele não era nem brasileiro.

–Sim sim...e só me passar as músicas.

Vira nunca tinha imaginado...mas hoje trocaria o boteco...pela igreja.

*

–Bom dia meus amigos! –Juliana sorria e mantinha o brilho do olhar de sempre.

–Ué ....mas eu pensei que você só ia voltar agora de manhã! –Gina arregalou os olhos quando viu a amiga...e não pode conter a vermelhidão que agora se alastravam por suas bochechas ao notar que se a professora ja estava em casa...a mesma tinha flagrado ela e Ferdinando dormindo abraçados no sofá.

–Sim sim...tiveram uns contratempos ontem a noite...mas não se preocupe eu não mandei a foto de vocês dormindo abraçadinhos pra muita gente não...só pro Zelão, pro Renato, pra...

O comentário foi interrompido quando Gina começou a se engasgar com o café que tomava.

–São brás ...são brás que no prato tem mais! –Ferdinando, que sentava do lado da ruiva, dava leve tapinhas em suas costas e tentava de tudo para que a mesma voltasse ao normal.

–Você fez o que? – Gina disse com a voz rouca depois de quase ter se afogado no próprio café.

Juliana ria da situação e lançou olhar brincalhão para o casal a sua frente.

–Ah não liga não Gina...ela só ta brincando...não é professora? –Ferdinando a lançava um olhar reprovador e a moça de cabelos rosas notou que ele realmente estava mudado.

–É minha amiga não se preocupe...a cena foi tão fofa que eu resolvi apenas guarda-la na memória quem sabe assim algum dia eu possa conta-la para os filhos de vocês...meus futuros afilhadinhos!- Juliana estava sendo juliana...a empolgação em pessoa.

Gina e Ferdinando se entreolharam e em um acordo silencioso resolveram mudar de assunto e esquecer o que Juliana havia mencionado.

–Então professora...algum plano para hoje? O dia está tão bonito para se ficar em casa...

–Não tenho nada em mente...e vocês?

–Bom o Nando deu a ideia da gente ir la na fazenda do pai dele...não é muito longe não e a gente podia voltar hoje mesmo.

–É a gente podia almoçar por aqui mesmo e depois seguir para a fazenda...e chame o Zelão também...acho que ele vai ficar bem feliz em voltar lá depois de anos! –Ferdinando dizia enquanto entrelaçava as mãos da ruiva nas suas...detalhe que não foi ignorado pela professora.

–Ai eu acho uma ótima ideia! Mas peraí...você não tava brigado com seu pai?

–É...na verdade ainda não sei ao certo se estamos brigados ou não...o que eu sei é que a fazenda também é minha e que ele não vai lá a anos. Tudo está sob os cuidados de um dos nossos funcionários mais antigos.

–Sei...e como vamos fazer pra chegar lá?

–Eu vou pegar o carro la de casa...ja conversei com a Catarina e ela vai me dar cobertura...então podemos ir todos juntos.

–Ai eu adorei essa ideia!

Os três começaram a conversar animadamente sobre os planos para o resto do dia até se darem conta de que se não fossem se arrumar não encontrariam um lugar no pequeno boteco italiano que existia perto de casa.

*

–Ai o Zelão teve que deixar a mãe no hospital urgente pois precisavam dela para um parto...mas disse que não demora. – Juliana comentava o atraso do namorado sem tirar os olhos da tela do celular.

–Acho que podemos então pedir alguma coisa pra beber antes...não? –Gina olhava o cardápio que ja conhecia de cor.

–Então o que você acham da gente pedir uma jarra de suco de laranja?

–Ai...mas laranja Nando...prefiro limão.

–Qual o problema com a laranja?

–Nada ..só que eu prefiro limão.

Juliana ria com a pequena discussão dos amigos. Era incrível a necessidade por desentendimentos que eles tinham.

–Bom tarde meus amigos! Que surpresa em ve-los aqui! Posso me sentar com vocês? –Aquela voz....Juliana fechou os olhos e respirou fundo.

–Renato! O que faz por aqui?

–Estou no meu intervalo de almoço do hospital e esse lugar é um dos meus preferidos sabe como é...comida boa...música boa e ao vivo...mas ele começou a ficar lotado recentemente...nem acredito que hoje não tenha mais mesa...onde antes...nesse mesmo horário eu almoçava sozinho. –Renato foi falando e se sentando na cadeira que sobrava do lado de Juliana.

Os três amigos se entreolharam mais foi a ruiva com seu jeitinho “delicado” como um trator que explicou a situação para o jovem médico.

–É que essa cadeira ai ta ocupada doutor! Acho melhor o senhor arranjar outro lugar.

–A é e por quem ela esta ocupada senhorita Falcão? Pelo seu namorado invisível?

“Resposta errada.” pensava Ferdinando que se preparava para apartar uma briga.

Antes que a ruiva pudesse responder uma voz adicionou mais tensão ao clima da mesa.

–Não...por mim!- Zelão fitava o médico com um olhar fuzilante e Juliana revezava os olhos assustados entre o seu presente e o seu passado.

Ferdinando achou melhor apaziguar aquela batalha mental entre os três e pediu mais uma cadeira para a garçonete que prontamente a colocou na cabeceira ao lado de Juliana.

–Agora que ja estamos todos aqui que tal fazermos os pedidos? – O engenheiro queria logo almoçar e sair o mais depressa possível dali antes que alguém começasse uma briga desnecessária.

A comida foi pedida e o silencio voltou a banhar o local.

Juliana entrelaçou as mãos do namorada na tentativa de reafirmar para ele, para Renato e para ela mesma de que ja havia feito a sua escolha.

Ferdinando resolveu começou uma conversa amigável com Renato desejando que isso ajudasse a amenizar o clima pesado.

–Então...o que anda fazendo meu amigo?

–Apenas trabalhando mesmo...esses plantões intermináveis e como obstetra não tenho horários muito fixos se é que me entende.

A conversa começou a fluir entre os dois enquanto Gina observava atenta a situação...estava pronta para o que ela sabia que estava por vir.

–Mas o que esse doutorzinho ta fazendo aqui?- Zelão sussurrava para que só Juliana pudesse ouvir.

–Ele apareceu do nada e foi sentando...mas não se preocupe que eu estou aqui com você! E ele não vai ser louco de começar uma briga! – Juliana o fitava com um olhar esperançoso.

–E o doutor não disse que tinha música aqui- Gina estava comentando o fato quando a comida chegou.

–Tinha sim...Milita ...o que aconteceu com a música ao vivo? – Renato perguntava à garçonete que com olhos tristes lhe ofereceu uma resposta seca.

–Não tem mais. O cantor resolveu ir embora. Buon appetito– A garota respondeu com o leve sotaque italiano herdado dos pais.

Ferdinando reconheceu a moça e foi logo perguntando para o amigo.

–Vejo que ja fez amizade com a garçonete que nos atendeu aquele dia.

–Ela é uma boa garota, o pai dela é um italiano muito simpático e o namorado costumava cantar aqui...pelo visto...ex-namorado.

Aos poucos o clima foi se acalmando...todos conversavam de maneira educada mais que não chegava a ser amistosa.

Ferdinando notou a tensão em que Gina se encontrava e levou a mão aos seus joelhos fazendo delicados círculos com as pontas dos dedos. A moça ficou surpresa mas agradeceu a forma com que o rapaz discretamente tentava acalma-la.

Terminaram o almoço rapidamente afinal todos queriam sair daquela situação complicada.

–Bom meu amigo eu adorei revê-lo mas tenho que voltar ao hospital. Ah! Ainda temos que marcar um barzinho qualquer dia desses em?! –Renato sorria e dava tapas amigáveis nos ombros do engenheiro.

–Também adorei revê-lo meu amigo e pode me cobrar esse barzinho!

–Até mais senhorita Falcão. –Renato estendeu a mão mas Gina simplesmente ficou olhando o rapaz com as mãos na cintura.

–Até

Renato recolheu a mão e foi se despedir do casal.

–É sempre bom revê-la professora e devo dizer que está cada dia mais bela. – Renato alcançou a mão de Juliana e lhe depositou um leve e rápido beijo.

Zelão fez menção de avançar sobre o doutor quando sentiu a mão agora livre da amada o deter.

– Adeus doutor.

Renato lançou um olhar ameaçador para Zelão que respondeu com um olhar fuzilante.

Com a saída do médico todos respiraram mais aliviados e Ferdinando resolveu tratar de animar todo mundo.

–Então? Quem ta pronto para um dia todo de divertimento?

Os jovens riram, Ferdinando colocou as mãos sobre a cintura da ruiva e Zelão caminhou de mãos dadas com a professora...todos na direção do carro para um dia cheio de descobrimentos, lembranças e surpresas.

Notas finais
Gente queria pedir desculpas pelos caps estarem sendo menores e por eu ta postando mais tarde do q de costume...mas acho q tds aqui ja sabem q minhas folga pra escrever ta acabando...portanto to tendo q me virar por aqui..prometo fazer o meu melhor pra continuar a postar diariamente ate o fim da semana. p.s: Sobre Renato/ juliana / Zelão....isso ainda vai dar mtu reggae..