Notas iniciais
Oi amorecos. Tudo bem com vocês? Eu estou ótima. Espero que entendam o capitulo, qualquer duvida, perguntem.
E boa leitura.

-Alec? O que faz aqui? –Perguntei com certa ingenuidade.

-Vim te procurar. –Ele falou vindo na minha direção.

-Eu estou aqui. –Falei sorrindo.

-Isso é muito bom... Já estava com saudade. –Ele falou baixo, com um sorriso torto. –Como foi seu dia?

-Intrigante... –Falei ainda sorrindo, me sentando na minha cama.

-Conte-me mais. –Ele influenciava.

Contei-o todo o meu dia, e também sobre Samantha.

Ele me olhava espantado quando falei que ela desejava morrer por causa do garoto por quem ela era apaixonada.

Quando lhe contei que eu havia me alimentado dela, ele gargalhou.

-Como você pode matar uma garota que lhe confiou sua dor? –Ele ainda gargalhava tirando sarro do que eu tinha dito.

-Ela não disse que queria morrer? Então... Eu apenas realizei seu desejo. –Eu ainda falava inocentemente.

-Você é louca. Se Aro descobrir que você matou alguém daqui, ele vai te matar. –Ele agora estava se controlando, então estava sério.

Acho que Aro não veria mal de eu ter feito isso, afinal ninguém havia visto.

Ninguém iria desconfiar...

Pelo menos é o que eu espero.

Alec se sentou ao meu lado, ainda sério.

Fiquei olhando para seus lindos olhos rubis.

Com toda a certeza ele era encantador.

Encostei minha cabeça em seu ombro, e ele me puxou pela cintura.

-E então... –Comecei tentando puxar assunto.

-O que?

-Estou curiosa... Como você e a Jane foram transformados?

-Ah. Isso... –Ele suspirou. –Jane e eu éramos órfãos. Nossa mãe morreu no parto dela. Fomos criados pelo nosso pai. Até que um dia, Jane “descobriu” –Ele fez aspas no ar. -, seu dom. Ela sem querer tinha mandado uma onda muito forte de dor ao nosso pai. Ele era um homem muito rude. Batia nela, e em mim. Um dia, Jane estava fazendo um tipo de meditação – ela sempre fazia isso para se acalmar -, e por algum motivo, ela acabou conseguindo usar seus poderes contra ele. Na hora não sabíamos o que tinha acontecido, mas ela continuava lá parada, concentrada, e ele gritando de dor.

“Ele acabou achando que ela andava com bruxas e isso a estava transformando em uma também. Então mandou ela embora. Eu não deixaria minha irmã ir assim, para a rua, sem ninguém. Eu discuti com meu pai, e sai de casa apenas com a roupa do corpo. Jane estava do lado de fora do portão da casa. Nós fomos para o lugar onde nossa mãe estava enterrada. Passamos dois dias ao lado de sua cova.

“Eu estava cansado e com fome, Jane estava muito magoada, e também faminta. Estava de noite, eu tinha um pouco de dinheiro, então fomos até um bar ali por perto, e comprei um pouco de comida, e água para nós. Quando saímos do bar, Jane desapareceu do meu lado, do nada. E então, senti a pior dor da minha vida. Eu olhava desesperado para os lados, e não enxergava nada, pois já estava à noite.

“Acordei alguns dias depois, em um quarto como esse — Ele olhou para todo o quarto. -, mas menor. Minha garganta queimava, e eu não estava me lembrando de nada. Minha visão estava muito melhor, minha audição era muito mais aguçada. Levantei-me e sai daquele lugar estranho. Encontrei minha irmã sentada no corredor, com as mãos na cabeça. Ela parecia chorar mas quando cheguei perto, ela me olhou séria.

“Ela tentou me explicar o que éramos. Mas eu não conseguia compreender aquilo. Como eu virei uma coisa que sempre acreditei ser mito? Com o passar dos dias, Aro me apresentou a guarda, e toda Volterra. Tentando fazer eu me acostumar. Eleazar me ajudou a treinar minhas habilidades, ele me explicou o que eu tinha que fazer. Demorou muito tempo até que eu aprendesse a usá-lo perfeitamente. Mas acho que valeu apena.

“Jane também treinava. E normalmente seu alvo era eu. Ela treinava seu dom em mim, e eu treinava nela. Acabamos virando os mais poderosos da guarda. Acho que sem nós, Aro, Marcus e Caius não seriam mais nada. Sempre lutamos por eles, e nunca perdemos.

Alec ficou em silencio, olhando na minha direção, mas sem realmente me enxergar.

Eu o observava. Ele parecia sentir falta de algo, então resolvi perguntar.

-Alec. Você sente falta de algo? Alguma coisa dessa época?

Ele pensou, ainda sem realmente me olhar.

-Acho que o que sinto mais falta, é da minha mãe, e da alegria de Jane. Meu pai sempre culpou a ela, mas ela sempre aparentava estar feliz quando ficávamos apenas nós dois. Mas quando nosso pai estava por perto, sempre dava para ver lagrimas nos olhos da minha irmã. –Alec estava um pouco rouco. Parecia que tinha acabado de acordar... Ou de chorar.

Eu o abracei, mesmo sabendo que não mudaria nada.

Ficamos abraçados e em silencio, até ouvirmos alguém batendo na porta.

Alec me soltou, e foi até a porta, andando normalmente.

-Alec! Precisamos de você no salão. –Demetri falou puxando Alec com ele.

Me levantei, querendo ir atrás. Mas desisti.

Possivelmente tinha algum vampiro que seria morto, e eles precisavam de Alec para acalmá-lo.

Fechei a porta, e voltei para minha cama, ligando o rádio ao passar por ele.

Me deitei de barriga pra baixo. E enfiei a cabeça no travesseiro.

Fiquei pensando na vida. Na minha e na do Alec.

Como um pai culpava a filha pela morte da mãe? Um pai louco.

Alec foi muito corajoso de proteger Jane...

Será que era por causa da sua vida que ela estava normalmente de mau-humor?

Notei que tinha dormindo, apenas quando abri meus olhos novamente.

Não dava mais para ver luz entrando pela janela. Na verdade dava para ver muitas estrelas, e uma lua cheia gigantesca.

Fiquei na janela, até meu estomago protestar de fome.

Me levantei, e fui até a mesinha que tinha no canto do quarto. Em cima dela, tinha algumas frutas, um jarro de água. Também tinham alguns pães, e um salame.

Fiz um sanduiche. E peguei um copo de água.

Voltei a me sentar na cama, e fiquei olhando para a lua. Ela estava linda.

Ali do topo do castelo não dava para ver muitas luzes, então a única luz que iluminava era a luz da lua.

Eu continuava pensando na vida.

E pra esquecer, quando terminei meu sanduiche, sai do quarto.

Comecei a andar pelos corredores vazios do castelo. Desci as escadas, e passei por uma grande porta.

Bati ali, e ninguém abriu então eu mesma abri.

Procurei o interruptor da luz tateando pela parede. Ali não dava para enxergar nada. Tateei, tateei, e nada.

Achei um pequeno botão. Eu o apertei tentando a sorte.

A luz começou a acender. Olhei para trás para ver do que se tratava aquela sala.

Lá, haviam várias prateleiras, cheias de livros. Dois andares cheios de prateleiras com, possivelmente, milhares de livros.

Caminhei até a primeira estante, vi alguns livros com a mesma capa, mas nomes diferentes. Seriam coleções?

Peguei um deles.

Era um livro de medicina.

Li todo o livro em 3 horas.

Li mais de 15 livros em apenas dois dias.

Aprendi medicina em um dia, e latim e alemão no outro.

Não sei se um dia usaria isso, mas quem sabe não seria útil?

Quando sai da biblioteca, estava à noite novamente, e eu estava com sede e fome.

Fui até meu quarto, bebi todo o jarro de água tentando amenizar a ardência na minha garganta. Mesmo sabendo que aquilo não daria certo. Comi mais dois sanduiches, e voltei para o corredor.

Eu estava disposta a sair para caçar.

Desci todos os andares em velocidade sobre-humana.

Passei por Chelsea, e Félix. Depois por Sulpicia, e por último Aro.

Que me parou antes de conseguir me desviar de seu braço que me segurou.

-Onde a senhorita estava? –Ele perguntou sério. Parecia realmente preocupado.

-Na biblioteca. Estava lendo alguns livros de medicina, latim e alemão. –Falei empurrando sua mão de mim.

-Oh! –Ele falou surpreso. –E aonde vai agora?

-Caçar. Estou com sede.

Aro me soltou, e voltei a correr indo na direção da porta.

Quando sai, o cheiro de sangue me açoitou.

Eu estava mesmo com muita sede.

Segui o cheiro mais forte que estava me acertando. Este cheiro estava indo para fora da cidade.

Continuei a segui-lo.

Quando cheguei perto de um pequeno vilarejo.

Vi alguns homens trabalhando.

E mais a frente, um senhor.

Cheguei perto dele.

Era dele que emanava todo aquele aroma.

-Olá? –Ele falou se virando para mim.

-Er... Oi. –Sorri acenando.

-O que a senhorita quer? –Ele abriu um sorriso grande, e todo enrugado.

-Eu... –Pensei em uma mentira rápido. –Eu estou perdida dos meus pais.

Falei fazendo biquinho, e com os olhos enchendo de lágrimas.

-Oh. Coitadinha. Eu vou te ajudar... –Ele chegou perto de mim, com os braços abertos, prontos para me abraçar.

Abri meus braços, e lágrimas já escorriam dos meus olhos.

Quando o senhor me abraçou, seu cheiro, que estava fazendo minha garganta gritar por sangue, inundou minhas narinas, e eu não resisti, e dei uma mordida em seu pescoço.

Fazendo o coitado paralisar.

Suguei seu sangue, sentindo minha garganta aliviar todo o ardor.

Quando terminei, o pequeno senhor caiu no chão, desfalecido, pálido, e parecia estar seco.

Fiquei horrorizada.

Nunca pensei que poderia secar alguém.

Corri de volta para Volterra.

Não vi quando entrei no castelo. Mas logo estava dentro do meu quarto.

Peguei algumas roupas, e fui tomar banho.

Coloquei na água mais quente, e liguei o chuveiro.

Senti a água queimando minha pele, mas eu ainda estava horrorizada com a cena do senhor, morto.

Quando terminei meu banho, fui para a biblioteca.

Fui para o andar que a biblioteca ficava.

Abri a porta, mas a luz lá dentro estava acesa.

-Tem alguém ai? –Perguntei, com certo medo.

-Sim. Sou eu. Sulpicia. –Ela alou isso e apareceu a alguns metros de mim.

-Ah. Oi. –Falei ainda receosa.

Sulpicia nunca havia falado comigo direito.

Era apenas um “olá” ou “como está?”. Mas agora ela parecia muito mais sorridente que em qualquer outra vez que a vi.

-Também gosta de vir aqui? –Ela perguntou ainda sorrindo.

-Bom eu gosto sim. Mas só conheço esse lugar há uns três dias. –Respondi com um sorrisinho mínimo.

-Já leu algum dos livros?

-Sim, na verdade li uns 15 livros.

-Nossa... E quais eram?

-Medicina. Latim, e alemão.

-Eu também li esses, acho que são bons livros para quem quer aprender. –Ela falou folheando um livro da segunda estante.

Caminhei até a primeira estante do andar de cima, e pequei um livro com uma capa vermelha.

Era um livro de astronomia.

Fui até as mesinhas do primeiro andar, e me sentei.

Sulpicia sentou em uma mesa de distancia da minha.

Li o livro por alguns minutos.

Mas minha curiosidade não me continha, então olhei para Sulpicia, que me encarava com uma expressão de dúvida.

Quando ela viu que eu estava a olhando, ela se levantou e veio sentar na mesma mesa que eu.

-Vicenza, posso falar com você? –Ela perguntou com o mesmo receio que eu tinha agora a pouco.

-Claro. Sobre o que você quer falar? –Perguntei tensa.

-Queria lhe falar sobre minha relação com sua mãe. –Agora era ela que estava tensa.

Como assim, relação?

Minha mãe foi amiga da Sulpicia?

Notas finais
Entenderam? O que acharam da minha versão para a vida do Alec e da Jane? Eu acho que ficou diferente. Mas tudo bem. O que vocês acham que vai acontecer no próximo capitulo? Ai vai um Spoiler:
"(...)Naquele dia, em que sua mãe ficou grávida de você, eu tinha discutido com Aro. E ele chamou três humanas para irem falar com ele.(...)"
"(...)Se passou alguns meses e Aro estava cansado de esperar que ela morresse, então resolveu matá-la.(...)"
"(...)Eu tinha parado de crescer em 1948, quando eu aparentava ter 18 anos.
Já estava morando com os Volturi a mais de 30 anos.(...)"
Acho que deu pra entender um pouco o próximo capitulo.
Não vou prometer postar o próximo no domingo por que isso não dá certo, mas posto, possivelmente, semana que vem. Espero sinceramente que tenham gostado. E preciso da opinião de vocês.
Beijinho, beijinho, tchau, tchau.