De Volta À Ilha De Calipso
3 O Chalé de Hermes
O chalé 1 era o de Agatha. Era o maior e mais magnífico de todos. Era feito de mármore branco. O 2 era parecido com o 1, e haviam imagens de pavões entalhadas nas laterais. Certo, então cada chalé tinha as características de um deus grego.
-E onde vou ficar se não sei quem é meu pai? – perguntou Amy.
-Você vai ficar no Chalé 11, esse aqui. O chalé de Hermes.
-Por quê?
- Porque Hermes recebe todos os recém-chegados, por ser deus dos viajantes. Você ficará aqui até que descobrirmos quem é seu pai. Quando descobrirmos, você mudará de chalé.
Amy olhou para o chalé. Ele tinha a soleira desgastada, a pintura marrom descascando. Acima da porta havia um daqueles símbolos de médico... Um caduceu. Ela hesitou.
- Vamos, Amy! – disse Agatha animada.
Amy entrou, tentando não chamar atenção, o que não deu certo. Como ela poderia não ser notada por pelo menos uma daquelas numerosas crianças? O chalé estava abarrotado. Haviam sacos de dormir espalhados por todo o chão.
-E aí, gente? Essa é a Amy...
-Smith.
-Sim, Amy Smith. Então, Amy, esse é o chalé 11. EEEEEEEEIIIIIIIIII!!!!!! Vamos gente, onde está a educação? Anda, levantem e recebam a Novata!!!!!!
-Bem-vinda ao acampamento, Amy – disse um garoto alto e magro, com cabelos castanhos caindo sobre os olhos. Ele, assim como muitos outros no chalé, tinha sobrancelhas arqueadas e um sorriso sarcástico no rosto. – Eu sou Travis Stoll. Eu e meu irmão, Connor, somos os conselheiros do Chalé 11.
-E aí, Amy? – disse o outro garoto, que obviamente era seu irmão. Eles eram praticamente idênticos, a não ser pela altura. Travis era um pouco mais alto que Connor. – Você pode ficar com aquele ponto no chão, perto do canto.
-Ahn, obrigada, acho – respondeu Amy, colocando ali sua mochila. Ela se lembrou que Hermes era o deus dos ladrões, mas não havia nada de valor ali mesmo.
-Venha – disse Agatha – ainda tenho que te mostrar o resto.
-Mas eu já vi tudo! – disse Amy, de repente irritada por tantos “Venha Amy, Vamos Amy, Rápido Amy!”.
-Vamos. Agora.
-Tchau gente!
-A gente se vê – disse um dos irmãos.
Já fora do chalé, Amy ainda estava um pouco irritada.
-O que foi?
-Desculpe. É que isso sempre acontece. Eu apresento o chalé, e a pessoa com quem eu estava nem se despede de mim.
-Você não podia avisar?
-Já pedi desculpas! – ouviu-se uma trovoada ao longe.
Amy de repente notou que os olhos de Agatha estavam em um tom de mel, antes azuis bem claros.
-O que houve com seus olhos? – perguntou assustada.
-Eles refletem a cor do céu. – respondeu Agatha, rindo. — Por exemplo, numa manhã com o céu azulzinho, eles estão azuis, se estiver Nublado, eles ficam acinzentados, e agora, como está mais ou menos na hora do pôr-do-sol, meus olhos adquirem um tom de mel. – explicou.
-Deuses, quase me esqueci!!! – exclamou Agatha de repente.
-O quê???
-Está quase na hora do jantar! Vá rápido para seu chalé e eles te levarão até o refeitório. – disse Agatha, saindo correndo logo em seguida.
-Eu mereço... – resmungou Amy.
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