Notas iniciais
Anteriormente em " De volta para dezembro ":
[...]Angelina: Pai...POR QUE VOCÊ TEM QUE FICAR RELEMBRANDO DE MEMÓRIAS QUE PREFIRO ESQUECER?[...]
Rafael: Angelina? É você?
Angelina: Infelizmente, sim.[...]
Angelina (N): Rafael não fazia idéia de que problemas eram esses, então lá foi ele me perguntar:
Rafael: Que problemas?
Angelina: Use seu cérebro, se é que tem um.

Rafael: Ah!Mas o que você faz tanto nesse computador?

Angelina: Com certeza coisas melhores do que você estava fazendo.

Angelina (N): Mas aí, você percebe que o drama passou, mas ela volta a agir.

Bia: Oi Angelina, posso ti perguntar uma coisa?

Angelina: Pergunta logo.

Bia: Vem cá.

Angelina: Não era uma pergunta?

Angelina (N): Então Bia me levou a um campo perto de uma cachoeira onde eu brincava quando criança, lá havia uma cesta de piquenique.

Angelina: OK, deixa eu adivinhar, piquenique com o Rafa, não tinha coisa pior?

Rafael: Você é boa nisso.

Angelina: Você ta vendo uma fumaça ali?

Rafael: Não, mas deixa pra lá, então...

Angelina: Não, é serio. Vem.

Angelina (N): Então eu corri e quando vi era o sitio do meu tio Pedro e então, lá foi a minha segunda perda. Minha prima Bia, a irmã de Rafael, estava com o quarto trancado passando chapinha no cabelo e deixou por um momento ela ligada fervendo de quente na estante perto de um papel qualquer para ir ao banheiro e quando voltou o papel estava pegando fogo e querendo resolver sozinha, ela foi tentar apagar, mas só piorou e em um instante sua penteadeira estava em chamas e logo depois seu quarto pegou fogo e lá foi a minha segunda perda, Bia, a minha única prima. E tudo aquilo só podia significar uma coisa, que eu não devia estar mesmo naquele lugar. Então quando meu pai estava dormindo, peguei um dinheiro suficiente para uma passagem de um avião e do táxi, eu peguei minha chave de casa e logo minhas coisas e fui embora daquele lugar onde nunca queria estar. Logo cheguei a Oxford e foi à conta do meu celular começar a tocar, era meu pai e então atendi com a maior calma:

Angelina: Alô?

Pai: Angelina onde você esta?

Angelina: No lugar onde nunca devia ter saído.

Pai: E se tivesse acontecido algo com você no caminho eu teria ficado mais preocupado do que já estou, você quer me matar de susto?

Angelina: Olha, eu não vou guardar mais uma lembrança ruim de Londres, vou ficar aqui, no meu lugar.

Pai: Tudo bem, mas vá para casa imediatamente.

Angelina: Já estou dentro do táxi. Tchau.

Pai: Tchau.

Motorista: Para onde quer que eu a leve?

Angelina: Para a rua...

Angelina (N): Então, saindo do aeroporto, acontece algo crítico:

Angelina: Moço, a minha casa não é por aqui, você devia ter virado para a esquerda.

Motorista: Pode deixar, eu sei o caminho.

Angelina (N): Então ele parou em um lugar estranho.

Angelina: Minha casa não é aqui.

Motorista: Eu sei, mas o pneu furou, sai do carro por favor.

Angelina (N): Então eu sai e percebi tudo, ele estava tirando minha mala e pena que ali não tinha movimento, fui forçada a entrar em um galpão escuro e sujo. Logo percebi, que meus únicos amigos ali, seriam os ratos.

Angelina: Me solte, seu covarde.

Estuprador: Calma docinho, você vai ficar aqui pensando e refletindo no que você esta fazendo aqui, enquanto eu busco amiguinhos, ok?

Angelina: SOCORRO, ALGUEM ME AJUDE. AJUDA, HELP, SOS, ALGUEM...

Angelina (N): E aquele maldito, ainda saiu rindo, ai se tivesse algum jeito deu sair dali. E de repente pensei, o rafa já tinha me ensinado a abrir portas com grampos, mas aé faltava duas coisas: um grampo e uma porta, aquele galpão tinha um cadeado e era do lado de fora, eu estava totalmente perdida. Então pensei, meu celular, e ah, tinha sinal. Mas para quem eu ligaria? Ninguém saberia onde eu estava mesmo com descrição. Mas se eu ligasse pra alguém próximo dali, mas quem? Jonh!

Angelina: Alô, Jonh?

Jonh: Angelina? Pensei que estava em Londres, como você esta tudo ok?

Angelina: Depois eu explico, mas agora estou em uma cilada, me ajuda por favor.

Jonh: O que aconteceu?

Angelina (N): então contei tudo ao Jonh e logo eu seria salva, ainda bem. E de repente ouço um barulho estrondoso e só vi Jonh entrar, nossa como ele estava diferente.

Jonh: É bom ver você.

Notas finais
[...]Angelina: Também é bom ver você[...]