De Volta Ao Passado - Fremione
9 Voltar ao tempo
Notas iniciais
Primeira fanfic, e eu gostei MUITO de escrever! Mesmo, obrigada a todos que estão acompanhando e agora na reta final. Sei, eu não queria terminar, mas a história formada é difícil continuar. Ah, deixar aqui a tradução do feitiço que a Mione usa:
o tempo tem que ser apagado
assim como a memória de todas as pessoas
que seja feito, o futuro seja mudado
com um toque da varinha agora
E eu tenho amigas gregas, que me deram inspiração pra traduzir esse texto para o Grego, leiam que vocês irão entender, boa leitura!
Acabamos dormindo na casa da professora, ela conjurou colchões por toda a sala para dormimos, todos pegaram no sono, menos eu. Levantei do colchão fazendo maior cuidado para não fazer nenhum barulho e fui para fora. Sabia que era perigoso, mas precisava de ar. Peguei a varinha para o caso de um dementador aparecer. Sentei bem na porta da cabana fazendo o maior cuidado para não acordar ninguém quando ouço passos atrás de mim
– Também está pensando no que fazer, não é Mione? — George apareceu sentando do meu lado.
– sim... George... E se alguém morrer por causa disso?
– Sempre a um preço a ser pago não se preocupe.
– Eu sinto falta dele, dos abraços e sorrisos. E sei que você também, talvez mais que eu.
– Ele continua sendo a minha metade, e agora realmente me completa. Ele está vivo, dentro do meu coração. Eu choro todas as noites por olhar na outra cama e ver ela... vazia... sabe... é horrível! Mas... Eu confio em ti, Mione, sei que vai dar tudo certo.
Eu abracei ele e ficamos um pouco ali, e depois entramos. No outro dia fomos para a casa. O caminho parecia mais longo, acabamos nos perdendo umas 3 vezes mas depois achamos o caminho certo. Em casa a Gina me olhou assustada, como se ela estivesse com medo do que aconteceria, ela saiu correndo para o quarto e o Harry foi atrás.
– Gina disse que viu algo, Hermione. Você e o Fred conversando e ele sabia que morreria. E por isso entrou em pânico e desmaiou. — Gui disse em tom sério, ao lado de Fleur, Molly e o Sr Weasley. Molly olhou no fundo dos meus olhos.
– Vo-você sab-sabia... Por que deixou acontecer? — Ela estava com os olhos brilhando.
Olhei em volta com a consciência pesada e sai correndo, para o outro quarto, o dos meninos. George ficou na porta me olhando, enquanto eu pegava os livros com desespero.
– Sabe que se fizer no desespero, dará errado e você matará tanto você, o meu irmão e mais alguém, certo?
– E-e-eu s-....s-sei. George! Me ajuda.
Sai correndo e pulei no pescoço dele, ele me abraçou.
– Calma, acha que meu irmão gostaria disso? Você precisa descançar, comer, eu vou explicar pra eles o que está acontecendo de uma forma que não assuste ninguém e então nós vamos conseguir... Mas só amanhã, só aguenta mais um dia.
Eu não conseguia encará-lo. Parecer tanto com o Fred agora me fazia mal. Olhar pra ele e não ser a mesma pessoa, eu estava entrando em estado de loucura. Comecei a gritar e cai no chão, pontadas na minha cabeça, como se ela estivesse sendo esmagada, o meu coração que parecia ter terminado completamente de quebrar. Todo mundo subiu pra ver o que era, me trouxeram um copo de água, eu recusei.
– CADÊ VOCÊ FRED? CADÊ? É O ÚNICO QUE ME ENTENDE... Eu só queria você aqui de novo... SÓ ISSO!
Não liguei para ninguém a minha volta, apenas para mim mesma. Olhei para a frente e vi uma fumaça branca, e ele no meio dela dizendo pra manter a calma por todos ali. Acabei me acalmando e deitei para dormir.
Depois de tudo o que aconteceu, todas as impressões que tiveram de mim era que eu era louca e que matei o Fred de propósito. No outro dia, eu tomei café da manhã e aquele clima tenso dominava tudo ali. Peguei os livros e fui estudar o feitiço. Fiquei o dia inteiro lendo e relendo o que acontece, quais os efeitos, tudo mesmo. E no final da noite reuni todos na sala.
– Eu vou voltar, de novo. E agora... Eu peço desculpas se algo der errado, se algo der errado eu acabarei me matando, mas eu sei que dará certo. O feitiço agora parece simples. Espero a confiança de todos, e Gina, me desculpe. Eu realmente não queria mesmo que acontecesse aquilo.
Peguei o livro e fui para o meu quarto. Olhei para a frente, apontando a varinha: pisosto chrono.
E assim voltei para o lugar aonde o Fred estava, pulei nos seus braços.
– Então estava certo que algo aconteceria?
– Sim, mas podemos mudar isso, e dessa vez, só uma pessoa morrerá. E isso será aleatório, qualquer um pode morrer.
– Que não seja você no meu lugar.
– Espero que não...
Peguei a minha varinha e me concentrei olhando para frente, lá fora o escudo se formava com os feitiços dos professores, e eu sabia o fim de tudo aquilo. Eu tinha que falar um longo texto, que consegui decorar. As palavras eram difíceis de falar mas de tanto estudar se tornaram as mais fáceis.
"chróno prépei na diagrafeí
kathós epísis kai ti mními ólon ton anthrópon
gínei aftó , to méllon échei alláxei
me éna ángigma tou ravdioú tóra"
Aconteceu que algo de mim fora sugado, como se tudo não tivesse passado de um sonho, eu sentia meu estômago revirar-se, e assim, eu sabia que tinha dado certo. E todos estavam vivos, mas, ainda não faria muito sentido, alguém tinha que morrer.
Peguei na mão de Fred, e acabei indo junto com ele, para aonde ele tinha morrido e consegui salvá-lo antes de tudo acontecer. Eu o puxei antes das coisas cairem, e comecei a gritar pro pessoal correr. Ninguém morreu aquela hora, tinha algo muito estranho acontecendo e o medo de sumir por ter alterado o passado era muito, mas não tanto quanto a felicidade de ver o meu amor ali, vivo, na minha frente. Rony tinha ido com uma menina pegar as presas do basilisco, e eu tinha ido com o Fred atrás da última horcruxes, mas estava difícil de encontrar, quando andávamos por Hogwarts meus olhos se encheram de lágrimas, minha escola sendo destruida, pessoas morrendo, sendo soterradas. Tinha que desviar dos pedaços que estavam no chão e dos corpos, ali encontrei várias pessoas que conhecia, e muitas não tinha se quer trocado uma palavra, mas meu coração estava doendo por isso. Olhei a minha volta, pessoas gritando e o desespero tomando conta de seus rostos, além das risadas malígnas pelos seguidores do você-sabe-quem. Era a maior guerra de bruxos de todos os tempos, mas ao contrário do que tinha acontecido, meu Fred tinha sobrevivido. Era uma dor a menos para sentir.
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