De Volta Ao Passado
2 Capítulo I
Notas iniciais
Aqui vai mais um capitulo:
Espero que gostem (:
Depois de levantar ir ate a cozinha, tomar um copo d’água e voltar para meu quarto. Abri a janela e fiquei ali, olhando para as estrelas no céu. Desde pequena minha mãe falava para mim que quando eu quisesse alguma coisa, eu só precisava olhar para uma estrela e fazer o pedido. Sei que isso nunca funcionou e nunca vai funcionar. Mas eu nunca desisti de tentar. Hoje não ia ser diferente. Ia pedir o que mais queria nesse momento, na verdade o que mais queria desde que vim morar aqui: Parar de ter esses sonhos. Olhei para uma estrela e pedi. Pedi em vão, pois não iria adiantar nada. Continuei a olhar para as estrelas, elas brilhavam mais forte do que antes. Porque será? Não sei. Talvez fosse um aviso, talvez eu que nunca percebera isso. Seja lá o que for, deixa as estrelas mais bonitas. Nem percebi que minha irmã tinha entrado no quarto.
-Lisa, acordada à uma hora dessas?! Você deveria estar dormindo, hoje você tem aula, precisa acordar cedo.
-Sou grandinha o suficiente para saber disso não acha?
-Grande de mais até, não acha? Pelo visto começamos mais um dia mau. Até quando você vai dar uma de “Lisa à garota misteriosa”? Você sabe o que os outros dizem a meu respeito? Que você é assim por que eu sou uma péssima irmã. E você sabe como eu me sinto ao ouvir isso? Péssima!
-É talvez você seja uma péssima irmã. Desde que eu me mudei para cá, você vem agindo estranhamente. O que te deixou estranha assim? Sem duvidas a vinda da sua irmã problemática para a sua casa. E como você acha que me sinto? Péssima!
-Lisa não é assim...
-É COMO ENTÃO SAM?
-Lisa não grite comigo.
-Sam, são 05h30min da manhã, quer fazer o favor de sair do meu quarto...
-Preciso conversar com você.
-Sim, precisamos mesmo conversar, mas outra hora! Por favor.
Sam saiu do quarto, confesso, quando ela saiu tive vontade de gritar: Volta Sam, vamos conversar. Eu me fazia de dura, mas no fundo, eu precisava de carinho, eu estava carente. Mas nunca fui o tipo de garota que admitia seus erros, não seria agora. Voltei minha atenção para as estrelas, não sei o que tinha com elas, mas chamava muito a minha atenção, era como se elas fossem enormes olhos, e me encaravam na escuridão. Isso me dava uma sensação sinistra, de medo, insegurança, e ao mesmo tempo segurança. Segurança... Isso me lembrava meus pais. Pena que eles morreram. Todos dizem que foram assaltados e depois mortos com tiros, mas algo dentro de mim dizia que não era assim. Olhei novamente para o relógio, os ponteiros mancavam 6h: 20min, um horário comum para se levantar e se arrumar para ir à escola High School. Tirei minha roupa de dormir, fui para o banheiro, tomei um banho – Só porque é costume-, fiz minha higiene matinal, vesti uma calça jeans rasgada na parte dos joelhos, vesti uma regata branca, e um moletom cinza, calcei meu All Star, e por ultimo arrumei meu cabelo e fiz minha típica maquiagem. Já começava a clarear, arrumei meu material e sai. Nunca tomava café da manha em casa, sempre tomava em um barzinho na esquina da escola.
Chegando ao bar, sentei na minha mesa de sempre – a mesa mais distante de todas. E esperei o Joe – garçonete do bar – vim-me atender.
-Oi Lisa. Vai querer o de sempre?
O meu de sempre era, um café com leite, e pão com manteiga.
-O de sempre. – Repeti
Joe anotou e depois saiu. Reparando todos os dias nele, ate que Joe era bonito. Cabelos pretos, bagunçados, olhos castanhos escuros, alto, e com um belo corpo. Como sempre, não demorou muito e lá vinha ele com a bandeja na mão, trazendo o meu perdido.
-Aqui esta Lisa, seu café com leite, e o pão com manteiga.
Sorri em forma de “obrigada”. Ele deu seu típico sorriso torto – E sedutor-, e saiu para atender outra mesa. No período da manha, o bar ate que tinha bastante gente, a maioria alunos que saiam de suas casas e já vinham aqui. Além de bar, aqui também era o ponto de encontro dos alunos, saia praticamente uma sala toda daqui para ir à escola todas as manhas.
Comi lentamente o meu pão, estava fim de encontrar Gabi antes de sair. Gabriela era minha única amiga. Não demorou muito para ela chegar. Acenei para ela, ela veio ate minha mesa e se sentou.
-Oi Lisinha. – Só para constatar, eu odeio esse apelido.
-Oi Gabi.
-Você não sabe da novidade! Meu pai vai voltar para casa! – Como se aquilo fosse novidade, os pais dela viviam brigando, mas no final tudo voltava ao normal. E sim, Gabi também tinha uma família difícil como a minha.
-Ah, que ótimo! – Forcei um sorriso. Ela chamou Joe para fazer seu pedido. Logo ele veio
-Oi Joinho, o de sempre, por favor.
-Pra já Gabi.
-Então, lá as coisas lá na sua casa? Como estão? Sam?
Essa era a pergunta no qual eu mais odiava responder. Ela sabia das brigas que eu e minha irmã tínhamos. E mesmo assim, continuava perguntando. Ela pensava que nos éramos como a família dela, num dia briga, no outro fazem as pazes. Talvez no fundo nós fossemos assim, mas nunca apresentávamos. Fazia semanas que Sam e eu estávamos brigados, ela sempre tentava conversar comigo, mas eu sempre fugia. A covarde nesse jogo sou eu, e não ela.
-Lisinha – Gab estralou os dedos na minha cara, e continuou:
- Tava em algum transe?
-Ah, desculpa. – Aquele meu pequeno pensamento me custou minutos.
- Vamos? O portão já abriu.
Levantamos da mesa, pegamos a conta e fomos para a escola. Ah senhor, mais um dia de sofrimento. Gabi costumava dizer que a Escola é como se estar no inferno, aonde os professores são como os “reis” de lá, e os alunos, seus servos. Sempre riu com esse pensamento, ela é muito dramático. Chegamos à escola um pouco atrasadas, mas mesmo assim, nos deixaram entram.
Entrando na escola, Gabi foi rumo a nossa sala, coisa incomum, pois sempre matamos a 1º aula.
-Ei Gabi, aonde você vai?
- É, Lisa, hoje não vou matar aula, eu preciso tirar nota nessa prova. – É mesmo, hoje tinha prova de português, Bi e eu precisávamos tirar boas notas, caso contrario, mais um boletim com notas vermelhas.
-Você esta brincando né? Você nunca se importou com notas, porque isso agora?
Ela olhou para baixo, como se lamentasse e sem me responder, foi rumo à sala.
Droga! Estou sozinha agora.
Notas finais
Espero que tenham gostado =)
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