Notas iniciais
Não sou escritora, e sim, amadora. Comecei a escrever essa história e se vocês gostarem, comentem e indiquem a amigos, por favor, assim irei me inspirar e vocês terão um ótimo passatempo.
Câmbio e desligo.

Fugir. É esse meu único pensamento. Fugir para longe. Começo a correr, mas paro de repente e penso “fugir de quê?” É quando escuto passos atrás de mim, não sei quem é, mas meu instinto é mais forte. Fugir. O estranho está chegando mais perto, olho para trás e vejo que ele está com uma faca na mão, e do nada sinto uma dor aguda na barriga. Levo as mãos até lá e elas voltam tingidas de escarlate. Fugir. Fugir. Por quê tem alguém querendo me matar? De repente paro abruptamente e um abismo surge em minha frente. É isso, é meu fim, penso. Fecho os olhos e escuto o despertador tocar no fundo.

Acordo assustada. Eu tenho cada sonho estranho... olho pro despertador desnorteada tentando focar o olhar e ver que horas são. Quando finalmente minha visão se ajusta, vejo que estou atrasada pra aula. Pulo da cama e vou direto tomar uma ducha rápida, pego uma roupa qualquer e quando já estou de saída ouço Cali, minha melhor amiga, murmurar algo de seu quarto.

Vou até lá e a vejo esparramada na cama, presumo que não irá à faculdade hoje. Me apresso para a garagem e ligo o carro. Em 10 minutos já estou estacionando. Desço e vejo um loiro de olhos castanhos e com cabelos rebeldes vindo em minha direção. Minha boca se curva para cima em um sorriso.

Gustavo me agarra pela cintura e me dá um beijo de tirar o fôlego.

— Bom dia, linda. – sussurra em meu ouvido.

— Bom dia. – sussurro de volta. E nos encaminhamos para nossas salas.

Gustavo e eu namoramos há dois anos, mas é como tivéssemos agora. Sempre gentil, cavalheiro e lindo, nos damos bem e quase nunca brigamos. Ele faz curso de direito, e eu de engenharia, meu sonho desde quando era pequenina e agora poderei realiza-lo.

As horas passam devagar e quando o Sr. Mendonça libera a classe, pego minha bolsa e me dirijo ao refeitório. Logo avisto uma cabeça loura que reconheceria em qualquer lugar, e vejo Rodrigo e Daniel reunidos na mesma mesa de sempre. De longe já ouço o que eles dizem:

— Não sei, cara, você deveria contar logo a Alicia antes que ela descubra. – Rodrigo diz ao Gusta.

— Antes que eu descubra o quê? – jogo minha bolsa e encaro todos. – O que houve?

— Nada baby, vem cá. – Gusta me abraça.

— Do que vocês estavam falando? – insisto.

Noto Rodrigo e Daniel trocando olhares, ao que Daniel responde:

— Nada Lili, relaxa. O Gusta estava comentando que queria sair com nós dois hoje, para relembrarmos os velhos tempos. – ele olha para meu namorado e toma seu café engolindo em seco. Semicerro os olhos. Aí tem coisa. Mas resolvo não falar mais nada.

Noto Rodrigo olhando fixamente para a porta do refeitório, esperando alguém passar por ela. Alguém que conheço muito bem.

— Rô, é verdade que você tá gostando da Cali? – encaro ele, que engasga com seu leite.

— O QUÊ? Quem lhe disse isso? – ele olha pro Gusta, depois pro Dani e pro Gusta de novo. – Você! – ele aponta para Gustavo de forma acusatória.

— Acho que soltei sem querer... – ele levanta as mãos para cima, como quem se rende. E Rodrigo continua encarando-o com um olhar assassino.

— Pera lá Rô, cuidado pra não matar meu namorado com esse olhar. Eu heim. Mas me conta, você gosta ou não da Cali?

— Gosto, mas ela nunca me nota. – desabafa enquanto brinca com a salada no seu prato.

— Claro que nota. Você é o mais galinha da faculdade. – Dani entra no meio.

— Sai fora, Daniel. – Rô joga uma batata frita no meu melhor amigo.

Pisco um olho para Rodrigo e digo:

— Não se preocupe, eu faço ela te notar da forma certa. Vá hoje no meu apartamento às 20:00min.

***

Por volta das três da tarde já estou no caminho de casa. O apartamento está completamente silencioso. Talvez Cali tenha saído para dar uma volta, quem sabe. Mas quando passo por seu quarto vejo sua porta entreaberta e percebo que ainda está dormindo.

Vou na cozinha ligeiro, pego uma panela e uma colher de madeira, volto sorrateiramente para o quarto, me coloco ao pé da cama e começo a bater na panela freneticamente. Cali pula da cama, desnorteada e quando vê que a origem de toda aquela balbúrdia sou eu, ela arranca a colher da minha mão.

— Que droga, Alicia! Não pode nem mais dormir nesse apartamento?

— Poder, pode. Só achei que você gostaria de ir ao shopping, comprar alguma roupa, tirar essa cara de ressaca e se arrumar pro encontro que você tem hoje.

Ela se levanta e começa a organizar sua cama quando de repente para.

— Encontro? Que encontro?

— Ué, seu encontro com o Rô. – começo a empurrá-la em direção ao banheiro. Ela empanca e se vira pra mim.

— Meu encontro com o Rô? – ela pergunta cética.

— É. Agora agiliza no banho e para de imitar tudo o que eu digo que nem um papagaio. – empurro ela novamente e quando fecho a porta do banheiro ouço ela dizer:

— Quando eu sair daqui você vai me explicar essa história direitinho dona Alicia Muniz. Ah se vai!

Quando ouço o som dos canos do banheiro trabalhando, vou ao meu quarto e visto uma blusinha do One Republic e uma calça com detalhes de rasgo, calço um all star (agradeço todos os dias pelo criador desse calçado maravilhoso) e sento no sofá enquanto mando mensagem pro Gusta.

Alicia: Baby, vamos pro cinema hoje? Já que o Rô vem pra cá ficar com a Cali.

Gusta: Vamos sim, linda. Mas me conta, a Cali aceitou essa sua ideia maluca? Você sabe que ela odeia o Rodrigo. Eles são completamente diferentes.

Alicia: ouviu aquela história de que os opostos se atraem? Espero que dê certo pra eles. Passe aqui 15 pras 20 horas. A Cali saiu do banho. Beijos.

— Até que em fim, Cali. Agora ponha uma roupa e vamos comprar uma roupa linda pra você. – bato palmas.

— Eu não vou a lugar nenhum até você me explicar que história é essa que eu tenho um encontro com o Rodrigo hoje. Você sabe que eu odeio ele.

Reviro os olhos.

— Anda logo. Eu te explico no carro. – empurro ela até o quarto e tiro um short e uma camiseta do Mickey pra ela. – veste logo isso aí.

Ela pega e me encara como se fosse pular em cima de mim a qualquer momento. Vestida, ela se deita na cama e liga a TV. Dá pra acreditar? Vou começar a cobrar pelos meus serviços de Cupida pro Rodrigo. Isso cansa.

— Eu não acredito Cali, levanta essa bunda daí e vamos ao shopping logo! – começo a empurrar ela novamente. Que mulher difícil de negociar, eu heim. – Você vai ver que o Rô é um cara maravilhoso. E outra, não custa nada tentar. Ele gosta de você, tadinho! Dá uma chance, vai. – faço biquinho, ela me olha pensativa e depois de alguns segundos bufa de raiva.

— Só você mesmo, Alicia! Você tá maluca. Eu e o Rodrigo não combinamos. Nunca vai dar certo. Prometo que vou tentar. – ela se rende e abro um sorrisinho — Mas você me paga!

— Aceita débito? – ela me olha e todas as dúvidas que tinha sobre ela querer me matar acabaram de ser confirmadas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.