Notas iniciais
Agradecer a todos que chegaram até aqui. Espero que gostem.

Castle estava visivelmente nervoso, não saia da frente do espelho, ajeitando sua gravata borboleta.

Martha: Vamos Richard – Dizia ansiosa.

Castle: Calma mãe, estou me arrumando.

Martha: Pare de enrolar, vamos logo?

Castle: Você realmente está certa disso?

Marta apenas revirou os olhos, pegou o filho pelo abraço e começou a andar, quase arrastá-lo.

Ao ser avistados por Alexis, pediu para que começasse a música.

Ao ouvirem a marcha nupcial, todos na igreja se levantaram.

E surgiram, a passos lentos, Richard e Marta.



Anteriormente:

Martha e Castle ainda estavam em choque com a presença de Hunt no loft.

Devido aquela situação inesperada, a festa acabou antes do esperado e os convidados foram embora.

Castle, andava de um lado para outro no seu quarto.

Kate: Desse jeito vai fazer um buraco no chão.

Castle: O que eles tanto conversam?

Beckett o olhou torto.

Kate: Eu vou ver o John.

Ela saiu deixando o impaciente Castle no quarto.

Kate: Que bom que ele dormiu.

Alexis: Também, cansado do jeito que estava. — Depois de uma pausa. — Queria ouvir o que eles falam.

Kate: Seu pai também. Ele está quase botando um ovo.

Alexis: Eu imagino.– Ela rio.

Kate: Seu pai está com medo, na verdade.

Alexis: Mas temos que agradecer ao vovô por John e eu estarmos de volta.

Kate: Eu sei, mas é que o Castle, tem razão, não o conhecemos.

Depois de um tempo Castle junta-se a Martha e seu pai.

Ele está sentado tentando digerir aquilo tudo que está acontecendo.

Martha: Filho, eu sei que não é fácil para você depois de tantos nos de ausência, mas para mim também não é fácil.

Hunt: Por mais que eu diga que tentei ao máximo acompanhar vocês durante todos esses anos, é difícil de crer por que nunca me viram fisicamente. Sou um total estranho para vocês.

Castle: Pai o que quer?– Não estava a fim de rodeios.

Hunt: Uma chance.

Castle: Uma chance para que?

Depois de uma pausa.

Hunt: Eu me aposentei

Castle: Do seu trabalho de…

Hunt: Sim. E só quero um tempo com minha família.

Castle levou as mãos na cabeça, chamou o pai num canto.

Castle: Isso é seguro para nós?

Hunt: Nunca vai ser seguro, filho. Tantas coisas aconteceram com vocês, mas não por minha culpa ou do meu trabalho.

Castle: Certo, mas … Minha mãe é quem sabe.

Saiu um tano aborrecido.

Durante a noite, Beckett acordou e viu Castle sentando na cama, ela acendeu a luminária, notou que ele estava distante.

Ela sentou-se, o toucou em sua mão, fazendo-o despertar.

Kate: Não consegue dormir, quer conversar?

Castle: Só estou preocupado. Não sei se o meu pai é alguém em que possamos confiar.

Kate: Eu sei, mas isso só o tempo dirá.

Castle: Só espero que minha mãe não se arrependa.

Kate: Você está preocupado, e tem razão, concordo com você, mas De uma coisa tenho certeza que ela nãos e arrepende.

Castle: De que?

Kate: Como assim de que? De você, oras!.- Ela sorriu. — O maior presente que pude ter, foi te conhecer, você mudou a minha vida, para uma bagunça, claro. — Fez ele rir. - E tenho o John, agora, nós temos.

Deu um selinho nele, ele retribuiu.

Castle: Tá, vou tentar relaxar, dar tempo ao tempo

Kate: Sabe Castle, você e o seu pai são muito parecidos, demais até.

Castle: Parecidos? Você nem o conhece.

Ela revirou os olhos.

Castle: Não? Lembre ai comigo.

Ele torceu o bico.

Kate: Faça uma força. Numa noite você me engravidou, assim como seu pai

Castle: Já sei. — Não a deixou terminar. - Ponto para você.

Kate:E as escondidas, você tomava conta do seu filho e… de mim também.

Ele apenas assentiu.

Kate: Ele teve os motivos dele, assim como você teve os seus. Não quero defendê-lo, também tenho um pé atrás, mas relaxe, estou de olho também.

Ele passou os braços pela cintura dela.

Castle: Não me compare com o meu pai. Eu sou muito mais bonitão. – Falou com malícia e a beijou.

Kate: Você não prefere aproveitar a noite, e que seu filho está dormindo?

Castle: Estou precisando de carinho.– Fez uma carinha parecida com a do Gato de Botas.

Kate: Ai 'coitadinho', vem aqui.

Eles se beijaram começaram a namorar e fizeram amor, até o dia amanhecer.

(…)

Castle, preparou uma pequena cesta, pegou John e foi até o Central Park. Eles teriam um domingo de pai e filho… e neto. Isso mesmo. Ele precisava de um tempo com seu pai.

Hunt: Não tem nada que eu possa dizer que tire essa má impressão sua de mim. Só posso te pedir uma chance, o tempo revelará tudo.

Castle: Eu sempre fui um bom pai porque, apesar dos vários que a minha mãe me deu, mas nenhum teve significado para mim, não houve apego. Foram só figuras passageiras. Por isso lutei pelos meus e estou disposto até morrer por eles. Você me fez falta e não estou acostumado a ter um pai por perto. Isso é novo para mim. Mas como quer apenas uma chance… bom, você terá.

Mas só quero te pedir uma coisa.

Hunt: O que é?

Martha: Não magoe a minha mãe.

Hunt: Vou me esforçar.

Eles comeram, viram o pequeno brincar, já não era mais tão desajeitado ao andar. Na verdade ele já corria.

Eles riram pela insistência do menino ao tentar pegar uma fujona borboleta.

Eles conversaram sobre muitas coisas e o coração de Castle sentiu-se aliviado. Formava-se uma figura paterna que ele estava gostando. Mas ele não queria se decepcionar.

No final do piquenique, Hunt ajudou o filho a guardar as coisas, Castle colocou o pequeno que tirava uma soneca no carrinho. E foram andando.

Castle: Sabe, pai.– A palavra nem pesou tanto para sair, saiu naturalmente. — Gostei de passar esse tempo com você!

Hunt: Que bom. Acho ótimo ir se acostumando. Porque eu vou casar com sua mãe!

Castle parou, pensou não ter entendido direito.

Castle: Casar?

Hunt: Sim, no final da semana. Estamos com pressa.

Castle viu tudo escurecer, perdeu o chão.

Notas finais
Continua.