De Repente, Grávida!
7 Capítulo 6
Notas iniciais
Na livraria:
Beckett estava distraidamente olhando os livros na seção policial.
Seu coração acelerou quando ouviu uma voz conhecida.
Castle: Quer que eu autografe o seu exemplar?
Ela sorriu e virou-se.
Kate: Não, não gosto do gênero!
Ele ficou impressionado com a visão, como esta linda barrigudinha.
Castle: Nossa, essa é a mulher grávida mais bonita que eu já vi.
Aproximou-se e deram as mãos. Seus olhos brilhavam.
Kate: Você nunca soube mentir! Estou horrível, gorda e inchada...
Castle: Não... Está maravilhosa.
Enquanto falava, Beckett ficou estranha, surpresa.
Kate: O meu Deus! Castle!– Ela colocou as mãos na barriga.
Castle: O que aconteceu? – Estava sem entender.
Kate: Mexeu Castle, mexeu.– Seus olhos lacrimejaram.
Ela pegou as mãos dele e levou até sua barriga para que sentisse. Ele ficou emocionado também.
Castle: É a primeira vez?
Kate: Sim. Estava tão preocupada e ansiosa, sabe?
Castle abaixou-se e deu um beijo na barriguinha saliente.
Castle: Não se preocupe, Kate, esse garoto é muito saudável!
Ela inclinou a cabeça e fez bico.
Kate: Começou? Pode ser menina, Castle! Entende, menina?
Castle: Não ouça ela, não sabe o que diz, não tem experiência.
Ela o puxou pela orelha.
Castle: Eu tenho 50% de chance de acertar.
Kate: E de errar também!
Castle: Senti sua falta.
Kate: Eu também senti a sua.
Castle: Que tal comemorarmos?
Kate:Com sorvete?– Seus olhos brilharam.
Castle: Sim por minha conta.
Depois que Beckett fez seu pedido, com todos os sabores que tinha chocolate, eles sentaram-se num banco e ficaram conversando. Ele deu a ela alguns presentes para o bebê, tudo em azul. E disse que levaria as outras coisas na casa dela depois.
No final de semana, Lanie estava ajudando Beckett com a decoração o quarto do bebê.
As paredes eram brancas, o berço era branco com as grades coloridas e os outros móveis brancos.
Kate: Acha que se o berço ficar aqui está bom? Isso é tão difícil!
Lanie: Sim, fica perto da poltrona, depois que amamentar, pode colocá-lo no berço e ficar tomando conta sentada nela.
Kate: Acha que vai ter corrente de ar muito forte?
Lanie: Não, acho que está bom. Mas podemos colocar uma cortina que resolve. Uma cortina... Pode ser de listras coloridas, bem neutro.
Kate: Ok! Como Castle está enlouquecido, encheu o bebê de pelúcias "anti-alérgicas" como ele diz. Acho que se espalharmos pelo quarto vai ficar bonito. O que acha?– Os olhos dela brilhavam, estava animada.
Lanie: Sim, muito bonito. Bem unissex.– ela riu.
Kate: Ótimo, essa é a ideia. E... quando nascer, é só você arrumar o berço, se for menino, com esse kit azul (mostrou para ela dentro do guarda-roupas, azul e branco com um bonequinho soltando pipa) e se for menina com esse outro (mostrou um rosa e branco, com uma bonequinha de pano). E quando eu chegar da maternidade é só colocar o bebê no berço!
Lanie: É tão simples!– Sendo irônica. — E sobra para mim. Sorte sua que eu gosto de bebês e tenho muito jeito com essas fofurinhas.
Kate: Por isso é a madrinha perfeita!– Soltou uma gargalhada. E se aproximou de Lanie. — Ei, Lanie, sinta isso, está chutando.
Lanie colocou as mãos, e ficou meio boba. Falou com o bebê numa voz fina, imitando ele.
Lanie: Como chuta forte!
Kate: Sim.
Lanie: É um bebê bem sapequinha! E bebê, me dia uma coisa, porque você só mexeu quando estava perto do Senhor Richard Castle?
Kate: O que está insinuando, Lanie? — Ficou séria.
Lanie: Só achei meio... "suspeito".
Kate:Foi só uma coincidência.
Lanie: Sério? Mas, se você não lembra, ele também tem chance.
Kate: Ok Lanie. Vamos supor, que seja, já que eu não sei... Isso soou como se eu fossse uma "vadia"! – Elas riram. - Se, estou dizendo, se Castle for o pai, ele também não lembraria? Ele tem os defeitos dele, mas é um bom pai. Não acha que ele reivindicaria a paternidade?
Lanie: É, ponto para você. E do jeito que está animado, realmente, e sendo o pai, não iria ficar longe por nenhum segundo.
Kate: Então esqueça, ok? Essa trabalheira toda me deixou cansada. Vamos tomar um suco.– E saiu do quarto.
Lanie: Suco? Quando o assunto é sério, ela sempre foge! Kate Beckett volte aqui, não vai fugir.– E saiu atrás dela.
Castle estava meio agitado aqueles dias, estava indo de maternidade em maternidade procurando por uma vaga no curso. Mas estavam lotadas, tinha vaga só para alguns meses a frente. Ele sabia que não podia esperar tanto. Assim o bebê da Beckett já teria nascido.
Ele foi até o necrotério.
Lanie: Droga Castle! Quer me matar?
Castle: Desculpe.
Lanie: Pegou a mania da Kate! Estou muito nova para morrer, tenho um afilhado ou afilhada que pretendo mimar muito e ainda não nasceu! Mas, o que quer aqui?
Castle: Preciso de sua ajuda.
Lanie: Ajuda? Com o que?
Castle: A Beckett não tem o menor jeito com bebês.
Lanie: Eu percebi!– Sorrindo.
Castle:Ela precisa de um curso de gestantes, sabe?
Lanie: Sim, falei com ela, mas sabe como é teimosa. Vai levá-la a força?
Castle:Mais ou menos, é que não estou achando vaga! Pode me ajudar?
Lanie: Hum... Talvez. Eu já volto.
Ela saiu da sala por alguns minutos.
Lanie: Procure a Drª Felicity neste endereço, mas vá pessoalmente.
Castle: Preciso impressioná-la?
Fez ela sorrir.
Lanie: Ela é sua fã, com certeza irá ajudar.
Castle foi procurar a Drª Felicity, mas ela disse que não tinha vagas no curso para aquele mês. Mas que ela veria se conseguiria com uma amiga.
Enquanto a vida da detetive transcorria normalmente, ela nem imaginava que, Scott Dunn começou a colocar sua vingança em prática. Sabendo da gravidez dela, roubou a identidade de um médico e forjou sua transferência para a maternidade onde Beckett daria a luz. Sequestraria a detetive e desta vez Nikki Heat explodiria!
Beckett estava numa fase de comer e dormir muito, sua barriga estava grande e algumas posições já lhe eram desconfortáveis. Ao deitar procurava sempre uma posição boa para ela e o bebê, porque se não ele reclamava. Ela sempre sorria nessa situação, sabia que seria um legítimo Beckett, com certeza lhe daria trabalho.
Ela passava horas pensando no bebê, como ele ou ela seria e sonhava muitas vezes com o bebê em seus braços, quando finalmente o conheceria, veria seu rostinho. E uma das coisas que mais gostava era de "conversar", acariciava sua barriga e podia falar do que quisesse ou lhe contava histórias, muitas das quais eram livros infantis presenteados por Castle. E ela sabia que o bebê prestava atenção, sempre reagia com um chutinho ou mexia-se, deixando ela boba.
A cama era o refugio deles, onde sempre ficavam confortáveis e seguros.
Ela e seu pai estavam se entendendo mais, apesar da preocupação dele em relação a filha e ao neto que em poucos meses chegaria. Beckett sentia falta de sua mãe e era o que mais desejava que ela estivesse ali, com certeza não teria tanto medo, ser mãe nunca tinha lhe passado pela cabeça e sentia-se despreparada.
Um certo escritor também não saia de seus pensamentos e de seu coração, por mais que ela tentasse reprimir. A presença dele em sua vida era realmente edificante, sempre preocupado, a ponto de irritá-la as vezes. De tudo ele fala, se usasse um salto maior, que ela deveria ter cuidado para não cair, se preocupasse com sua alimentação, chegava a ser chato, não estava acostumada com alguém "tomando conta " dela assim. Mas a presença dele amenizava a tensão e preocupação nessa fase de sua vida. Ela costumava ter um certo sonho, repetidas vezes, o qual ela nem se ousava em admitir a si mesma. O ignorava por completo.
Uns dias depois, quando estava em casa pensando na vida o telefone tocou, um número desconhecido.
Castle: Alô!
Felicity.: Senhor Castle, é a Felicity. Como vai?
Castle: Sim, Doutora, estou bem.
Felicity: Aconteceu um imprevisto com uma das gestantes... Bem, ela deu a luz, prematuramente...
Castle: Ela está bem?
Felicity: Sim. Ela e o bebê estão bem. Agora temos uma vaga, ainda está interessado?
Castle: Sim, sim. Claro.
Felicity: Vai começar na segunda, no final da tarde. Mas, não sou eu quem ministrará. Anote, por favor, os detalhes.
Castle ficou feliz com isso e faria uma surpresa a Beckett.
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