De Repente, Grávida!
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Castle tinha acabado de entrar no quarto de Beckett, ainda meio confuso, ela estava caída no chão sem sentidos.
Castle: Beckett, o que houve?– Desesperado. Tentava entender o que acontecia.
Pegou o celular e ligou para a emergência, tentou acordá-la, ela veio em si, sentindo muita dor. Estava gritando.
Kate: Ai, Castle, dói muito... Ai, ai... Estou perdendo o bebê!– Desesperada.
Castle: Calma, deite-se e levante as pernas.– Pegou uma cadeira para apoiá-las. — Os paramédicos já estão vindo. Me diga o telefone de sua médica, vou ligar para ela. – Tentando se manter calmo.
Kate: Não sei de cor, mas está na agenda... Ai...– Sentia muita dor. — Drª Keen, é o nome dela.
No hospital, após ser atendida, aguardava os resultados, saber se tinha perdido o bebê e se não, se ele estava bem.
Beckett chorava, sentia-se culpada, achava que era um tipo de castigo ou punição por não gostar de estar grávida, aqueles minutos de espera eram torturantes, sentia remorso, arrependimento e culpa.
Castle, com seu charme, conseguiu que deixassem ele vê-la, queria estar junto a ela acontecesse o que acontecesse.
Castle: Oi.– Aproximou-se dela, e segurou sua mão.
Kate: Cas... — Chorando — Você sabe do meu bebê?
Castle: Não, não me falaram nada.– Sentou-se numa cadeira próximo a cama — Pediram apenas que aguardasse.
Kate: É tudo minha culpa... Castle. Não queria ter o bebê... – Confessou. — E agora... posso ter perdido...
Castle: Não é culpa sua, não fique assim.– Via muita dor em seus olhos.
Kate: Sabe, Castle... Tudo aconteceu de forma inesperada para mim, não estava preparada e acho que ainda não estou, mas isso que sinto agora não sei explicar. Já estava me acostumando... E agora... Acaba assim?
Castle: Calma, pode ter sido só um susto. Você é uma sobrevivente e muito forte. Acha que seu filho seria diferente?
Kate: Não sei se suporto, mais essa perda... Castle...
Ele segurou sua mão, olhou firme em seus olhos, e com fé, apenas, pedindo a Deus um milagre:
Castle: Kate, confie em mim, vai ficar tudo bem, Ok?
Ela apenas assentiu. Ele enxugou as suas lágrimas e se abraçaram.
Castle: Com certeza vai ficar tudo bem. Quem vai me ajudar com as garotas no parque?– Sussurrou no ouvido ela.
Ela esboçou um sorriso, esse realmente era o Castle!
Agora, só restavam agora esperar.
Minutos depois, a Drª Keen, deixou-os tranquilos, tinha sido um princípio de aborto, mas o bebê estava bem. Beckett precisava de uns dias de observação no hospital, tomar uma medicação e para identificar a causa.
Castle: Beckett, dados as circunstâncias eu tive que avisar o seu pai. Ok?
Kate: Sim, foi o certo.– Fez uma pausa e suspirou. — Castle, não tenho como lhe agradecer, se você não chegasse, o pior tinha acontecido.
Castle: Always.– Segurou a mão dela. — Mas eu sei como você pode me agradecer, é só me deixar mimá-lo muito.
Kate: Mimar? Nem que eu não quisesse! Você é do jeito que é, tão teimoso!– Ela sorriu. — Sim, não se preocupe, pode mimar sim, mas não muito! E... lembre-se, pode ser uma me-ni-na. — Só para irritá- lo.– Castle... Menina!
Castle: Menina? Não vai ter duas Beckett's nesse planeta, o universo entraria em combustão!– Brincou, provocando-a.
Ela sorriu.
Castle: Você também poderia me deixar escolher o nome.
Ela entortou a boca.
Kate: E qual seria?
Castle: Se for menino... "Cosmo" – Com bem ênfase.
Kate: Cosmo? – Surpresa.- Que nome é esse?
Castle: Se a Alexis fosse menino, se chamaria Cosmo!
Kate: Não, não e não. E que fogueira a Alexis pulou, hein?
Ela riu, ele ficou sério.
Castle: É melhor você dormir um pouco, vou ficar por aqui até o seu pai chegar.
Ela adormeceu e um tempo depois Jim chegou, ele tinha ido buscar umas coisas para ela que ficaria uns dias no hospital.
A noite.
Martha chegou em casa e viu o filho muito sério.
Martha: Richard, me conte a verdade, o que houve com a Beckett?
Castle: Nada, mãe. Ela e o bebê estão bem.
Martha: E porque você está com essa cara?
Castle: Cara? Como assim?
Ela sentou-se ao lado dele no sofá.
Martha: Ah, Richard, não me diga que está se apegando a essa criança mais do que deveria? Ou... na verdade, deveria?
Castle: Hã? O que está pensando? Não tenho nada haver com a gravidez da Beckett.
Martha: Ah?! Então é por isso...
Castle: Do que está falando?
Martha : Não me venha com essa, está escrito na sua testa, Richard! Seus olhos te denunciam quando olha para ela.
Castle: Mãe...
Martha: Ok, ok, não vou me meter, mas todo mundo sabe...– Ela sorriu, divertindo-se. — Porque não toma uma atitude? E fala com ela?
Castle: Mãe, você sabe como ela é. Não se abre com ninguém, como foi difícil me aproximar. Tive que ver ela nesses relacionamentos sem amor, esperando ela estar pronta. Mas... Agora essa gravidez repentina? O que posso fazer?
Martha: Está enciumado, filho? Você já não é muito bom em se expressar quando se trata dos sentimentos com a Beckett, e não deixe o que o ciumes deixe você cego!
Castle: Ainda não é a hora, mãe, e se eu fizer algo precipitado, vou perder a única coisa que temos, a amizade.
Ela levantou-se e pegou uma bebida.
Martha: Como o amor é complicado!– Aproximou-se e deu o copo a ele. — Beba, está precisando. — Mas você deveria pensar melhor. Ham? Talvez, essa seja a hora que ela precisa ter um homem ao lado dela.
Castle: Mãe... Ela está grávida, não acha que ela já tem?– E entornou o copo de uma vez!
Após alguns dias Beckett teve alta do hospital, seu pai a levou para casa. Chegando lá tal foi sua surpresa.
Kate: Tia Teresa? O que faz aqui?– Não esperava por isso.
T: Vim ficar uns dias com você! Não posso deixar a única filha do meu irmão sozinha numa hora dessas.
Kate: Uns dias?– Beckett olhou desconcertada para o pai.
T: Sabia que ia gostar da surpresa.
Jim: Não posso te dar a assistência que você precisa, pedi que ela ficasse, pelo menos nesses dias. – Explicou-se.
T: Não se preocupe, nem vai notar que estou aqui.
Kate: Duvido. — Sussurrou. — Mas... obrigada, vou para minha cama, preciso ficar de repouso.
Enquanto Beckett se escondia em seu quarto, imaginando o apuro que passaria com sua tia, Teresa e Jim conversavam na cozinha.
T:Jim, me explique isso: sua filha grávida?– Não conseguia acreditar.
Jim: Não me olhe assim, eu sei o mesmo que você.
T: Podia até imaginar que ela casaria... um dia,... mas filhos? E assim de repente?
Jim: Estou tão surpreso quanto você
T: E quem é o "autor" da comédia?
Jim: Isso não é assunto para piadas!
T: Não?
Jim: Ela não quer me dizer quem é o pai.
T: E agora do nada esse produção indepentende?
Jim: Teresa, por favor, deixe a Katie em paz, ela não pode se aborrecer.
T: Jim faça alguma coisa, vai deixar ela ter esse bebê sem pai?
Jim: E o que quer que eu faça?
T: Não sei. E não me olhe assim, não quero saber desses modernismos. E você bem sabe como é a experiência. Nos filmes de Hollyood é tudo lindo, mas na vida real as coisas são bem diferentes!
Jim realmente começou a concordar com sua irmã. Ele sabia como era dificil criar um filho sozinho e imagina um bebê. Precisava encontrar o Josh e por esse história a limpo.
No final da tarde, Lanie foi visitar a amiga.
Kate: Que bom que veio, minha tia está me enlouquecendo!
Lanie: Deixe disso, uma senhora tão simpática... Ela só quer ajudar.
Kate: Lanie? Não acredito que se "bandiou" para o lado dela? Por acaso está apoiando as maluquices dela?
Lanie: Deixe de implicar. Não é nenhuma maluquice ela querer saber quem é o pai do seu bebê. Eu também quero saber!
Beckett estava incrédula, começou a balançar a cabeça em negação.
Kate: O que ela te disse? Ou pior, o que você disse a ela?
Lanie: Nada! Relaxe!– Lanie estava sorrindo.
Kate: Fala, anda Lanie!
Lanie: Eu não sei porque, mas ela me perguntou muito sobre um certo, autor de best-sellers!
Kate: OMG! – Escondeu-se sob um travesseiros. — Agora era só o que me faltava!
Teresa entrou de repente.
T: Katie, como você resiste ao Rick Castle? Se um homem daqueles só me desse um oi na rua, eu já estaria agarrando ele!
Lanie: Eu também...- Pensou alto.
T:Lanie, me faça um favor, quando encontrar com ele, diga que quero tirar umas fotos. Vou postar no meu Face, minhas amigas vão morrer de inveja!
Lanie sorriu, Beckett revirou o solhos.
Lanie: Pode deixar comigo.
T: Até agora não sei, Katie... Ou será que você não resistiu?
Kate: Tia, para, por favor. Não tenho nada com Castle, além de amizade. E não quero falar sobre a paternidade do meu filho ou filha. Está bem?
Lanie e Teresa, se entre olharam. Desistiram.
T: Ok! Não está mais aqui quem falou. Lanie vou pegar uma bebida para você.
Lanie fez um sinal e sussurrou para Teresa. — Lanie: Depois conversamos.
Lanie levantou-se e foi pegar algo para dar a Beckett.
Lanie: Os rapazes mandaram entregar a você. Eles disseram que assim que der, vem aqui te ver.
Kate: Obrigada. Que fofos.– Eram cartões e um ursinho de pelúcia.
Lanie: Me parece que você está muito bem.
Kate: Sim, Lanie, depois desse susto, eu cai em mim!– Sorriu. — Estou sentindo algo muito bom, com minha gravidez e com o bebê. Estou com medo, mas... ansiosa, sabe?
Lanie: Então temos muito trabalho a fazer e pouco tempo, porque passa muito rápido. Onde será o quarto do bebê? Já decidiu?
Kate: Esse aqui é o melhor. Meu pai vai me ajudar numa pequena reforma, vou deixar esse quarto para o nenem, é mais arejado, e ficarei com o outro.
Elas ficaram lá batendo papo e depois a Teresa chegou provocando e fazendo piadas, contando como a Beckett era quando nasceu, mas também deu umas boas dicas sobre cuidados e saúde do bebê, ela era enfermeira aposentada; a conversa estava animada, nem viram o tempo passar.
No final daquela semana.
Jim tinha pedido ao Castle para conversar com ele com urgência, eles marcaram num café.
Jim: Castle não me leve a mal, mas preciso te pedir um favor de pai para pai.
Castle: Sim, o que é?
Jim: Você tem uma filha, se coloque no meu lugar. Preciso que me ajude a encontrar o Josh, esse ex-namorado da Katie. Não posso deixar que ela continue com essa responsabilidade sozinha. Se o filho é dele, ele tem que assumir.
Castle: Sim, eu entendo e o senhor tem toda razão.
Castle concordou em ajudar, mas sem que a Beckett soubesse, se não mataria ele.
Ele estava no íntimo enciumado, não queria realmente encontrá-lo, ver a Beckett com outro era muito dificil, especialmente se formasse uma família.
Ele não tinha mais a quem recorrer e foi pedir ao Ryan e ao Esposito para ajudá-lo.
Uns dias depois:
Castle estava no loft, quando alguém bateu na porta. Ele foi abrir e ficou surpreso, era Beckett, e estava furiosa.
Castle: Entre. Como vai?
Kate: Não me venha com essa Castle! O que deu em você? Se metendo assim na minha vida! Quem te deu o direito?
Castle: Do que está falando?
Kate: Você não imagina? Josh! É dele que estou falando. Porque foi buscá-lo?
Castle: Kate me desculpe, mas não podia dizer não ao seu pai.
Kate: Não podia? Porque? Por acaso há algum código de honra entre os homens? Você tinha que me respeitar, Castle. Não ir fazendo o que o meu pai quer.
Castle: Eu sei que você tem todo o direito de ficar assim, mas o que queria que eu fizesse?
Kate: Dissesse não! Eu sou adulta, Castle, entende? E faço da minha vida o que eu quiser.
Castle: Eu sei. Me desculpe.
Ela simplesmente assentiu.
Kate: E você nem se importa né Castle?
Castle: O que? Do que está falando?
Kate: Você é capaz de me entregar assim de bandeja para qualquer homem?
Castle: Não me venha com essa, não coloque a culpa em mim. Foi você que sempre me rejeitou. Sempre que eu me aproximava, você fugia.
Kate: E simplemente você desiste?
Castle: E o que quer que eu faça?
Kate: Seja um homem, tome uma atitude!
Castle: A covarde aqui é você. Preferi fugir e se esconder, do que ser feliz. Nem tentar ao menos.
Kate: E o que é a minha felicidade?
Castle: Se é o que quer saber, eu te mostro...
Ele se aproximou, a tomou em seus braços e a beijou, ela correspondeu. Um beijo longo, de tirar o fôlego.
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