De Repente, Grávida!
13 Capítulo 12: Parte I
Notas iniciais
Na delegacia, a capitã Gates recebe um telefonema, é informada que Scott Dunn foi encontrado morto, foi assassinado por seu companheiro de cela. Ela informou seus subordinados e a detetive Beckett que ainda estava de licença maternidade, essa ficou mais tranquila e aliviada, sem esse maluco obcecado por ela.
John crescia, muito lindo e fofo, era um bebê sorridente e feliz. Beckett não estava mais atrapalhada com os cuidados do bebê e sentia-se feliz nessa nova fase de sua vida.
O tempo ia passando e ela em poucas semanas voltaria a trabalhar. Precisava de uma babá para o pequeno John. Ela confiava muito numa jovem chamada Rosi, que morava no mesmo prédio que ela. Rosi precisava de um complemento para manter seus estudos e tomaria conta do pequeno John. Ela passava algumas tardes com ele para ele ir se adaptando, pois quando Beckett voltasse a trabalhar, ele ficaria na creche até umas 5 da tarde e Rosi pegaria ele lá e levaria para casa até Beckett sair da delegacia, algo que ela não tinha um horário muito específico. E Rosi não teria problemas em continuar seus estudos.
Beckett aproveitou um finalzinho de tarde para passear com John no parque, ela empurrava o carrinho de bebê enquanto brincava com ele, ele sorria alegre e feliz.
Estranho: Oi Kate.
Kate: Oi.– Ela ainda não conseguia lembrar quem era. — Desculpe mas eu não lembro quem é você.
Estranho: Eu percebi isso na última vez que nos encontramos.
Estranho: Sou Paul, primo de Lanie.
Kate: Paul?– Tentando lembrar.
Paul: Nos conhecemos outro dia na boate, estava com Lanie e Sarah.
Kate: Ok! Lembro, sua namora, Sarah. Desculpe-me pelo outro dia, acho que os hormônios me deixaram meio estranha.– Falou rindo.
Paul: Esse é o seu?
Kate: Sim, meu garotão, John.
Paul ficou lá brincando com ele, e Kate ofereceu um sorvete como pedido de desculpas ao Paul, que aceitou. Ele contou que seguiu os conselhos de Lanie e dela e fez uma surpresa, pediu Sarah em casamento.
Durante a conversa, Beckett tinha pensamentos travessos, fazia comparação do Paul com o John, e descartara essa possibilidade, ela ria e Paul não sabia do que.
Paul a convidou para o casamento, lhe mandaria o convite por Lanie assim que marcassem a data.
John começou a chorar e Beckett decidiu voltar para casa.
Castle não estava na cidade, estava viajando promovendo mais um de seus livros, e morria de saudades do Johnny, como ele o chamava, e sua musa inspiradora. Estava pensando em fazer uma surpresa para Beckett que em pouco tempo voltaria a trabalhar. A convidaria para jantar fora, passarem uma noite juntos.
Ele ligou para Lanie,
Castle: Oi Lanie.
Lanie: Oi, Castle, o que quer aprontar dessa vez?
Castle:Que mau juízo faz de mim!
Lanie: E estou errada? Sempre que quer aprontar você me procura!
Ele gargalhou e pediu sua ajuda, queria uma noite especial com a Beckett.
Lanie: Um encontro?– Falou travessa, num tom malicioso.
Castle: Não Lanie, claro que não! É só para ela se divertir um pouco antes de começar sua rotina de detetive.
Lanie: Ah tá, entendi.– Revirando os olhos.
Ele pediu que ela comprasse um vestido, para noite, para Beckett e não falasse nada, seria surpresa. Deixasse tudo arrumado para quando ele voltasse.
Umas semanas depois, Castle voltou de sua viagem, estava animado para rever o Johnny, mas teve que se conter um pouco, descansou e dormiu, no dia seguinte, ele tinha marcado com Lanie que levasse o vestido para Beckett. Ele fez reserva num restaurante francês, muito elegante.
No início da noite, Lanie foi ao apertamento de Beckett, bateu à porta e Rosi abriu.
Rosi: Oi Lanie, entre.
Lanie: Oi Rosi. Onde está Beckett?
Rosi: Ela saiu.
Lanie: Saiu? Não?
Rosi: Mas não demora.
Lanie: Tomara.
Ela entrou e colocou as coisas no quarto de Beckett e foi brincar com John.
Lanie: Como você está grande!
Uns minutos depois, Beckett voltou, deixando Lanie aliviada.
Enquanto amamentava o filho, as três conversaram.
Kate: O que está tramando Lanie?
Lanie: Não confia em mim?
Late: Não, claro que não.
Lanie fez uma cara feia.
Lanie: Rosi me ajude.
Rosi: O que quer que eu faça? Já sei, vamos amarrá-la e vesti-la a força!
Kate: Eu ainda tenho uma arma, lembram?
Elas riram.
Rosi: Vai dar tudo certo, Kate, relaxa!
Kate: Acho que vocês estão tramando me dar um sumiço e ficar com o meu filho!
Lanie gargalhou.
Lanie: Não é má ideia, ele é tão fofo! Pare de desculpas!
Rosi: Não se preocupe, ajudo a Lanie com ele até você chegar.
Kate: Você não vai me dizer onde vou? E com quem?
Lanie: Surpresa.– Levantou e puxou a amiga pelo braço.
Beckett, meio desconfiada, aceitou esse encontro as escuras, tomou banho, vestiu-se e colocou sapatos de salto finos e altos. Maquiou-se e perfumou-se. Um táxi já esperava em frente ao prédio que morava. Ela entrou no táxi, sentia um frio na barriga.
Assim que ela saiu, Castle foi até o apartamento dela, precisava ver o Johnny primeiro.
Lanie abriu a porta e apresentou Rosi para ele, que não deixou de fazer uma “inspeção” naquele homem, bonito e cheiroso.
Castle: Oi Rosi, que nome bonito o seu!– A beijou na mão, após cumprimentá-la. — Muito prazer.
Ele admirou a bela morena que era, magra, de cabelos cacheados e cumpridos até a altura da cintura.
Rosi: O prazer é todo meu.– Acredite, ela pensava!
Castle:É brasileira?
Rosi: Sim, vim estudar aqui.
Johnny ao ver Castle, ficou reclamando, fazia sons incompreensíveis, queria atenção. Castle pegou Johnny no colo, o abraçou, e ele sorriu e ficaram brincando.
Enquanto as duas confabulavam na cozinha.
Rosi: Essa é a “surpresa” da Kate?
Lanie: Sim. — E rio.
Rosi: Lanie, por favor, qualquer dia me faz uma surpresa dessas?!
Elas riram e serviram uma bebida para ele.
Lanie: Não a faça esperar muito, Castle. Está ficando tarde e ela não vai entrar mo restaurante.
Castle: Estou com saudades do Johnny!
Enquanto falava, Johnny lhe deu uma golfada, sujando toda sua roupa.
Todos fizeram uma cara de nojo, por mais que limpassem o cheiro não saia.
Castle: Agora a Kate me mata, vou ter que ir em casa trocar de roupa!
Lanie: Boa sorte.– Ela revirou os olhos e pegou o bebê do colo dele, que sorria travesso.
Ele voltou para casa, ligou para o taxista dar mais umas voltas, e Beckett já bufava.
Finalmente ela chegou ao restaurante, era bonito, luxuoso e muito espaçoso, ficou admirando a fachada até seus olhos se cruzarem com os do Castle. Ele estava admirando-a, como estava linda com suas novas medidas, seios mais fartos e quadril mais largo, ser mãe fez muito bem a ela, estava linda num vestido vermelho tomara-que-caia longo, cabelos presos num coque.
Kate: Eu deveria ter imaginado.
Castle: Detetive? – Aproximou-se e beijou-lhe a mão.
Kate: O que está fazendo Castle? É algum tipo de encontro?
Castle: Encontro? Não! Está louca?
Kate: Louca?
Castle: Não foi isso o quis dizer. É só um jantar para você relaxar antes de voltar ao trabalho e também estou com saudades.
Ela sorriu, deixando uma expressão leve no rosto.
Kate: Ok. Então pare de enrolar, já dei voltas demais naquele táxi.
Castle: É culpa do seu filho, vomitou tudo o que tinha na minha roupa!
Ela gargalhou.
Kate: Bem feito!– Fez uma carinha divertida. — Ele só estava defendendo a mãe de um doido!
Ele lhe ofereceu o braço e ela aceirou, eles entram, sentaram e fizeram o pedido, ela não bebeu nada alcoólico, ainda amamentava.
A noite passou rápido, mas no intimo eles não queriam ir embora.
Castle a convidou para dançar e eles passaram momentos agradáveis dançando, depois foram até a sacada, e ficaram admirando a noite de Nova York.
(…)
Não dava para enrolar mais, a detetive teria que voltar ao trabalho, licença tinha terminado e tinha tirado duas férias, o bebê estava com seis meses já, teria agora uma nova rotina.
Ela mal dormiu a noite, voltaria a fazer algo que gostava, que antes ocupava todo o seu tempo, mas isso era coisa do passado, agora tinha alguém que amava mais que tudo na vida e esse ocupava o primeiro lugar em tudo para ela.
Quando o relógio despertou, ela levantou-se para tomar banho, mas foi impedida por John, que acordou aos berros, ela correu até o quarto, ele não estava com febre, parecia manha, parece que tinha adivinhado que seria seu primeiro dia na creche e já fazia birra para não ir.
Kate: Não chora John… não chora.– O embalava em seus braços tentando acalmá-lo.
Amamentou ele, depois que se acalmou deu banho e trocou de roupas, quando olhou para o relógio, viu que chegaria atrasada no seu primeiro dia de trabalho. Ela correu para ao banheiro, fez suas higienes, tomou banho e arrumou-se, correu para a cozinha e fez duas mamadeiras, nem deu tempo tomar café.
Pegou sua bolsa e a de John e correu, só não se atrasou mais porque tinha deixado tudo arrumado de véspera. Colocou o John no bebê conforto, que dormia tranquilamente e dirigiu até a delegacia.
Deu bom dia ao pessoal e todos foram cumprimentar o bebê e dar boas vindas a ela.
Ela respirou fundo para a parte mais difícil, deixar o filho na creche.
Ele começou a chorar quando foi entregue a uma das funcionárias, fazendo-a chorar também. Era um momento difícil.
A diretora conversou com ela, que ela poderia ligar a qualquer hora ou mesmo vê-lo, já que a creche era para os filhos dos funcionários e policias da delegacia.
Não tinha jeito, ela secou as lágrimas, ele já tinha se acalmado e brincava, aproveitou a distração do pequeno e saiu, foi trabalhar, mas seu coração estava apertado a primeira vez que se separavam.
Ao passar dos dias, foram tornando-se gradativamente mais fáceis. Ele já se adaptara a creche, ela também. Todo dia no horário do almoço ia amamentá-lo e sempre que dava, no final da tarde quando Rosi ia buscá-lo, ela amamentava de novo.
Castle tinha voltado a ser consultor, naquele mesmo clima com a Gates.
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