De Repente, Grávida!
17 CAPÍTULO 14: Parte I
Notas iniciais
O quarto estava silencioso, a tensão era grande entre eles. Duas almas sofridas, dois corações que batiam no mesmo ritmo a mesma dor e o mesmo amor. Ele apesar de estar magoado, amava aquela mulher como nunca amou outra em toda sua vida. Ela sofria também, a dor da perda era algo que ela ainda não sabia lidar, trancar-se dentro de si ainda era, para ela, a melhor solução. Mas ela estava diferente, tudo tinha mudado, e ela precisava ser forte e lutar.
Kate: Oi. — Resolveu quebrar o silêncio.
Castle: O que quer aqui Beckett?
Sua frieza a cortara por dentro.
Kate: Não posso consertar o passado Castle… Mas se algum dia você puder… Queria que algum dia você me perdoasse, mas preciso colocar quem é mais importante em primeiro lugar. O John…
Castle: O que aconteceu?– Ficou preocupado.
Kate: Está doente.
Castle: O que ele tem?– Foi levantando-se da cama.
Ela ficou de pé, olhando-o em seus olhos.
Kate: Ele está com o mesmo que você, queimando de febre, é só saudade, eu o trouxe para você.– Pegou na mão dele. — São a cura um do outro… Venha, por favor?
Aquele toque os fizeram estremecer.
Castle: Sim.– Foi a única palavra que saiu.
Ela o conduziu até a sala, onde John brincava no colo da Martha.
Quando se viram os olhos de ambos brilharam. John jogou-se para frente, levantando os braços, queria o colo de Castle. Que o segurou dando um abraço demorado e sua mão acariciava a cabecinha dele.
Castle: Vai ficar tudo bem.– Enchendo ele de beijos, seus olhos estavam marejados.
Castle sentou-se no sofá, ficando ao lado de Beckett, que segurava as lágrimas. Martha só observava a cena.
Kate: Castle, por favor, dê a mamadeira a ele. – Levantou-se e pegou na bolsa. — Ele não tem se alimentado direito.
Castle: Foram dias difíceis, mas já passaram. Vai ficar tudo bem.– Falou para ela que apenas concordou com a cabeça.
Ele ajeitou o babador no John e lhe deu a mamadeira.
Um tempo depois eles não tinham mais febre. Alexis chegou e estava brincando com o bebê também.
Martha: Alexis, o que acha de darmos uma volta com o bebê?
Alexis: Ótimo.
Martha e Alexis arrumaram o pequeno no carrinho e o levaram para passear. Deixando Castle e Beckett a sós, eles precisavam conversar.
Castle: Quer alguma coisa, um suco, uma água?
(Kate: Cria coragem mulher, e diga sim, eu quero você!) — Pensando.
Kate: Não, estou bem. Castle me perdoe, me perdoe…
Ele aproximou-se dela, ficando bem pertinho, posicionou de frente, olhando-a nos olhos.
Castle: Está tudo bem.
Kate: Não está mais chateado comigo?
Castle: Eu até tentei, mas não consigo, quando te vi entrar no meu quarto, não sei…Esse maldito coração, só faz o que quer… Você deveria ter compaixão dele.
Ela sorriu.
Kate: Não quero mais fazê-lo sofrer.– Acariciou ternamente seu rosto. — Não quero que sofra, e não quero sofrer mais.
Ele não resistiu ao toque e a beijou. Ela retribuiu. Eles se entregaram. Um beijo terno, demorado, molhado, saboroso. Ele a trouxe para junto de si, segurando-a pela cintura, ela acariciava a nuca dele, parecia que tudo tinha parado, só eles existiam, queriam matar a saudade, sanar a dor. Soltaram-se quando precisavam de ar.
Castle: Eu te amo…– Falou beijando suavemente os lábios dela. — Eu te amo, Kate…
Estavam com as testas coladas uma na outra.
Kate: Castle, eu te amo…te amo… com todas as minhas forças.
Ele parou a encarou.
Castle: E porque é tão cabeça dura?
Ela sorriu.
Kate: Não estava pronta, Castle, tinha medo… Você merece que me entregue totalmente a você.
Ele ainda estava assimilando aquilo tudo, depois de uma pausa:
Castle: E você está pronta agora?
Ela apenas assentiu e lhe deu um selinho.
Castle: E o John é meu não é?
Kate: O John… Hum?
Ela levantou-se, suas mãos tremiam.
Kate: E eu sei?– Começou a rir da cara que ele fez.
Castle: O que?!
Ela aproximou-se dele e envolveu seus braços nos ombros dele.
Kate: É tudo tão confuso!
Castle:Confuso? Nem fala! Você quase me mata quando engravidou.
Kate: E eu quase enlouqueço!– Deu uma pausa. — Você lembra?
Castle: Não como eu gostaria.– Sorriu malicioso e recebeu um soco no ombro. — Ai!
Kate: Assanhado! Estou falando sério.
Castle: Não pode negar que é meu.
Kate: Mesmo que eu negasse, seria seu por maioria de votos! Todo mundo diz que é seu.
Castle: Porque não precisa de DNA! É lindo como eu sou.
Ela revirou os olhos, como ele era convencido, o soltou e sentou-se no sofá.
Ele sentou-se bem juntinho a ela, e ela deitou a cabeça no seu ombro e ele a envolveu pela cintura.
Kate: Nunca pensei que faria bebêestando drogada!
Castle: Não pense assim, fizemos muito bem.
Ela lhe retribuiu com um lindo sorriso.
Kate: Quando soube?
Castle: Quando o vi pela primeira vez. Meu coração quase parou. Quando tive em meus braços, ele me olhou chorando, querendo você… Tive certeza. Só se sente aquilo por um filho, é tanta emoção que não dá para definir em palavras. E você?
Kate: Eu ainda não tenho.
Ele parou entortou a cabeça, ia falar algo, mas ela o parou.
Kate: Estou só brincando. Não tinha me envolvido com ninguém. Quando ele nasceu, que você o me entregou, que eu vi aquele rostinho que eu ansiava conhecer por nove messes… bah! A sua cara. Não ria Castle! Eu quase morro de ciúmes, passei nove messes com ele na barriga para nascer a sua cara! Fala sério!
Castle: Ciumenta.– Lhe beijou o pescoço, sentindo ela arrepiar-se.
Kate: Depois de tanto pensar e fazer contas… Só sei que “aconteceu”, quando investigamos sobre os tigres contrabandeados.
Castle: Sim, é confuso, tenho uns sonhos, são muito reais, parecem lembranças.
Ela segurou o riso, sabia como eram aqueles sonhos.
Kate: Estava desnorteada, tentando juntar as peças. Já era difícil assumir meus sentimentos com relação a você e ainda mais com um bebê… quase enlouqueço!
Castle: Então admite?
Kate: Sim, mas tive que deixar as coisas como estavam. Desculpe-me, estava confusa e perdida. Não estava pronta.
Castle: Será? Acho que na verdade, o queria só para você!
Ela riu.
Kate: Conte-me o que lembra.
Castle: Ok.
Passaram a falar o que lembravam e preencher as lacunas.
Fale com o autor