De Repente, Grávida!
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Com ajuda de Lanie, Castle conseguiu que Beckett o encontrasse no local do curso, sem saber do que se tratava.
Ele chegou mais cedo e estava conversando com a Drª Edyla, que ministraria o curso.
Castle: Boa tarde Drª Edyla!
Drª: Boa tarde, bem-vindo ao curso. Onde está sua esposa?
Castle: Um pouco atrasada, mas virá.– Enquanto ele falava, admirava a bela ruiva no jaleco branco.
Drª: Vamos conhecer a sala de curso e temos também um anexo para as aulas práticas de cuidados com o bebê.– Ela lhe mostrava o lugar enquanto caminhavam. — É seu primeiro filho?
Castle: Não. Tenho uma filha adolescente, Alexis. Mas esse é o primeiro filho de Kate, ela não leva muito jeito com bebês. Ao contrário de mim que “sou qualificado, tenho PEB em cuidado infantil.”
Drª: PEB?
Castle: Sou um “Pai Extremamente Bonito!”
Ele fez a Drª Edyla sorrir.
Algum tempo depois, os cursandos já estavam quase todos presentes e Beckett chegou a recepção da maternidade.
Kate: Boa tarde, procuro a Drª Edyla.
Recepcionista: Boa tarde. Só um momento vou verificar qual é a sala.
Beckett estava desconfiada daquela história mal contada da Lanie.
Após ser informada pela recepcionista ela foi até a sala indicada.
Chegando, ela notou a sala com algumas gestantes e alguns homens.
Kate: Lanie! – Irritada.
A Drª Edyla, muito atenciosa, notou a presença da gestante um pouco perdida. Aproximou-se dela.
Drª : Você deve ser Katherine Beckett?
Kate: Sim. Drª Edyla?
Drª: Sim, mas pode me chamar de Edyla.
Kate: Me chame de Kate.
Drª: Sim, Kate. Seja bem-vinda e fique à vontade, só faltava você para começarmos.
Kate: Só eu?
Drª: Seu marido já chegou.– Apontou na direção do Castle, que acenou.
Kate: Não somos casados!– Fazendo uma cara feio para Castle.
Drª: Perdão.– Desculpou-se. — Bem, entre e fique à vontade.
Kate: Obrigada.
Ela entrou e foi até Castle.
Kate: O que você pretende?
Castle: Não vamos discutir em público! E não fique irritada, não é bom para o bebê.
Kate: Não me venha com essa Castle.
Castle: Você não tem jeito com bebês, precisa desse curso de gestantes.
Kate: Castle, porque você “não consegue se afastar da minha vida”?
Castle: Ham?
Kate: Ok Castle. Tudo bem, aprecio sua preocupação comigo. Não vou brigar. Já que estou aqui…Vamos sentar. Mas você me paga!
Quando começou o curso a Drª Edyla se apresentou, apresentou sua assistente Marya e explicou como seria o curso.
Ele teria 03 aulas por semana, sendo de 02 horas cada, durante duas semanas, num total de 12 horas o curso.
A turma era pequena com a média de 13 casais. Alguns não casados, apenas namorados ou noivos, duas mães estavam sendo acompanhadas por suas mães e tinha um casal de lésbicas, e também Beckett e Castle, que não se encaixavam num padrão.
Com o passar do tempo, Beckett estava mais relaxada e descontraída, Castle era uma atração a parte. A Drª Edyla era muito atenciosa com todos, tinha uma linguagem de fácil entendimento e o que ensinava era muito prático. Ela e sua assistente Marya eram bem dinâmicas e engraçadas, deixavam todos a vontade.
A aula mais engraçada que tiveram foi a de cuidados com o bebê, aprenderam a trocar fraldas e dar banho.
Drª Edyla: Bem, agora que viram na teoria como faz para trocar a fralda, um de cada casal deve tentar.
Castle: Beckett aprenda com o mestre. – Sussurrou para ela.
Ele pegou a boneca, tirou a fralda “suja”, pegou o lenço umedecido, limpou o bumbum da boneca, passou talco e depois trocou a fralda.
Castle: “Voila!”
Segurando a boneca ao alto.
Beckett fez uma cara engraçada, como ele era exibicionista.
Drª: Perfeito senhor Castle!
Outros não foram bem-sucedidos assim, alguns nem conseguiram prender a fralda!
A Drª riu um pouco e pediu para que trocassem.
Castle: Agora é sua vez. – Deu espaço para ela.
Ela ficou posicionada a mesa, meio perdida.
Castle: Faça com este aqui. – Entregou um boneco a ela.
Kate: Porque você insiste que será menino?
Beckett o segurou, colocou deitado na mesa, tirou a roupa e a fralda “suja”, limpou o boneco, passou creme para assaduras, ia muito bem, até na hora de colocar a fralda “limpa”, que insistia em ficar grudada em seus dedos, fazendo Castle rir dela. Ela o olhava atravessado, metralhando-o!
Quando conseguiu colocar no boneco que o levantou a fralda correu para o lado, ficando torta, quase caindo!
Castle: Muito jeitosa, parabéns!
Drª: Não ligue para ele! Vou te ajudar, pode fazer quantas vezes for necessário.
Isso não aconteceu só com ela, mas também com outros, a Drª e sua assistente ajudaram no ponto em que erraram e fizeram novamente, melhorando muito.
A aula seguinte foi como higienizar o bebê e dar banho.
A Drª ensinou qual era a melhor temperatura e mostrou como sentir com o pulso ou poderiam usar um termômetro mesmo.
Castle: Beckett assim você vai afogar o bebê!
Kate: Castle cale sua boca! Estou indo bem, né Edyla?
A Drª não queria mentir, sorriu de lado.
Castle: Imagine só bebê – Falando com a Barriga de Beckett. — quando você estiver chorando e esperneando na banheira, será uma verdadeira guerra! E você vai ganhar!
Drª: Não ouça ele, está quase lá. Deixe a cabeça do bebê alta, apoiada no seu braço assim. — E passou a ajudá-la.
Alguém cochichou para Castle:
Lily: O bebê tem sorte em ter um pai como o senhor!
Castle: É o que eu digo, todos os dias. – Sussurrou respondendo.
Kate: O que?
Castle: Só estou dizendo que você está evoluindo muito, parabéns!
Beckett estava quase no final do 3º trimestre de sua gestação, faria o último ultrassom do seu pré-natal.
Arrumava-se para o exame quando alguém bateu a sua porta.
Castle: Bom dia.
Kate: Bom dia.
Ela nem precisava convidá-lo a entrar porque ele já fazia isso sozinho, adentrava ao seu apartamento como se fosse um morador de lá. Ela revirava os olhos, mas segurava o riso.
Castle: Está de saída?
Kate: Sim, – voltou a arrumar sua bolsa. -vou fazer um ultrassom provavelmente o último.
Castle: E vai sozinha?
Kate: Você está parecendo o meu pai falando. O que tem demais Castle? Já passei dos 30 lembra? Posso muito bem ir a um exame sozinha.
Castle: Não é nesse sentido que estou falando! Uma gestante precisa de atenção, companhia… Posso ir? – Não aguentou e foi direto ao ponto.
Kate: Porque você não consegue ficar longe da minha vida?
Ele entristeceu um pouco.
Ela aproximou-se e tocou de leve o rosto dele, e com a outra mão acariciou a enorme barriga.
Kate: ... Da nossa vida? Não estou reclamando, tá, sou grata, mais do que isso até, pode ir sim, (ele sorriu animado), mas…
Castle: Mas?
Kate: Prometa que não vai perguntar qual é o sexo.
Castle: Prometo. Não vou perguntar.
Kate: Estou falando sério Castle, não é só na minha frente, você fica seduzindo as enfermeiras e pergunta o que quer saber e elas falam tudo.
Castle: Eu? De onde tirou isso? – Se fazendo de santo.
Ela o encarou.
Castle: Prometo, prometo, só vou saber quando nascer!
Kate: Tudo bem, então vamos. Vou só terminar de arrumar minhas coisas. Quer beber alguma coisa?
Castle: Se tiver um refrigerante.
Kate: Tem, vai pegar, sabe o caminho mesmo.
Ele rio e foi até a cozinha, enquanto isso o telefone dela tocou, era seu pai.
Castle: Seu pai vai viajar?
Kate: Vai a Europa a trabalho. Ele não queria, porque já estou no final da gravidez, mas ele precisava, então adiantou para que quando o bebê nascer ele já esteja de volta. Amanhã vamos almoçar juntos e depois o levo ao aeroporto.
Castle nem queria falar mais nada, para não cair no assunto “Josh”, então não falou mais nada.
Quando ela estava pronta, saíram e foram fazer o ultrassom.
Durante o exame estava tudo tranquilo, exame normal, o bebê e a mãe estavam bem, só o Castle muito eufórico enchia a Drª Lizzy de perguntas, Kate estava querendo amordaçar ele e ele nem ligava.
Eles ficaram emocionado quando ouviram o coraçãozinho do bebê, e também sua imagem, ele era bem sapequinha, não parava quieto, até o dede do pé ele conseguia colocar na boca.
O tempo passou e Beckett estava a poucos dias de dar a luz. Não tinha tirado licença ainda, pretendia passar o maior tempo com o bebê que pudesse. Se dependesse dela, trabalharia até o último minuto.
Nesse período, quase todas as manhãs, Castle recebia Beckett na delegacia e a levava para o café da manhã.
Castle: Está sentindo alguma dor? – Não conseguia esconder uma carinha feia, estranha.
Kate: Dor não Castle, mas…
Castle: Está com medo?
Ela apenas assentiu.
Castle: Por mais que eu diga que isso é normal nessa fase da gravidez, sempre teremos esse medo e preocupação.
Kate: Tenho medo que algo aconteça comigo, o que será do bebê? Quando perdi minha mãe já era adolescente, tudo mudou e nunca mais foi o mesmo, imagine para um bebê?
Ele tocou em suas mãos.
Castle: Não vai lhe acontecer nada. Você ainda vai puxar muito a minha orrelha por esnsinar alguma travessura a ele ou ela!
Ela sorriu.
Kate: Você não está louco, já dá para perceber que vai ser bem “danadinho”! Imagina com você!
Castle: Tem certeza que não quer tirar a licença agora, e descansar um pouco?
Kate: Sim, enquanto der para aguentar. Quero passar o máximo de tempo que puder com ele ou ela.
Castle: O pior que passa tão rápido, parece que foi ontem que Alexis nasceu!
Kate: Sabe Castle, depois que a minha mãe morreu essa é uma segunda fase da minha vida que me sinto bem, estou ansiosa, com medo, mas me sinto leve e bem.
Castle: E qual foi a primeira?
Kate: Bem... Vamos não quero me atrasar para o trabalho, tenho que conservar meu emprego para depois da licença!
Tinha um sorriso travesso e ele também, sabia muito bem ao que ela se referia.
Após mais uma noite maldormida a detetive levantou-se, tomou banho e arrumou-se para ir trabalhar, tomou café e saiu.
Ela entrou no carro e dirigiu em direção a delegacia. Durante o percurso, ao virar numa curva, seu carro foi atingido por um outro, deixando-a desacordada. O motorista do outro carro, chamou a emergência e em poucos minutos uma ambulância chegou ao local. A detetive foi examinada pelo paramédico e colocada dentro da ambulância, ainda desacordada.
Alguns minutos depois, ela acordou, um pouco atordoada e confusa.
Kate: Onde estou?
Dunn: Está numa ambulância. Qual seu nome?
Kate: Katherine Beckett.– Sua cabeça doía por causa da batida.
Dunn: Eu sou Dr Marcus. Aconteceu um pequeno acidente, e vocêserá levada ao hospital. Como se sente?
Kate: Bem, só um pouco confusa, não me lembro de nada. E o meu bebê está bem?
Dunn: Ele ficará.
Kate desconfiada, se lembrava daquela voz.
Kate:Quem é você? Eu te conheço?
Dunn: Dr Marcus como eu te disse.
Kate: Preciso avisar meu pai.
Dunn:Tenha calma, logo estará bem.
Ele lhe aplicou um sedativo, fazendo a detetive adormecer.
Fale com o autor