De Repente, Grávida!
15 Capítulo 13: Parte I
Notas iniciais
Ao aproximar-se do prédio onde moravam, era visível a movimentação de policiais. Trazendo Beckett a realidade, realmente estava acontecendo algo. Seu coração descompassou.
Ao entrar no seu apartamento Beckett e Castle foram recebidos por Donnie, o responsável pela investigação do sequestro.
Kate: Por que levariam meu filho?
Donnie:Ainda não sabemos. Fizeram contato?
Ela olhou para o celular em suas mãos.
Kate: Não.
Castle foi ver como Rosi estava.
Ela tinha um curativo na cabeça, mas estava bem. Ele beijou ternamente sua testa.
Rosi: Por que fizeram isso?
Castle: Temos as mesmas perguntas que você.
Kate aproximou-se deles.
Kate: Você está bem?
Rosi:Sim. Kate me perdoe, não pude fazer nada, nem vi direito o que aconteceu.
Kate:Eu sei. Tudo bem Rosi. Vai ficar tudo bem. — Ela tinha fé.
Castle ficou confortando as duas.
Ele e Beckett estavam arrasados, extremamente preocupados.
Kate: Castle?
Castle: Oi.
Kate: Não posso dar essa notícia a meu pai, não consigo.
Castle: Tudo bem, vou ligar para ele.
Beckett estava muito triste, começou a observar em seu apartamento toda montagem policial para as investigações, o que já estava acostumada a fazer com outros, agora passava pela mesma angustia e aflição.
Donnie: Sei que você é uma das melhores de NYPD, mas te peço, não investigue por conta própria.
Kate:Como pode me pedir isso?
Donnie: Quando o caso é pessoal, tudo mais difícil e queremos resolver por nós mesmos, mas acredite, deixe conosco.
Kate: Só quero meu filho de volta.
Donnie: Vamos trazê-lo.
Um tempo depois, Beckett estava no quarto de John observando as coisas deles, lágrimas rolavam em sua face. Seu corpo também sentia falta, ainda amamentava.
Ela sentiu alguém se aproximar.
Lanie: Ei girl?
Kate: Oi Lanie. — Enxugou suas lágrimas. — Por que isso está acontecendo? Ele é só um bebê, Lanie?
Lanie aproximou-se a trouxe junto a si, apoiando a amiga em seu ombro.
Lanie: Queria poder te dar as respostas certas, mas não tenho. Só posso dizer que você não está sozinha. Estou aqui. Vai ficar tudo bem.
Lanie não conteve as lágrimas.
Ao amanhecer, Castle estava preparando café para todos. Os amigos e parentes queriam poder estar presentes, mas conforme orientação, precisavam ficar longe do apartamento para não atrapalhar as investigações. Só estavam presentes, alguns federais, Beckett e o pai, Castle, e Rosi e Lanie já tinha ido embora.
Castle:Kate, precisa comer alguma coisa.
Kate: Estou sem fome, mas obrigada, Castle, vou tentar, ok?
Enquanto conversavam chegou um dos policiais com um envelope grande nas mãos.
Entregou para Donnie, que abriu junto com Beckett, o envelope continha um bilhete e um celular pré-pago.
Kate: O que? Tem algum engano! Eu não tenho esse dinheiro.
O pedido de resgate era de milhões de dólares.
Kate:Eles pegaram a criança errada. O que vai acontecer com meu filho?
Donnie: Eles mandaram o celular, vão fazer contato.
Após alguns minutos de expectativa. O celular tocou. Beckett esperou até Donnie dar a ordem e atendeu.
Kate: Kate Beckett.
Sequestrador: Se quiser ter seu filho de volta siga as instruções. E deixe os federais fora do caso.
Kate: Você está enganado, eu não tenho esse dinheiro, só quero meu filho de volta.
Sequestrador: Você pode não ter, mas o pai do garoto tem.
Kate: Pai?– Estava confusa.
Sequestrador: O Escritor. Ele tem.
Beckett olhou para Castle. Enquanto Castle e Rosi se entreolharam.
Sequestrador: Já sabe, ou se filho morre.
Ela odiou ouvir aquilo.
Kate: Quero saber se ele está bem.
Sequestrador: Ok!– Deixou que ouvisse o choro dele. Tem até sexta-feira. — Desligou.
Ela começou a chorar.
Kate: O que ele quer dizer com isso Castle, que diabos está acontecendo.
Castle: Eu não sei.
Ela respirou fundo.
Kate: Conseguiu alguma localização?– Virando-se para Donnie.
Donnie: Ainda não, mas vamos continuar. Vamos rastrear também a entrega do envelope, pode ter alguma câmera. Mas porque eles acham que o Senhor Castle é o pai?
Eles se voltaram para Castle.
Kate: Quero saber o que está acontecendo aqui, agora!
Castle: Não sei se é isso, mas… Sempre que dava nos finais de tarde ficava um pouco com ele.
Beckett arregalou os olhos.
Kate: Rosi que história é essa?
Rosi: Eu sempre estava com eles, ficávamos na praça ou aqui no play.
Kate:Eu não acredito. Eu confiei meu filho a você.
Rosi: Me perdoe, eu nunca iria imaginar…
Kate: É melhor você sair da minha casa, agora.
Ela abaixou a cabeça e saiu, mesmo que tentasse dizer algo, ela não ouviria.
Castle: Kate, eu…Devem ter nos visto juntos e..
Kate: Castle quero falar com você, em particular.– Interrompeu-o.
Beckett e Castle foram conversar no quarto dela.
Kate: Quem te deu o direito, de sair por ai as escondidas com meu filho? Seu imprudente e irresponsável. Veja o que acabou acontecendo!
Castle: Eu não podia ficar longe dele, não conseguia.
Kate: Como assim não podia?
Castle: Você sabe muito bem.
Kate: Saber o que Castle? Do que está falando?
Castle: Não seria Katherine Beckett se soubesse.
Ela virou, dando-lhe as costas.
Castle: Ele é meu filho, meu filho também. E você sabe.
Kate: Não é e não sei de nada – Resmungou – Só sei que ele é meu filho e está em perigo, se você não se metesse isso não aconteceria. Agora o que vou fazer?
Da sala dava para ouvir a discussão calorosa, sem compreender o que falavam.
Castle: Sei que é confuso, para mim também, mas eu sei, e você também sabe. Não fez o John sozinha e
Kate: Cale-se Castle, já te disse, é meu filho e só meu. Não me venha com histórias, nunca te falei de pai algum.
Castle aproximou-se dela, a segurando pela cintura, encostou sua testa a dela.
Castle: Sei que me culpa e me culpo também, mas nunca foi minha intenção colocá-lo em perigo, eu o amo. Tive certeza quando ele nasceu, quando o segurei em meus braços. Como podia deixá-lo? … E você sabe, por mais difícil e confuso que seja você sabe…
Ela começou a chorar.
Kate: Não faça isso comigo, Castle, não faça…
Ele suspirou. E soltou-se dela, dando um passo para trás. Com os olhos marejados a encarou.
Castle: Sabe o que eu queria? Queria estar presente, passar as noites acordado te ajudando, trocar as fraldas sujas, poder vê–lo dormir e acordar sorrindo pela manhã. Tê-lo junto a mim quando estava doente. Vê-lo sentar, brincar, engatinhar, me chamar de pai. E o que eu tinha? Só migalhas…– Suspirou. — E para isso ainda tinha que inventar desculpas para vir aqui… Eu fiz tudo por você, sacrifiquei o meu tempo para te dar o tempo todo do mundo que precisasse, para que estivesse pronta. E para que? Não dá Beckett. Você faz de tudo para me afastar, por mais que eu tente me aproximar, você não deixa, é muito difícil…
Kate: Difícil é ter passado pelo que passei e agora por isso, posso perder meu filho!
Castle: Já chega disso, estou cansado, cansado mesmo... Mas, não se preocupe, vou trazê-lo de volta, nem que seja a última coisa que eu faça na minha vida.
Ele saiu e bateu a porta.
Ela estava com a cabeça girando, um nó se formou em sua garganta, queria gritar, seu coração estava em pedaços, mas só queria ter seu filho de volta.
Foi até a cama e chorou copiosamente.
Castle chegou no Loft, totalmente chateado, acabou quebrando alguns objetos, descontando suas frustrações. Mas ele sabia o que tinha que fazer. Por anos guardou um segredo, mas agora precisava de ajuda.
Ele pegou um livro e saiu, foi até a Biblioteca Central.
Chegando na Biblioteca, ele fala com a tendente que estava devolvendo um livro que tinha roubado quando criança, era “Cassino Royale”.
Após horas de espera, ele foi surpreendido pelo toque de um telefone público. Castle atendeu e seguiu as instruções, deveria encontra-se com ele no Central Park.
Hunt: Em que confusão se meteu agora?– Falava de costas, sentado no outro banco.
Castle: Uma que não sei se suporto. Pai, preciso de sua ajuda.
Castle contou toda a situação.
Hunt: Consiga o dinheiro, e faça a troca. Deixa o resto comigo.
Castle: Muito obrigado pai!
Hunt: Não me agradeça ainda.
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