De Repente Aconteceu
1 Welcome to San Francisco
Notas iniciais
Welcome to San Francisco
Califórnia, Muitas garotas gostariam de morar lá. É uma pena que não pense assim estaria disposta a trocar de vida com você.
No dia 31 de Dezembro tive uma noticia não a considerei uma das melhores em toda a minha vida a pior.
–Miley, precisamos conversar. – Mamãe falou dura e severa.
Poucas vezes a viria falar assim, boa coisa tenho certeza que não era esperei por uma bronca ou que não iria me deixar sair como o combinado para Times Square.
–Sim mamãe, pode falar. – disse sentando-me no sofá e apoiando os pés na mesa de centro.
Ela não havia brigado por ter colocado os pés na mesa de centro, com certeza era bem sério o assunto, mas o que seria tão sério na noite de réveillon.
– Miley sente muito mesmo espero que um dia me perdoe por isso – Sua voz começou calma, mas foi se alterando – Eu juro que não faria isso, mas você vai entender eu prometo filha – Pude lagrimas descendo pela sua face – Miley... – de repente foi se alterando ao tom anterior. – você vai morar na Califórnia... – ela fez uma pequena pausa e respirou fundo. – com seu pai.
Quando ouvi aquelas três palavras “Com seu pai.” Senti meu rosto desmoronar o sangue do corpo foi à cabeça senti a mesma queimar, eu não consegui acreditar que ela havia feito isso comigo, aquele cara havia nos abandonado quando eu tinha apenas seis meses de vida desde lá não fez nem uma ligação, não me deu parabéns no meu aniversario, não me procurou...
– Mãe... Por quê? – perguntei.
–Miley seu pai não nos abandou, ele foi obrigado a ir... Eu prometo que ele vai explicar tudo, ele sempre nos escreveu eu te mostrei as cartas, você não as abriu.
– Por que eu iria abri-las? Para sofrer mais ainda? Esperando ele todos os dias e nada! Ele nunca iria aparecer, mãe eu disse nunca aparecer para dizer um simples oi. – Eu havia subido duas oitavas enquanto falava.
– Miley eu prometo que você vai entender não agora, mas vai. Por favor, vá arrumar suas malas.
– Como? Agora, ir arrumar as malas agora? – Pergunte gritando eu nunca falava assim com minha mãe.
– Miley sem perguntas, dói fazer isso, mas vá. – Ela não me olhava parecia ter medo de encarar-me.
Aquele com certeza foi um dos piores dias da minha vida, o pior ano novo de todos. Até tinha combinado de ir a Times Square, mas não fui passei a noite chorando e arrumando malas. Meu querido New Year começou da pior maneira possível, não havia nada de feliz ano novo.
No dia 1 de janeiro as oito da manhã era uma das únicas pessoas que estava no aeroporto, poucas mesmo, nunca havia o visto tão vazio antes, no terminal de passageiros contei cinqüenta pessoas isso devia ir ao livro de recordes. Mamãe chorou muito ao se despedir mim, eu também. Não deixei de perguntar por que disso tudo e, mas uma vez ela disse que eu iria entender.
Quando eu entrei no avião me surpreendi ao perceber que não era a única lá dentro, ou todas as pessoas resolveram me acompanhar nessa desastrosa viagem sem sentido. Procurei pelo meu acento. Eu já até havia me acostumado com o acento duro não era a primeira vez que viajava de segunda classe.
– Oi. – Disse alguém sussurrando ao meu lado.
Virei-me confusa e dei de cara com um desses garotos que encontramos em Hollywood, garotas histéricas o chamam de perfeitos. – Mas alias o que um desses fazia na segunda classe?
– ooi. – disse entre os dentes.
– Posso saber seu nome? – Ele perguntou me encarando, e eu não fiz diferente.
– Não. – disse seca. – aprendi a não falar com estranhos. Resumindo não falo com quem não conheço.
Realmente não sei por que falei assim ele era lindo, mas não gostaria de ter algo que me prendesse a Califórnia.
– Bom garota desconhecida, eu me chamo Liam Barcheel, assim não sou um estranho completo você sabe meu nome. – Ele sorriu – Seria complicado nos conhecermos sem nos apresentarmos. – disse desviando seu olhar para janela.
– Você venceu LiamBarcheel me chamo Miley. – disse com um sorriso de ponta a ponta no rosto.
Ok, eu estava parecendo uma idiota me fazendo de difícil, mas nunca fui boa nesse assunto de menina difícil. Na maioria das vezes conheço alguém se ele me disser “oi” eu já acho que ele me ama. Estava tentando mudar, e era um bom plano.
– Bom começo, Miley. – ele parecia me evitar me olhar nos olhos.
Liam... Liam... E Liam Barcheel. Ele era doce e bonito o que mais eu precisaria? Mas continuei me recusando algo que me prendesse a Califórnia.
– Miley. O que te trouxe a estar neste avião no primeiro dia do ano? – ele encarava seus dedos.
– Férias de verão em San Francisco com o papaizinho. – Fui sarcástica. – Nada genial, e você?
– Bom a Califórnia é genial você só tem que saber aproveitar. Eu vou também a San Francisco conhecidentemente férias de verão com meu pai, logo depois vou voltar para Los Angeles onde moro.
Era bem estranho se ele era de Los Angeles, sempre achei que as pessoas lá fossem ricas.
– Mas se você é de Los Angeles o que você faz na segunda classe? Pensei que as pessoas lá fossem todas... Ricas. – Perguntei.
– Não querendo me gabar, meu pai é produtor de filmes, Steve Barcheel, conhece? Só estou na segunda classe por que o vôo de primeira classe iria atrasar e não vejo a hora de chegar a San Francisco. – Ele não quis se gabar mesmo... Faltou pouco cuspir que o pai era produtor em Hollywood.
– Legal, minha mãe já trabalhou para seu pai, ele já foi à minha casa, mas não lembro muito bem dele. Qualquer dia fazer uma entrevista comigo, quem sabe eu não sou a no Angelina Jolie? – Brinquei.
– Não se preocupe eu falo com ele sim. – ele me fitava os olhos.
Nós dois nos encaramos e sorrimos feitos dois bobinhos apaixonados. Perdi-me olhando dentro dos seus olhos castanhos escuros.
Logo em seguida conversamos assuntos paralelos, coisas como escola relacionamento com amigos, pais, namorados e etc. Na maioria das vezes menti a ele, não confiava para me abri totalmente a ele, também não tive certeza se ele me falará só a verdade.
No desembarque tive uma pontada de certeza que era um adeus.
– É então acho que foi bom me conhecer né Miley? – Disse passando a mão na cabeça.
– Prefiro saber se isso é tchau ou Adeus? – mudei de assunto, para tornar tudo mais fácil.
– Poderíamos ficar com um adeus, – suas palavras estavam começando a me tocar – Mas eu peguei seu telefone... – gritou – então é tchau.
Ele me abraçou forte – Seus músculos me pressionaram com muita força me deixando sem fôlego.
Eu estava meio deslocada no meio de tantas famílias felizes se abraçando, – isso nunca foi o meu forte – Procurei pelo meu pai, senti vontade de gritar em alto bom som “Alguém aqui é Billy Ray?”. Mas graças a um Senhor Cowboy que estava em pé segurando uma plaquinha que dizia: Miley:)
Aproximei-me do cowboy. E com muito esforço disse:
– Você trabalha para meu pai? Billy... Billy Ray? – Perguntei entre dentes.
– Miley? É você como você cresceu minha garotinha esta enorme!
Na minha cabeça veio rapidamente “Estranho”.
– Você é Billy Ray meu pai? – Disse rouca.
– Claro que sou. – Ele parecia muito entusiasmado, mas tinha um engano. – Dá cá um abraço no seu velho pai. – disse me puxando.
O empurrei com os braços, e gritei:
– Não! Escuta aqui Billy Ray você não é meu pai pode até ser de sangue, mas você não me criou pai é quem cria. – disse furiosa.
Billy ficou parado me fitando.
– Miley vamos! – ele mandou – Eu não quero pagar vexame.
– Ah agora ele quer ser o paizão mandão, legal! – cochichei.
– Eu escutei isso Miley fale mais baixo, por favor.
– Ok. – Resmunguei.
Já estávamos a duas horas, no meu querido inferninho particular, o sol vinha do leste e batia no meu lado na janela do carro. Eu e Billy não trocamos nenhuma desde que entramos no carro. Eu queria saber se estávamos chegando, mas não queria falar com ele.
– Pai, estamos chegando? – Sussurrei.
– Quase lá Miley. – Respondeu.
Eu já imaginava aonde iria morar, em uma fazenda cheia de coco de cavalo e galinhas. Ou não, em uma visão de ângulo do carro pude ver a praia de San Francisco, será que havia fazendas perto da praia?
– Aqui tem fazendas perto da praia? – perguntei.
– Não sei você gosta de fazendas?
– Não... Mas, você não mora em fazenda? – gaguejei.
– Não, moro na praia sua mãe não te disse? – Ele parecia tão assustado quanto eu.
– Não, você só pode esta brincando? Você mora perto da praia? Isso é demais!
– Não moro perto da praia... – disse – moro na praia!
–Sério isso é demais adoro praias! Nossa pai... Isso é ótimo. – Suspirei de alegria – Então foi essa a surpresa dela. – sussurrei
Chegamos à casa que ficava na praia, a organização da casa me espantou, um homem que vive sozinho não manteria a casa em bom estado nunca.
– Pai, não sei se é legal perguntar isso mas, você é casado?
– Já fui, mas tem muito tempo, me casei novo, só tinha dezessete anos não foi fácil – Seu tom de voz foi ficando cada vez mais baixo. – minha ex-namorada Susan engravidou... – Eu o interrompi.
– Espera você tem um filho?
– Calma Miley me deixaeu terminar. Susan foi embora e disse que havia perdido o bebe, sem bebe queria dizer sem casamento, Susan foi embora, mas não tinha perdido a criança, há oito anos ela me ligou porque estava muito doente e não sabia se daria conta de cuidar dele e como pai eu cuidaria, há oito anos ele mora comigo... Ele é o maior retardado do mundo, Jackson seu irmão.
– Como assim eu tenho irmão? – gritei. – Além de me abandonar, nunca se quer me ligou nunca me disse nada... – a cada palavra pronunciada meu tom de voz alterava. – Você... Vo-cê – dizia gaguejando – eu te odeio.
Subi as escadas correndo e entrei na primeira porta que vi, me deparando com um sanitário.
– Droga – Gritei batendo com força a porta do banho.
– A ultima porta do corredor – gritou com um tom monótono.
Entrei no quarto, rosa claro que eu odiava... Era horrível a cor. Mas na hora não pensei muito nisso, só me joguei de peito na cama e me afoguei em lagrimas.
– Miley? – Me chamou batendo na porta.
– Vai embora! – Gritei.
– Precisamos conversar você entende tudo errado, tenho certeza que não leu minhas cartas. Seu irmão foi antes do casamento com sua mãe... – antes que ele pudesse começar a falar eu o interrompi.
– Eu não quero saber. Eu não quero te ouvir. Pai vai embora! – Gritei mais uma vez tentando abafar o que ele iria dizer com o travesseiro.
Naquela mesma posição apaguei até o dia amanhecer, ás sei horas o sol já estava alto, não havia cortinas no quarto e nada impediu que a luz entrasse no quarto, pela primeira vez reparei que realmente o quarto era rosa – fiz uma cara de nojo. – tinha algumas prateleiras cheias de ursos de pelúcia, tenho certeza que ele pensou que tinha oito anos. A única coisa que realmente era melhor que em Nova York, era a cama, King size.
Tentei me lembrar qual motivo, eu fiquei com tanta raiva – mais do que a normal – do Billy. Se Jackson havia nascido antes de ser marido da mamãe não havia problema. – Eu queria conhecê-lo.
Outra coisa que havia gostado foi o banheiro, era amplo. Se pudesse daria uma festa lá dentro. “Festa do Banheiro” seria demais, e teria lugar para as dez pessoas que iria chamar. Tirei toda roupa do corpo e entrei debaixo da água morna, parecia que toda tensão do meu corpo estava descendo com a água pelo ralo, estava cada vez mais leve, não sô o corpo, mas a alma.
Vesti uma meia calça rasgada, meu velho e preferido short surrado e uma regata branca colocando por cima um blazer xadrez. Desenrolei meus cabelos da toalha que estavam apenas úmidos e os sequei com o secador, fazendo movimentos giratórios para que ficassem ondulados.
– Bom dia Miley. – Billy disse enquanto passava pela sala.
– Bom dia. Pai! – Disse me sentando no sofá.
– Bom humor? – perguntou monotamente.
– Apenas quando necessário. – Disse – O Jackson mora aonde?
– Sabia! – Exclamou como se havia ganhado na loteria.
– O que? – Perguntei olhando para Televisão.
– Nada não quero acabar com seu bom humor. – Ele era bem preocupado com meu humor. – O Jackson mora aqui, lembra que eu disse?
– Aqui? – Perguntei espantada. – Ma-a-s eu não vi ele. – gaguejei.
– Será que uma garotinha ficou trancada no quarto a noite toda? – Ele riu.
– Ta bom... – sorri acompanhado sua risada extravagante – Aonde ele esta?
– Trabalhando. É aqui perto em um quiosque na praia. Disse que só iria dar mesada a ele se ele trabalhasse. – ele sorriu de novo.
– Mas ele não vai ganhar para trabalhar, para que mesada? – Perguntei ansiosa.
– Jackson e Eu somos loucos, acostume-se.
– Quando ele chegar me avise, quero conhecê-lo.
– Pode ir lá, não tem problema.
– Prefiro que seja em casa.
– Ouvi bem o que você disse? – ele perguntou com um sorriso torto no rosto. – em casa.
– Eu não disse isso, e esse seu sorriso ta dando medo é sério.
Bati a porta, e fui a rumo de uma duna que vi quando cheguei. Ela era vazia e percebi que lá seria meu maior refúgio. Sentei-me na areia fina, e brinquei com a mesma. Estava ansiosa para Conhecer Jackson, meu irmão. – Sorri meio boba olhando para o mar.
– Oi? – alguém perguntou, suspirando atrás de mim.
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