De Repente 18

1 O que procuras?


Notas iniciais
Yooo! Bom, é minha primeira fanfic postada aqui no Nyah! Espero que gostem, apreciem a leitura ;)

Após uma tarde investigativa, Robin, Usopp e a pequena Nami descobriram informações suficientes sobre Z e o seu plano. Todos já se preparavam para ir batalha. O senhor muito gentil que os acolheu e lhes havia contato sobre histórias dos outros piratas que haviam sido derrotados pelo Z permitiu que o bando do Chapéu de Palha usasse qualquer dos acessórios que estavam guardados em seu armazém. Luffy e seus amigos pegavam roupas e até armas para representar o espírito de todos aqueles que tiveram seus sonhos de navegar esmagados pelo Z. Robin ainda estava procurando o que usaria e mexendo em meio a tantos objetos avistou a poucos metros Zoro trocando de roupas, o espadachim havia escolhido uma roupa vermelha que deixava parte de seu tórax amostra e isso era muito atraente. A morena o observou fixamente e logo começou a sentir um calor... “Meu coração... Meu coração está acelerando?”

— Hey Robin o que está olhando? – Perguntou Nami um pouco atrás com sua voz agora infantil.

Robin se virou rapidamente, tinha a sensação que seu rosto estava vermelho, por isso pegou um chapéu de cowboy que estava próximo e o colocou na cabeça.

— Nada. Eu estava procurando o que vestir.

“Não posso deixar que ela o veja assim se não...Mas o que é isso?“ Pensou alarmada. Era bem verdade que o esverdeado atraía fácil seu olhar, mas nunca sentira nada assim antes. “Por que isso agora?” Ela enfim se notou. Robin tinha novamente 18 anos, era uma adolescente. Seu corpo recém formado tinha hormônios a flor da pele.

— Robin o que acha dessa roupa? – Perguntou Nami rodopiando para exibir um bonito conjunto que ela havia encontrado.

— Ficou muito bom em você. – Nami era uma linda criança, muito simpática e fofa, Robin divertia-se muito com a ruiva criança.

Nico havia se distraído em seus pensamentos por tempo demais, olhou novamente no local onde estava Zoro, mas ele não estava mais lá. Quando tinha 18 anos pela primeira vez a arqueóloga não conheceu ninguém como o espadachim, que a fizesse sentir o que sentiu. Sua vida não permitia isso, não confiava em ninguém e mudava de navio como se mudasse de roupa. Não negava que o rapaz sempre chamou sua atenção, pelo corpo, mas também pela personalidade dele. Aquele ar rabugento dele a divertia e seu senso de direção era algo inexplicável, mas havia algo nele realmente muito bonito. Era aquela responsabilidade que ele assumia por todos, a lealdade que ele tinha até mesmo com ela que um dia fora sua inimiga. Sem perceber a morena soltou um suspiro longo.

— Hey Robin está tudo bem? – Perguntou Chopper se aproximando da morena.

Robin se virou sorridente, não sabia o porquê, mas ficou feliz só de pensar nisso. Ela se abaixou, pegou a rena que estava ainda menor do que seu normal e a abraçou bem forte.

— Sim Chopper. Estou maravilhosamente bem.

“Uma paixão de adolescente... Eu posso ter uma paixão de adolescente.” Era uma idéia simples, mas alegrou tanto a morena. Robin não teve uma infância feliz e sua juventude fora cheia de perigos, mas agora ela ganhou esse presente de poder viver um pouco de sua juventude novamente, ganhou uma segunda oportunidade de viver essa fase como deveria ter sido: feliz e alegre. “Está decidido!” Ela botou Chopper novamente no chão que a xingava enquanto sorria e dançava. O espadachim nunca demonstrou nenhuma atenção em Robin. Entretanto a historiadora tinha 28 anos e o rapaz apenas 19, agora ele possui 21 e ela 18. Não era uma diferença tão grande.

Após vasculhar bastante havia decidido, escolheu um bonito sutiã rosa claro e um biquíni vermelho. Por cima do sutiã vestiu uma jaqueta escura com alguns desenhos e pra completar um par de botas vermelhas acompanhadas com um par de meias 7/8 também vermelhas. No topo permaneceu o simpático chapéu de cowboy que pegou as presas para se esconder de Nami. A essa altura todos já estavam prontos e já estavam foram do armazém, mas algo dizia a Robin que alguém podia estar perdido dentro daquele local e ela iniciou sua busca. Passando por corredores com “paredes” altas de centenas de caixas de objetos, armas e roupas onde já havia teias de aranhas e até mesmo algumas coisas mofadas chegou a um local onde a luz não alcançava, avistou uma sombra que estava parada diante de pilha de coisas olhando como se procurasse entender como aquilo tudo apareceu ali. “Na mosca.” Pensou a morena, estava excitada com a ideia, sentia seu coração acelerar, deu uma mordiscada no canto do lábio, respirou fundo e foi até o espadachim.

— O que houve? – O indagou ao se aproximar lentamente, com as mãos para trás. Robin se sentia como uma bandida preste a cometer um crime.

— Tesc, não é nada. – Respondeu o esverdeado em seu tom rabugento.

— Parece perdido.

— Não estou perdido. Estou procurando algo. E você? O que está fazendo aqui? – Perguntou à morena com uma das sobrancelhas arqueadas.

— Nada. Posso te ajudar a encontrar o que procuras?

Zoro a observava um pouco desconfiado, talvez se perguntasse se a garota havia acreditado mesmo nele.. Robin permanecia a sua frente sorrindo e aguardando sua resposta.

— Não é nada, vamos sair logo daqui.

Ele então começou a caminhar e logo passou ao seu lado. “É agora...” Robin se virou e segurou uma das mãos do espadachim.

— Espere. Eu também estou procurando algo.

— Hã? – Ele se virou após ela dizer isso e se deparou com Robin tão próxima que podia sentir sua respiração. Ela juntou seu corpo ao dele, seus seios imprensavam-se contra o tórax dele, laçou o pescoço do rapaz com seus braços e se aproximou até enfim tocar os lábios dele. Zoro correspondeu permitindo que a morena explorasse sua boca e logo ela sentiu sua cintura sendo envolta pelos braços dele. Ambos pareciam se saborear com o corpo do outro, o calor entre eles aumentava, as mãos dele começaram a passear pelas costas dela, enquanto ela apertava ainda mais seu corpo contra o dele. Era uma sensação maravilhosa, os lábios dela eram doces enquanto os dele tinham um leve sabor de sake.”Será que estou ficando bêbada?” Passando alguns instantes os dois se separaram ofegantes. Ele a fintou respirando profundamente ainda e em resposta ela sorriu, soltando o seu pescoço e pegando uma de suas mãos novamente.

— Vamos Zoro! Já encontrei o que procurava.

E assim ela começou a puxá-lo para a saída enfim enquanto ele parecia ainda tentar compreender o que acontecera ali, mas ao olhar para trás a morena se surpreendeu ao vê-lo sorrindo e assim seguiram até reencontrar o bando do lado de fora do velho armazém.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!