De Quatro a Oito

21 Capítulo 21: Campo de batalhas


Notas iniciais
Oiiiii, Desculpem-me mesmo por não postar na segunda!!!! Mas meu primo foi suspenso por 3 dias do colégio por discutir com a professora de geografia e eu tive que ajudá-lo a não morrer nas mãos do meu tio!! Ele sempre foi super responsável, mas não aceita críticas, e mesmo tirando total na prova dela ele fez questão de jogar na cara da mulher um tanto de coisas que ele disse que estavam engasgadas!!!! Ai ai primos!!!
E também, ontem a cemig inventou de fazer uma reparação no poste de luz em frente ao meu prédio, resultado: fiquei sem luz aqui em casa por 5 horas!!!!!! Onde o Brasil vai parar né?kkkkkk
Bem, sem mais delongas, Boa leitura!!!!

_ Vai ter que trocar de nome então. — disse Gaara.

_ Está duvidando do que eu posso fazer?! — questionou Ino.

_ Não, estou duvidando da minha parte nisso. — explicou Gaara encostando a cabeça sobre os joelhos.

_ Chega!!! Eu preciso que me ouça!!! — manifestou-se Ino tendo uma ideia.

A loira se levantou da cama onde estava sentada a frente do ruivo e foi em direção ao interruptor de luz ao lado da porta do quarto.

_ Tire a camisa, Gaara. — pediu a Yamanaka.

_ O quê?! — perguntou o Sabaku confuso em relação ao que ela pretendia.

_ Tire o casaco e camisa, ande logo!!! — repetiu Ino.

_ Para quê?! Está frio. — argumentou Gaara.

_ Gaara!!!! Não sei como você sente tanto frio!!! — repreendeu Ino sem paciência.

_ Tudo bem!!! — concordou o ruivo tirando o casaco cinza e a blusa branca que vestia por baixo dele, jogando-os no chão em seguida.

Ino enfim apagou as luzes do quarto e voltou a se sentar na cama.

_ Porque você apagou a luz? — interrogou Gaara não entendendo nada do que Ino estava fazendo.

A loira se aproximou de Gaara, que continuava sentado na cama com as pernas entreabertas apoiando os cotovelos em seus joelhos. Ino encaixou-se no espaço que as pernas do ruivo deixavam, colocando suas pernas em volta da cintura do Sabaku e acariciando o rosto. Gaara estava totalmente confuso com que ela realmente queria.

_ Gaara... só me escuta, okay? Eu gosto de você da forma como você é. Não me importo em ir a onde for necessário para fazer você ver o quanto você forte, amável, e muitas e muitas outras qualidades que você não enxerga ainda. Mas eu vejo Gaara. Eu vejo uma imagem a seu respeito que não é preciso espelho nenhum para ver. — relatou Ino.

_ Está dizendo que o que eu vejo está errado?! Está dizendo que eu não sou capaz de saber quem eu sou?! — indignou-se o ruivo.

_ Não disse isso. Mas eu sei que você se acha um louco, muito magro entre outras coisas, não é?! Pois eu discordo. Você não é louco, não é muito magro e por mais que você tenha se envolvido com drogas, isso dá para superar, não é fácil, mas é possível sim. Eu só quero que acredite em si mesmo. Caso contrário, não sei se vou conseguir te ajudar. — explicou a Yamanaka.

Gaara não falou uma palavra se quer. Mas surpreendeu-se ao sentir Ino lhe dando um beijo no abdômen na região de seu estômago.

_ Vou te provar Gaara. Vou te provar que eu e você passaremos um trator em tudo que atormenta. — afirmou Ino dando um longo abraço em Gaara.

A Yamanaka levantou-se da cama para acender as luzes novamente quando o Sabaku disse:

_ Ino... — começou o ruivo.

_ O quê? — perguntou ela.

Gaara respirou bem fundo. Jamais pensou em ouvir essa frase saindo de sua boca na vida.

_ Eu te amo. — falou ele olhando para o teto.

Sakura e Sasuke estavam deitados sobre o gramado do quintal observando a lua minguante que iluminava o céu no início da noite.

_ Não precisava atirar uma pedra na casa do vizinho, Sasuke. — disse a Haruno rindo da raiva do Uchiha instantes atrás.

_ Cara chato!!! O quintal é nosso!! Fazemos o que quisermos aqui!!! E o que tem demais em montar um pequeno acampamento?! Não está incomodando ninguém!!! — defendeu-se Sasuke.

Percebendo o modo como a rosada observava a lua atentamente, Sasuke optou por mudar de assunto.

_ O que você está vendo de tão especial? — questionou o Uchiha.

_ Sabe, quando eu era crinaça, eu achava que a lua minguante sorria para mim. Então toda vez que eu olhava na janela da minha casa e a lua era minguante eu sorria para ela também. — contou Sakura divertindo-se com suas lembranças.

_ Eu também gostava de olhar a lua as vezes. Quando meu irmão me deixou no apartamento do Deidara eu passava horas sentado na janela da sala me perguntando várias coisas, na esperança de que a lua me desse um auxílio para encontrar as respostas. — recordou Sasuke sentindo o vento gelado da noite soprar em sua direção.

O vento levantava as folhas, guiando-as para a esquerda e para direita em um balanço que os cabelos de Sakura acompanhavam.

_ Sasuke... você é tão impressionante. Tem momentos que você não tem medo de falar sobre a sua história, e tem outros que você a esmaga. — notou Sakura.

_ O que quer dizer com isso? — perguntou ele esperto, percebendo que ela talvez soubesse de algo a mais.

_ Nada. — mentiu a rosada.

_ Mesmo? — interrogou Sasuke.

_ Mesmo. — insistiu Sakura.

_ Tudo bem, mas quando eu não acredito em algo eu corro atrás, sabia? — provocou Sasuke.

_ Ah é?! E o que você vai fazer?! Eu sou dura na queda, Uchiha. — avisou Sakura olhando-o nos olhos.

_ Pode até ser, mas hoje quem ganha sou eu... — informou Sasuke.

_ Posso saber como? — perguntou a Haruno.

_ Assim. — respondeu Sasuke beijando-a calmamente.

Sakura não reagiu. Não conseguia reagir. Era como se ele a envolvesse por completo. Contando com uma ajuda do lugar. A rosada sempre foi apaixonada por acampar, desde a época em que saía em trilhas com seus pais nos finais de semana para a pequena floresta próxima da sua casa. Retribuiu o beijo ardentemente. Iria dar uma chance a Sasuke amanhã, iria contar sobre as anotações dele que acabou lendo. Afinal, Sasuke podia ter qualquer defeito, mas não havia forma alguma de negar que o Uchiha era o sonho que muitas e muitas garotas. Principalmente ela própria nas últimas semanas. Roqueiro, inteligente, e com um corpo digno de uma estátua grega. Sasuke já não ia embora de seus pensamentos.

Hinata não acreditava no que Naruto havia falado.

_ Então? Você aceita sair comigo um dia desses? — repetiu o Uzumaki temendo que ela recusasse, pois a Hyuuga não conseguia responder nada.

_ S-Sim, c-claro! — concordou Hinata saindo de seu transe.

Naruto sorriu extremamente contente por ela ter dito "sim".

_ E-Eu quero um pouco mais do lamén especial, está muito bom! Ainda tem? — perguntou Hinata para centralizar o assunto no jantar de novo.

_ Tem sim. Espera aqui que eu vou buscar! — falou o loiro indo para a cozinha.

Ao chegar lá, Naruto deu inúmeros pulos de tanta felidade. Correu em círculos várias vezes de tão eufórico, quando se lembrou que precisava voltar a sala com o restante do lamén.

Neji estava sentado em sua cama quando Tenten saiu do banho devidamente vestida.

_ Estranho né? Sei lá... eu e você... e namoro... ainda não acredito. — pronunciou-se a Mitsashi sentando-se ao lado do Hyuuga que sorria de canto.

_ Eu acredito. Não sei mas... acho que eu desejei tanto isso internamente que não me surpreendo. — manifestou-se Neji.

_ Então quer dizer que o super Hyuuga não é invencível? — debochou Tenten.

_ Graças a você. Nunca... senti algo além de pura atração antes... é sério Tenten. — disse ele de forma completamente sincera.

A Mitsashi sorriu carinhosa e colocou os braços em volta do pescoço de Neji.

_ Sua vez de tomar banho agora. — informou Tenten.

_ Vai invadir o banheiro de novo? — brincou Neji.

_ Quem sabe. — ironizou ela.

O dia amanheceu nublado, e todos arrumavam-se depressa como de costume. Algo que no ano anterior não acontecia. Os quatro estavam sempre no horário, devido a fadiga rotineira. Mas agora os atrasos até tornavam-se constantes, Ino demorava muito para se arrumar. Passava quase meia hora apenas para se vestir e pentear o cabelo. Sakura apesar de pontual normalmente, também demorava no banho. E ultimamente, Gaara demorava dez minutos para tomar uma mísera xícara de chá, argumentando estar sem fome.

Chegaram no colégio praticamente no momento em que o sinal bateu, mas a professora Kurenai ainda não estava em sala. Quando Gaara, Sasuke e Neji entraram na sala tudo pareceu desabar.

Karin correu até o Uchiha, jogou o cabelo de lado e estalou os dedos. A equipe do jornal do colégio que passava pelos corredor ouviu o sinal da ruiva, que beijou Sasuke a força. E o instante foi capturado pelas lentes das câmeras da equipe de jornalismo da escola.

Sakura, que havia acabado de se sentar em sua carteira, acabou vendo a cena.

Gaara foi surpreendido por todos da turma que falavam e apontavam para ele. Quando o Sabaku olhou para o canto da sala onde localizava-se seu lugar estava escrito na parede:

" Aqui senta um drogado. Irei morrer de overdose "

E alguns alunos de outras salas que passavam pelo corredor, comentavam a respeito do acidente de Tenten. E apontavam para Neji criticando-o.

Temari acabava de sair de sua casa. Iria marcar uma consulta para Gaara. Queria descorbrir o que ele realmente tinha no estômago. Mas quando atravessou a rua trombou com alguém por acidente.

_ Desculp... Ah não, você não!!! — praguejou a Sabaku ao ver que havia derrubado Shikamaru no chão.

Sasuke empurrou Karin, mas era tarde demais. A equipe do jornal da escola já havia tirado fotos e corriam pelo corredor para se safarem. O Uchiha não conseguiria alcançá-los a tempo.

_ Ficou maluca, foi?!?! — irritou-se Sasuke sacudiando Karin pelos braços.

_ Não fiz nada de errado, Sasuke. Todos sabem do nosso romance mesmo. — provocou a ruiva cínica.

_ Que romance?!?! Não temos NADA!!!! — surtou o Uchiha vendo Sakura saindo da sala fingindo não os ver.

Gaara também saiu da sala, e Ino o seguiu. Porém o ruivo entrou no banheiro masculino e a loira não obteve êxito em impedí-lo. Kurenai que passava por ali, ordenou a Yamanaka:

_ Para a sala, Ino!

_ Mas professo... — tentou rebater Ino.

_ Não, não, não. Para a sala agora. — disse Kurenai.

Ino sem alternativas, acabou por acatar o pedido de Kurenai.



Notas finais
Bom espero que tenham gostado!!!!
Beijos!!! Até a próxima!!