De Quatro a Oito
37 Capítulo 37: Operação A Caixa parte 2
Notas iniciais
Bem, sem mais enrolações,
Boa leitura a todos!!! E ah!!! Eu tenho uma importante pergunta ao final e gostaria de saber o que acham dela.
Um berro ensurdecedor pode ser ouvido em toda a mansão:
_ EU MATO AQUELE CARA!!! – berrou Sasuke descontrolado.
_ Sasuke!!!! — gritou a rosada tentando impedi-lo de arrombar a porta, entretanto, já era tarde demais. A porta foi a baixo e por ela um Uchiha furioso passou com destino ao apartamento do irmão.
Ao ver Sasuke passar pela sala como furacão, Naruto logo tratou de refazer suas palavras:
_ É, agora a porra ficou séria. Ele quebrou a porta... – constatou o loiro batendo a mão na testa.
O desespero de Hinata era visível. Então era assim? Depois de tantos esforços Sasuke simplesmente passava por cima da porta? Ele simplesmente saía desenfreado? Certamente ele e Sakura não se acertariam. Tudo por nada. Não iria vê-los reconciliados novamente na certa, caso contrário ele não teria quebrado a porta.
Sakura desceu apressada as escadas e falou ofegante:
_ Naruto... Naruto... Porque é que você não impediu ele?!?!
_ Impedir como Sakura-chan? Como?! Ele passou pela gente como um trator!!! – defendeu-se o Uzumaki.
_ Ele vai até a casa do Itachi, Naruto!!! Nós temos que fazer alguma coisa!!! – argumentou Sakura sentando-se angustiada no sofá. Ela não deveria. Não deveria ter dito a ele que o real motivo de ter se afastado dele foi a demissão de seus pai por parte do irmão mais velho dele. O ser com quem Sasuke mais detinha dificuldades, questões e mágoas no mundo. Não deveria ter dito a ele que estava tentando de tudo para esquecê-lo pois seu pai simplesmente não concordou com o relacionamento dos dois e ela não suportava desapontá-lo. Não devia. Não devia ter dito nada!!! Era tudo culpa sua!!! Ele iria perder a cabeça e sabe-se lá o que poderia acabar cometendo. Ele poderia acabar machucado pelo maníaco do irmão. Não conseguia, não conseguia mais controlar as lágrimas que desciam em seu rosto.
_ Sah!!! Desculpe a gente por... – manifestou-se Hinata sentindo-se culpada.
_ Não... Para, para com isso Hina, você não teve culpa de nada. Aliás, mantenham o plano, a Ino e o Gaara precisam se acertar e o Neji tava muito mal esses dias, ele e a Ten precisam mesmo conversar. – opinou Sakura colocando uma parte do cabelo que lhe cobria os olhos atrás da orelha.
Naruto colocou-se a frente comendo os biscoitos recheados que havia comprado para o “dia do vídeo game com biscoito”.
_ Naruto-kun...?! – pronunciou-se Hinata.
_ O quê? – disse o loiro continuando a devorar suas guloseimas.
_ Uma crise ocorrendo aqui e você comendo doce? – questionou Hinata incrédula com a despreocupação do namorado.
_ Quer um? – ofereceu Naruto acreditando que o problema fosse por não ter repartido com ela.
Sakura levantou a cabeça e arqueou uma sobrancelha. Só mesmo Naruto para fazê-la esquecer por alguns segundos que Sasuke talvez estaria brigando com seu irmão por sua causa.
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Ino continuava a olhar assustada para o ruivo descontrolado a sua frente. Jamais pensou que Gaara tivesse uma reação daquelas. Ele a segurava com tamanha força que alguém que julgasse sua frágil aparência pós-tratamento não acreditaria que ele fosse capaz de ter tal força para segurá-la. O ódio era claro em seus olhos verdes que suplicavam para o que a Yamanaka havia dito fosse apenas suposição.
_ Você não me ama!!! – exclamou Ino.
Tais palavras atingiram Gaara como uma flechada letal. Não havia acusação pior que pudesse receber na vida.
_ Se não lhe amasse não teria feito tudo que fiz por sua causa. — respondeu o Sabaku friamente, porém, com lágrimas nos olhos. A força em seus punhos diminuíram e ele largou a loira dando as costas para que ela não o visse chorar outra vez. Ela merecia um cara forte, não alguém totalmente entregue a morte. Porém, esse cara não era ele.
Ino quase não conseguiu dar sua última cartada. Sabia que ele a amava. Mas era preciso. Era preciso testá-lo, provocá-lo para que ele tomasse uma atitude, para que percebesse que ela não dava a mínima para o estado físico em que ele estava. Que tudo que queria é que ele acreditasse em si mesmo, que retrucasse, que lutasse por ela. Estava farta de vê-lo entregue daquela forma. Ele havia conseguido passar a etapa mais difícil e dolorosa: suportar um tratamento contra as drogas, após isso, nada mais importava. Ela não havia ficado meses sem vê-lo, meses preocupada, com extrema saudade, para que ele chegasse agora e simplesmente a ignorasse. Sabia que ele sempre foi inseguro quando o assunto era ele mesmo. Sabia que ele sentia-se inferior a ela, como se não a merecesse. Mas ela também não o merecia e estava ali, sempre ao seu lado, lutando por ele, literalmente, lutando mais por ele do que ele mesmo.
Deu um passo a frente. Sabia que tinha o atingido, talvez tinha o machucado, mas ele ainda a ignorava, estava de costas para ela. Teria que usar um último recurso...
_ Se eu lhe disser que transei com outro cara, o que faria? – perguntou a loira.
Gaara rangeu os dentes e cerrou os punhos. Não!!! Jamais!!! Ela jamais seria de outro cara!!!!! Jamais ela iria transar com outro!!!! Possuído pela raiva, ele virou-se rapidamente e jogou-a com brusquidão na cama. Assustando-a outra vez.
_ PARA!!!!! PARA COM ISSO!!!! MERDA!!! O QUE VOCÊ QUER EU DIGA HÃ?! O QUE VOCÊ QUER QUE EU FAÇA DIABOS?!?! QUE EU COMETA UM ASSASSINATO?!?! É ISSO?!?! POIS EU VOU COMETER!!!!! VOCÊ NÃO PODE E NÃO VAI TRANSAR COM OUTRO CARA!!!! EU SEI!!!! EU SEI QUE NÃO SOU O CARA IDEAL PARA VOCÊ!!! QUE TEU PAI NÃO VAI ME ACEITAR COMO TEU NAMORADO MESMO APÓS EU TER SAÍDO DAQUELA MERDA DE CLÍNICA!!!!! MAS ELE VAI TER QUE ACEITAR!!!! SABE PORQUÊ?!?! PORQUE ME DESCULPA, MAS EU SOU MAIS EGOÍSTA DO QUE PESAVA PARA TE DEIXAR FICAR COM OUTRO!!!!!! – explodiu o ruivo socando a parede atrás si. Ela não queria lhe tirar do sério? Pois conseguiu. Respirou ofegante... O que ele havia dito? Que não a deixaria ficar com outro? Surpreendeu-se consigo mesmo. Quantas vezes cogitou a possibilidade de que Sai era melhor para ela do ele? Aquilo não tinha saído de sua boca. No mais alto de seu descontrole deixou seu instinto falar mais evidentemente. E seu instinto a tinha como sua, e não poderia ignorar seu instinto.
Ino estava congelada. Estática. Não sabia o que fazer ou dizer diante daquela reação vinda do ruivo. Não esperava por isto. Não esperava mesmo por isto. O viu virar-se cabisbaixo e tentar permanecer em silêncio, ignorando-a outra vez e tentando se afastar pelo medo de sua atual aparência devido as consequências notáveis do tratamento, mas ele não conseguiu. Não conseguiu manter-se calado e disse com seu tom rouco e frio costumeiro:
_ Me desculpa. Não queria te empurrar.
Levantou-se da cama e caminhou até ele, tocando-lhe a face.
_ Para com isso você. Isso de achar que eu mereço outro cara, isso de se achar sem solução, de se achar alguém perdido. Gaara, me diz se um garoto que passou por meses de tratamento intensivo contra as drogas é fraco? Me diz se um garoto que suportou meses de crises e remédios muito fortes só para que meu pai o aceitasse como meu namorado não me merece? – falou a Yamanaka calmamente enquanto o ruivo a ouvia de modo atento e pensativo.
_ Ino, porque você fica me aumentando? – perguntou Gaara.
_ E porque você fica se diminuindo? – rebateu ela.
Gaara suspirou. Era mesmo impossível discutir com ela, no entanto, ela estava discutindo com alguém mestre em ignorar atos.
_ Olha, você não pode simplesmente voltar e agora que não tem nada nos impedindo você criar algo para impedir!! – revoltou-se Ino.
_ Ino... Eu que a gente devia se afastar por um tempo... – manifestou-se Gaara.
_ Cala a boca! Você não acha nada! Só vai achar alguma coisa daqui algumas horas! – exclamou a loira beijando-o saudosista em seguida.
Gaara ficou totalmente sem ação. Surpreendeu-se até mesmo com a forma repreensiva dela, “cala a boca?”, é, não era bom tentar discutir com ela. No entanto, era apegado demais aqueles lábios para separar-se deles e não corresponder. E como correspondia, sentia muita falta dos beijos avassaladores daquela loira provocativa e elétrica. Não teve uma só noite em que ela não lhe veio a mente, não teve uma só agulhada que lhe deram devido aos medicamentos que não suportou por ela. Ino era por deveras ardilosa, já estava puxando-lhe em direção a cama sem cessar o beijo. Ela virou-se e foi a vez dela lhe empurrar, porém, com mais cautela. Apenas olhou-a, não sabia o que aquela loirinha pretendia agora, mas fazia certa ideia de onde tudo iria acabar.
_ Não sabe o quanto eu esperei para te ter aqui. – afirmou sentando-se sob o ruivo e retirando a camisa branca que vestia, aliás, tinha quase certeza de que a camiseta era de Sakura, pois pediu uma blusa branca a ela esses dias.
_ Alguns meses? – disse Gaara.
_ É... Mas seu chato! Eu estava querendo dizer... O que eu estava querendo dizer? – confundiu-se a Yamanaka divertindo-se com a situação.
_ Eu é que sei? – indagou Gaara vendo-a retirar seu sutiã vermelho sangue. Nada mais havia importância. Nem o que havia sido dito ou o que iriam dizer. As palavras não eram necessárias para ambos no momento.
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Sasuke estava em frente do prédio onde o irmão morava há pouco tempo. Estava tão descontrolado que chegou a discutir com o taxista que lhe trouxe em função da velocidade do carro. Respirou fundo. Há muito tentou adiar esse encontro, tentou adiar o máximo tentar retirá-lo de sua cabeça, mas como de extremo costume, nada surtiu efeito. Nunca esqueceria o que ele fez. Porquê?! Porque ele era aquele ser desprezível? Porque ele não sumia de sua vida? Porque eram irmãos? Ele não tinha obrigação alguma com ele!!! Pelo contrário, se sumisse iria fazer algo útil pela primeira vez. Adentrou o edifício tomado pela raiva, pelo remorso, pela mágoa. Subiu quatro lances de escada em uma rapidez incrível, uma rapidez que era movida por seu sangue fervente. Apartamento 302, era aquele endereço que constava nos documentos escolares a respeito de seu responsável. Nem mesmo bateu a porta, abriu-a com violência, e por sorte, a porta não estava trancada. Não conseguia suportar. Sakura havia separado-se dele por tanto tempo, havia o tratado com indiferença e evitado-o por conta de uma ação dele. Como sempre ele. Agüentaria tudo, menos que a tirassem dele. E era o que aconteceria. Os pais dela não concordariam em vê-la com ele, por isso, ela afastou-se. Tentou poupá-lo do real motivo para que não cometesse uma besteira, mas preferia que ela tivesse dito. Preferia ter acabado com ele muito antes. Não resolveria nada com os pais de Sakura, mas aliviaria a maior ferida que tinha. Sakura argumentou que optou por se afastar a ter de sair da república e não vê-lo mais, pois sim, era o mais provável que seus pais fariam se soubesse que ela estava envolvida com um Uchiha. Uchiha... Maldito sobrenome, não significava nada para ele! Para a sociedade sim, mas para ele, não. Sua família se foi, o único que restava não era um verdadeiro Uchiha, não... Nem se quer era humano.
Um apartamento luxuoso...? A cara dele. Passou pela sala e foi direto ao quarto do irmão, que assistia tv sentado em uma enorme cama.
_ Sasuke...? O que faz... – manifestou-se Itachi sendo interrompido pelos gritos de Sasuke.
_ Fica quieto!!!! Eu não quero ouvir uma palavra sua!!! Como teve?!?! Como teve coragem de roubar o emprego do pai da minha namorada?!?! Hein?!?! Não é a mim que você quer desgraçar?! Então não meta ela nessa merda!!!!! – anunciou Sasuke cerrando os punhos.
Itachi apenas olhou nos olhos furiosos do irmão caçula a sua frente. Sasuke nunca entenderia. Sabia disso. Ele nunca entenderia.
_ Pode vir Sasuke, me soque até se sentir satisfeito!!! Agora não esqueça de uma coisa: Você é meu sangue, meu irmão!!! — disse Itachi.
_ Acha mesmo que eu sou seu irmão?!?! Você já não é nada meu há muitos anos!!! Nada!!!! – rebateu Sasuke.
_ Então venha!!! Me soque, Sasuke!!! Venha!!! Não é isso que você veio fazer?! – falou Itachi levantando-se da cama e colocando-se de pé à frente de Sasuke.
Não compreendia. O que ele queria com isso? Dar uma de bonzinho? Rangeu os dentes, porque havia nascido em uma família condenada? Seus pais, mortos, e seu único familiar, um cretino.
_ Eu tive que escolher. – afirmou Itachi.
_ Escolher?! Que papo é esse?!?! – questionou Sasuke acertando um soco em Itachi, que manteve-se de pé e virou o rosto novamente para encará-lo, limpando o filete de sangue que escorria do canto de seus lábios.
Itachi encarou o irmão raivoso a sua frente. Ah Sasuke... Há muito sabia que ele havia crescido, só não tinha dado conta disso antes.
_ Entre salvar você ou nossos pais naquele acidente. – completou o Uchiha mais velho.
_ Cala a boca!!!! Não culpe a mim pela morte deles seu covarde!!!! – gritou Sasuke partindo para cima do irmão novamente, que não revidou aos seus socos.
_ Quem disse que estou culpando?... Eles me pediram Sasuke... Me pediram para salvar você,... Era você ou um deles. E-Eu não conseguiria tirar o cinto de mais de uma pessoa, não daria tempo! O carro iria explodir... – explicou Itachi levantando-se do chão com uma das mãos no queixo.
Sasuke paralisou. Era mais um dos truques dele. Tinha que ser!!!! Tinha que ser mais um dos truques dele!!!
_ CALA A BOCA!!!! NADA DISSO JUSTIFICA VOCÊ TER ME LARGADO NO APARTAMENTO DO DEIDARA E SUMIDO NO MUNDO!!!! NADA DISSO JUSTIFA O PÉSSIMO IRMÃO QUE VOCÊ É!!!! NADA DISSO JUSTIFICA O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO, SENDO UM CORRUPTO!!!! – berrou Sasuke.
Itachi deu alguns passos a frente e encarou Sasuke. Ele tinha razão... Ele sempre teve razão. Era um péssimo irmão, um péssimo homem, uma péssima pessoa. Até quando tentava acertar, errava. Tudo que chegou a fazer e cometer era para ser alguém e para que Sasuke orgulhar-se dele, mas ele não ligava para dinheiro, para prestígio algum... Estava enganado. Tudo que ele almejava era ter um irmão presente, honesto... Algo que com o passar dos anos Naruto tomou esse lugar. Tudo que ele queria era alguém a quem ter de exemplo, alguém para não ter vergonha de chamar de irmão. Mas deixou passar tudo isso. Deixou passar a oportunidade que teve de se tornar esse alguém e agora, ele lhe odiava.
Desviou os olhos da face de Sasuke. Não queria encará-lo. Talvez não tivesse coragem suficiente para admitir todos seus erros, mesmo que tudo que fez fosse por ele, Sasuke não era culpado pelo alguém que se tornou.
_ OLHA PARA MIM!!!!! LARGA DE SER UM COVARDE UMA VEZ NA TUA VIDA E OLHA PARA MIM!!!! – ordenou Sasuke.
Não obtendo resposta, o Uchiha mais novo decidiu por deixar aquele apartamento infame, jamais pisaria nele novamente.
_ Sasuke! Espera! – exclamou Itachi seguindo o irmão até a porta de saída. _ Como espera que eu olhe para você depois de tudo que fiz hein? Dizer que estou arrependido e blá, blá, blá não vai adiantar absolutamente nada, lhe conheço, sei que isso entraria por um de seus ouvidos e sairia pelo outro sem fixar-se em você. Assumir que lhe deixei? Nunca neguei isso e você sabe. Mas lhe deixei porque foi preciso. Foi preciso para limpar o nome de nossa família com os grandes empresários. Os Uchiha estavam falidos Sasuke, nosso pai estava falido... E eu precisava recuperar nosso patrimônio, nem que tivesse que suportar muitos ricaços ordinários mandando e desmandando em mim como se eu fosse um computador, de onde eles só precisavam da inteligência e rapidez para resolver grandes problemas. Eu sei... Eu sei que eu poderia ter deixado toda essa merda de lado e... tentando arrumar um emprego comum, um lugar para a gente morar... mesmo que pequeno. Mas, eu precisava recuperar nossa família. – argumentou Itachi.
_ Recuperar nossa família?! Aliando-se aquele bode velho do Hiashi?! Aquele maníaco corrupto dos infernos?!!! – rebateu Sasuke.
_ Eu não aceitei a proposta do Hiashi. Confesso, cogitei em aceitar, mas não aceitei. Não aceitei porque aquela garota que está com você... a Sakura, acreditou em mim quando fui lhe visitar a muito tempo, está lembrado? Ninguém acredita em mim Sasuke, nem mesmo você, e naquele dia eu decidi que ia tentar me aproximar de você, o que não deu nada certo aí optei por ir seguindo minha vida. – completou Itachi.
_ Pois é... Que incrível, não? Aí você vai e demite o pai dessa garota!!!! Para quê?! Para me atingir!!!! Por ganância também!!!! – atacou Sasuke.
_ Eu não tomei o lugar do senhor Haruno. Não, não tomei!!! Resolveram demiti-lo em decorrer de uma longa ficha de atrasos e me ofereceram o cargo em seguida! Eu não fiz nada para que ele saísse!!! – defendeu-se Itachi sendo o mais sincero possível para que Sasuke acreditasse nele.
_ E como é que você quer que eu acredite nisso hein?!?! Eu não acredito em uma palavra que venha de você!!! – despejou Sasuke.
_ Eu sei... Eu sei, eu sei!!!! Mas... Mas me dá uma chance para a gente fazer tudo de novo... Para eu te provar que eu to afim de ser um bom irmão. – afirmou Itachi meio sem jeito. Não era muito bom em pedir coisas, mas estava disposto a tentar mudar pelo único pedaço vivo de sua família: Sasuke.
Sasuke riu ironicamente. Depois de tudo, depois de tudo ele simplesmente vinha com essa?!
_ Sasuke... Eu to falando sério droga... – irritou-se Itachi com a reação do irmão.
_ E eu também estou seriamente achando graça! – exclamou o Uchiha mais novo abrindo a porta do apartamento.
_ A onde você vai? – perguntou Itachi.
Sasuke olhou bem para o irmão. Necessitava de um tempo. De um tempo para se acalmar e um bom porre.
_ Chance...? Vou pensar no teu caso. – finalizou Sasuke batendo a porta. No entanto, ele havia falado sério, e sabia que Itachi tinha compreendido. Ele ia literalmente pensar no caso, o que não era garantia alguma a Itachi de que iria perdoá-lo um dia.
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Sasuke chegou a mansão e deparou-se com Naruto jogando seu jogo favorito no vídeo game, Hinata sentada no sofá ajudando Sakura a escrever algo em algum cartaz gigante. Ao vê-lo, Sakura correu em sua direção e abraçou-o fortemente.
_ Sasuke!!!! Ainda bem que você voltou!!! Por favor... Por favor... Diz que você não cometeu nenhuma besteira...!!! – manifestou-se a rosada falando em seguida, mas sendo cortada pelo Uchiha, que olhou-a nos olhos e logo após a beijou, não importando-se com Hinata e Naruto a assistir a cena.
Um pigarro se fez presente, Naruto desgraçado, sempre dando um jeito de cortar o clima dos outros.
_ Velho, se vocês querem se amassar será que dá para não fazer isso na sala?! Tem gente aqui se não repararam... – manifestou-se Naruto.
Hinata, vermelha, somente virou o rosto em direção a tv, mas acabou virando-o novamente pois o loiro jogava um jogo muito violento e ela não gostava nenhum pouquinho se quer de violência.
_ Sasuke... Você não foi atrás do seu irmão né? – perguntou Hinata receosa e preocupada com o amigo.
_ Fui. – respondeu Sasuke e Sakura imediatamente o olhou aflita.
_ Mas estou inteiro. É o que conta. – falou Sasuke soltando-se da rosada e encaminhando-se até o balcão da cozinha para deixar as garrafas de whisky que havia comprado. Definitivamente, precisava esquecer o dia de hoje. Deletá-lo de sua vida para que conseguisse ao menos dormir.
Percebendo o desânimo de Sasuke, Sakura segui-o até a cozinha. Mas parou ao ser tocada no ombro por Naruto, que negou de cabeça. Conhecia Sasuke melhor do que ninguém, sabia que tudo que ele queria no momento era ficar sozinho.
_ Naruto, ele perdeu a cabeça! Olha só quantas garrafas ele comprou! – argumentou Sakura.
_ Deixa. Porre passa. – afirmou o Uzumaki voltando para seu jogo.
Sakura permaneceu olhando-o sentar-se no chão da cozinha e beber o whisky na própria garrafa. Então caminhou até ele e sentou-se ao seu lado.
_ Passa a garrafa. – disse ela sorrindo.
Surpreso, Sasuke arqueou uma sobrancelha e olhou-a confuso. Mas lhe entregou a garrafa. Sakura a pegou e tomou um gole, fazendo uma careta em seguida, mas sorriu depois.
_ Estamos juntos nessa. – falou a rosada encostando a cabeça no ombro de Sasuke.
_ No amor e no porre?! Que lindo!!!! – zombou Naruto da sala.
_ Naruto-kun... Me lembrei de uma coisa! – falou Hinata branca em função do esquecimento.
_ Do quê? – o loiro perguntou.
_ Gaara, Ino, meu primo e a Tenten ainda estão trancados... – completou a Hyuuga devagar, não acreditando que haviam os esquecido.
_ Relaxa Hinatinha! Não estou ouvindo gritos, então... Acho até melhor a gente não destrancar para não acabar vendo coisas que eu, na boa, não to afim de ver. – opinou Naruto.
Hinata sentiu suas bochechas arderem, entretanto, tinha que continuar a falar:
_ N-Naruto-kun... Eles estão lá há horas... Devem estar com fome. – lembrou a Hyuuga.
_ Eu acho que eles já cessaram a fome. – falou o Uzumaki recebendo um olhar assustado da namorada, fazendo-o rir.
_ Para! Você me entendeu... – disse Hinata sendo abraçada ternamente pelo loiro.
_ Que cartaz é esse? – questionou Naruto.
_ É para nossa formatura semana que vem. – contou Hinata.
_ Formatura? Mas eu nem sei que curso fazer na faculdade!!! – desesperou-se Naruto.
Hinata sorriu da cara de agonia de Naruto. Mal acreditava no quanto ele havia progredido, era muito inteligente, mas desligado do mundo a sua volta. Desligado do que os professores ensinavam nas aulas, por isso, quando iria fazer as provas sua cabeça simplesmente dava um nó. Entretanto, ela sabia de uma coisa que ele ainda não: ele havia passado de ano, faltando uma semana de provas ainda. Era tão alienado e bonitinho em suas próprias loucuras que nem deu-se conta que já tinha o suficiente para se formar por conta de seus intensos esforços e por conta dos repasses de matéria a Gaara, que o fizeram fixar melhor o conteúdo. Iria contar a ele, mas somente se ele não se desse conta.
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Neji e Tenten observavam o céu estrelado da varanda do quarto do Hyuuga sentados na sacada.
_ Você lembra? Nos meus primeiros dias aqui a gente veio ver as estrelas, lembra? – perguntou Tenten sorridente.
_ Se eu lembro? Você veio até aqui ignorando todos os meus “fique longe” com aquela camisola branca dos diabos. – recordou-se Neji.
Tenten riu. Na época, não havia sacado que sua camisola o provocava, mas agora, depois dessa informação... Tinha uma grande aliada em seu time.
_ Nem acredito que você voltou sabia? – indagou Neji.
_ Me disseram que você ficou muito mal sem mim... previsível. – brincou Tenten.
Neji sorriu de canto mas em seguida voltou a sua forma séria habitual.
_ Já pensou que temos pouco tempo aqui? A formatura está chegando e bem, todo mundo vai sair de férias... – constatou o Hyuuga.
Tenten compreendeu a onde ele pretendia chegar e entrelaçou seus dedos nos dele.
_ É, temos pouco tempo aqui na república mesmo, e talvez... Depois das férias, com as faculdades, cada um siga seu destino... Vá para algum lugar do mundo sei lá... Mas Neji, a gente até pode acabar indo morar cada um na sua casa, cada um em uma outra república... Mas isso aqui, todos daqui, serão únicos. E mais! Saiba que eu não vou te deixar tão cedo ta? Vou tentar de tudo para que a gente vá para a mesma universidade. – argumentou Tenten.
_ Eu acho bom mesmo, porque de uma maneira ou de outra, nunca mais vou te deixar escapar. Vou até o inferno atrás de você. – disse o Hyuuga mirando o céu. A onde quer que seu pai esteja, ele estaria concordando com ele, tinha certeza.
_ Neji... – chamou a morena.
O Hyuuga a olhou como um prossiga, e assim fez ela:
_ Será que isso não é uma paixão adolescente? Quero dizer... Será que... Vai chegar um dia em que vamos estar com outros? – interrogou a Mitsashi.
Neji hesitou alguns segundos, mas acabou respondendo:
_ ... É uma hipótese, mas... Acho difícil que eu acabe com outra pessoa. – opinou o Hyuuga.
Tenten sorriu e continuou a observar as estrelas junto de Neji, era seu passa-tempo favorito, e justamente por isso que tinha de se integrar a ele. Faria de tudo para se encaixar no misterioso mundo dele.
_ Estou morrendo de sede, se aquele desgraçado do Naruto não abrir essa porta em cinco minutos eu arrombo. – falou Neji.
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Prévia do próximo capítulo:
“ _ Então você saiu da clínica moleque... Não esperava. – confessou Inochi olhando diretamente para Gaara.”
“_ Trouxe seu presente, Sasuke. – disse Itachi colocando sob a mesa uma caixa muito bem embrulhada.
_ Não era preciso. – afirmou o Uchiha mais novo.
_ A qual é, Sasuke? Não se recusa presente! Ainda mais no aniversário da gente seu animal! – repreendeu Naruto dando um leve tapa na cabeça do melhor amigo.”
“ _ Naruto-kun... Você não tem curiosidade em saber mais a respeito dos seus pais? – indagou Hinata levantando a cabeça do peito do loiro para encará-lo.
Naruto suspirou. Sabia a resposta, mas estava disposto a adiá-la por um tempo.
_ Por enquanto Hinatinha, não. Tudo que eu quero é entrar na faculdade, ter você perto de onde eu for morar e que meu skate não quebre. – afirmou o Uzumaki.
Hinata sorriu. Aquele era seu Naruto. Um homem com espírito de menino. O garoto mais determinado e divertido que ela conhecia, o garoto a quem se entregaria sempre sem cogitar um não.”
“ _ Não acredito no que estou vendo. Então é assim? Jovens... – falou Kakashi perplexo com a imagem a sua frente.
_ A qual foi, Kakashi? Não achou que eu iria ficar no mesmo quarto que um ruivo desse e não fazer nada né? – manifestou-se Ino arrancando um olhar espantado de Gaara.
_ Yamanaka Ino!!! – espantou-se Kakashi.”
“ _ É hoje, finalmente a formatura. – disse Tenten.”
Notas finais
A fic deve ou não ter segunda temporada? Eu estou pensando nisso mas não sei bem o que faço.
E aí??? O que acham???
Beijos!!!! Até a próxima!!!
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