De Quatro a Oito

17 Capítulo 17: Salve-me parte 1


Notas iniciais
Oiiiii, bom aí está o décimo sétimo capítulo!! Espero que aprovem!!! Boa leitura!!

Neji correu até Tenten desesperado. O motorista do carro deu uma ré e foi embora sem fazer nada. A Mitsashi estava desacordada sobre a rua, em decorrer da pancada na cabeça que levou ao ser atingida pelo veículo. Tinha ralados nos braços e um corte na canela esquerda. O Hyuuga não pensou duas vezes. Encontrou seu celular e chamou a ambulância.

Nos breves minutos que o socorro demorou a chegar, Neji sentiu-se fora do ar. Pegou-a nos braços não desviou o olhar da face de Tenten por um segundo. Era culpa sua. Culpa da sua incompetência e da sua maldita ideia de levá-la consigo para visitar o avô. Culpa de sua covardia em não prestar atenção ao atravessar aquela rua. A mesma em que seu pai lhe deixou antes de falecer. Daria tudo para voltar no tempo e ser pego pelo carro miserável, que havia como motorista um energúmeno que não teve a capacidade de prestar alguma ajuda.

Todo o susto de Neji passou ao ver a morena abrir lentamente os olhos. Sentiu uma felicidade indescritível e quando o socorro finalmente chegou tudo foi mais rápido. Os enfermeiros do hospital onde foram disseram que ela havia apenas sofrido um desmaio em decorrer da batida no crânio, e que fora seu corte na canela, os outros ferimentos eram superficiais.

Ambos optaram por não avisarem Kakashi do ocorrido. E iriam pedir a todos na mansão que fizessem o mesmo. Durante o caminho de volta para república, Neji auxiliou Tenten a andar. Esta estava com um curativo enorme na canela, e ainda doía um pouco.

Na mansão, Hinata falava com o pai no telefone:

_ Estou me comportando bem pai, não se preocupe. — disse ela ao pai escroto e semi-ditador que tinha.

_ Não estou preocupado com isso, porque sei que você faz questão de cumprir as regras que lhe são dadas, ao contrário do seu primo, aquele moleque dos diabos!!! Ele não obedecia a uma palavra que o papai dizia a ele. Mas também, filho do Hizashi só podia dar nisso. Meu irmão era sensível demais. — praguejou Hiashi.

_ Papai, não fale assim do Neji... — pediu Hinata.

_ Estou indo ver o papai, ele está doente. Você já deve saber, não é? O moleque já foi avisado, já deve ter lhe contado. Visitarei você aí Hinata quero ver todas as suas notas. — avisou Hiashi desligando o telefone.

Nesse instante Neji e Tenten adentraram a mansão. O Hyuuga estava com a Mitsashi no colo e ao ver a palidez de Hinata ao telefone perguntou:

_ O que houve?

_ Papai vai vir aqui. Ver o vovô e eu. — resumiu Hinata sentando-se no sofá.

_ Ordinário, não sei como você é filha dele Hinata. Nunca tivemos muito contato, mas é notável que você é o oposto daquele ignorante!! — pronunciou-se Neji.

_ Céus!!! O que hove com você Tenten?!?! — questionou Hinata dando-se conta finalmente dos machucados da colega.

_ Um pequeno acidente. — minimizou Tenten.

_ Acidente?!?! — perguntou Hinata surpresa.

_ Hinata, faça um favor para mim, peça para os outros não falarem nada ao Kakashi, e diz que mais tarde nós explicaremos o que aconteceu. — informou a morena.

_ Claro!!! Se precisar de qualquer coisa me diga, viu?! Tem certeza que dá conta dela Neji? — perguntou Hinata.

_ Hinata!!! É lógico que eu dou. — repreendeu Neji.

_ Não é isso, sei que pode carregá-la. Estava querendo dizer que talvez ela vá precisar de ajuda para o banho e ... bem... você é um garoto. — explicou a Hyuuga um pouquinho corada.

_ Ah... pode deixar Hinata, eu acho que consigo tomar banho sozinha. — falou Tenten.

Logo em seguida Neji levou-a para o quarto e sentou-a na cama. E Hinata foi com Naruto até uma livraria da cidade. Enquanto isso, Sakura estava sentada no chão de seu quarto concentrada na colagem que fazia para o trabalho de literatura. Adorava arte. E as figuras atraíam Sakura como as cores de váridas tintas para um pintor faminto por expressar suas ideias em tela. Sua colagem para o trabalho estava quase pronta, quando olhou bem para a porta do quarto e percebeu que o irmão de Sasuke estava encostado nela olhando-a colar as imagens nas folhas de papel.

_ Que interessante essas figuras, qual seu nome? — perguntou Itachi.

_ Sakura Haruno. — respondeu a rosada.

_ Itachi Uchiha. Irmão do Sasuke. Sabe a onde ele está? — questionou Itachi sentando-se na cama de Sasuke.

_ Ele foi até a papelaria comprar uma cola para tecidos. Já deve estar voltando. — informou a Haruno.

_ Sakura, se importaria de responder algumas perguntas para mim? — perguntou Itachi.

_ Vai depender das perguntas. — ironizou Sakura.

_ Garota esperta!!! Vai longe!! — brincou Itachi.

_ Então... é sobre o Sasuke? — deduziu a rosada.

_ É, eu queria saber como anda a vida dele. Ele não vai me dizer mesmo, mas... apesar de tudo que eu fiz e de toda raiva que ele sente de mim, me preocupo com o Sasuke. — desabafou o Uchiha mais velho.

_ Bom, ele está bem de uma forma geral. — disse Sakura.

_ Ele... está bem no colégio? Tem se queixado de algo? Está com uma namorada nova? — perguntou Itachi esperando mais detalhes.

_ Ele é um bom aluno. Este trabalho estamos fazendo juntos. Sasuke fez bastante coisa, mais que eu até. E não tem se queixado de nada aparente. E não está com uma namorada nova. — relatou Sakura.

_ Bem que vocês dariam um belo casal. Talvez você colocasse juízo na cabeça do Sasuke. — opinou Itachi sorrindo de canto.

_ Que isso... e-eu e Sasuke não combinamos. — desconversou a Haruno.

Itachi riu da dificuldade dela em responder a última pergunta, e acabou contagiando Sakura.

_ Que lindo!!! Que cena mais amigável, meu querido irmão e minha colega de quarto provavelmente rindo de mim... — pronunciou-se Sasuke entrando no quarto já utilizando seu sarcasmo.

Hinata e Naruto voltavam da livraria animados, tomavam sorvete de chocolate e flocos que haviam comprado em uma sorveteria próxima a livraria que tiham ido. A Hyuuga e ele estavam se divertindo muito. O Uzumaki derrubou metade dos livros de uma prateleira anteriormente na loja e tiveram que guardar todos depressa sem que o gerente visse. Naruto fez uma bagunça na livraria, mas acabou levando dois livros para ler em casa com Hinata. Quando já estavam a uma quadra da mansão, o pai de Hinata desceu de um carro de porte e criticou a filha:

_ Hinata, eu posso saber o que está fazendo tomando sorvete quando tirou 8,2 na prova de física?! Deveria estar em casa estudando!!!

_ Eu... — tentou defender-se a Hyuuga mais Naruto a impediu:

_ Escuta aqui seu velho mal amado?! Quem você pensa que é para falar assim com ela?! E aposto que no lugar dela você teria é tirado um zero bem redondo!!! Com essa sua cara severa ai, não deve saber fazer nada além de se achar!!!! — gritou o loiro.

Gaara havia dormido. Vomitou a manhã toda, e somente agora conseguiu pegar no sono. Ino aproveitou a deixa e foi até a farmácia ver se encontrava algum remédio para náuseas bem fortes para que o ruivo tomasse. Não suportava vê-lo assim. Teria que fazer algo.

Sai estava do lado de fora de sua casa sentado na calçada, quando avistou Ino entrando na farmácia. Que era do outro lado da rua de onde morava.

" Não posso permitir que Ino estrague a vida dela dessa maneira! Esse ruivo grunge desgraçado vai destruir o futuro dela!!! " pensou Sai, que acabou tendo uma ideia. Ligou para Karin:

_ Alô? — disse a ruiva.

_ Karin, se lembra daquele favor que me devia pelo dever de matemática que te emprestei semana passada? — perguntou Sai.

_ Claro. O que quer? — questionou Karin.

_ Quero que ligue para a irmã do Gaara e conte a ela que seu irmão caçula é um drogado. — falou Sai.

_ Disso todo mundo já suspeita, né Sai? — ironizou Karin.

_ É mas a suspeita só pode ser verdadeira. Quero você a aconselhe a interná-lo. Vocês são amigas a um bom tempo, vai conseguir. E acredite, vai ser o melhor para o ruivinho... — completou Sai.

_ Okay. — concordou Karin.

_ E ah! Peça a Kin para dizer na escola a novidade. — finalizou Sai.

Karin ligou para Temari rapidamente. Haviam se conhecido em uma balada, e a ruiva resolveu tornar-se amiga da Sabaku. Afinal, era bom ter uma amiga maior de idade.

Ao ouvir as palavras de Karin, Temari não pensou duas vezes e se encaminhou em direção a república. Ao chegar na mansão, Neji e Tenten que estavam vendo tv na sala a receberam.

_ Cadê meu irmão?!?! — interrogou Temari indo em direção as escadas.

_ Calma, o que houve?! O Gaara deve estar no quarto dele... — disse Neji. Em vão, pois a Sabaku já havia subido as escadas praticamente voando de tão apavorada.

Instantes depois, Kankuro e dois médicos entraram na mansão e seguiram Temari até o quarto de Gaara. Confusos, Neji e Tenten permaneceram na sala. Não iriam se meter em uma briga de irmãos. Afinal, era o que a Mitsashi e o Hyuuga imaginaram ser.

Após alguns minutos os dois médicos puxavam o ruivo em direção a porta. Gaara se debatia, mas não conseguia se soltar.

_ Me solta!!!!!!! — gritou Gaara.

_ Ei!!! Que isso?!?! O que está acontecendo?! Larguem ele!!!! — gritou Neji fechando a porta.

_ Abre essa porta Neji!!! É para o bem dele!!! — justicou Kankuro.

_ Para onde vocês vão levá-lo?!?! — questionou Tenten preocupada, que não saiu do sofá pois sua canela doía.

_ Sabemos o que estamos fazendo, Neji!!! Ele vai para uma clínica de reabilitação. — explicou Temari.

_ Clínica?!?!?! — surpreendeu-se o Hyuuga.

_ Isso!!! E deixe, nós mesmos informaremos ao Kakashi. — finalizou Kankuro abrindo a porta.

Neji ficou em choque. Nunca podia esperar por algo parecido. Sabia que Gaara não era muito sociável, mas jamais imaginou que ele estivesse envolvido com drogas. Tenten também ficou estática vendo o ruivo ser forçado a sair da mansão.

Sai estava escondido atrás de uma árvore e viu toda a cena.

_ Desculpe-me ruivinho grunge, mas não posso deixar a Ino na companhia de um louco como você. — falou Sai.

Ino chegou na mansão e estranhou a expressão de espanto de Tenten e Neji na janela.

_ Que houve gente?! Porque essas caras?! E ah, sabem se o Gaara já acordou? — perguntou a loira inocentemente.

Temari e Kankuro observavam o irmão ser sedado. Até que ponto haviam chegado. Os frutos da ausência de carinho e cuidado estavam a ser colhidos. Fruto amargo. Azedo e prejudicial. Provocado por suas próprias ações. Sempre fora assim. Gaara nunca teve familiares. Viveu sozinho. E quando precisou realmente eles viajaram. Navegaram para um caminho qualquer. Somente para não dar uma família ao irmão mais novo. O mais frio da família era na verdade o mais frágil. E nunca notaram isso.


Notas finais
Bom, espero que tenham gostado!!!
Beijos!!! Até a próxima!!!