De Príncipe Á Prisioneiro

3 Você Quebrou Meu Doce Sonho - Parte I


Notas iniciais
Olá meninas, meninos (?)Tem será? Então espero que gostem de mais este capítulo que acabei agorinha de escrever! Não corrigi então se tiver algum erro gritante não me enforquem em praça publica, acontece! Bem não vou me prolongar, apenas leiam o capítulo e espero mesmo que gostem como eu gostei! ♥ Beijnhuz

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[Adolescência]

Dois anos depois


Caspian estava no gramado do palácio montando seu cavalo favorito enquanto seu tutor falava sobre mais uma de suas fantásticas estórias de colocar o príncipe para dormir. O moreno ouvia as palavras de Cornelius com atenção, enquanto passeava devagar ao redor do mesmo com seu cavalo.

– Conte mais sobre os quatro reis de Nárnia Cornelius! Gosto de ouvir! –disse sorridente e animado.

– Eu não acho que seja uma boa ideia continuarmos falando sobre essas estórias meu príncipe. Bem sabes que seu tio Miraz as proibiu de serem citadas neste palácio.

– Mas meu tio Miraz não tem ouvidos tão bons o suficiente para nos ouvir do seu gabinete não acha Cornelius? –disse rindo e descendo do cavalo.

– Não, por certo que não meu príncipe. Mas por precaução, prefiro evitar esta conversa. Por hora! –sorriu o nobre homem.

– Tudo bem...

– Majestade? –ouviu-se a voz de um dos guardas do palácio. – Vossa majestade o rei Miraz exige sua presença imediatamente em seu gabinete pessoal para uma conversa de suma importância.

Caspian revirou os olhos castanhos escuros e então avisou:

– Diga a meu tio que estou me dirigindo para lá agora mesmo.

– Por certo majestade. Com sua licença...

Caspian deixou as rédeas de seu cavalo nas mãos do tutor e disse batendo no ombro do mesmo:

– Só espero que eu não tenha cometido nenhuma contravenção desta vez! –disse rindo.

– Seja educado meu príncipe!

– Eu sempre sou Cornelius! Eu sempre sou...

Então o príncipe se dirigiu como dito rumo à entrada do palácio logo vagando pelos corredores até estar diante da porta entre aberta do gabinete de seu tio Miraz, que já o esperava mesmo que com a face voltada para seus documentos e tratados que estavam sempre sobre aquela mesa.

– Entre e feche a porta Caspian. –ordenou o tio sem erguer seus olhos.

– Qual o assunto de suma importância que meu tio Miraz deseja ter comigo?

– E rei querido sobrinho! –repreendeu o tio o encarando. – Meu titulo vem primeiro do que nosso parentesco... Principalmente quando estamos em meu gabinete...

– Perdoe-me senhor... –respondeu com certa rispidez. – O que o rei deseja?

– Deve estar ciente que faltam apenas dias para que sua prima Elídian complete idade sublime.

– Sim, e?

– Como um bom rei, devo dar a minha filha um baile de debutante esplendoroso, com toda pompa e sofisticação que ela merece. –disse ao se levantar.

– E onde eu me encaixo exatamente nessa historia senhor? –Caspian deu mais ênfase à palavra: Senhor, apenas para ser irônico.

– Você como sendo o príncipe que é, deverá conduzir Elídian pelo salão e apresentá-la diante dos cavalheiros que virão de toda parte para vê-la completar seus majestosos quinze anos! Terá a honra de acompanhá-la em sua primeira dança e lhe fará companhia enquanto os príncipes se apresentam. –Miraz se aproximou.

– Quer que eu seja o par de Elídian? –ele disse erguendo e franzindo as sobrancelhas.

– Quero que fique de olho nos pretendentes a mão de sua prima. Não deixe que nenhum príncipe se refira, ou se dirija de maneira atrevida à princesa. –ele dizia enquanto andava em torno do príncipe. –Tomará conta dela durante todo o baile. Não sairá de perto dela sequer um minuto, e não a deixará sozinha com nenhum dos rapazes que vier a cortejá-la.

– Se é que virá algum... –disse o príncipe baixando a cabeça e resmungando em voz muito baixa.

– O que disse? –Miraz inclinou-se para frente.

– Claro senhor... –respondeu em tom natural.

– Você! Será meus olhos e minha autoridade. –disse Miraz parando diante do príncipe e o encarando com seus olhos esbugalhados. – Quero que proteja sua prima destes rapazes cheios de intenções... Não quero que a filha do rei seja difamada por sequer uma silaba. Está entendendo?

– Sim senhor... –disse sem um pingo de animação.

– Isso inclui você Caspian...

– Eu? –retrucou fazendo careta.

– Não desejo ouvir nenhuma reclamação da parte de sua prima quanto ao seu comportamento deplorável e depravado...

– Perdoe-me senhor meu tio, mas minha prima não desperta nenhum tipo de interesse “depravado” da minha parte... –disse em um tom sínico e sarcástico.

– É melhor ter mais respeito a menos que queira passar mais de uma noite trancado no seu quarto Caspian.

– Foi apenas uma maneira erronia de expressão meu tio... –retrucou.

– Ouça... Não pense que por ter dezoito anos agora irá se livrar dos meus castigos. Se eu ouvir uma única reclamação da parte de Elídian contra seu comportamento no dia mais belo de sua vida, você irá arcar com as consequências dos seus atos.

– É só isso que devo fazer senhor?

– E é bom que faça direito. Elídian terá uma noite esplendida e feliz, digna de uma princesa que é o que ela é de fato. Se sair da linha sobrinho, verá que posso ser muito mais criativo com meus castigos do que sua mente pode imaginar... –disse com um sorriso sádico na face.

– Estou dispensado? –Caspian perguntou cerrando os dentes.

– Sim... Volte a fazer seja lá o que estava fazendo... –Miraz se virou andando rumo a sua poltrona.

– Com licença... –ele lançou sobre o tio um olhar mortal e então se retirou.

Alguns minutos depois o príncipe subiu ao seu quarto e assim que passou pela porta batendo com a mesma com toda sua força, jogou seu colete sobre a cama e andou até a janela, onde socou a madeira com o punho fechado e resmungou para si mesmo:

– Que ótimo, terei de bancar a babá daquela pirralha mimada a noite toda... –disse bufando.

– Falando sozinho primo? –disse a garota assim que abriu a porta sem que o príncipe visse.

– Tá fazendo o que aqui? –questionou ele voltando sua face para ela.

– Que hostilidade! –ela sorriu. – Só vim dar oi ao meu primo querido!

– Oi. Agora se não se incomoda, dê meia volta e se retire este ainda é meu quarto e você não é bem vinda aqui. –ele se aproximou.

– Há alguns poucos anos atrás, você praticamente implorava para que eu viesse até aqui! –ela sorriu andando na direção do príncipe.

– E agora estou implorando para que você mantenha a distancia e esqueça que ele existe... –retrucou encarando-a com olhos fortemente ameaçadores.

– Papai já lhe informou sobre o baile? –ela sorriu e desviou do rapaz indo rumo a cama de dossel, onde se sentou pulando sobre o leito e ficando com os pés no ar.

– Infelizmente. –Caspian fez uma cara de enjoo.

– O que pretende vestir na ocasião? Sabe que se trata de um baile a fantasia não sabe?

– Você irá de que? De bruxa? –ele disse com um sorriso desafiador.

– Não seu grosso! –ela retribuiu com uma franzida de testa. – Minha fantasia será surpresa! –ela esboçou um sorriso doce e meigo. – Todos dirão que a filha do rei é a mais bela de todo o reino quando me virem adentrar o salão!

– Puff, só se depois de beberem todo o vinho servido! –ele riu após fazer um barulho engraçado com a boca.

– Cala a boca Caspian, você não sabe o que está falando. Verá na noite do baile o quanto eu estarei linda e radiante, e ficará de queixo caído.

– Só se for pela sua majestosa... –ele fez reverencia. – Falta de noção. Priminha!

– Veremos! Todos os príncipes que me virem ficarão aos meus pés! –disse erguendo os mesmos enquanto mostrava-os como se quisesse provocar algo no primo. – Farão fila para dançar comigo e me cortejar! –ela sorria imaginando toda a cena.

– Todos, menos um. –ele disse se sentado sobre a janela.

– Quem? –ela olhou com olhar de desdém.

– Eu! Pois não importa o quanto você se esforce. Nunca será bonita o suficiente para encobrir essa sua personalidade repugnante e irritante. Duvido que algum príncipe que se preze deseje cortejar uma garota tão chata como você... Se um deles chegar a trocar duas palavras com você, desejará pular por uma janela tão alta quanto, esta... –disse apontando para o lado de fora.

– Queria que você pulasse dessa janela... –disse aos berros enquanto se levantava batendo com as mãos nas pernas. – Seu idiota, grosso e estúpido...

Elídian bufou de raiva enquanto seu rosto era tomado de uma vermelhidão intensa. A princesa deu três passos rumo à porta, depois voltou com os olhos apertados e apanhou uma almofada de sobre a cama e lançou na cabeça do primo, fazendo com que ele tivesse que se segurar nas laterais da janela para não despencar de tal altura.

– Eu odeio você... Odeio... –disse a garota se virando e saindo as pressas do quarto sem fechar a porta.

– Pelo menos feche a porta depois de sair o, maluca... –gritou ele descendo da janela e jogando a almofada na cama. – Garota idiota...

O príncipe sequer percebeu que havia sido grosso com a prima a ponto de fazer a mesma sair correndo pelo corredor aos prantos e apenas parar quando estivesse em seus aposentos onde se lançou sobre a cama e lá permaneceu com suas doces lembranças de infância que agora só faziam com que ela desejasse nunca ter nascido naquele palácio.


[...]


– Ai... –disse a pequena Elídian ao enfiar um espinho no pé enquanto corria do primo.

– Elly! –ele se prostrou de joelhos diante da pequena enquanto ela segurava o pé e chorava com o rosto vermelho sentada na grama.

– Meu pé, tá doendo... –ela chorava.

– Foi só um espinho... Não precisa chorar por causa disso. –disse o menino segurando os ombros da pequena.

– Mas foi no meu pé, não no seu. E tá doendo... Aiiii... Chama o meu pai...

– Não precisa chamar seu pai Elly. Eu posso tirar me mostra onde se pisou.

– Não, você não é medico. –ela disse fazendo bico.

– Nem seu pai! –ele riu.

– Ai.

– Vamos, deixa que eu tire pra voce, não vai doer. Se chamar o tio ele vai perguntar por que estamos correndo descalços no gramado... –disse pegando a perna da menina e colocando no seu colo.

– Você vai me machucar... –ela reclamou.

– Não, não vou! –ele sorriu. – Prometo!

– Promete?

– Sim! Se doer você pode me bater depois tá bem?

– Mesmo? –ela esboçou um sorrisinho animado.

– Sim!

E dois segundos sem que ela nem percebesse o espinho foi retirado e apenas um pequeno buraquinho quase invisível ficou em seu pé.

– Já tirou? –disse ela o ver o primo jogar o espinho fora.

– Viu? Eu disse que não era nada!

– Nem doeu!

– Eu falei que não ia doer!

– Mas vai ficar um buraco... –ela riu olhando o pé.

– Não vai nada, não seja boba!

– Vai sim olha só... –ela esticou o pé quase batendo no nariz do primo.

– Hey! Vira esse pé sujo pra lá! –ele riu.

– Ai Caspian... –ela fez bico quando ele empurrou sua perna.

– Desculpa Elly! –ele riu. – Você é muito boba!

Caspian engatinhou de joelhos até a prima enquanto ela se encolhia entre os braços e então depositou um beijo inocente na bochecha direita dela, fazendo a erguer o rosto e olhar para o mesmo.

– Por que fez isso? –ela disse.

– Por que eu gosto de você! –ele sorriu. – E não quero te ver chorar!

– Por que você gosta de mim?

– Por que você é a menina mais legal que eu conheço! E fica muito feia quando chora!

– Caspian! –ela riu e bateu nele.

– Duvido você me pegar antes que eu chegue na entrada principal do palácio... –disse se levantando.

– Ah é? Você vai ver seu bobão...

A menina se levantou rapidamente e tentou alcançar o primo enquanto o mesmo corria com seus cabelos lisinhos como de índio que cobriam as orelhas, sacudindo pela brisa que tocava seu rostinho. Caspian sorria sentindo-se muito feliz por ter feito sua adorável prima sorrir. Algo que ele conseguia sempre que tentava...

Notas finais
Ai eu acho tão fofo essas lembranças da Elly mostrando como a relação entre os primos era harmoniosa e carinhosa! Como pode mudar tanto na adolescência não é? Mas então Gostaram? Caspian foi super insensível e nem percebeu né? Meninos! Só pra ressaltar, passaram-se dois anos por tanto Caspian esta com dezoito e Elly completara quinze no capítulo que vem! E... Sobre maior idade, o Caspian só poderá ser rei quando completar vinte e um ok? Beijos