De Ponta Cabeça.
6 Capítulo 6 - Desmioladas e ciúmes.
Notas iniciais
POV’S JONAH*
Como é que pode?
Não, é sério.
Como é que pode alguém de odiar tanto? Por acaso eu fiz alguma coisa praquela desmiolada?
Acho que não. Então por que é que ela me odiava tanto?
E, eu digo a vocês: a enfermaria do colégio Adams não é muito legal não, quero dizer, eu nunca estive em uma enfermaria de colégio na minha vida, mas...
Tá, tudo bem, talvez fosse a enfermeira que estava me incomodando. Ou a verruga dela, pelo amor de Deus, eu nunca vi uma coisa tão nojenta. É pior que a verruga do Lewbert, do iCarly. (N/A: o porteiro kkk)
E tudo bem, a Nellie quase compensou tudo nos levando no Mac. Quase.
Vocês não têm noção de quantas fãs minhas têm aqui em Boston.
Sério. Elas não me deixaram comer. Aí eu tive de ir pra uma sala vip e comer longe dos outros. Aquela garota, Chanelle, diz que só sai comigo outra vez (não exatamente comigo, já que ela me odeia, mas com os primos da Amy) se eu estiver vestido de Drag Queen.
Ha-há. Muito engraçado.
Eu quase soquei o Dan quando ele começou a rir que nem um idiota. Teria socado se Chanelle não tivesse cerrado os punhos e erguido uma sobrancelha como quem dizia “Vá em frente, bata nele se tiver coragem babaca”.
Então eu não fui em frente, porque no mínimo acabaria quebrado.
Mas a coisa ficou realmente interessante quando chegamos na mansão.
É, eu sabia que Amy e Ian tinham alguma coisa, ou tinham tido pelo menos. Mas ela também tinha alguma coisa com o garoto com cara de surfista.
É. O Dylan. Estava na cara tipo, quando eu estava lá todo nojento e sangrando, o cara veio correndo direto pra Amy. Aquela garota gostos... Opa! Correção: aquela garota bonita e de corpo escultural que estava totalmente se jogando em cima de mim, naquela hora estava berrando que não poderia ir ao baile com hematomas (Né, porque dela a Chanelle não tira sangue. Oh não. É só do Jonah.) e o garoto nem sequer olhou pra ela.
Como se Chanelle fosse bater em Amy, mas enfim.
Ian abriu a porta de casa e acho que ficou encarando Amy por uns dois minutos, tanto que, Dylan já perguntou quem era e pá.
Aí todo mundo foi trocar de roupa e, pra piscina.
O negócio ficou divertido quando as meninas chegaram lá, mas eu vou deixar que Ian conte essa parte.
POV’S IAN*
Eu devia mata-lo.
O que era aquilo?
Ok, vamos começar do começo.
Lá estava eu, sentado na beira da piscina esperando pra ver como Amy ficaria num biquíni.
Haha, eu sei que você pensou: Ian, que é isso seu tarado?
Pois então, era brincadeira.
Então, lá estava eu pensando na morte da bezerra até que Amy chegou.
Não, eu não vou dizer o que pensei quando a vi. (N/A: hm 69.)
Só que se ela ficava bonita com jeans e camiseta, imagina com um biquíni?
–Ian, por favor, dá pra você assim, parar de babar na Amy?
Natalie já tinha começado a me zoar.
Na boa, ela estava perfeita. Amy, quero dizer.
Sinead foi correndo dar um grande abraço nela, Natalie foi até lá e deu-lhe um beijinho no rosto. E ambas se apresentaram para Chanelle.
Ted, Ned e Hamilton disseram que depois dariam um oi decente pra ela e voltaram à batalha, levando Dan junto com ele.
Dylan a observou por um tempo, depois pulou na água... Por que é que ele a estava observando? Ora, que deselegante. Só eu posso observá-la.
(N/A: Aff ¬¬)
Amy me encarou por um momento mas então, constrangida desviou o olhar.
Então, depois de uma meia hora fitando a água eu finalmente tomei coragem de ir onde ela estava (conversando com Natalie, Chanelle e Sinead) .
–Hey Amy, vamos entrar? – apontei pra piscina.
Ela me fitava, atônita.
–Ah, eu...
–Vem – dei a mão para ela levantar da cadeira mas ela não se mexeu. Eu não era o tipo de garoto que ficava parado esperando, me desculpem.
Já disse que meu estômago estava todo embrulhado?
Não?
Bom, ele estava. E eu tinha um nó na garganta também.
Mas eu sou Ian Kabra, afinal. Consigo lidar com qualquer situação.
Ela continuou parada.
–Bom, não tenho outra alternativa. – dei de ombros. – Natalie, me ajude aqui.
Natalie piscou pra mim e abriu um sorriso.
–Ian o quê você...? — começou Amy.
Pra falar a verdade nem eu sabia muito bem que estava fazendo. Improvisando talvez?
Natalie tirou o livro que Amy estava segurando e eu a peguei no colo. Um choque de eletricidade percorreu o meu corpo. Como assim? Eu tive várias namoradas e isso não aconteceu com nenhuma delas. E, elas eram supermodelos mirins. É.
–IAN NÃO!
Tarde demais, eu havia me jogado na piscina com ela ainda nos meus braços.
Chanelle e Sinead olhavam atônitas.
–Boa Ian! – gritou Hamilton.
Jonah Wizard estava sorrindo, malicioso.
Dan havia sido atingido por toda a água que jorrou e não parecia muito feliz com isso porque seus cabelos pareciam cifres de vaca.
–Desculpe – falei a Amy – mas você está bonita demais pra ficar ali dando sopa.
Eu podia escutar Natalie rindo na minha cabeça: “Cantadas de pedreiro agora, Ian?”.
Amy corou.
–Você não devia ter feito isso. – disse, afundando minha cabeça na água.
Engoli só uns dois litros, mas eu não me importava. Quando voltei à superfície gostei do que vi.
Os cabelos de Amy brilhavam à luz do sol da tarde, pareciam ser feito de fogo. Seu rosto estava cheio de gotículas d’agua e ela sorria, contra a vontade.
Mas então Dylan foi até ela e a abraçou Amy pela cintura.
Eu não gostei daquilo. Não gostei nada daquilo.
Fique calmo Ian, você devia saber.
Você devia saber que ela era bonita e gentil demais pra ficar sozinha.
Mantenha a calma, os Kabra sempre mantem a calma.
Então ele a beijou.
Podia sentir meu rosto pegando fogo e, Hamilton, muito prestativo (cof cof) veio em meu auxílio (cof cof)
–Ahn Ian, acho que ele acha que está namorando com ela. Perdeu, playboy.
Gostei da maneira como ele disse “ele acha”. Não gostei da maneira como ele disse “perdeu playboy”.
Dylan parou de beijar Amy, que estava mais vermelha que um tomate e, me lançou um olhar que claramente dizia: “Poisé, ela é a minha namorada, imbecil”.
A verdade é que Amy mexe comigo. Ela mexe com o meu coração. É aquela simples vontade de querer protege-la e, bem, eu não se o que é.
Nunca senti nada assim por ninguém. Droga. Por que logo por Amy?
Bom, adeus calma.
Eu só sabia que a próxima coisa que Dylan ia ver era o meu punho na sua cara.
Se Hamilton não tivesse me segurado, é claro.
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