De Menina À Mulher - Interativa
1 Capítulo 1 - Meu pai na porta e Thomas no banheiro
Notas iniciais
POV. Julieta
Acordo sobressaltada. Barulho de “murros” na porta. Alguém chamando uma tal de Julieta.
Eram bandidos. Iam me assaltar e me matar.
Calma aí.
Meu cérebro inciou. Não, não eram bandidos. Era meu pai me chamando para ir à escola.
Me mexi na cama pronta pra me levantar; procurei o celular com as mãos (Porque essa merda não tocou o despertador?! – pensei.). Nada de celular. Em vez disso, encontrei uma perna. Perna de garoto. Perna de garoto em cima da minha cama. Perna do meu namorado Thomas em cima da minha cama.
Ai meu Deus! Ai meu Deus! O que eu fiz?
Tenho que pensar rápido. Meu pai está na porta do quarto e o Thomas na minha cama!
–- Thomas! Thomas! – sussurro, rente ao ouvido do menino. Coloco a mão em sua boca, prevendo o susto que ele vai levar. Thomas abre os olhos rápidos em completo espanto. Ele me vê e se acalma.
–- Julieta! Julieta! – ouço meu pai falar, lá de fora. – JULIETA! Por que a porta está trancada? Você já está atrasada para a escola!
Eu e Thomas nos entreolhamos e ele pega suas coisas e corre pro banheiro. Eu coloco meu pijama (já deu pra entender o que eu fiz, né...), pego uma escova de cabelo e vou até a porta o penteando. Abro a porta e meu pai fica me encarando e olhando ao redor do quarto.
–- Que desespero, papi! – digo, sentindo que meu rosto está corado: eu nunca minto pro meu pai. Bem... algumas vezes minto. E sim, chamo meu pai de “papi”. – Estava fazendo xixi e escovando o cabelo. – digo com naturalidade. – Agora vou terminar de me arrumar e já desço. – digo sorrindo. Meu pai devolve o sorriso, só que mais suave e protetor. Ele se vira e vai descendo as escadas, conversando com si mesmo. Juro que ouvi ele perguntar para si próprio: “Ela estava sozinha mesmo?”
Fecho a porta novamente e entro no banheiro. Vejo que Thomas já está vestido com as roupas de ontem: uma blusa azul-marinho e uma calça jeans.
–- Oi... – digo, e, não sei por que, mas me sinto com vergonha. – Então, acho que você já percebeu que vai ter que sair pela janela, certo? – digo, rindo um pouco.
–- Err... já entendi – ele diz rindo. – Então até a escola, pandinha. – ele diz e me dá um beijo na testa. Não, não é porque somos namorados que ficamos com esses apelidos toscos. É porque o conheço desde os 8 anos e ele sempre me apelidou dessa forma. Ele me chama de: pandinha, baixinha, anã, esquentadinha. Eu não sou baixa, meço por volta de 1,68. Mas ele tem 1,79 então sou pequena perto dele.
Thomas anda até a janela e pula no telhado de casa, depois se segura na árvore do quintal e cai na rua. Ele olha pra cima e me manda um joinha, como se fosse confirmar que estava bem. Reviro os olhos e fecho a cortina do quarto.
Na minha escola, você usa uniforme só se quiser. Eu uso às vezes, como por exemplo: hoje. Coloco uma calça jeans já gasta e a blusa do uniforme. Meu cabelo já está penteado, então vou ao banheiro, escovo os dentes e passo um hidratante labial. Pra ser bem sincera: é só quando eu estou a fim mesmo, que eu passo maquiagem.
Desço as escadas, converso um pouco com meu pai e depois ele me leva pra escola, de carro.
***
Quando chegamos na porta, tudo que posso pensar é: bem vinda novamente à esse inferno, Julie. Está aquela confusão de alunos na porta e vejo ao longe minhas amigas. Dou um beijo no rosto do meu pai e vou em direção à elas. Enquanto ando, me lembro de como foi bom ter esse um mês de férias, pois agora, tenho aula DI-RE-TO. Pelo menos, tenho a biblioteca, meu lugar preferido.
Passo por Thomas e lhe dou um beijo como se não tivéssemos nos vistos ontem, ou melhor, hoje de manhã. Ele diz: “Que saudade de você! Bem vinda novamente ao Tártaro!”. Sim, amamos Percy Jackson!!
Por fim, vamos eu, Ashley e Alyna para a sala. E começou tuuudo de novo.
Fale com o autor