De Menina À Mulher - Interativa
11 Capitulo 9 - Felicidade ou Tristeza?
Notas iniciais
POV. Julie
Depois de explicar ao Zach o porquê de eu estar ali e que eu não podia demorar, me encaminho até o balcão e espero ser atendida.
–- Boa tarde! – diz uma menina de cabelo castanho escuro, com as pontas azuis. Seus olhos são incrivelmente verdes e dá vontade de arrancá-los pra mim... esse pensamento não foi normal... – A senhorita aceita o que? – ela diz sorrindo amigavelmente. Ela deve ser um pouco mais velha do que eu.
–- Eu vi na porta que está com vagas abertas, então eu posso...? – eu fiz a pergunta toda despreparada, pois não tinha ideia do que eu tinha que falar.
–- Ah sim! As vagas! – ela diz, colocando o pano de prato que estava usando pra limpar o balcão no ombro. – Um minutinho! – ela diz e vai por uma porta atrás do balcão.
Espero batendo os dedos no balcão, criando um ritmo. Olho pro lado e o homem que vi do outro lado lanchonete está me olhando; dou um sorriso amigável e me viro pra frente quando ouço o barulho da porta se fechando.
–- A senhora Annelise está aqui. Sorte sua! – ela diz, abrindo a entrada pra parte de trás do balcão. – Venha! Ela vai te atender agora! – ela diz, totalmente animada; gostei dela.
A menina vai praticamente me empurrando até um corredor e paramos em frente a uma porta.
–- Boa sorte, ...? – ela diz, só depois me toco que ela está esperando eu falar meu nome.
–- Meu nome é Julieta, mas me chame de Julie. – digo, sorrindo.
–- Eu sou a Kate. – ela diz, então me dá um abraço, abre a porta e me joga lá dentro.
Olho pra frente e vejo uma sala branca com uma mesa preta ao centro. Atrás da mesa tem uma estante com livros e algumas estatuazinhas fofas. Tem uma mulher bem mais jovem do que eu esperava para a senhora Annelise. A mulher a minha frente tem os cabelos ondulados, pretos, até um pouco abaixo do ombro; seus olhos são pretos e ela está me encarando de cima à baixo. Percebo quando seu olhar para na minha barriga, mas ela finge que não viu.
–- Boa tarde! – ela diz, sorrindo formalmente. – Você é a Julieta, certo? – ela pergunta, enquanto senta à mesa e aponta a cadeira à frente para mim.
–- Sim, eu mesma. – digo, sentando e sorrindo. – E você deve ser a senhora Annelise, certo?
–- Sou eu mesma. – ela sorri. – Bom, por que trabalhar aqui? Na lanchonete? – ela pergunta, com olhar curioso.
–- Pra ser bastante sincera, estou aberta pra qualquer oferta de emprego. – digo, olhando pra baixo. – Eu realmente preciso de um emprego.
***
Assim que sai da sala de Lizzie (ela me pediu que a chamasse assim), fui à procura de Kate. Preciso de contar a melhor notícia que recebi até agora: consegui o emprego!
Saio andando pelo corredor e chego a parte do balcão. Sigo olhando pelos lados até que trombo em alguém.
–- Bianca! – praticamente grito, pulando no pescoço de minha amiga. – Ah meu Deus! Que saudade! – digo, ainda abraçada com ela.
Bianca perdeu seu pai quando pequena e ao completar 6 anos teve que se mudar para o Japão com sua mãe; lembro bem de como me senti só, sem ela e Z. E agora, depois de 11 anos, nem acredito como eu a reconheci!
–- Julieta? – ela pergunta, se afastando e já abrindo um largo sorriso como o meu. – Garota, você cresceu tanto! – ela disse rindo.
–- Até parece que você é mais velha que eu! Temos a mesma idade, não se esqueça! – digo rindo.
–- Julieta! – ouço alguém em chamando e me viro pra trás. Vejo Kate vindo correndo em minha direção. – Você vai trabalhar aqui! – ela grita e me dá um abraço.
–- Vocês já se conhecem? – pergunta Bia, com olhar confuso.
–- É claro que sim! – Kate diz, como se eu a conhecesse a muito tempo.
–- Na verdade, Bianca, vim procurar emprego e conheci essa louca aqui. – digo, rindo e já sentindo meu dia melhorar. – Bom, to adorando tudo aqui, mas preciso ir, porque minha irmã está sozinha em casa e amanhã eu já venho trabalhar! – digo, animada e dou um abraço em cada uma.
Saio de trás do balcão e vou andando com um sorriso animado no rosto. Quando estou passando pelo meio da lanchonete, esbarro em alguém e cai café em mim e na pessoa. Minha boca se abre em um “O” perfeito.
Olho pra frente e primeiro vejo uma blusa social e então um palitó: tudo sujo de café. A minha blusa, antes branca, também está suja. Encaro a pessoa a minha frente e me deparo com profundos olhos verdes.
–- Me-me desculpe! – digo, gaguejando, tanto por vergonha quanto por minha barriga estar queimando. – Me desculpe, de verdade! – digo, e saio do seu caminho. Andando rapidamente pra fora do local.
Logo que saio da cafeteria, vejo Thomas do outro lado da rua e quando me vê toda suja, ele vem atravessando a rua. Antes mesmo de eu me manifestar, vejo um ônibus o atingindo.
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