Notas iniciais
Olá,voltei. E finalmente o encontro aconteceu. Vamos ver como os futuros avós vão reagir a notícia. Boa leitura. Bjinhos flor.

"....Dorme agora,é só o vento lá fora;

Quero colo,vou fugir de casa,posso dormir aqui com vocês?

Estou com medo,tive um pesadelo;

Só vou voltar depois das três.."

Pais e filhos

Legião Urbana

Cantina do hospital

Connor

Em silêncio, observo nossos pais se aproximarem da mesa onde estamos. Instintivamente, trago Sarah para mais perto de mim.

—Boa tarde a todos — meu pai diz, parando ao lado de Claire , colocando a mão no ombro de minha irmã, e pela primeira vez a vejo incomodada com a presença de nosso pai.

—Boa tarde senhor Rhodes — Natalie responde por todos.

Um silêncio incômodo se instala quebrado por Ethan.

—Se me dão licença,tenho alguns pacientes para liberar antes do final de meu plantão. — despede-se, saindo a seguir.

—Também precisamos ir — diz Nat, cutucando Will, que concorda com a namorada — Até mais,Connor, Sarah.

Assim como os demais, Maggie, April e Lilian também se retiram, nos deixando, junto com minha irmã, na companhia de nossos pais que sentam-se, demonstrando claramente que haviam vindo nos encontrar.

—Seus amigos tem um, como se diz, timing perfeito — ironiza meu pai .

—Existe algum motivo para os dois terem vindo até aqui? — questiono, seco — Além de nos irritar.

—Connor! — Claire chama minha atenção.

—Não se preocupe — meu pai fala — Já estou acostumado Claire.

—Sem rodeios ou meias palavras pai- digo — Tanto eu quanto Sarah temos pacientes para visitar até o final do plantão.

—Sua irmã havia me convidado para um jantar, junto com seu pai, minha filha e você — a mãe de Sarah fala — Resolvi aceitar e convenci Cornelius a fazer o mesmo. Liguei mais cedo e falei com miss Goodwin- continua — Vocês estarão de folga neste final de semana- faz uma pausa,olhando diretamente para Sarah — Jantaremos todos juntos, amanhã, às nove — anuncia, levantando-se — Meu apartamento. Ainda lembra onde é não,Sarah?

—Certamente mãe — Sarah responde, suspirando.

—Até amanhã então.- gira nos calcanhares dirigindo-se para a saída.

—Ela não gosta de você — meu pai fala, levantando-se — Caso não tenha percebido. Até mais tarde querida — dá um beijo na cabeça de minha irmã e sai, seguindo-a.

—Tem certeza que quer que nosso filho tenha contato com...isso?? — pergunto, olhando-a nos olhos.

—Tenho.- suspira — Não é porque eles agem assim que vou fazer o mesmo.- justifica.

—Por que sua mãe não gosta de meu irmão Sarah?- Claire a olha intrigada.

—Honestamente, não faço a miníma idéia Claire- diz — Talvez.....-para, pensativa — Quem sabe não descobrimos amanhã à noite.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Sábado a noite

Connor e Sarah

—Eu preciso realmente ir?- resmungo, deitado na cama.

—Eu preciso realmente responder?- devolve-me Sarah.

—É sério,amor, não sei se consigo aguentar meu pai e sua mãe, juntos, no mesmo ambiente que eu por mais de meia hora! -argumento.

—Aguenta sim — responde, sentando na cama ao meu lado- Você é forte!-assegura, batendo a mão em meu ombro.Aproveito para puxa-la de encontro a mim, deitando-a sobre meu corpo, beijando seu pescoço no ponto ponto onde sei que sente cocégas, fazendo-a rir, invertendo as posições pouco depois, beijando-a enquanto minhas mãos percorrem seu corpo.

—Tem certeza de querer realmente ir a esse jantar? — pergunto- Poderíamos ficar em casa, juntinhos...- sugiro, beijando seu pescoço, descendo até a o vale entre seus seios, afastando a lingerie para beijá-los, escutando-a gemer de prazer.

—Jogo...sujo..Connor! — balbucia e não consigo evitar o riso, voltando a beijá-la, continuando as carícias, colocando uma perna entre as dela, encaixando nossos corpos. No momento em que Sarah começa a se render, somos interrompidos pelo toque da campainha. A principio consigo mantê-la comigo, mas com a insitência do toque, ela se levanta, indo abrir a porta, voltando um minuto depois.

—Claire está ai- anuncia — Veio da loja para ir conosco já que não sabe onde fica o ...- a interrompo.

—E por que não pegou o endereço com você?- questiono, sem esconder minha frustração- Tinha que vir até aqui?

—Connor, ela quer ir conosco,só isso- ralha — Não seja implicante com sua irmã! Agora ande, levante-se e termine de se arrumar- pega minha mão, puxando-me — Pense que quanto mais rápido começar, mais rápido terminará.

—Isso, supostamente, deveria me animar?- resmungo, levantando e ela faz uma careta para mim.

Terminamos de nos arrumar, nos juntamos a Claire e seguimos para o apartamento de minha sogra. Confesso que me surpreendo ao descobrir onde ela mora:uma cobertura no centro. Durante esse tempo que estamos juntos, nem eu nem Sarah haviamos conversado muito sobre nossas famílias. Esse era um ponto que tínhamos em comum; não gostavamos de falar sobre o assunto. Na verdade, até o momento em que a suspeita de gravidez surgira, nenhum de nós estava dando lá muita importância a guerrinha que nossos pais haviam começado desde o dia que nos encontraram almoçando juntos.

Estaciono em frente ao prédio, descemos e quando estamos entrando escuto meu pai nos chamar. Paramos, esperando que ele se junte a nós. Durante todo o percusso até a cobertura, meu pai está surpreendentemente falante. A maior parte do tempo conversa com Claire, fazendo uma ou outra pergunta a mim ou Sarah ocasionalmente.

Ao chegarmos, somos recebidos por uma governanta que nos leva até a sala onde Joanne Reese nos espera. Meu pai vai direto até ela, cumprimentando-a e não temos como não notar a intimidade entre os dois. Olho para Claire e Sarah, que me devolvem o olhar. Joanne vem até nós, cumprimentando Sarah e minha irmã com um beijo e, para minha surpresa, faz o mesmo comigo.

—Ok, devo me preocupar?- cochicho ao ouvido de Sarah — Me, diz por favor, que sua mãe não sabe atirar e que não tem uma arma escondida !

—Não. Mas é ótima com facas! — diz, sorrindo — Não se preocupe, eu te protejo

—Nós — Claire diz, colocando-se entre mim e Sarah.

—Nossa, estou me sentindo tão mais seguro agora -exclamo e as duas riem.

Surpeendentemente o jantar é agradável, as conversas girando em torno de amenidades. Ao final, Joanne nos convida para tomarmos um drink no terraço. Meu pai serve as bebidas e quando vai entregar a Sarah, ela recusa.

—Sarah não gosta de uisque Cornelius — avisa Joanne — Uma taça de vinho, doce de preferência.

—Na verdade, não quero beber nada mãe — avisa, recusando a taça que meu pai trazia.

—Não quer ou não está bebendo ? — argumenta e algo em seu tom de voz me deixa em alerta — Alguma razão especial?- pergunta e, após uma pausa, se volta para mim — Quer saber por que não gosto de você Connor? Por que desde o principio não me agradou sua proximidade com minha filha? — questiona.

—Adoraria — respondo, sentindo a mão de Sarah apertar meu braço.

—Poque você é exatamente igual ao pai dela: mimado, pretencioso,arrogante, que assim que se cansou de brincar de "casinha" pulou fora sem olhar para trás, sem remorsos — desabafa — Não sem antes me trair com minha secretária e assistente pessoal — faz uma pausa,respirando fundo antes de seguir — Ver Sarah cometer o mesmo erro que cometi...- não a deixo continuar.

—Senhora Reese, sinto muito pelo que lhe aconteceu — começo — Mas não sou seu marido. Não estou brincando de "casinha'. Amo sua filha e não vou abandonar ou trai-la em hipotése alguma.

—Dá mesma forma que não abandonou sua irmã? — pergunta — Sim,porque, até onde sei, não hesitou em dar as costas a sua irmã, a sua família, seu sangue, na primeira oportunidade que surgiu.- fala e pelo canto do olho vejo meu pai dar um leve sorriso.

—Tive que ir embora, por razões particulares — encaro-a- Confesso que , depois que voltei, percebi que foi um erro. Que não devia ter ido — admito,olhando minha irmã — Eram outras circustâncias. Não pode comparar minha relação com Sarah aos meus problemas com meu pai .

—Certamente que não — escuto-o dizer- Mas tem que admitir que Joanne tem motivos para se preocupar — continua e antes que eu tenha chance de dizer algo, acrescenta — Tem certeza que não está brincando insistindo nesse relacionamento Connor? Afinal, colocou em risco o futuro de Sarah ao se envolver com ela quando ainda era uma estudante. Isso sem contar sua própria carreira.- declara, e preciso de muita força para controlar a raiva que tomava conta de mim. Abro a boca para rebater mas paro ao ouvir a voz de Sarah.

—Connor, não — pede, segurando meu braço, voltando-se para nossos pais -Não vou deixar que use Seu passado com meu pai, mãe , para tentar destruir meu casamento, muito menos que use o que sentimos, nosso amor, senhor Rhodes, pra fazer o mesmo — levanta-se,olha de um para outro — Nós dois nos arriscamos. Não sou um fantoche que Connor manipulou. Eu quis tanto quanto ele me envolver, correr todos os riscos pra essa relação acontecer. Eu me entreguei de corpo e alma assim como ele.

—Sarah..- sua mãe tenta falar mas ela não permite.

—Não ouse querer me envenenar contra meu marido mãe!- adverte, para, fechando os olhos, o rosto ficando pálido.

—Sarah! — me levanto, amparando-a.

—Não! — estendo o braço ao ver a mãe tentar se aproximar — Connor,vamos pra casa,por favor.- pede — Tinha razão. Foi uma péssima idéia ter vindo até aqui — pego sua bolsa, seguro-a mais firme e nos viramos para ir embora, Claire nos acompanhando. Antes de deixarmos o terraço, Sarah para, voltando-se para os dois- Mais uma coisa: estou grávida e a partir de hoje, vou repensar minha posição. Acho que está certo meu amor- me olha — Não vai trazer nenhum bem ao nosso filho conviver com pessoas tão mesquinhas. Tenham uma boa noite declara — nos viramos, indo embora, deixando ambos parados, sem qualquer reação.

Notas finais
Bjinhos flores.