De Corpo & Alma

1 Capítulo único - Rendição


Notas iniciais

Hey Amorinhas! Essa foi a minha primeira fanfic, (ela já está em outro site desde Fevereiro/2016) optei por fazer uma OneShot OQ. ~Esse não é meu shippe supremo, mas curto tbm~ rs

Espero que gostem!
Sem mais, Boa leitura!

(Robin)

A vida é engraçada, as mesma palavras que Marian um dia mencionou por mim, martelavam em minha cabeça como um aviso para não desistir de Regina.

"Existe bondade nele, e quando se vê bondade em alguém não se desiste dele. Principalmente se ele mesmo não vê."

Ironia do destino, só pode. Marian falava do seu amor por mim, ela largou tudo por minha causa, viveu como uma fora da lei ao meu lado, nos bons e maus momentos. Amei Marian, nunca foi como ela me amou, a mesma intensidade que merecia, mas dei o meu melhor, por ela, e por Roland. Ela lutou por mim.

"Se tiver a sorte de encontrar o amor verdadeiro, lutará por ele todos os dias."

Essas palavras não saiam da minha cabeça, talvez aquele idiota do Will tenha razão, pensei. Regina não saia dos meus pensamentos, por mais complicado que fosse toda aquela situação eu queria ve-la, queria beija-la mais uma vez, sentir o calor que emanava daquele corpo quente. E como era quente. Suspirei. Não tivemos tempo ao menos de nos tocar. Pensei chateado, mas foi melhor assim, se tivesse acontecido algo eu me sentiria mal, eu respeito muito aquela mulher.

Confesso que quando a vi na Floresta Encantada pela primeira vez, só pude pensar em como ela era bela, a mais bela de todas a mulheres que já vi. Perfeita, mas era a Rainha má, não tão má assim naquela época. Sorri ao lembrar. Realmente o que todos falavam era a mais pura verdade, não existia Rainha mais bela em qualquer outro reino. Ela é tão perfeita que não pude deixar de reparar em suas belas curvas e em quantos homens já desejaram ou passaram pelos aposentos da rainha. Afastei esse pensamento horroroso da minha mente, não conseguia sequer imaginar alguém perto daquele corpo, daquela boca perfeita aveludada em tons de vermelho sangue. A boca, que boca e que beijo. Não podia evitar, Regina beijava mais que bem, nossas bocas foram feitas uma para outra, ela foi feita para mim, e eu para ela.

Mesmo com Marian congelada eu pensava mais em Regina. Como ela estava com tudo aquilo? Como se sentia com tudo aquilo?

Eu fui até a mansão, eu a amo, mas não podia deixar a minha esposa, a mãe do meu filho! Eu fiquei feliz em ve-la bem e viva, mas ao mesmo tempo desejei que aquilo não tivesse acontecido, eu estaria com Regina, estava tudo indo tão bem, ela amava meu filho, eu podia ver em seus olhos o carinho com Roland, "Um toque de uma mãe". Lembrei da noite em seu castelo, ela queria entrar na maldição do sono, não sei por que mas eu me desesperei com aquela possibilidade, eu mal a conhecia. Agora entendo porque, eu a amo, acho que amei antes mesmo de conhece-la, destino... Será que eu era predestinado a ela realmente? Nunca me senti assim com Marian, mas com Regina tudo parecia diferente, intenso.

Eu queria ve-la, falar essas coisas que estavam abafadas no meu peito, eu precisava encara-la, dizer de alguma forma o que eu estava sentindo. As palavras finais do meu amigo voltou em minha mente.

"Se você encontrar alguém que ame suficiente para arruinar sua vida. Então vale."

Sim. Regina valeria a pena, nem que fosse para me arruinar. Ruína era ficar sem ela ao meu lado.

Deixei o Roland com meus Homens Alegres, peguei minha mochila e fui em direção a cripta de Regina, eu sabia que ela estaria lá, estava ajudando os Encantados com o problema da Emma, os poderes dela estavam fora do controle, e mesmo magoada Regina não hesitou em ajudar, aquilo só provava ainda mais sua mudança. Eu estava orgulhoso. Deixei ordens para cuidar do Roland, falei que sairia para uma caçada, e talvez não voltasse naquela noite.

(Regina)

Eu já havia feito a poção localizadora para a família dos Encantados. E resolvi pegar o livro de histórias do Henry para ver se encontrava alguma pista do Autor. Foi inevitável pensar em como seria se eu tivesse entrado naquele bar. Tudo seria tão diferente... Suspirei passando as pontas dos dedos na página. Ouvi passos em minha direção. Meu coração disparou por um instante, mas logo dei um jeito de acalma-lo. Robin escolheu ela. Escolheu seguir seu código, seus votos... E não a mim... Aquilo me feriu por dentro, eu estava magoada, no entanto precisei aceitar. Levantei a cabeça, mas não olhei em sua direção, sabia que era ele somente pelo cheiro que emanava de sua pele. Meu cheiro de floresta. Como eu amava aquilo, logo retomei meus pensamentos e perguntei irônica:

- Por que estou sentindo um dejavi?

Ele se aproximou ficando uns cinco passos de distância, parecia nervoso. Meu coração disparou inevitavelmente.

- Regina... Eu queria dizer que vivi a minha vida inteira seguindo um código: roubar dos ricos e dar aos pobres, ser sincero, correto e bom...
E tenho tentado viver sob esse código durante toda minha vida.

Robin falou olhando nos meus olhos, eu não entandi o por que de está me falando aquilo, ele já disse aquilo antes, não exatamente com essas palavras, mesmo assim eu não precisava ouvir de novo e me machucar ainda mais.

- Então por que está aqui?

Perguntei com um olhar de incredulidade.

- Porque hoje não é um daqueles dias!

Robin largou a mochila que carregavame e veio a passos largos em minha direção. Ele me beijou! Não foi um beijo como os outros, românticos e calmos, já havia passado muitos dias desde de nosso último encontro. Se é que aquilo poderia ser chamado de um.

Quando ele encontrou Marian meu mundo acabou, meu coração partiu em pedaços impossíveis de ser calculado. Se é que era possível tal feito. Não sei como eu suportei, eu precisava ficar sozinha pensar... Não iria me conformar!

Swan... Inevitável ela não surgir em mente. Sempre a Salvadora! Conseguiu mais uma vez acabar com minha felicidade. Enfim, mesmo com raiva, rancor e ódio eu não me deixei levar pelo meu lado sombrio, fiz o que eu pude, tirei o caração de Marian, para que não morresse com a maldição de gelo, a pedido do Robin é claro, pensando bem... Mesmo se não fosse por ele, eu não poderia deixa-la morrer, Robin amou ela um dia, e ela é mãe de Roland, fiz o que era certo, contrariada com meu próprio coração, meus desejos.

Até aquele momento não espeva ve-lo. Até agora...

Levei um susto de primeiro momento, mas logo me deixei levar por suas carícias, eu o desejava com todas as minhas forças.

Ele me envolveu em seus braços fortes, segurando meu rosto e aprofundou o beijo, roçou sua barba em meu rosto, o cheiro dele bagunçou qualquer resquício dos meus pensamentos correntes, ele tinha um cheiro que lembrava eucalipto, misturado ao amadeirado da mesma árvore.

Uma de suas mãos estava enroscada em meus cabelos e a outra apertando forte minha cintura, senti minhas pernas bambear, seu beijo era rápido e com vontade, fome eu diria, entre-abri meus lábios dando livre acesso a minha boca. Nossas línguas se encostaram e eu senti um arrepio percorrer minha espinha. Sentir a língua dele dançando em minha boca, era como flutuar, senti um frio no barriga, existia uma floresta cheia de borboletas no meu estômago. Começamos a brigar por dominância, nossas línguas brigavam ao passo que relembravam o gosto que tinha.

Aquele beijo foi como a primeira vez que nossos lábios se encontraram, um mar de eletricidade percorria meu corpo dos pés a cabeça, naquele momento eu poderia dizer que até as pontas dos meus fios de cabelos estavam sentindo aquela flama.

Nossas carícias rapidamente se tornaram urgentes e a respiração descompassou, ele me levou a passos curtos para trás e grudou meu corpo na pilastra, nosso beijo foi interrompido por esse movimento, mas logo me beijou outra vez, em seguida mordiscou minha nuca me causando um arrepio diferente, a muito não sentia aquela sensação, senti minha calcinha molhar e soltei um gemido abafado.

(Robin)

Ouvi Regina gemer no meu ouvido, aquilo me trouxe uma excitação fora do comum, senti minha cueca apertar, não era a primeira vez que isso acontecia se tratando de Regina, mas nunca chegamos aos finalmentes. Não queria ir tão de pressa, mas não hoje. Hoje eu não seria um homem justo; se é que isso que eu estava preste a fazer não fosse. Sim eu era casado, mas ela morreu, e voltou?! Eu estava confuso! Confuso não, eu sabia o que meu coração queria. Ela estava em minhas mãos, sua respiração estava acelerada e eu pudia sentir as batidas de seu coração, segurei firme na cintura fina dela, e segurei seus fios de cabelo negros em meus dedos puxando levemente para trás deixando a lateral de seu pescoço exposto, mordisquei de leve, ela soltou outro gemido, e aquilo foi o suficiente para me deixar louco, não podia responder por mim, eu desejava aquela mulher com todas as minhas forças, todo o meu corpo pulsava, meu sangue fervia em minhas veias e meu corpo respondeu rapidamente ao gemido dela, como se fosse um comando, logo encostei minha ereção nela.

(Regina)

Senti o sexo dele encostar em mim. Gemi alto. Meu corpo todo já pedia por ele, segurei em seu cinto e comecei a tira-lo entre beijos, respirações ofegantes e gemidos, fui puxando ele até outro cômodo da minha cripta, lá tinha um divã confortável e largo, caberia duas pessoas facilmente, tinha a largura um pouco maior que uma cama de solteiro, eu o usava quando passava noites fazendo poções. Mas aquela noite iria servi para outro fim.

Arrastei Robin ainda pelo cinto até o divã e sentei deixando ele em pé, tirei seu cinto com velocidade e toquei seu nervo rígido, ele soltou um grunhido de prazer eu sorri maliciosa em quanto molhava os lábios com lascívia, abaixei sua cueca junto com a calça jeans que ele usava e segurei com vontade em seus pênis, beijei-o, comecei a beijar de forma lenta, passando minha língua por toda extensão de seu membro rígido, coloquei dentro da minha boca e pude ouvi ele gemer, ele segurou meus cabelos com mais força, aquilo me excitou ainda mais, passei a chupa-lo cada vez mais rápido e com força.

- Regi... Ahh! O que você está fazendo comigo?

Ele falou ofegante com os olhos fechados, eu sorri com malícia, como ele podia me enlouquecer assim? Eu estava demasiadamente excitada, sentia um calor descomunal entre minhas pernas.

Levantei meu olhar para ele, provocando com um olhar de desejo. Ele afastou-se e me deitou no divã, tirou as calças junto com a cueca e meias e jogou em algum lugar, não prestei atenção só conseguia olhar para uma lugar, meu íntimo latejava, chegava a doer, tamanho era meu desejo por aquele homem. Robin tirou a camisa ficando completamente nu e se deitou em cima de mim. Começou a tirar meu vestido vermelho, abaixou o zíper lentamente expondo minhas costas, levantei meu quadril enquanto ele tirava meu vestido vagarosamente me deixando só com minhas roupas íntimas, eu usava um conjunto preto de renda. Robin me levantou gentilmente beijando meu pescoço e colo, eu sentir suas mãos em minhas costas tirando meu sutiã, ele jogou no chão em seguida tocou em meus seios com força me fazendo molhar ainda mais.

- Robin... Ah! Eu desejei tanto você... Esse... Huum! — Gemi alto.

Ele abocanhou meu seio direito com sua boca ávida provocando uma explosão de prazer.

- ...momento... — Saiu num sussurro quase inaudível.

Ele mordicou, chupou, lambeu em círculos, assoprou e acariciou com suas mãos pesadas e carinhosas ao mesmo tempo. Sua língua quente escorregou pelo meu baixo ventre e parou entre minha virilha, meu coração quis parar, meu corpo estava êxtase suspirei anciosa pelo o que viria eu o desejava em meu íntimo, ele afastou minha calcinha para o lado e beijou.

- Own! — Gemi. — Mais Robin!

Ordenei, segurando seus cabelos, empurrando sua cabeça contra meu sexo úmido e quente.
Ele não hesitou, tirou minha calcinha e obedeceu meu comando.

(Robin)

- Ahh! Own! Hum!

Regina gemia enquanto eu devorava seus grandes lábios, afastei eles com dois dedos para dar uma visão melhor de onde eu deveria tocar, passei minha língua por toda a extensão de sua vagina sugando cada gota que escorria dela, resolvi ousar mais, eu beijei seu íntimo como beijava sua boca, afundando minha língua em sua fenda, ela arqueou as costas e começou a rebolar em minha língua enquanto eu esmagava seus seios em minhas mãos.
Regina segurou forte em meus cabelos curtos me forçando para baixo, ela queria mais contato, ela queria mais fundo...

Eu estava louco de tesão por ela, mas a aquela altura com os gemidos agudos dela se eu a penetrasse iria gozar rapidamente, mas eu queria dar prazar para ela primeiro e foi o que fiz.

- Ahh! — Gemeu mais alto, aquilo me exitou ainda mais. — Rob... Robin... Eu... Ahh! Robin! Entra dentro de mim por favor...

Ela disse em meio aos sussurros, seu suor era visível, ela estava chegando ao ápice.
Continuei a cupa-la, só que agora com força, e coloquei um dedo dentro dela. Ela gritou de prazer e rebolou nele.

- M-Mais!

Ela abriu os olhos e me olhou como se fosse pegar fogo.

- Mais minha rainha?
Provoquei ela estava quase lá.

- Para... de... me... Provocar...

Ela falou em meio aos suspiros cravando as unhas em meus ombros. Olhei pra ela maliciosamente e estoquei mais um dedo dentro dela, sem cerimônia. E senti ela esvaziar em meus dedos, os espasmos tomaram conta do corpo dela e um gemido saiu alto de sua garganta.

- Rob... Ahhh!

Ela relaxou sobre o divã, sua expressão era de puro prazer, ela estava saciada. Mas eu não ia parar por ali, eu precisava com urgência possuir aquela mulher. Tirei meus dedos de dentro dela devagar, eu queria provocar, ela ainda estava tendo espasmo com meu toque, e então resolvir me enterrar dentro dela.

Segurei meu pênis, duro, como nunca ficara antes, eu estava a ponto de bala. Louco para me esvaziar dentro dela, sentir sua vagina contrair em meus dedos foi um prazer descomunal, não podia esperar mais, queria me sentir no seu local mais íntimo, apertado, quente e úmido.
Comecei colocando a ponta dentro dela, ela tremeu e fez força contra meu pênis para que entrasse logo. Tirei. Segurei as mãos dela por cima da cabeça, ela me olhou manhosa.

- Ai Robin... Você está acabando com a minha sanidade...

- Você está indo com muita sede ao pote Rainha! — Provoquei mais uma vez, modendo seus lábios carnudos e avermelhados, tinha um leve gosto de maçã. Continuei. — Você pode ser a Rainha. Mas hoje EU comando Magestade.

- Ahh!

Ela gemeu quando coloquei meu pênis mais fundo dentro dela devagar. E perguntei ainda provocando.

- Gosta disso?

- Urum! — Respondeu manhosa com os olhos fechados.

- Ótimo! — Falei saindo e entrando devagar, ela gemia, começou a fazer os movimentos junto comigo, não aguentei mais segurar, nossos movimentos de vai e vem foram cada vez mais rápidos e intensos. As estocadas dentro dela já não eram tão calmas como quando começamos.

Ali nós dois éramos um só. Não havia preocupações, não havia Marian, não havia um muro de gelo em volta da cidade. Ali era só Regina e Robin, não existia um ex-ladrão ou uma ex-Rainha má. Eramos só um casal se amando como qualquer outro, demostrando todo o nosso amor através de nossos corpos colados, eramos um.

Senti meu ápice chegando, senti também que Regina estava próxima de seu clímax.

- Vem comigo Robin... Eu vou... Ahhm!

Ela cravou as unhas em minhas costas e ao mesmo tempo eu me deramei dentro dela ao sentir seus músculos internos apertando meu pênis contra ela em vários espasmos, mergulhei em seu pescoço suado, nós estavamos ofegantes, nossos corações batiam tão forte que podíamos sentir. Eu pude sentir todo o amor que emanava dela, um amor sem reservas, ela podia sentir. Regina tinha o poder de sentir as coisas profundamente, o que fazia dela essa mulher cheia de sentimentos, eu senti o quanto ela me amava, aquilo me emocionou. Eu estava perdidamente apaixonado por ela. Não. Eu estava amando ela com todos as minhas forças, aquele ato não pareceu algo errado, mas sim algo que deveria ter acontecido à décadas, foi a primeira vez, mas era como se nossos corpos se conhececem a tempos, nós encaixavamos como peças de um quebra cabeças, perfeito.

Eu me sentia completo, mesmo tendo amado Marian, aquilo não chegava nem perto do que eu senti com Regina, foi como se faltasse um pedaço da minha alma, e agora eu estava inteiro. Minha alma gêmea. Lembrei do que Regina me contou na noite do nosso primeiro encontro. "O homem com a tatuagem de leão". Eu. Sua alma gêmea. Finalmente me senti completo, em paz e nada poderia ser mais correto que aquilo.

Tive que expressar todo aquele turbilhão de sentimentos em palavras, não achei palavras que descrevessem o que eu sentia naquele momento, então disse o que meu coração sentia de forma simples.

- Eu te amo Regina. — Ela sorriu e passou a mão no meu rosto.

- Eu também te amo...

Ficamos virados um de frente para o outro, nos olhando, eu me pedir naqueles olhos castanhos como chocolate, passei meu polegar em sua cicatriz e depositei um beijo suave e lento em seus lábios grossos.

- Eu devia ter entrado naquela taverna... — Regina sussurrou fechando os olhos.

- Shiii! — Calei-la em meio aos beijos.

- Está tudo no seu devido lugar. Eu estou onde eu queria estar, com você... — Segurei em sua cintura fina e trouxe ela para deitar em meu peito, afaguei seus cabelos negros.

Ela moveu as mãos igual quando fazia magia e derepente apareceu um lençol em cima de nós.

- Uau! Que prático! — Falei e beijei seus cabelos.

- Espero que não se importe de dormi num divã... — Falou sorrindo divertida.

- Eu durmo numa barraca Regina... — Ela riu.

- Mas é claro... Eu me esqueci, homem da floresta. — Ela falou irônica, me beijo e voltou a deitar em meu ombro.

- Eu me sinto tão segura aqui... em seus braços... — Ela passou as mãos em meus braços e depois no meu peito.

- E eu amo tantar te proteger... — Falei a palavra "tentar" sorrindo, Regina não precisava ser protegida. Continuei. — Mas hoje, você estará mais que protegida em meus braços. — Depositei um beijo em sua testa e afaguei seus cabelos.

Adormecemos em seguida.

~#~

(Regina)

Acordei com o sol batendo em meu rosto, uma sensação de leveza invadiu minha alma, eu estava deitada nos ombros de Robin, ele estava com o braço em volta do meu corpo, minhas pernas estavam entre as pernas dele. Eu não queria sair dalí, o aconchego do seu abraço me envolvia de uma maneira nova e única. Porém Eu precisa levantar, então me afastei devagar, Robin resmungou e disse algo incompreensível, sorri ao ver como ele parecia frágil dormindo, beijei sua nuca e passei minha mão direita em seus cabelos loiros, ele virou no divã e se cobriu com o lençol.

Peguei minhas roupas abotoei minha camisa de seda cor vinho enquando olhava o celular, tinha dezenas de chamas perdidas da Mary Margareth, ouvi meu celular vibrar novamente. "Mas você não desiste mesmo Mary". Rejeitei a chamada e continuei a me vestir.
Estava terminando de calçar os sapatos quando ouvi passos em minha direção, meu coração acelerou ao ve-lo se aproximar de mim.

- Bom dia!

Ele disse bocejando em minha direção. Passei as mãos em minhas roupas para ajeitar "aquela bagunça" da noite passada, ao pensar na noite passada senti minha intimidade contrair. Levantei tentando afastar esse pensamento, a noite passada foi a melhor da minha vida, mas não poderia se repetir.

- Olha só quem finalmente acordou.

- É... Desculpa, mas foi... O melhor sono... que eu já tive... a muito tempo... — Sorri meio envergonhada, aquilo significava que não foi uma boa noite de sono só pra mim. Afastei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha para finalmente encara-lo. — E se a gente fosse para meu acampamento. E eu te servir o café da manhã? — Ele segurou minhas mãos e se aproximou do meu rosto.

- Parece ótimo, mas... Nós dois sabemos que não podemos.

- Talvez esteja certa... — Meus olhos foram de encontro a boca dele, minha respiração estava descompassada eu o desejava novamente, mais do que gostaria de admitir para eu mesma.

- O João Pequeno gosta de fofoca. — Voltei a encara-lo, aqueles olhos... Como eu gostaria de me perder neles novamente. Sorri involuntariamente com o comentário bobo dele. — Esse.
- Ele tocou minha face com as costas da mão, deslisou pelo meu rosto e segurando meu cabelo. — Aquele ilusivo sorriso mais gratificante, no qual eu penso quando fecho os olhos.

Engoli seco, meu corpo pulsava por esse homem. Ele se aproximou mais fechando o espaço entre nós em um beijo, um beijo romântico, cheio de desejo para ambas as partes, eu pude sentir sua língua invadir meu espaço e eu retribui, dançando vagarosamente por ela, ele desceu suas mãos para meus quadris e eu toquei seu rosto descendo para a cintura dele me desfazendo do beijo.

- Por que a gente não fez isso a décadas? — Perguntei.
Ele passou a mão em meus cabelos novamente olhando dentro dos meus olhos, suspirei balançando a cabeça negativamente. Como eu queria aquele homem.

- Talvez você estivesse sofrendo de coração partido e um pouco de auto-despreso, e eu era só um bêbado num bar. Com uma tatuagem.

Ele segurou na minha nuca com a mão direita da tatuagem. Eu olhei pra ela, toquei enquando falava.

- Aquele com quem Sininho disse que eu estava predestinada a ficar. — Balancei a cabeça negativamente.

- Eu devia ter ouvido aquela fada estúpida! As coisas poderiam ter sido diferentes, se eu tivesse escolhido você... Ao invés... Do mau. — Falei manhosa.

- Você cometeu erros, e está compensando eles.

Grudamos nossas testas, a vontade de beija-lo era mais forte que eu, sua respiração estava tão próxima que eu não conseguia raciocinar direito, mas ainda me restava um pingo de sanidade. Me afastei poucos centímetros pra evitar o que estava por vir.

- Ou estou errando mais ainda... — Segurei suas mãos e tirei do meu rosto afastando meu corpo do dele, soltando nossas mãos. — É casado!

Me virei de costas para ele e joguei meus cabelos para trás afim de afastar aqueles pensamentos insanos de ser tomada por ele novamente.

- Eu sei. — Ele disse.

Caminhei apoiando em minha cintura, e voltei a olhar para ele. Bufei.

- Mesmo se não houvesse a Marian, tenho certeza que isso acabaria mal.

Eu não tinha dúvida das minhas palavras, eu sabia que não merecia um final feliz, acabei com os de todos. O que me faz pensar que eu merecia um? Mesmo mudando? Nada do que eu fizesse daqui para frente iria apagar meu passado.

- Você é tão pessimista assim? — Ele caminhou a passos curtos em minha direção, senti meu coração arder.

- Você também seria se solbesse tudo o que eu fiz. — Falei com pesar. Lembrei do livro do Henry e decidi mostra-lo a ele.

- Você já viu isto?

- Não. — Ele balançou a cabeça.

- É um livro de conto de fadas, onde todos estamos escritos...
- Abri a página na qual eu fugia dele na taverna.

- E aí estou eu, fugindo de você naquele bar. — Apontei para o livro.

- Mas... De onde veio isso? — Ele indagou.

- Eu não sei... Só... Apareceu quando o Henry precisava, repleto de história sobre heróis e vilões. Advinha em que grupo estou? — Robin olhou pra mim com ternura.

- Esse livro é sobre o passado. Como eu já disse. Você não é mais a Rainha má! — Ele pegou o livro da minha mão e guardou. Soltei meu famoso "Rá" irônico.

- Diz isso pro Autor, porque... Parece que ele criou uma regra onde vilões, não tem finais felizes. Mesmo que eles mudem ou tentem ser bons.

Falei indignada com aquilo, eu estava tentando. E não era justo!

- Sabe... — Robin me interrompeu.

- Diga onde ele está?Ficarei feliz em ter mais que uma conversa. — Eu sorri irônica.

- Eu gostaria que fosse simples assim, mas eu não sei onde ele está, ou quem ele é, se ele é um homem, uma mulher ou uma coisa. Eu procurei por toda a parte e nunca achei.

- Me deixa ajudar.
Ele se aproximou segurando minha cintura outra vez.

Suspirei com o olhar penetrante de Robin, como ele conseguia ser tão... Romântico? Compreensivo? O que ele viu em mim? Não ousaria tentar descobrir. Mas de uma coisa eu estava certa...

- Não pode. — Ninguém poderia, além deu mesma. Segurei em suas mãos que já estavam firmes em meu corpo me causando um certo calor. Tirei as mãos dele de mim e o encarei.

- E "isso"! Não pode acontecer uma segunda vez... — Coloquei minhas mãos para trás, para não deixar seu toque me desinstabilizar. -Você estende?

- Entendo. — Abaixei a cabeça e mordi meu próprio lábio afim de conter o desejo que já se alastrava entre minhas coxas. Olhei para ele novamente. — E... Concordo... Mas... — Ele segurou meu corpo mais uma vez, eu estava séria, mas por dentro meu corpo ardia. -Se não sairmos daqui... — Ele caminhou em minha direção me conduzindo para trás. — Então... Suponho... Que... — Eu sorri maliciosamente para ele, sabia o que ele diria, e não me importei, já fiz coisas bem piores antes.
Ele me encostou na parede atrás de nós próximo ao meu espelho. -Isso ainda conte como a primeira vez. Não é?

Robin me beijou com vontade, romanticamente, um beijo terno, cheio de significados e desejos. Aquele beijo dizia o que nossos corações não sabiam expressar em palavras.
Segurei seus braços fortes com vontade. Minha respiração já estava descompassada e meus batimentos cardíacos a mil, senti minha vagina latejar quando ele me ergueu apertando minha bunda e me carregou até o sofá que estava próximo.

Ele caiu em cima de mim, senti seu sexo volumoso dentro da calça, me encostei nele de propósito. Eu queria dominar desta vez, apertei seu nervo rígido por cima da calça que já estava bem apertada, abrir o zíper devagar, apertei outra vez, ele gemeu, sorri. Troquei de posição, agora eu estava por cima dele.

Abaixei suas calças, mas deixei a cueca, beijei e mordi em seguida. Ele tirou sua ereção da cueca e colocou na minha boca! Assustei no primeiro momento, mas aquilo me excitou ainda mais, em seguida chupei ele com vontade, segurei seu pênis ereto e lambi até seus testículos, coloquei um de cada vez em minha boca e depois chupei os dois, ele grunhiu segurando meus cabelos.

Robin me puxou até sua boca para me beijar, senti sua língua adentrar minha boca, aquilo era delicioso, nossas línguas se encostavam de forma avassaladora, faminta por mais, a cada toque em meu corpo eu sentia um calor incontrolável entre minhas pernas, ele me deixava louca. Senti suas mãos segurarem minha bunda. Gemi. Suas duas mãos estavam massageando minhas nádegas, não queria mais aquelas roupas, queria sentir suas mãos em contado com a minha pele.

Me ergui em cima do seu corpo, fiquei sentada nele, desabotoei minha camisa devagar para que ele pudesse ter uma boa visão de meus seios cobertos pelo sutiã, quando terminei joguei em um criado mudo que estava próximo ao sofá, segurei as mãos dele e levei para meus seios, ele apertou com força, na intensidade que eu precisava, gemi mais alto. Logo ele tirou a peça que cobria meus seios e foi afoito abocanhar, imediatamente senti eles enrijecerem eu estava mais que receptiva ao seus toques. Ele massageou ora com delicadeza ora com firmeza, senti meu sexo contrair de prazar. Outra troca de posições, agora eu estava abaixo dele, ele tirou minha saia sem cerimônia, e rasgou minha calcinha! Senti minha vagina pegar fogo e molhar ainda mais com aquilo, ele estava ofegante. Me virou bruscamente de costa para ele, meus cotovelos estavam me apoiando no sofá, ele segurou em meus joelhos e precionou minhas pernas para junto to meu corpo, fiquei com a bunda arrebitada na direção de sua face. Ele ia possuir naquela posição? De quatro? Me excitei ainda mais com a possibilidade, senti um líquido escorrer entre minhas pernas, queria ele dentro de mim. Queria rápido e forte.
Um tapa! Ele me deu tapa!?

- Aiii!!! — Gritei alto.

Em seguida senti algo grosso dentro de mim, me preenchendo de forma avassaladora, não devagar, foi rápido e forte, quase que violento, mas ele não me machucou, ele sabia como fazer pressão sem me ferrir, aquilo era fantástico.

Ele entrava e saia rápido, ora seu vai e vem ficava um pouco mais lento, só que em seguida ele metia tudo de uma vez, fundo, cada estocada dele em mim fazia meu corpo tremer e suar mais. Robin agarrou meu cabelo com a mão esquerda e começou a dar tapas com a mão direita em minha bunda, devia está vermelho, pude sentir a ardência, não me importei, aquilo estava gostoso demais, seu jeito selvagem de me possuir estava de fato acabando com minha sanidade mental. Meus gemidos agora eram altos, quase que rugidos estridentes, e a respiração dele era alta, totalmente audível.

- Reginaaaa! Oh!

Senti um líquido quente me preencher de forma avassaladora. Não aguentei e gozei um pouco depois dele.

- Robin...
Quase não saiu minha voz, meu corpo foi tomado por um turbilhão de espasmos extremamente fortes, não aquentei mais me segurar naquela posição e cai esticando minhas pernas, senti Robin sair de dentro de mim. Ele deitou sobre minhas costas, ainda com a respiração descompassada.

Ficamos assim por alguns minutos, nossas respirações voltaram ao normal vagarosamente. Ele beijou minhas costas e depositou um beijo carinhoso em meu ombro esquerdo, senti meus pelos arrepiarem.

Ouvi meu celular vibrar novamente e aquilo me despertou do transe.

- Robin... Precisamos ir...
Falei saindo do seu abraço envolvente. Ele me segurou fazendo eu me virar para ele.

- Seja o que for pode esperar... — Falou apontando pro celular que continuava a vibrar na escada, me beijando romanticamente. — Eu já falei que você é linda? E que beija muito bem? — Segurou meu rosto olhando em meus olhos.

-Humm... Que beijo bem sim... Agora que sou bonita não me recordo... — Falei manhosa.

- Bonita não! Eu disse LINDA!
- Enfatizou a palavra linda e me beijou suavemente, entreabri meus lábios dando passagem para sua língua, o beijo dele era tão bom que o mundo parecia sumir em volta. Sentir o gosto dele era sublime, nossas línguas dançavam em sincronia, ele explorava minha boca de forma carinhosa e lenta, derepente nosso beijo se tornou urgente novamente, meu coração disparou e borboletas voltaram a povoar meu estômago, senti meu corpo queimar com suas mãos quentes passando pelo meu corpo nu recém recuperado de um orgasmo incrível! Mesmo assim ele conseguia começar tudo de novo. Respirei fundo e me afastei de seus braços fortes, que me faziam fraquejar e interrompi o beijo.

- Preciso ir... Mary está me esperando... — Falei com a testa encostada na dele, minha mão acariciava sua barba.

Não esperei ele responder, levantei peguei meu sutiã e vesti em seguida, pude sentir o olhar de Robin em meu corpo enquanto me vestia. Vez ou outra eu lançava um olhar malicioso, seus olhos me seguia por toda a parte. Peguei minha blusa de seda cor vinho e abotoei de baixo para cima até a altura do sutiã. Não consegui abotoar o resto, Robin ainda estava nu, ele não levantou como eu, pelo contrário, me observava ainda no sofá enquanto me vestia e para minha supresa ele veio em minha direção com seu sexo ereto. Ele me prensou sobre a parede atrás de mim outra vez. Senti um calor fora do comum entre minhas pernas. Meu coração disparou, a excitação tomou conta do meu corpo, mas eu precisava ser razoável, não podia mais ficar alí, meu celular não parava e eu realmente precisava ir, por mais que meu coração desejasse ficar exatamente ali, nos braços do Robin, mas eu sou responsável, ou pelo menos era, será que até nisso eu mudei?

- Você me enlouquece Regina!
Robin falou segurando minha bunda ainda descoberta.
Tentei me recompor, mesmo sendo difícil com aquele toque, senti minha vagina umedecer.

- Robin... Eu quero você... Muito... Mas... Ãmn! — Ele tocou em meu clitóris que já estava inchado e molhado, ainda não tinha me recuperado totalmente de alguns minutos atrás. Perdi o ar. Ele pegou minha mão direita e levou até o sexo dele me fazendo segurar.

- Tá sentindo Regina? — Falou baixo em meu ouvido, tremi com a voz rouca e extremamente sexy que ele fez questão de fazer. -Você realmente sabe fazer Mágica! Isso... -Ele precionou mais minha mão em seu nervo rígido. -Nunca aconteceu, pelo menos, não tão rápido... — Sorriu malicioso. -O que me faz concluir... que você me enfeitiçou... Rainha. E eu estou totalmente de acordo em servi-la.

Ele abaixou ficando com a cabeça na altura da minha intimidade, segurou minha perna esquerda e levou meu pé até sua coxa direita e afastou um pouco, dalí ele tinha uma visão privilegiada do meu sexo. Ele começou passando seus dedos grossos pelos meus grandes lábios, fazia movimentos circulares, depois começou um vai e vem lento, ele passeava entre o meio da minha bunda e meu clitóris, senti um líquido quente escorrer de mim, ele passou a língua de forma suave e sugou até a última gota, aquilo foi sensacional, gemi alto pra ele eu queria mais, levei minha mão esquerda para os cabelos bagunçados dele e com a direita apertei meu próprio seio por cima da minha camisa de seda, tentando conter o prazer que ele estava me proporcionando.
Robin afastou sua língua, gemi, eu queria mais, não era para parar, logo ele continuou a passar os dedos na minha vagina levando minha umidade para a parte traseira, senti seu dedo indicador acariciar meu ânus.
Aquilo foi incrível, sentir ele alí foi um prazer totalmente novo, nunca permitir que homem algum ousasse tal ato, mas Robin... Não conseguia sequer raciocinar com ele me tocando daquela forma, não sabia o que esperar, não sabia o que ele pretendia fazer, mas essa incerteza só me excitou ainda mais, eu estava ansiosa pelo o poderia vir.

Dessa vez ele grudou a língua no meu clitóris de forma rápida e começou a chupar. Deus! Aquilo estava muito bom! O que ele estava fazendo? Mágia? Ironizei em minha mente, logo me perdi em meus próprios pensamentos quando senti seu dedo do meio entrar no meu ânus. Gritei de susto e prazer ao mesmo tempo. Que sensação maravilhosa, senti mais líquido escorrer de mim, ele sugou tudo, como se estivesse acabando com um pote de mel. Gemi ainda mais. Eu estava muito excitada, queria gozar pra ele, daquele jeito, ele me chupando e com aquele dedo milagroso dentro de mim. Ele intensificou os movimentos com a língua e ao mesmo tempo o dedo. Gemi com força estava quase lá, ele percebeu e colou o polegar dentro de mim, que sensação era aquela? Robin me preencheu de todas as formas, ele movimentou o dedo do ânus junto com o da minha vagina e sua língua sugava meu clitóris, não suportei mais e gritei, gritei alto, e mais gritos, meu corpo batia contrar a parede fria e minhas pernas tremiam, tive que me segurar na parede, Robin tirou os dedos de dentro de mim, provocou uma onda de eletricidade pelo meu corpo, levantou e entrou dentro de mim sem ao menos esperar eu respirar, faltou ar, suspirei de forma abafada, meu Deus! Eu não tinha mais forças!
Ele me estocou de forma rápida, me apoiou na parede com as duas mãos, mas eu realmente estava sem forças nas pernas não me recuperei do orgasmos avassalador, acho que ele percebeu que eu não conseguia mais ficar em pé, segurou minhas coxas com força e eu entrelacei minhas pernas em sua cintura, ele não parou intensificou o movimento dentro de mim, segurei firme em seu pescoço para me equilibrar, ele urrava palavras sem nexo em meu ouvido, sentia meu corpo subir e descer entre a parede, ele apertava minha bunda com força e me prendia mais contra a parede. Forte, assim que ele entrava e saia de dentro de mim, cada vez mais rápido, apesar de cansada meu corpo foi muito receptivo com suas estocadas e sem me dar conta estava chegando novamente em meu clímax.

- Robiiinn! Ahh! — Gritei, liberei todo líquido que jorrava de mim e senti seu gozo se misturar ao meu.

Ele suspirou cansado e enterrou seu rosto em meu ombro, eu estava literalmente acabada, ele acabou com tudo que eu agreditava ser impossível. Me entreguei para ele de corpo e alma, ele era o meu homem, o meu Robin Hood.

- Regina... — Falou suspirando, ele estava visivelmente exausto. — O que você fez eu fazer? — Me beijou delicado. Ainda se recuperando sussurrou em meu ouvido. — Eu te amo tanto... — Olhou em meus olhos e acariciando meu rosto.

- Eu que te amo fora da lei! — Sorri tímida ainda buscando ar e o beijei levemente.

- Agora eu preciso Realmente ir... — Descruzei as penas da cintura dele e fui cambaleando para o outro cômodo pegar outra calcinha, porque...definitivamente não dava para usar aquela, vesti junto com uma meia fina e fui pegar a saia que estava próxima ao sofá, eu estava exausta, mas precisava ir. Meu celular vibrou novamente fui pega-lo.
Meu coração disparou quando abrir a última mensagem.

- Henry... — Sussurri com o coração apertado.

Robin olhou pra mim com preocupação, ele também estava vestindo as roupas.

- O que foi? — Indagou apertando a fivela do cinto.

Sentei no sofá e fui calçar meu sapatos, agora eu fazia os movimentos com pressa, era meu filho, e ele precisava de mim, tinha acabado de chegar na casa dos Encantados, ele passou a noite procurando sua mãe biológica e pro meu azar, ou dele mesmo, achou, e poderia está ferido, magoado, a senhorita Swan estava fora de controle, senti minha garganta secar.

- Henry... Ele precisa de mim... — Me limitei a dizer, quando se tratava do meu filho eu perdia a cabeça. Terminei de fechar meu sapato alto e fui em direção ao Robin que ainda estava sem camisa.

- Isso... — Segurei em seu tórax com as duas mãos e encostei nossas testas. -Foi maravilhoso... Mas...

- Não vai acontecer novamente... — Respondeu sem vontade. — Asenti em sinal de positivo.

-Tenho que ir... — Peguei a poção localizadora que fiz no dia anterior, depositei um beijo leve nos lábios de Robin, ele me segurou pela cintura e acariciou meu rosto, Fechei os olhos, o simples toque dele causava arrepios pelo meu corpo. Suspirei enquando me afastava, quebrando nosso contato. Olhei dentro dos olhos dele pela última vez para gravar aquele momento e fui em direção à saída com bastante pressa.
Avistei meu carro, mas eu não poderia esperar mais, sumi em minha fumaça roxa e parei em frente ao apartamento dos Encantados.

~#~

Entrei no apartamento sem bater. Passei os olhos na sala rapidamente, vi aquele pirata num canto da sala olhando um mapa, Mary estava em pé, parecia preocupada, Elsa também estava lá próxima a mesa, fui direta e lancei um olhar para qualquer um que quisesse responder.

- Cadê o Henry?Ele está bem? — Perguntei exasperada. Todos olharam pra mim, mas foi o David que me deu a resposta um tanto irritado.

- Ele está bem sim. Tentamos te ligar a noite toda...

- Sinto muito se não respondo a todas as suas convocações! — Interrompi antes dele continuar, aquele príncipe tinha o poder de me irritar. Continuei. — Apesar de ter trazido sua poção localizadora. Caminhei em direção a mesa e bati o pequeno vidro que continha um líquido verde com força na frente dele. -Talvez da próxima vez tente dizer obrigado! — Virei em direção da Mary. -Agora... posso ver meu filho?

Ela olhou pra mim com um olhar que eu não soube identificar. Jogou o olhar em meu busto, falou baixo e tentou disfarçar.

-Abotoa a blusa primeiro tá!

Pensei rápido na resposta.

-Ah! Eu estava com pressa para chegar aqui.

Falei ajustando a blusa e fui em direção a escada. Eu tinha colocado uma jaqueta preta por cima, saí tão de pressa da minha cripta que nem me dei conta que a camisa estava aberta.
Fiz uma lista mental de agradecer a Mary por avisar do botão, Henry já tinha preocupações demais, não precisava de mais uma.

Subi as escadas pensando como deixei isso acontecer. Agora sim eu estava mesmo ferrada! Se estava difícil permanecer longe dele antes, quem dirá agora, depois de tudo o que aconteceu entre nós. Robin... Que beijo... E que pegada... Levei a mão aos lábios, ainda podia sentir seu gosto. Deus! Minha vida estava um tumulto. Ironia do destino só podia ser, eu que passei a maior parte da minha vida colecionando corações, deixei que um certo fora da lei roubasse o meu. Como eu o amava...

Terminei de subir os degraus da escada e logo vi meu filho sentado na cama com uma bolsa de gelo na mão pressionando próximo a orelha, parecia triste. Tomei uma lufada de ar, passei a mão pelos cabelos afim de tirar Robin da minha cabeça.

Suspirei, Robin Hood... Conseguiu algo precioso, algo que eu julgava ter perdido a muito tempo...
Minha capacidade de Amar...

Notas finais
Chegamos afinal!
E aí? O que acharam?
Deixe-me saber...
Não importa a data do post comentem! Estarei sempre aqui!
Vejo vcs nos comentários! Até lá!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!