De Coração

2 Qual é o Seu Tipo Sanguíneo?


Notas iniciais
OOOI, gente! ~festejando~ Como vão vocês? Bem? Mal? u_u Eu tô ótima, um pouquinho deprimida porque semana que vem começam as minhas aulas, snif, triste vida HAHAHA! Bom, primeiro de tudo, quero dizer que fiquei suuuper feliz com os reviews que recebi no capítulo passado, de verdade, vocês foram uns fofos, obrigada, amei todos! Este capítulo está meio paradinho, mas eu achei que está uma graça, cês sabem como funcionam as coisas, o.k.? Nada acontece de repente, vamos deixá-los acontecerem juntos ~suspirando~ Também, neste capítulo, há a explicação para a perninha manca do Lucas, snif ;_: É isso, espero que vocês curtam o capítulo, Boa leitura!

– Então, Kai… — Kale deu início ao diálogo que planejava ter há alguns minutos. Estavam parados em frente ao Fort Ruger Park, esperando o farol fechar para poderem atravessar. Aquela parte do trajeto era bem movimentada, com muitos prédios e postes de iluminação. Kale não conseguia não demonstrar seu nervosismo; estava muito tenso, o bíceps já forte endurecido pelo contato gentil, porém firme, da mão macia de Kai. — Eu realmente não sei como começar esta conversa — admitiu, soltando um riso nervoso. — Que tal, hã… Qual o seu tipo sanguíneo?

– O quê? — Kai indagou, confuso com aquela pergunta; acabou por gargalhar, apertando o braço do maior quando ele começou a andar repentinamente. — Ah, Kale, por favor, avise quando for andar.

– Ah, é verdade! Perdão, isso não irá se repetir — garantiu, encabulado. — Ó, guia — avisou de prontidão, esperando um segundo até que Kai pudesse subir a pequena saliência maligna que o fez tropicar várias vezes em sua vida. Continuaram a caminhar pela avenida Kahala. — Vejamos… Você nasceu aqui?

– Bom, sim — respondeu, dando de ombros. — Mas não sou nativo. Meus pais são da Califórnia e se mudaram para cá quando minha mãe estava grávida. Amaram o local e estamos até hoje — simplificou a coisa toda.

– Ah, entendo. Comigo é quase a mesma coisa, também não sou nativo, mas gostaria muito de ser, sabe? Ser parte desta cultura maravilhosa… Mas, não, fui apenas criado em Big Island pelo meu pai, um artesão australiano, mas minha mãe é canadense, uma mistureba total. — Admitiu, fazendo uma careta involuntária.

– Você sempre gostou de surf? — Era a vez de Kai perguntar, com um sorrisinho no rosto.

– Sim, sempre — Kale respondeu, abrindo um sorriso automático ao tocar no assunto de sua vida. — Surf é tudo para mim, Kai. Meu pai tinha uma loja onde vendia equipamentos de surf. Desde pequeno, fui praticamente criado na água, tendo minha primeira prancha com cinco anos. Acredite, eu ainda a tenho até hoje. No fundamental, eu era o esquisito que não se encaixava em nada, que não tinha nenhum amiguinho para compartilhar incertezas, por isso meu refúgio era o mar. Chegava da aula e já ia arrancando a roupa, correndo para a praia como um retardado, prancha em mãos — riu ao lembrar-se destes episódios. — E você, Kai, gosta de surf?

Kai ainda sorria ao escutar um pouco da infância de Kale, mas seu sorriso murchou um pouco — quase imperceptivelmente — ao escutar a pergunta.

– Pra caramba — respondeu, completamente sincero. — Chego a amar, na realidade. O que é bem bizarro, já que eu nunca cheguei a, de fato, subir numa prancha. — Admitiu, envergonhado.

Kale pareceu surpreso. Como um jovem que ama surf nunca subiu numa prancha? Achava, na verdade, um desperdício. Kale tinha um dom, meio esquisito — assim como ele mesmo -, mas ainda assim era um dom: conseguia, só de olhar para uma pessoa, determinar se ela tinha ou não jeito para ficar no mar. E, só de botar suas orbes âmbar no corpo de Kai, já percebeu que o garoto se daria bem entre as ondas.

– Ué, mas por quê? — Indagou, confuso. — Cuidado com o degrau! — Alertou-o de repente, divertindo-se ao ver a reação exagerada do outro, que simplesmente ergueu uma perna absurdamente, esticando-a como se estivesse fazendo espacate. — O que diabos foi isso, Kai?! — Perguntou entre as gargalhadas altas, despertando olhares nas pessoas que passavam por eles.

– Minha maneira de não passar vergonha ao tropicar na sua frente — explicou-se quando recomeçou a andar.

Kale ainda ria, incrédulo do que havia acontecido.

– Acredite, você passou mais vergonha fazendo esse showzinho aí do que passaria caso tropicasse! — Kale disse, ainda todo risos, vendo agora que Kai havia passado seu braço todo no dele, no lugar de somente a mão. — Mas, diga-me… — Voltou ao assunto. — Por que você nunca subiu numa prancha?

– Não me pergunte o óbvio, odeio responder a estas questões — Kai admitiu, fazendo uma careta involuntária. Suspirou, resignado. — Sou cego, Kale. Não tem como eu surfar.

– Quem te disse isso?!

– Deus.

– Para com isso, Kai, se até mesmo cães podem surfar, por que você não? — Indagou com certo temor. — E, aliás, nem é questão de surfar em si, e sim simplesmente ficar numa prancha, cara. Tipo quando seu pai te pega pelos braços quando você é criancinha e te coloca em cima do banco da bicicleta dele. — Explicou, desviando de uma árvore na calçada.

– Não é tão simples assim, Kale — disse, acompanhando-o quando ele desviou de alguma coisa. — Meus pais sempre foram muito restritivos, só comecei a sair de casa sozinho com quinze anos. Se pais normais já mimam uma criança, imagine eu, que nasci cego? É terrível, Kale. Eles, Manu e Luana me tratam como se eu fosse um recém nascido, entende? Só a ideia de eu pensar em subir numa prancha é absurda demais para eles. Mas isso não me impede de ter um objetivo de surfar alguma vez. Está mais para um sonho inalcançável que se restrita a apenas isso: um sonho.

Dizer que Kale não se sentiu emocionado com a história de Kai era a mesma coisa que mentir descaradamente. O surfista, idiota como era, só faltou chorar. Apertou com força a mão do pequeno ao seu lado, sentindo uma grande vontade de abraçá-lo e dizer-lhe que estava tudo bem — mas sua cota de “ser estranho” já havia atingido níveis astronômicos em menos de uma hora, então era melhor ele se segurar e ser estranho mais tarde.

– Não diga isso, por favor — pediu, praticamente implorando, olhando-o com pesar. — Quando as pessoas que eu gosto ficam tristes, é como se uma parte da minha alma se despedaçasse aos poucos. — Declarou, apertando mais as mãos de Kai.

O garoto apenas sorriu.

– Poético.

– É sério, pare. Seu sonho não é inalcançável e eu posso te provar isso. Eu posso ajudá-lo, Kai. — Disse, enfático, pegando-o pelos ombros e virando-o para ficar a sua frente. Kai notou a aura tensa de Kale. — Se você quiser, é claro, podemos fazer isso juntos.

– O quê? Como assim?

– Você pode usar a minha prancha. Quero dizer, mesmo eu tendo um ciúmes absurdo dela, vou abrir uma exceção para você. Podemos usá-la, e se você se sentir incomodado com os outros, é só irmos para uma parte mais afastada da praia, perto dos rochedos. É água lá é rasa de manhã, perfeita para ensinar o básico a crianças. Ninguém precisa saber– disse a última parte baixinho, quase misterioso.

– V-você está louco? — O menor exclamou, encarando tudo aquilo como um absurdo sem limites. — Está dizendo para eu subir na sua prancha escondido?

– Tem outra alternativa?

– De jeito nenhum, Kale. — Kai decidiu por fim. Considerava fazer as coisas escondidas um perfeito desacato; odiava quando as pessoas ao seu redor faziam as coisas sem lhe contatar antes, então não queria proporcioná-los o mesmo sentimento. Odiava mentiras, fatos ocultos e falta de informação. Era do tipo de pessoa que gostava de saber tudo, gostava da verdade nua e crua, não importando a dor a suportar. — Sem chances.

Kale suspirou, resignado. Soltou Kai e ficou olhando-o por um tempo. Notou como seu cabelo era razoavelmente comprido, tocando-lhe a nuca e como suas sobrancelhas eram grossas. Achava-o um rapaz muito bonito. Acariciou seus ombros, entendendo, de fato, seu ponto de vista. Não era simples ter uma deficiência e encarar de frente as pessoas que tentavam protegê-lo.

– Tudo bem, vamos esquecer disto, o.k.? — Tentou prosseguir. Não queria julgá-lo e nem queria fazê-lo odiá-lo, seria terrível demais só de imaginar. Pegou a mão de Kai novamente, guiando-a até seu bíceps. — Já estamos no fim da avenida Kahala, para aonde vamos agora? — Mudou de assunto, tentando ser natural.

– Seguimos à esquerda em direção à Kaimanahila Street. Meu apartamento fica logo no início da rua, edifício três — explicou direitinho, fazendo Kale assentir e acelerar o passo quando percebeu algumas nuvens negras aproximando-se. — Hey, me avise quando começar a andar mais rápido — Kai sorriu ao avisá-lo, tropicando na raiz de uma árvore grossa na rua.

– Ai que droga, Kai, sou burro, desculpa. — Lamentou-se, realmente nervoso consigo mesmo.

***

– Chave — Kale pediu, a mão estendida na direção da Kai, que fuxicava o bolso de sua camiseta à sua procura. Ambos estavam parados em frente ao portão metálico do prédio de Kai, iluminados por um poste de luz próximo. A lua já surgia entre as nuvens escuras, carregadas de chuva.

– Droga, não está aqui — Kai xingou, mordendo os lábios de nervoso. Odiava perder suas coisas.

– Não tá no bolso da calça?

– Não, eu sempre a coloco no bolso da camiset-AH! — Gritou, tanto de susto quanto de surpresa. Ambas as mãos de Kale invadiram sem cerimônia os bolsos traseiros da bermuda do menor, procurando as chaves simultaneamente. Kai deu um pulo, estupefato pelo toque forte e ousado de Kale, que, impressionantemente, não enxergou maldade na ação.

– Aham, sei — disse, rindo ao retirar do bolso da calça de Kai a sua chave. — Ela tava no seu bolso esquerdo, bobinho. — E, como prova, balançou-a na frente do rosto do menor, que ouviu o triscar do metal.

Ainda envergonhado por ter sido tão descaradamente apalpado, Kai tentou pegar a chave em frente ao seu rosto, mas Kale foi mais rápido e recuou a mão.

Oooopa– brincou, sorrindo e enfiando a chave na fechadura, abrindo o portãozinho. — Não antes de abri-lo para você. — Disse, quase galante. Riu ao ver a expressão de Kai. Bagunçou-lhe os cabelos, ainda surpreendo-se ao perceber o quanto eram macios, rebeldes e lisos. — Tudo bem, Kai, está entregue mais rápido que e-mail — brincou, dando um passo para trás. — Até qualquer dia desses.

– Espera! — Kai exaltou-se, tentando agarrar alguma parte do corpo de Kale para pará-lo. Acabou por apanhar seu cotovelo, fazendo-o se virar. — Você tem celular? — Perguntou, não querendo de maneira alguma perder contato com Kale.

– A questão é: quem não tem celular? — Gracejou, vendo-o suspirar, quase aliviado.

– Tá, então, passe seu número — pediu, tirando do bolso traseiro da bermuda seu próprio telefone. Kale observou com singela curiosidade a habilidade de Kai com o dispositivo. Olhando-o daquela forma, era como se o menor fosse um garoto de dezoito anos completamente normal, sem qualquer tipo de deficiência. — Kale, tá aí?

– Tô sim.

– Então o que você tá esperando para me passar seu número? — Indagou.

– Aaah, perdão, é que eu tô meio avoado, te encarando — admitiu, começando a passar seu número de telefone em centenas, diferenciando todas as pessoas que Kai já compartilhara números celulares. — O.k., agora, nada mais justo que você me passar o teu.

Kai concordou e, como Kale havia feito, passou seu número de telefone. Ambos papearam sobre aplicativos celulares e até riram um pouco antes que Kai decidisse entrar. Se despediram e Kale esperou o menor desaparecer dentro do edifício antes de ir embora para o apartamento que recém dividia com seu melhor amigo.

Kale conheceu Lucas há cinco anos. O estressadinho estava apanhando de dois garotos só por ser recém-chegado do Brasil, e Kale não pôde deixar de achar aquilo uma completa injustiça. Entrou na briga para defendê-lo — quebrou dois dedos, nem o defendeu tanto assim, mas o que valeu foi sua intenção. Desde aquele dia, quando ainda tinham quatorze anos, tornaram-se amigos.

O sonho de ser surfista e passar a mão na careca brilhosa de Kelly Slater era compartilhado por ambos. Os dois simplesmente eram geniais na água, sentiam-se em casa, completamente confortáveis. Havia risos, caldos penosos, gargalhadas, difíceis desafios e guerrinhas d’água.

Bom, pelo menos, isso ocorria até Lucas sofrer o acidente, há dois anos. Ambos se lembram como se a cena tivesse acontecido há dois minutos. Era tarde de sábado, chovia forte em Mahailua, Big Island. A maré estava alta por conta da lua nova, escondendo os mais perigosos rochedos pontiagudos. Os dois sorriram um para o outro, desafiando-se com olhares.

Num piscar de olhos, ambos já estavam no mar, rindo feito doidos enquanto deslizavam pelas ondas, saltavam as águas agarrados às suas pranchas e rodopiavam no ar, cabelos molhados e roupas já transparentes. Foi quando, num piscar de olhos, Lucas aproximou-se demais da costa e, tentando voltar para as ondas altas com um posicionamento arriscado do joelho, seu pé deslizou pela prancha ensopa, desequilibrando-o.

Caiu ajoelhado numa rocha pontiaguda, afiada e áspera, que estava escondida pela água.

Kale girou a maçaneta lembrando-se daquela tarde. As imagens dos berros estridentes de Lucas, sua face tomada pelas lágrimas, a água em volta do rochedo manchada de sangue vivo, a notícia que sua patela direita fora completamente lesada e que ele nunca — nunca– mais poderia voltar a surfar inundando sua mente.

Abriu a porta, dando de cara com Lucas estirado no sofá, assistindo TV, vestindo apenas bermudas. A cicatriz nada sutil e extensa em sua patela direita só mostrava o quão aquilo era real.

– E aí — cumprimentou, mudando de canal. — Como foi com Kai? Não assustou o menino, né?

– Tentei, juro — gracejou, rindo. Kale ficou um pouco aliviado. Por vezes pensava em como Lucas se sentia desde tudo aquilo, já que um acidente como aquele não era de fácil superação. Mas, na maioria das vezes, Lucas parecia já conformado. — Ele é uma das pessoas mais legais que eu já conheci, eu admito — disse, jogando as pernas de Lucas para fora do sofá com certa hostilidade e sentando-se exaustivamente.

– Ele tem cara de ser muito gente fina, mesmo — Lucas concordou. Olhou de esguelha para o amigo. — Aliás, cuidado, Kale. Você mais do que ninguém sabe o que acontece quando você vai achando que uma pessoa é legal demais. — Avisou, lembrando-se das infindáveis paixonites de seu amigo. Lucas não tinha problema nenhum com a bissexualidade de Kale, até porque ele mesmo era gay (descobriram-se juntos, quando estiveram, aos dezesseis anos, apaixonados por um mesmo garoto — era uma história que ainda rendia muitas gargalhadas). — Se lembra? Lana, Kalina, Iwin, Lala, Kaneki, Mahara… Posso passar uma eternidade falando de suas paixonites.

– Quê? — Kale achou aquilo um absurdo. — Não gosto dele desse jeito, Lucas! Somos amigos, apenas. — Falou com convicção. O que era uma meia verdade. Não via Kai romanticamente, mas o achava uma graça.

– Hm.

– Não faz “hm” para mim, cê sabe como eu odeio isso.

– Hm-hm. — Lucas permaneceu com a mesma cara de paisagem enquanto assistia a TV.

– Te odiando no momento — Kale resmungou, levantando-se. — Vou tomar um banho, já volto.

– Bom mesmo, precisamos fazer as contas deste mês. Se é para vivermos por conta da herança da tua mãe, esse dinheiro tem de ser bem distribuído, nada de fazer farra. Semana que vem mesmo eu vou procurar um emprego por aqui. — Avisou, olhando-o sobre as lentes quadradas. — Era bom você fazer o mesmo.

Kale bufou, desgostoso, encostando-se preguiçosamente à parede.

– Ah, não, lá vem você com esse papo de procurar emprego, economizar dinheiro, blá, blá, blá, oh, não, poupe-me, por favor, desta morte terrivelmente tediosa — pediu dramático, encostando a cara contra o papel verde claro, amassando a bochecha. — Curte o momento, Lucas! Você é tão preocupado… Não é à toa que essas pregas aí tão inteiras. — Soltou, sabendo claramente que tocava numa ferida aberta. Não se falava, nunca, em hipótese alguma, da (catastrófica) vida amorosa de Lucas.

Os olhos do míope se arregalaram, boquiabrindo sua boca, cético.

– Oh, seu filho de uma bela puta! — Berrou, levantando-se com muita dificuldade do sofá, vendo Kale correr às gargalhadas até o banheiro. — Por que tá fugindo?! Desgraçado! Aparece aqui que eu vou acabar com você! — Xingou-o, indo o mais rápido que podia até o banheiro, socando a porta. — Covarde maldito, fala as coisas e vai embora, quero ver você vir aqui e me enfrentar!

– Não bato em gente que usa óculos! — Kale riu do outro lado da porta, já tirando sua cueca e jogando-a no chão, ao lado do cesto de roupas sujas.

– Não tem problema, cê fica quieto enquanto eu encho sua cara de porrada! — Grunhiu, realmente irritado, afastando-se da porta e indo para o quarto, mancando. — Tomara que escorregue no piso molhado, bata a cabeça e morra, desgraçado! — Berrou de lá, deitando na cama e desistindo da ideia de fazer contas. Tocar naquele assunto havia sido uma sacanagem da parte de Kale. Ele sabia claramente que tipo de pessoa Lucas era, daquelas que necessitam de um relacionamento para poderem se estabilizar emocionalmente.

Tirou os óculos, botando-os em cima da mesinha de estudos e virando-se para a parede, disposto a dormir e esquecer o momento que havia se passado.

Não era um bom momento para cutucar com agulhas uma ferida aberta há algum tempo.

Notas finais
Tadinho do Lucas, awn, alguém quer pegá-lo para namorar? HAHAHAHA! Eu deixo u_u Ai, tô muito animada para escrever esta história, hihi, no próximo capítulo já teremos personagens novos, yaaay! *ww* É isso aí, espero que vocês tenham gostado, se gostaram, não deixem de comentar, isso me motiva muito! E, ah, claro, Mahailua, Big Island, é assim, só para ajudá-los a imaginar a cena toda: http://ricardoferes.com/wp-content/uploads/2010-05-15-036.jpg