Daylight
13 Se beber fique longe da Ex... ou não
Notas iniciais
Você é o fósforo, eu sou o pavio
Você é um torpedo, eu sou o navio
Você é o trem e eu sou o trilho
Eu sou o dedo e você é o meu gatilho
(Fogo e Gasolina — Roberta Sá e Lenine)
Por Sasuke.
Eu tentava encarar com racionalidade tudo o que tinha acontecido até então naquela noite. Voltei pra Konoha, encontro minha ex-namorada, descubro que meu irmão e meu amigo sabiam desse encontro, não bastasse a surpresa em revê-la entramos juntos até o altar e pra finalizar ainda dançamos valsa, adivinhem? Também juntos.
Eu estava puto da vida com Naruto e Itachi, eles dois mais do que ninguém sabem como eu fiquei depois que ela partiu. Eu queria entender o motivo deles não terem me contado. Com Itachi eu me entenderia aqui mesmo na festa e com Naruto eu esperaria ele chegar da lua de mel.
Assim que a valsa acabou fui até a mesa onde meus pais estavam, tentei manter o máximo possível de impassividade, mas eu estava com muita raiva por dentro. Engraçado que eu não me sentia assim quando estava com Sakura ao lado, mas agora eu tô pra explodir e pedaços de Itachi vão pro ar.
— Oi mãe, oi pai – não cumprimentei Itachi, mas lancei um olhar ameaçador pra ele;
— Meu filho – dizia minha mãe surpresa – que saudade – me deu um abraço;
— Eu também mãe – me desvencilhei do seu abraço e lhe dei um beijo na sua testa;
— Oi filho – disse meu pai e me deu um abraço típico de Uchiha Fugaku, sem muita emoção;
— Meu filho, você está tão magrinho – começou o show de Dona Mikoto – lá não tinha comida de verdade não?
— Tinha mãe – dei de ombros – eu não passei fome, fique tranquila – eu queria encerrar aquela conversa, Itachi já me olhava com cara de quem sabia que fez merda e tá pedindo desculpas;
— Não parece – disse emburrada, mas será possível?
— Mãe, eu estou bem – disse seco – Itachi, preciso falar com você, a sós – ele prontamente se levantou sem dizer nada – com licença – disse me afastando da mesa, sem sucesso já que minha mãe segurou meu braço;
— Mas meu filho... — porra, mãe assim fica difícil não ser grosso;
— Mãe, teremos bastante tempo agora que estou de volta – toquei em seus ombros – daqui a pouco eu volto.
Saí com Itachi ao meu lado, fui procurar um canto reservado para que pudéssemos conversar sem chamar a atenção de ninguém. Talvez eu procurasse um lugar pra esconder o corpo dele, porque vontade de matar não me faltava. Nos afastamos da festa e fomos em direção as árvores.
— Você pode me explicar que merda é essa Itachi? — perguntei com raiva e cerrando os dentes;
— Que merda você tá falando? — ah vá pra puta que pariu, ele que não venha brincar uma hora dessa;
— Itachi, não se faça de sonso... — disse impaciente;
— Tudo bem, culpado – levantou as mãos em sinal de rendição... jura? nem notei que tinha dedo dele nessa merda;
— E o que você tem a dizer sobre isso?
— Sasuke... — ele tentava procurar palavras – me desculpe, mas nem eu e nem Naruto sabíamos o que fazer – eu não conseguia acreditar nele;
— Não minta pra mim – fechei as minhas mãos com força até que elas ficassem sem coloração nenhuma;
— Tá, tudo bem... — suspirou – eu achei melhor não avisar nada a nenhum dos dois;
— E por que você teve essa ideia de gênio? — fiz questão de ironizar a palavra gênio;
— Porque um dos dois ia acabar desistindo de vim – disse como se fosse óbvio;
— Era a melhor coisa a se fazer – eu estava pra matar um – você sabe que eu não queria encontrar Sakura;
— Não foi o que me pareceu quando eu vi vocês entrando juntos em direção ao altar e nem agora na valsa – me dava um sorriso malicioso, mas eu queria arrancar todos aqueles dentes;
— Nós fomos obrigados aquilo – disse sibilanda cada palavra na tentativa de parecer convincente, mas eu não engava nem a mim e nem a Itachi, que começou a rir me deixando com mais raiva;
— Se você diz – deu de ombros e continuou a rir;
— Deixa de ser imbecil, Itachi... — eu tentava controlar minha raiva, mas tava impossível;
— Sasuke – agora seu tom de voz era sério – eu sei o que eu vi. Você sabe a minha opinião sobre vocês dois – tocava meus ombros – vocês são dois teimosos e orgulhosos, já estava na hora disso acabar e vocês conversarem;
— Mas quem teria que decidir isso era eu e ela – dizia enquanto massageava minhas têmporas – Senão fosse por esse circo a gente continuaria como está;
— Tolice sua pensar desse jeito – olhei pra ele sem entender nada – Sakura ia te procurar assim que você voltasse a Konoha;
Nessa hora meu coração parou... Sakura me procurar? Isso não faz sentido... ela tinha renunciado a mim e a todos do seu passado. Durante esses nove anos só teve contato com Ino, por insistência da loira eu tenho certeza. Itachi deve está enganado.
— Eu conversei com Sakura há três dias – dizia ao perceber que eu não processei a informação – nós conversamos sobre o motivo de sua volta a Konoha;
— Ela só veio por conta do casamento – era óbvio isso;
— Não Sasuke, o casamento só foi um motivo a mais – tocou meus ombros mais uma vez e me encarou – ela me disse que veio consertar as coisas do passado;
— Mas ela sabia que eu não estaria aqui;
— Sim, ela sabia, mas ela disse que assim que você voltasse ela viria a sua procura pra conversar com você;
Tá, aquilo era estranho demais até pra mim... Depois de tanto tempo, jamais imaginei que ela voltaria...
— Sasuke... — mais uma vez meu irmão me chamava pra realidade – Sakura está diferente você percebeu isso;
— Eu sei... — eu não queria reconhecer isso, mas era verdade. Sakura estava mais emocional, continuava irritante, mas era o seu charme particular;
— Então, Sasuke... Vocês agora são dois adultos podem conversar e se desculparem um com o outro;
— Itachi, se você não lembra ela que foi embora – minha cabeça ia explodir;
— Mas agora ela voltou – por que porra todo mundo me diz isso?
— Porque sabia que eu não estaria aqui;
— Sasuke, se você soubesse que ela estaria aqui você também não viria – ele disse sério – não transfira a responsabilidade somente à Sakura;
— Você ainda a defende?! — perguntei incrédulo;
— Eu não estou defendendo ninguém, estou apenas constatando o óbvio;
— Mas Ita...
— Não Sasuke, nada do que você disser irá me convencer – ele suspirou e com o pouco mais de calma me encarou – Sakura não saiu correndo, ela entrou de braços dado com você – sorri com a lembrança e Itachi percebeu, logo me repreendi — ela dançou com você e está há menos de 1 km de distância...
— Tudo bem – disse a contra gosto – isso não muda o fato de que estou chateado com você;
— Eu entendo, mas você vai me agradecer por isso – disse tocando dois dedos em minha testa e saindo logo depois em direção a festa.
Fiquei mais um tempo no mesmo lugar... o dia de hoje entra pra história como o mais conturbado e surpreendente. Eu estava chateado com meu irmão, mas o mínimo que ele me pedia era que eu fosse adulto. E o que adultos fazem? Eles bebem, e eu não faria diferente.
Precisava de algo mais forte que saquê, então comecei a beber uísque, essa merda é horrível, mas é forte então vai você mesmo. De longe fiquei observando Sakura, ela está ainda mais bonita do que eu me lembrava e bem diferente também.
Ela não parecia tão à vontade na festa e parecia procurar algo... Me perguntei se seria eu, mas logo depois afastei o pensamento. Percebi que ela descarregava a tensão na bebida assim como eu. Mais uma coincidência, Haruno – levantei o copo fazendo um brinde com o ar!
(...)
Não pude conter o riso quando eu vi que Sakura tinha pego o buquê, na verdade não foi bem assim. O buquê tinha caído em seu colo e ela não pode deixar de fazer uma cara de cachorro raivoso, mas logo depois ela corou por conta do grito que Hinata deu dizendo que ela seria a próxima a casar. Eu gargalhei igual a Naruto quando eu vi aquilo. Sakura, casar? Mais fácil dinossauro voltar a habitar a terra.
Depois de tando observar eu fui conversar com os meus amigos e descobri que não era apenas Naruto que seria pai. Chouji, Sai e Shikamaru também estavam na lista. Me perguntava se isso foi combinado ou se Konoha era uma cidade afrodisíaca. Eles estavam surpresos com minha volta antecipada, mas não me perguntaram nada sobre Sakura e eu achei maravilhoso.
Naruto e Hinata já tinham ido embora e boa parte dos convidados também. Me despedi dos meus amigos, logo marcaríamos uma saída só com os rapazes. Iríamos esperar Naruto voltar da lua de mel.
— Sasuke, já estou indo... Papai e mamãe estão cansados – disse meu irmão enquanto nos afastávamos dos nossos amigos;
— Eu não queria ir agora, mas eu acompanho vocês... — eu queria tentar falar com Sakura, mas era melhor outro dia;
— Então fique, eu e papai viemos com dois carros, caso nós dois fôssemos mais tarde – me explicou;
— Então – hesitei – hum... eu vou ficar – disse dando de ombros;
— Nem sei porque – me deu um sorriso malicioso;
— Vai à merda Itachi – dei um soco em seu ombro;
— Agora eu não posso, estou indo pra casa – ele gargalhava da sua própria piada sem graça;
— Baka – disse e ele me entregou a chave;
— Juízo, irmãozinho – tocou com dois dedos a minha testa;
— Eu tenho de sobra – dei um sorriso amarelo;
— Aham...
Me despedi de papai, mamãe e meu irmão. Não tinha quase mais nenhum convidado na festa, tentei procurar Sakura, mas não tive sucesso. Por conta do cansaço tirei o paletó, afrouxei a graveta, arregacei a camisa até os cotovelos e abri dois botões na parte superior.
Derrotado e cansado resolvi ir embora. Peguei a saída que passava pelas cerejeiras, era mais distante, mas eu não tinha pressa mesmo. E esse foi meu golpe de sorte, enquanto encaminhava até a saída avistei a rosada encostada em uma árvore, a nossa cerejeira. Será que ela sabia em que árvore estava recostada?
Fiquei a observando por um tempo, ela parecia tão serena, tão delicada e tão linda. Será que eu devo ou não me aproximar? Sasuke, você tem 25 anos, então pare de se comportar como um adolescente. Tentei me repreender sem sucesso, resolvi então afastar meus pensamentos e ir falar com Sakura... eu não tinha nada a perder mesmo.
Fui me aproximando em silêncio, Sakura estava de olhos fechados, será que ela notaria minha presença? Cheguei mais perto e a observei um pouco mais, era uma bela imagem de se admirar, eu confesso. Ainda assim ela não se mexeu, então resolvi falar com ela.
— Um dango por seus pensamentos... — falei
— Puta que pariu... — ela arregalou os olhos quando me viu e colocou a mão no peito em sinal do susto – quer me matar do coração Sasuke?
— Desculpe, pensei que tinha percebido a minha chegada – falei esperando que ela acreditasse;
— Não, eu estava distraída com meus pensamentos – eu não era o único pelo visto;
— Vejo que pegou o buquê... — usei o buquê pra puxar a conversa, mesmo tendo visto toda a cena;
— Eu não peguei, ele caiu no meu colo... — ela tentou dar de ombros, mas estava sem graça;
— Hum... – não sabia mais o que dizer e não tinha ideia de como puxar assunto – bom eu já estou indo – me dei por vencido;
— Ah... tudo bem – ela parecia triste – até – disse por fim;
— Até – comecei a andar, mas logo parei e me dei conta de que já estava tarde, me perguntei que horas ela iria embora – você não vai embora? Já está tarde – podia oferecer uma carona a ela;
— Não, eu vou dormir aqui – dormir aqui? – bom, eu não quero atrapalhar a noite de núpcias do casal;
— Como assim? — perguntei confuso
— Estou hospedada na casa de Naruto e Hina, e eles só viajam amanhã de manhã – ah, agora eu entendi — eu não queria atrapalhar... então dormirei no bangalô que Hina se arrumou – pensei que ela estaria na casa do pai;
— Hum... entendi – não tinha mais o que conversar, hora de ir embora Sasuke – até mais – disse por fim;
— Até – ela falou.
Antes que eu desse algum passo eu vi Sakura se afastar da árvore com pressa, mas algo deu errado e quando eu dei conta ela tinha caído em cima de mim.
Senti todo o meu corpo tensionar sob o dela, meus olhos estavam fechado deixando o tato e o olfato ainda mais aguçados. Senti as duas mãos de Sakura sobre meu peitoral e seu perfume invadiu minhas narinas da forma mais agressiva possível. Aquele cheiro... era covardia. Abri os olhos e encarei duas orbes verdes em estado de surpresa.
Ela estava tão... tão perto. Minha cabeça me mandava sinais de que era pra sair dali, mas o meu desejo falava feroz e comandava todo meu ser. Quando dei por mim, minha mão direita estava sobre a nuca de Sakura e a esquerda puxava sua cintura contra o meu corpo, então nossos lábios se uniram.
Havia pressa, desejo, luxúria ... Sakura não hesitava e nem eu. Minha mão passeava por todo o seu corpo. Ela gemia de prazer entre um beijo e outro. Estávamos ofegantes, mas não queríamos nos afastar.
Se a gente continuasse do jeito que estava transaríamos ali mesmo, mas ela parecia pensar o mesmo que eu. Tirou sua boca da minha e a foi até minha orelha:
— Precisamos sair daqui... — ela estava ofegante e eu não estava diferente;
— Concordo – tentei acalmar minha respiração – pra onde vamos?
— Vem – ela disse depois de levantar e deu a mão pra mim.
Assim que me levantei, ela me deu mais um beijo de tirar o fôlego e logo depois me puxou pela mão.
Eu sabia que isso não era certo, mas eu não conseguia resistir a ela. Durante o percurso pensei em desistir, mas no fundo eu queria tanto aquilo e não era o único. Quando me dei conta estávamos em frente a um dos bangalôs. Enquanto Sakura tentava abrir a porta, eu enterrei meu rosto em seu pescoço, sentindo-a tremer e não pude deixar de sorrir. Ela ainda se arrepiava ao meu toque.
Mesmo com um pouco de dificuldade Sakura conseguiu abrir a bendita porta. Assim que entramos suspendi Sakura que agarrou a minha cintura com as pernas e eu fechei a porta com um dos meus pés.
Joguei Sakura contra parede ainda enroscada em minha cintura. Minhas mãos passaram por suas coxas, por sua bunda onde eu dei um forte aperto e depois foram direto em seus seios, e então Sakura arfou e gemeu separando os nosso lábios. Aquilo era música para os meus ouvidos.
Sakura puxava meus cabelos, mordiscava minhas orelhas e eu gemia contra sua pele. Por mais gostoso que aquilo estivesse, parecia uma tortura. Eu queria Sakura pra mim, queria senti-la, eu tinha necessidade e urgência do seu corpo.
Não perdendo tempo levei Sakura até o quarto do bangalô, a gente só se afastava pra respirar, mas isso não durava mais que três segundos. Joguei meu paletó em qualquer lugar juntamente como minha gravata, então comecei a tarefa de despir Sakura. Afastei as duas alças dos seu belo vestido e ele deslizou sobre seu corpo e o prêmio não podia ser melhor.
Ela estava apenas de calcinha, me afastei pra apreciar aquela visão dos deuses e Sakura pareceu gostar da minha reação.
— Apreciando a visão, Uchiha? — indagou numa voz extremamente sexy. Ela me admirava mordendo os lábios, causando em mim reações extasiantes. Aquela mulher tinha o dom de me deixar daquele jeito, minha calça parecia que ia explodir.
— Você não imagina o quanto – disse e tomei seus lábios de forma feroz mais uma vez.
Nada melhor que depois daquela bela visão venha o toque e minhas duas mãos foram direto para os seios, agora expostos, de Sakura e ela gemeu de prazer, muito melhor do que eu me lembrava. Então logo beijei seu seio direito, enquanto apertava o esquerdo. Sugava com força e mordia seus mamilos, talvez morder não fosse só com ela.
— Você está vestido demais, Uchiha – ela dizia entre um gemido e outro. Logo as mãos da rosada começaram a percorrer os botões da minha camisa.
— Acredito que não por muito tempo – sussurrei em seu ouvido e eu senti um sorriso contra minha pela enquanto ela terminava de abrir os botões.
Sem muita demora a camisa já não estava mais em mim e eu senti o toque magnifico das suas mãos finas, que logo foi substituído por arranhões no meu peitoral indo até as minhas costas. Aquela dor era boa demais, era puro prazer.
Não bastasse os arranhões, aquela rosada atrevida fazia um caminho de leves mordidas indo das minhas orelhas até o meu peito, mas eu precisava de mais, eu queria mais. Deitei Sakura na cama e puxei suas pernas até a minha cintura e tirei suas sandálias, notei que uma delas estava danificada.
Me deitei por cima dela e fui direto em seu seio esquerdo e ela arfou chamando meu nome mais uma vez, senti todos os pelos do meu corpo se eriçarem. Apertei sua bunda com as duas mãos em resposta e mais um gemido saiu pelos seus lábios.
Voltei a sua boca, depois fui a sua orelha esquerda, desci pra seu pescoço, passei pelos seios, mordisquei de leve seu abdômen e fui até o meu último obstáculo. Ao chegar em sua intimidade deixei um suspiro quente sair por minha boca e eu a vi se derreter em prazer chamando meu nome.
Me livrei do fino tecido e minha boca foi direto no sexo dela... sugava seu clitóris com calma e passava a língua por toda a região. Sakura estava indo a loucura e eu também. Penetrei dois em sua intimidade... ela estava tão, mas tão molhada e eu não pude deixar de sorrir em satisfação.
Um pouco relutante me afastei e Sakura protestou, mas quando viu que eu estava tirando o restante da minha roupa ela passou a me admirar e voltou a morder lábio, que mulher é essa?
Depois de me livrar dos meus sapatos, meias e calça, Sakura sentou na cama e colocou a mão sobre a cueca passando pela minha região que latejava e eu soltei um gemido de prazer. Ela me lançou um sorriso malicioso e tirou minha cueca revelando minha ereção, não pude deixar de contemplar aquela cena e quando eu menos esperava as mãos de Sakura estavam sobre o meu membro, num leve ritmo de vai e vem.
— Caralho, Sakura – não consegui manter apenas gemido e ela gostou do que ouviu porque soltou uma risada e voltou a morder os lábios;
Lábios esses, que não demoraram e já estavam passeando pelo meu membro. Puta que pariu, isso é bom demais e eu nunca encontrei ninguém melhor que Sakura nesse quesito. Joguei minha cabeça pra trás e deixei o prazer fluir por todo meu corpo.
Então Sakura parou e voltou a deitar na cama, não fiquei triste eu sabia o que ela queria e eu também ansiava por aquele momento.
— Preciso de você dentro de mim – ela falava e me chamava com seu dedo indicador me lançando um sorriso malicioso;
— Você não perde por esperar – devolvi com outro sorriso malicioso.
Não pensei duas vezes, deixei meus instintos me guiarem, posicionei meu membro penetrando a rosada e gemidos de prazer ecoaram pelo pequeno cômodo.
Comecei com leves estocadas, mas nós dois ansiávamos por mais. Ela rebolava embaixo de mim no mesmo ritmo em que eu a penetrava, era uma sincronia perfeita. Pouco tempo depois dessa dança voluptuosa chegamos ao ápice e gozamos juntos.
Eu e Sakura nos encaramos por tempo, seus olhos ardiam em fúria e prazer, tentávamos acalmar nossas respirações, mas nos beijamos lascivamente mais uma vez. Minhas mãos passeavam por todo o seu corpo, apertando cada parte que estivesse ao meu alcance.
Enfim os beijos foram cessando e com relutância saí de dentro dela. Ficamos deitados um ao lado do outro, enquanto fitávamos o teto, tentando processar o que havia acabado de acontecer. Queria romper o silêncio, mas não sabia o que dizer ou fazer, mesmo depois de toda aquela performance.
— Caralho, isso foi muito bom – Sakura quebrou o silêncio gritante daquele quarto e eu a agradeci mentalmente por isso;
— Muito bom – foi só o que eu consegui dizer, eu ainda não conseguia respirar de forma calma;
— Melhor do que eu poderia imaginar – disse soltando um riso e eu ri junto com ela;
— E você fica imaginando essas coisas? — falei num tom mais descarado que acusatório e então ela se virou pra mim;
— Ops... — disse me encarando e depois mordeu os lábios, que eu não sei como, ainda resistia um batom vermelho deixando tudo mais sexy;
— Melhor que imaginar é fazer – devolvi com um sorriso malicioso e já puxava a rosada pela nuca para selarmos nossos lábios em fúria, mais uma vez.
Pelo visto a noite será longa...
Eu sou a veia, você é a agulha
Eu sou o gás, você é a fagulha
Eu sou o fogo e você a gasolina
Eu sou a pólvora e você a mina
(Fogo e Gasolina — Roberta Sá e Lenine)
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