Daylight

15 Confissões


Notas iniciais
Oi gente linda, tô chegando com um capitulo novinho pr'ocês ♥ Obrigada pelos comentários do capitulo anterior e pelo crescimento da fic, vocês são demais :D Teremos narrativa de Sasuke e Sakura o/ Boa leitura ;)

Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

(Apesar de você — Chico Buarque)

Por Sasuke

Faz mais de meia hora que eu saí daquele lugar, mas ainda não queria voltar pra casa. Não estou afim de descontar todo meu mau humor com quem não tem nada a ver com a história, exceto o sacana do meu irmão, aquele infeliz tem culpa disso tudo.

Eu sei que no fundo tudo que eu disse a Sakura foi pesado demais, mas ela mereceu por todos esses nove anos em que fiquei calado, que eu fui obrigado a me calar porque ela não estaria aqui pra me ouvir. Depois de contabilizar acho que foi até pouco, mas eu não queria pensar nisso preciso tirar aquela mulher da minha cabeça. Farei o possível e o impossível pra não dar de cara com ela.

Sakura bem que podia voltar pra Tóquio e esquecer Konoha de vez agora.

Parei de enrolar pelas ruas da minha cidade e resolvi ir pra casa. Estou extremamente cansado, por motivos óbvios, necessitando de um banho e depois cama. Espero que minha mãe não torre a minha escassa paciência, só ela estaria em casa porque hoje é sexta-feira e meu pai e meu irmão estariam na construtora.

Estacionei o carro de qualquer jeito, percebi que o carro de meu pai não estava na garagem confirmando que ele e Itachi estariam trabalhando, então só teria a mamãe em casa. Mesmo que ela valasse por dez pessoas quando queria interrogar, eu faria a minha cara de cachorro abandonado dizendo que eu estava com sono e portanto precisava dormir.

Abri a porta com o maior cuidado e agradeci quando dei de cara com a sala vazia. Andei de forma mais leve possível pra não fazer barulho e quando já estava no pé da escada minha mãe aparece saindo da cozinha e dando de cara comigo.

— Uchiha Sasuke, isso são horas de chegar? – que ótima recepção – eu estava preocupada com você, mocinho... — bufei... fala sério mãe, mocinho? Mocinho é dose;

— Oi pra senhora também, mãe! — falei irritado;

— Oi Sasuke, pare de me enrolar e me diga onde estava? — a pessoa tem quase 26 anos na cara e tem que ouvir esse tipo de comentário, que merda;

— Por aí – dei de ombros, eu não ia deixar minha raiva transparecer;

— Sasuke isso é jeito de responder sua mãe? — me olhava furiosa – eu estava morrendo de preocupação;

— Mãe, já estou em casa, não estou? — ela assentiu — Então, não tem motivos pra senhora está assim – suspirei – eu tô cansado, preciso de um banho e depois cama;

— Mas meu filho...

— Por favor, mãe – a interrompi – depois a gente conversa;

— Tudo bem, vou deixar passar dessa vez – disse derrotada o que eu achei estranho, mas não iria mais prolongar aquilo;

— Obrigada – comecei a subir as escadas de novo;

— Você não está com fome? Fiz sopa de tomate pra você... — que golpe baixo dona Mikoto, mas eu sabia que isso era uma armadilha pra me arrancar alguma coisa... por mais que eu amasse, a sopa de tomate ficaria pra depois;

— Estou sem fome – ela resmungou e eu segui o meu caminho;

— A merda foi grande – ela sussurrou, mas eu ouvi... minha mãe falando a palavra merda?! Minha cara deve estar uma beleza.

Cheguei em meu quarto, quase dois anos que não pisava por aqui, ele está do mesmo jeito que eu deixei. Paredes brancas, cortinas azul-marinho, minha prateleira com miniaturas de carros, minha pequena estante de livros, meu guarda-roupa, minha escrivaninha todos os móveis na cor tabaco, meu mural de fotos, uma poltrona preta ao lado da estante e uma cama de casal no centro do quarto ladeada por dois criados-mudos.

Minhas malas se encontravam junto a cama, mas eu não tinha cabeça para desfazê-las depois eu pensaria nisso. Joguei meu paletó e gravata na poltrona, comecei a tirar os sapatos, depois as meias e comecei a desabotoar a camisa quando ouvi batidas na porta.

— Mãe, eu já disse que não quero conversar – gritei e joguei a camisa na poltrona;

— Não é a mamãe, sou eu – disse Itachi abrindo a porta e entrando no quarto, da próxima vez eu lembrarei de trancar;

— Estou cansado Itachi, não estou a fim e conversar – falei seco e eu ainda estava com raiva dele;

— Quem esperou até agora pode esperar mais uns minutos... — ele só podia tá de brincadeira com minha cara;

— Puta merda... fala logo o que você quer... — meu resto de paciência foi pelo ralo;

— Quero saber saber como foi sua conversa com Sakura? — ele tinha que conversar sobre o pior assunto de todos;

— Péssima – disse seco e sem detalhes;

— E você ficou esse tempo todo na rua? — merda, vou ter que dizer a verdade;

— Não, até uma hora atrás eu estava com ela – sentei na cama enquanto remexia nos cabelos tentando em vão apagar as memórias;

— Como assim Sasuke? Não estou entendendo nada – foi a vez dele sentar só que na poltrona a minha frente;

— A gente passou a noite juntos – falei em tom de derrota e olhando pras minhas mãos;

— Vocês... transaram? — é sério isso? Olhei com raiva;

— Sim, Itachi... Satisfeito? — disse em fúria o encarando;

— Foi tão ruim assim? Porque você está com mau humor dos diabos – disse e depois bufou;

— Não, seu imbecil... foi maravilhoso – não adiantava mentir pra aquele traste, ele me conhecia;

— E por que você está assim? — me encarava com cara de desentendido e a fúria só fez aumentar;

— Porque isso não podia ter acontecido – eu estava com raiva, mas falei de forma calma – foi errado;

— Errado? — suspirou – Sasuke, eu juro que estou tentando entender, mas tá difícil... Vocês não conversaram?

— Errado sim Itachi – suspirei pra falar de forma racional e controlada – A gente conversou depois que tudo aconteceu, quando caiu a ficha da burrada que eu fiz;

— Ainda não entendi – ah vá pra porra;

— ITACHI, VOCÊ É MUITO IDIOTA OU SE FAZ NÃO É POSSÍVEL – agora fodeu não tem paciência certa – SAKURA, ME ABANDONOU HÁ NOVE ANOS... E AÍ ELA SIMPLESMENTE RESOLVE APARECER E O IDIOTA AQUI VAI QUE NEM UM CACHORRINHO ATRÁS DELA... MEU ORGULHO FICA AONDE NISSO? — fechei minhas mãos em sinal de repreensão contra mim mesmo – isso não podia ter acontecido, não depois do que ela me fez... eu não deveria nem olhar na cara dela;

— Sasuke, eu sei que você tem raiva e sente mágoa de Sakura, mas depois de ontem eu pensei que vocês iriam se resolver – ele me olhava com cara de culpa, ele estava tão perdido quanto eu;

— Você se enganou... agora se me der licença eu preciso tomar banho – saí em direção ao meu banheiro;

— Espera – ele segurou em meu braço – o que foi que Sakura disse a você?

— Nada – disse seco

— Nada? Mas você me disse que conversou com ela...

— Eu esperei que ela acordasse, disse algumas coisas pra ela e fui embora – ele me encarava incrédulo;

— Quais coisas, Sasuke? — agora ele apertava meu braço;

— Itachi, me larga – ele soltou meu braço, mas a raiva no seu olhar aumentou – eu botei pra fora aquilo tudo que estava entalado em minha garganta — suspirei — eu disse a ela que estava puto com ela por tudo o que me fez há nove anos, que o que aconteceu na noite passada nunca mais iria acontecer, que não podia impedir que ela voltasse a Konoha, mas poderia impedi-la de voltar a participar da minha, que eu evitaria de encontrá-la e caso a gente se encontrasse em alguma reunião de amigos eu falaria com ela só por educação – falei forma grave e em tom ameaçador;

— Eu não posso acreditar que você fez isso – ele colocava a mão direita nas têmporas – e o que ela te disse?

— Nada – disse vitorioso – eu não deixei que ela falasse nada;

— Você é mesmo um imbecil, sabia? Você pagou a Sakura na mesma moeda – disse meu irmão e depois foi em direção a saída do meu quarto, mas eu o impedi;

— Na mesma moeda? Que eu saiba eu não sumi por nove anos;

— Realmente não e você também não perdeu a sua mãe – agora ele cerrava os punhos – mas você foi embora e não deixou nem que Sakura dissesse algo ou pudesse se desculpar... você foi embora impondo sua verdade, deixando-a sem opção, ou seja, pagou na mesma moeda;

— Era o mínimo que eu poderia fazer e o que ela merecia – disse sarcástico;

— Doeu quando ela fez isso com você não é? — assenti com a cabeça – uma dor que você não desejaria ao seu pior inimigo não é isso?

— Itachi, eu não sei aonde você está querendo chegar...

— Simples, você não faria o que fez com o seu pior inimigo, mas fez contra a mulher que você ama – aquilo foi como um soco na boca do estômago;

— Eu não amo a Sakura – disse com ódio;

— Não ama? — ele riu sarcasticamente só aumentando a minha raiva – se você não a amasse você não bateria nessa tecla de abandono de nove anos atrás, você teria superado e seria indiferente... se você não a amasse você não tentaria evitá-la porque você sabe que não pode controlar o que sente, se você não a amasse você não teria ido procurá-la no fim da festa para conversar... Será que você é tão cego assim? — cada palavra de Itachi foi como um golpe certeiro, eu não queria admitir, mas ele tinha razão, então era melhor mudar o rumo da conversa;

— Eu não acredito que você ainda defende a Sakura...

— Eu não estou defendendo ninguém. Eu sei que o que ela fez foi errado, mas eu sei que o você fez também foi e pelo pouco que eu aprendi na vida dois erros não somam um acerto, pelo contrário... — disse por fim e saiu do quarto me deixando sozinho com aquelas palavras.

Aquelas palavras tinham acabado comigo, mas eu não me arrependi de nada que eu disse pra ela. Aquilo estava entalado desde o dia o que ela resolveu ir embora daqui.

Voltei e deitei na minha antiga cama e fitei o teto, esqueci completamente o mundo a minha volta. O cansaço foi embora e o banho que eu tanto desejava pouco me importava agora. Senti meu peito apertar e eu lembrei dos olhos chorosos de Sakura me encarando hoje pela manhã, aquilo era um tormento, que eu tentava afastar, mas quando a gente tenta esquecer vira um motivo pra lembrar.

Por Sakura

— Entra porca – disse ao abrir a porta da casa de Naruto e Hinata pra Ino – Você foi rápida;

— Lógico testuda, não tô me aguentando de curiosidade – parou de falar e passou a me analisar – Você tá com a cara péssima – disse por fim;

— Tenho motivos – caminhei até o sofá e ela me seguiu – bebe alguma coisa?

— Não, obrigada – observou que eu segurava uma garrafa de Sakê e um copo – deixo você beber por nós duas;

— Tudo bem.

O silêncio começou a reinar no ambiente o que era estranho já que Ino não calava a boca, mas dessa vez ela estava apenas observando. Eu segui seu olhar que parou na minha mala, depois no resto do buquê, mais uma vez na garrafa de sakê em minhas mãos e agora ele me encarava.

— Tô esperando, testa – ela disse quebrando o silêncio;

— Esperando o que? — eu sabia o que ela esperava, mas eu não queria falar em voz alto tudo que aconteceu, talvez postergar aquilo fosse mais confortável;

— Sakura, não se faça de boba. Você me chamou aqui por algum motivo e pela sua cara e o copo de bebida na mão deu uma merda grande – realmente está fácil de notar;

— Sasuke e eu transamos – dei de ombros e tomei um gole da bebida.

Não tive coragem de encarar Ino, mas algo me diz que ela não estava surpresa porque eu não ouvi nenhum tipo de reação. Quando algo extraordinário acontecia ela pulava e dava gritinhos, mas dessa vez só houve silêncio.

— Eu já sabia – ela disse e eu a encarei... tava tão evidente assim?

— Como assim sabia? — perguntei;

— Até você me ligar eu tinha dúvida, mas depois que falei com você ao telefone e dei de cara com você nesse estado eu tive certeza;

— Ah – só consegui dizer isso;

— Foi tão ruim assim?

— Depende do que você quer saber – falei seca;

— Quero saber de tudo – me disse como se fosse óbvio;

— Bom – tomei mais um gole deixando meu copo vazio – o sexo foi maravilhoso, mas o depois foi uma merda – as palavras ditas por Sasuke começaram a ecoar e eu senti meu peito apertar;

— Como assim o depois? — era melhor contar logo tudo de uma vez;

— Vou te falar desde o começo – suspirei buscando coragem – Como você viu, Sasuke me encontrou descansado na cerejeira, conversamos um pouco e na hora de nos despedirmos meu salto prendeu na raiz da árvore me fazendo cair – eu sorri lembrando da cena, mas Ino me observava atenta – eu caí por cima de Sasuke e tudo aconteceu muito rápido, quando eu vi já estávamos nos beijando;

— Meu Deus Sakura – me interrompeu – continue por favor;

— Então, os beijos ficaram mais intensos e fomos para o bangalô que me arrumei com Hinata – Ino deu um sorriso malicioso pra mim – Quando eu dei por mim estávamos nus sobre a cama, você imagina o que estávamos fazendo – ela assentiu – Resumindo, transamos três vezes seguidas e pegamos no sono;

— Que porra é essa Sakura? Que fogo é esse? — ela perguntava e ria, mas eu fiquei séria porque o depois não teve um pingo de graça – Tá, entendi, agora me fala a parte ruim disso;

— Nessa parte não houve nada de ruim – enchi meu copo mais uma vez e tomei um gole do sakê – depois da intensa atividade pegamos no sono. Eu acordei, mas Sasuke ainda dormia e eu não queria acordá-lo, então fiquei apenas apreciando a visão – sorri sem humor – peguei no sono de novo, quando acordei mais uma vez Sasuke já não estava mais na cama, ele estava sentando no sofá que ficava em frente a cama – minha garganta se fechou em um nó e eu senti as lágrimas escorrerem;

— Sakura, não precisa falar disso se você não quiser – Ino pegou na minha mão e começou a acariciá-la;

— Não, eu vou te contar tudo até o fim – coloquei a garrafa de sakê na mesinha de centro e limpei as lágrimas de forma inútil – Quando avistei Sasuke já vestido e sentado no sofá eu o chamei. Ele me encarava com olhos frios e indiferentes, pediu então que eu me vestisse e fosse até a pequena sala do bangalô porque ele queria me falar algo, então ele saiu. Fiquei um tanto desorientada na hora, não entendi o porque dele está agindo daquela forma, já que na noite anterior, mesmo depois do nosso encontro surpresa ele não tinha sido tão seco;

— Realmente, essa parte foi uma merda – me interrompeu de novo;

— Não terminei ainda porca – a reprimi, ela nada disse e eu continuei – Quando eu o encontrei na pequena sala ele estava mais frio ainda. Basicamente ele me disse que o que houve entre nós não iria mais acontecer e eu ainda não tinha entendido – sorri sem emoção e tomei um gole demorado no sakê – ele disse pra mim que depois de ter ido embora de Konoha daquela forma eu não merecia nem que ele olhasse na minha e muito menos dormisse comigo – Ino me encarava incrédula – Que ele não não podia me impedir de voltar pra Konoha, mas que podia impedir que eu participasse de sua vida, que evitaria ao máximo me encontrar e caso a gente se esbarre em alguma saída com nossos amigos só me cumprimentaria por educação – senti o gosto salgado das lágrimas de encontro a minha boca;

— Caralho, Sakura – Ino me encarava incrédula – você disse alguma coisa a ele?

— Ele não me deixou falar nada, Ino – comecei a soluçar;

— Oh, Saky – me abraçou.

Depois de um abraço apertado e duradouro, Ino tirou o copo de sakê da minha mão e colocou a minha cabeça em seu colo e ficou mexendo em meus cabelos enquanto eu chorava. Ela nada me disse, só deixou que eu ficasse ali.

— Sakura, eu sei você não quer mais fala sobre isso, mas o Sasuke pegou pesado demais com você – Ino tomou as minhas dores, mas ela estava errada;

— Ino, você sabe que não é bem assim... Por mais que tudo que ele tenha me dito tenha me machucado, eu mereci – suspirei – eu abandonei Sasuke há nove anos;

— Eu sei, testuda. Não defendo o que você fez, mas ao menos ele podia ter deixado você falar alguma coisa;

— Porca, eu fui embora e não deixei que ele me dissesse nada;

— Sakura, você chamou Sasuke pra ir com você, você disse a ele que iria estudar em Tóquio – hesitou – A conversa que vocês tiveram não foi das melhores, mas ele estava ciente da sua decisão, claro que foi um choque descobrir no dia seguinte que você tinha ido embora;

— Então, porca – suspirei – ele tem todo o direito;

— Não, não é bem assim – ela dizia como se fosse óbvio – Eu entendo que ele esteja magoado, mas tudo o que aconteceu foi há tanto tempo. Você tinha perdido sua mãe, vocês tinham apenas 17 anos e ele sabia pra onde você iria;

— Mas Ino, eu simplesmente cortei contato com todos, exceto você;

— Eu sei, mas todo foram atrás de você Sakura, tentaram de alguma forma te procurar. Eu mesmo, esperei seu tempo e fui atrás de você em Tóquio, seu pai te procurou diversas vezes, seus amigos mandavam recados por mim e eu sempre trazia suas mensagens de volta – suspirou – ele nunca tomou iniciativa de nada;

— Eu sei Ino, mas...-

— Mas nada – me interrompeu – ele podia ter feito alguma coisa, mas escolheu não fazer. Eu sei que você errou, que a decisão de ir embora foi sua, mas Sasuke poderia ter ido atrás de você, mesmo que fosse alguns anos depois, mas não, ele preferiu seguir a vida dele remoendo o abandono;

— Ino, mas eu fui emb...

— Eu já sei Sakura, você foi embora, a culpa foi sua... Eu já sei disso tudo – me encarava séria – mas você reconheceu seu erro e agora está aqui. Eu sei que você entende o Sasuke, mas se você quer que ele te perdoe, você precisa se perdoar também – ela se aproximou e afagou meus cabelos – esse é o primeiro passo;

— Eu sei, só não sei como fazer isso – disse em sinal de derrota – e ele não quer nem olhar na minha cara;

— Tudo tem seu tempo, Sakura – puxou meu queixo pra que eu a encarasse – deixa o Sasuke esfriar a cabeça, assimilar que você voltou e aí sim vocês terão uma conversa decente;

— Você acha? — perguntei esperançosa;

— Sim, testuda – piscou e me mostrou a língua.

Eu queria realmente acreditar nas palavras de Ino, mas eu acho que isso é pura ilusão. Sasuke estava bem decidido das suas ações quando proferiu aquelas palavras, mas não tinha jeito a não ser esperar.

Eu e Ino conversamos mais algumas besteiras e ela aproveitou pra tirar algumas dúvidas com relação a gravidez. Respondi o que eu tinha certeza, porque eu passei longe de obstetrícia na faculdade. Ela ainda me pediu pra que eu a acompanhasse nas suas consultas enquanto eu estivesse aqui em Konoha e eu disse que iria sem problema nenhum. Tarde da noite a porca voltou pra casa me deixando sozinha da casa de Naruto e Hina.

Solidão era algo que eu já estava acostumada e mesmo adorando ter todas as pessoas daqui de volta a minha vida, gostei desse momento sozinha. Organizar meus pensamentos, lembrar das coisas que eu ainda tinha que fazer e poder chorar sem ter vergonha de alguém. Engraçado que, o que eu mais fiz foi chorar na frente das pessoas. Por mais que seja estranho, eu estou gostando dessa nova Sakura.

Notas finais
Então, o que acharam?! Comentem que a Jessi-chan ama ♥ Até sexta... Beijos ;**