Daydream

30 Capítulo 30


Notas iniciais
Oi, oi, gente. E é com o capítulo trinta que eu anuncio que este é nosso penúltimo capítulo da fic... Bjs da Lulu.


Os feriados haviam chegado. O curso preparatório havia acabado e tanto eu quanto meus irmãos havíamos tirado boas notas e entrado definitivamente na faculdade.

Tiffany e papai estavam oficialmente separados e por ganhar uma grande quantidade em dinheiro de papai minha ex-madrasta havia concordado em passar a guarda de Grace para papai.

Todos passariamos o Natal no Texas como uma grande e briguenta familia feliz, sem Tiffany que estava em Paris aproveitando o novos digitos em sua conta bancaria. Até mesmo os pais de Sebastian e Katy viriam da Inglaterra e passariam o feriado conosco, assim como Ailee.

Grace e Simon estavam e não estavam namorando já que agiam como um casal, mas não falavam que eram namorado e namorada. O que me irritava profundamente. Já havia pegado os dois aos amassos no sofá tantas vezes que considerava Simon como meu cunhado já.

Sebastian já estava com sua mudança praticamente pronta e ele havia conseguido um apartamento no mesmo andar que Ailee morava.

— Seus pais realmente não ligam? — Perguntei para Ailee enquanto todos esperavamos nosso voo na sala de embarque.

— Eles voltaram para a Coreio do Sul depois que me mudei para Nova York e falei que não iria visitar eles sempre que eles quisessem já que tenho uma vida agora. Mas talvez eu vá passar o ano novo com eles. Estou com saudades dos meus irmãos, mas não tanta a fim de passar o Natal no frio de Busan.

— E Simon, Grace? Vai tentar ir conhecer o sogro e a sogra postiça? — Perguntei maliciosa e minha meia-irmã revirou os olhos.

— Não começa, Queen. — Grace resmungou e eu sabia que ela estava revirando os olhos por trás de seus óculos de sol. — Já conversamos sobre isso.

Dei risada e vi Aaron vindo em nossa direção com nossos cafés. Haviamos saido bem cedo de casa e mal haviamos tido tempo de tomar café da manhã direito.

— Nosso voo vai atrasar mais? — Perguntei.

— Vamos sair daqui provavelmente as dez horas. — Ele olhou em seu relogio de pulso. — São oito e meia agora.

Suspirei afundando na cadeira e tirando meu celular do bolso e mandando uma mensagem para mamãe e papai falando que iriam nos atrasar. Papai já deveria estar chegando em Dallas, ele havia pegado um dos primeiros voos em Toronto ou então usado um dos jatinhos da empresa.

Olhei para Grace e ela também mexia no celular.

Meu telefone tocou e era Sebastian.

— Sua mãe acabou de me falar que você vai se atrasar. — Ele falou assim que eu atendi com o tom de voz preocupado. — Aconteceu alguma coisa, Ruiva?

— Nosso voo só atrasou. Não se preocupe. E seus pais? Já chegaram?

— Acabei de buscar Katy no aeroporto. Estamos aqui na sua casa com seus pais. Papai e mamãe devem chegar só pelas seis horas.

— Mande um oi para todos. Não se preocupem em nos buscar. Podemos pegar um táxi quando chegarmos em Dallas.

— Só me ligar e eu te busco, Ruiva. — Escutei Katy falando alguma coisa ao fundo e Sebastian suspirou. — Tenho que ir. Katy quer eu ajude ela com alguma coisa que eu não me importo, mas que se eu não ajudar ela vai me bater. Te amo, Megera. Até mais tarde.

— Também te amo, Idiota. Tchau. — Desliguei o telefone e Grace me encarava com nojo. — Me da um tempo, Sra. Bane.

Tomei um gole do meu expresso e coloquei meus fones e colocando para tocar minha playlist favorita de indie rock. Meus irmãos e Ailee conversavam enquanto eu tentava ler um pouco e ficamos nisso até que nosso voo chegou.

Li e dormi durante quase toda a viagem. Grace estava na poltrona ao lado da minha e Ailee e Aaron nas duas em frente as nossas. Ailee dormia com a cabeça apoiada no ombro do meu irmão que havia pedido uma manta para a aeromoça e cobriu a coreana com ela fazendo a aeromoça dar um sorriso de "Ownt, como esse casal é fofo!" antes de voltar a atender os outros passageiros.

Quando desembarcamos eu precisava urgentemente de cafeina e da minha cama e eu as garotas mandamos Aaron buscar nossas malas enquanto eu procurava por Sebastian que já devia estar nos esperando.

— Você é o melhor namorado do mundo. — Falei lhe dando um abraço e pegando o copo enorme de café que ele tinha em mãos. — Mamãe e papai não vieram?

— Eles, meus pais e Katy estavam jogando baralho. — Sebastian respondeu franzindo a testa como se a cena fosse muito estranha para se assimilar. O que realmente era. — Nunca vi meus pais falando tantos palavrões...

Dei risada e fomos todos para o carro de Sebastian.

...

Coloquei minha mala sobre a minha antiga cama.

Parecia estranho estar no quarto que passei tanto tempo chamando de meu. Havia me acostumado com a vista de Nova York que eu tinha e com o apartamento.

O guarda-roupa estava vazio e as paredes pareciam estranhas sem os meus livros e as paredes um tanto nuas sem meus posteres. Era muito nostalgico e estranho ao mesmo tempo. Mas também era um sentimento bom.

Com certeza eu não era a mesma Karma McQueen de antes. Sendo "antes" definido um antes de Sebastian Lewis e um antes de me mudar para outro estado.

Fisicamente a unica coisa que havia mudado em mim era meu cabelo, que estava muito maior, e eu não estava mais tão magra, graças a Grace me fazer ir diariamente a academia com ela, mas me sentia diferente de algum modo. Talvez mais madura.

Sabia que eu ainda mudaria muito mais agora que realmente iria ser uma universitaria e isso me assustava muito menos do que esperava.

Talvez pelo fato de que teria Sebastian, Grace, Aaron e até mesmo Ailee e Simon comigo. Havia feito amizades e formado novos vinculos com meus irmão nesse periodo de tempo. Isso me fez sorrir internamente.

Nunca pensei que poderia conviver de novo com meu irmão gêmeo e ainda gostar disso.

Mas apesar do quanto eu mudasse eu ainda seria de algum modo a mesma Karma McQueen. Uma garota do Texas que prefere livros a contato social com as pessoas, com uma mente suja, mas ainda timida. Pequena apesar da idade e com um cabelo ruivo que irritava as vezes.

Uma Karma McQueen que escrevia diarios sobre um garoto perfeito que ela pensava ser seu tipo ideal, mas essa Karma não podia estar mais errada. Seu tipo na verdade eram britânicos um tanto bad boys e desenhistas que a chamam de Megera e a fazem sorrir com suas piadas sujas e idiotas.

Claro que sabia que haviam grandes chances de Sebastian e eu não acabarmos juntos para sempre com filhos e uma casa cheia de livros, pinturas e quem sabe um gato. Mas não custava se deixar sonhar um pouco.

Enquanto desfazia minha mala podia escutar minha mãe praticamente interrogando Ailee, meu pai falando com Katy sobre seu estagio, Aaron conversando com os pais de Sebastian sobre econimia e Grace no fim do corredor com Simon ao telefone. Também escutei quando Charlie tocou a campainha e perguntou aos gritos para Sebastian onde eu estava.

As coisas haviam mudado realmente. Mas quem disse que mudança sempre é ruim?

Notas finais
Comentarios? Recomendações? Último capítulo já esta pronto... Bjs da Lulu.