Daydream
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Mamãe não estava em casa como sempre. Por conta do seu trabalho eu a via apenas de manhã e a noite nos fins de semana. Ela era médica.
Tomei um banho e depois te pegar um lanche na cozinha fui ver TV e começar um resumo para a aula de História.
– Isso já está ficando estranho. – Disse uma voz vinda da minha janela e quase tive um ataque do coração.
Olhei para a janela e vi Sebastian apoiado em sua própria janela. As casas eram bem justas e o espaço entre nossas janelas era bem pequeno. É claro que ele havia ficado com o quarto que tinha a janela grudada na minha...
– Realmente. – Respondi sorrindo debochada e apertando mais o laço do meu roupão. – Você não deveria estar arrumando suas coisas? Se mudar costuma ser cansativo.
Ele olhou para o próprio quarto e deu de ombros. Eu podia ver que havia várias caixas espalhadas pelo cômodo.
– Eu tenho tempo de sobra e estou dando uma descansada. E você? O que está fazendo?
Apontei para meu notebook, livro de História e papeis espalhados pela minha cama.
– Dever de casa. – A campanhia tocou e soube que Charlie havia chegado. – Eu vou indo.
Fui até a janela e a fechei assim como as cortinas e desci para atender a porta.
...
Eu ofegava por conta da corrida e bebia água enquanto Charlie nem estava suada direito. Eu odiava que ela fosse da equipe de corrida e que me fizesse correr todos os dias com ela.
– Vou tomar um banho. – Resmunguei tirando meus tênis e indo em direção as escadas. – A blusa que falei que ia te emprestar está no meu armário. Pode pegar.
Charlie deu um gritinho animado subindo as escadas antes de mim e dei risada balançando a cabeça em descrença. Entrei no quarto e ela mexia no meu guarda-roupa e depois de pegar minha roupa fui para o banheiro que ficava no quarto e tomei um banho demorado.
– Queen?! – Gritou Charlie quando eu já desligava o chuveiro e começava a me secar.
– O que? – Perguntei distraidamente colocando minha roupa.
– Posso pegar seus saltos também? Eles são lindos de morrer e tenho que estar de morrer na festa dos times. Dylan vai estar lá com o pessoal da natação. Você podia ir comigo...
– Pode pegar, mas eu não vou. – Resmunguei saindo do banheiro enquanto penteava meu cabelo. – Spencer com certeza vai estar lá e sua puta da equipe de vôlei também. Nem bêbada eu suportaria isso.
Charlie revirou os olhos deitando na minha cama e começando a mandar mensagens em seu celular. Sentei-me ao seu lado mexendo em meu notebook. Charlie havia aberto minha janela, mas não havia sinal de Sebastian já que sua janela estava fechada e com as persianas também fechadas.
Assustei-me, assim como Charlote, quando escutamos um barulho ato vindo do quarto de Sebastian.
– Merda! — Eu e Charlie nos entreolhamos e dei de ombros. A janela foi aberta e Sebastian apareceu sem camisa e suado com um sorriso de envergonhado. – Uma das duas teria fita adesiva?
...
– E como andam as coisas com o vizinho? – Perguntou Charlie sorrindo maliciosa.
Já fazia duas semanas que Sebastian havia se mudado e agora eu vivia com minha janela fechada.
– Ele só pergunta do dever de casa às vezes. Não me olhe com essa cara.
Peguei minhas coisas para as aulas de depois do intervalo no armário e andei em direção à sala com Charlie ao meu lado chupando um pirulito. Bem quando ia entrar na sala uma mão forte e grande me puxou pelo braço.
– Nós precisamos conversar. – Spencer disso sério e revirei os olhos. Charlie me olhou como se perguntasse se deveria ficar, mas neguei com a cabeça e ela entrou na sala.
– Nós não existimos mais. Somos apenas eu no meu canto e você no seu. E eu e você não precisamos conversar. – Tentei me soltar, mas Spencer aumentou o aperto no meu braço e me puxando para longe da sala. – Pode, por favor, me soltar? Está doendo.
– Eu não consigo ficar longe de você, Karmy. – Choramingou Spencer dando um passo em minha direção e dei dois para trás, mas acabei na parede. O jogador de futebol passou a mão livre pelo cabelo castanho perfeitamente arrumado e a colocou em minha cintura. – Volta comigo. Por favor.
Ele tentou me beijar, mas virei o rosto e então ele me obrigou a ficar parada e me beijou a força enquanto tentava o afastar de mim. Não havia mais ninguém no corredor e quem passava achava que era uma briga boba de casal. Todos da escola já haviam nos visto juntos. Mas então alguém apareceu e tirou Spencer de perto de mim.
– Cara, forçar as coisas não é legal. – Sebastian disse sorrindo de lado, forçado. – Você está bem?
Concordei com a cabeça.
– Eu e minha namorada estamos conversando. – Rosnou Spencer. – Quem é você?
– Apenas o vizinho dela que não ficar parado vendo você estuprar uma pobre ruiva. E achei que fosse ex-namorada.
– Tente o fazer entender isso. – Resmunguei.
– Você conhece esse idiota?
Dei de ombros.
– Eu emprestei fita adesiva pra ele. – Respondi. – Você pode me deixar em paz agora? Eu tenho que ir pra aula e você também.
Spencer se aproximou de novo tentando me colocar na parede de novo, mas Sebastian se colocou entre nós.
– Ela já disse que não quer conversar, amigo. – Exclamou ele e Spencer o olhou com raiva.
– Saia da minha frente, idiota. – Rosnou Spencer o empurrando com força e então Sebastian perdeu o sorriso.
– Oh! Você não deveria ter feito isso.
Os próximos cinco minutos foram regados a muitos socos, gritos (vindos de mim), xingamentos (vindo de mim e dos garotos) e Spencer e Sebastian se engalfinhando no chão. E então os alunos e os professores começaram a sair da sala para ver o que estava acontecendo.
– Parem os dois com isso! – Gritei tentando puxar Spencer de cima de Sebastian e levei um soco e uma cotovelada no rosto e cai no chão com a força do golpe.
– Meu Deus! Você está bem, Karmy?! – Gritou Spencer ficando do meu lado.
– Tire as mãos de cima de mim seu bastardo de merda! – Gritei sentindo o gosto de sangue na minha boca. E então o diretor apareceu gritando:
– O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?! Os três para minha sala! Agora!
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