Daydream
15 Capítulo 15 (POV Sebastian)
Notas iniciais
Acordei com alguém se mexendo ao meu lado na cama e quando abri os olhos vi Karma dormindo como um anjo do meu lado. E para minha surpresa momentânea nua e abraçada em mim.
Seu cabelo ruivo havia voltado a ficar cacheado e caia em seu rosto. Estiquei a mão e coloquei seu cabelo atrás de sua orelha fazendo um carinho em sua bochecha depois. Em seu sono tranquilo Karma sorria e às vezes se aconchegava mais em mim.
Depois de algum tempo ela franziu a testa e abriu os olhos que estavam azuis. Nossos olhos se encontraram e ela pareceu confusa, mas estão bocejou e sorriu sonolenta.
– Bom dia. — Murmurou e sorri de volta.
– Bom dia. — Acariciei suas costas com os nós dos dedos. — Afim de café da manhã?
Nos levantamos e começamos a procurar por roupas e depois de colocar sua lingerie, um belo conjunto de renda azul marinho com o sutiã sendo sem alças, Karma percebeu que eu havia estourado o zíper de seu vestido.
– Aqui. — Disse sorrindo de lado e lhe entregando uma camiseta preta de manga comprida que ela colocou e foi praticamente engolida pela mesma por ser pequena. — Deixe eu te ajudar.
A puxei para perto e dobrei as mangas até que suas mãos aparecessem. Descemos para a cozinha e preparei ovos com queijo com a ajuda de Karma.
– Charlie vai ter um ataque quando descobrir o que fizemos. — Queen disse rindo e sorri. Para a minha surpresa ela estava calma e não me xingando e tacando a mobília em mim.
– Eu ainda não acredito no que fizemos. — Comentei rindo.
– Nem eu. — Concordou Karma. Ela fez a expressão que sempre fazia quando tinha uma ideia. — Que tal não contamos?
Franzi a testa.
– Como assim?
– Simplesmente deixamos acontecer e dependendo do rumo das coisas contamos para todos.
Sorri me aproximando mais dela a pegando pela cintura e a colocando sentada na pia.
– Tudo bem, mas se algum cara olhar pra você eu arrebento a cara dele.
Karma deu risada e beijou e mordeu meu pescoço. Suas unhas longas pintadas de cinza bem escuro passaram por minha barriga e costas que já estavam com marcas e machucados que suas unhas haviam feito na noite anterior.
– Melhor eu ir. — Disse suspirando. — Minha mãe vai acordar daqui a pouco e ter um ataque se não me vir na cama.
Fomos até meu quarto e observei Karma juntar suas coisas e então pular a janela para entrar em seu quarto.
...
– Vocês saíram cedo da festa ontem. O que fizeram? — Charlie perguntou e eu e Karma nos entreolhamos.
– Vimos um filme na casa do Sebastian. — Karma disse dando de ombros.
Estávamos no shopping almoçando e Dylan e Charlie mal conseguiam manter suas mãos longe um do outro. E graças a isso nenhum dos dois via minha mão na coxa de Karma e a sua no meu joelho.
– Então não para o Jason? — Charlote perguntou e Karma concordou.
– Garotos só na faculdade, lembra?
Quando Charlie se virou para falar alguma coisa para Dylan a ruiva piscou pra mim e sorri.
Passamos a tarde toda nos beijando as escondidas e andando de mãos dadas quando ninguém estava vendo. Quando estávamos em frente as nossas casas e nos beijando dentro do meu carro o celular de Karma tocou e vi no visor que era a Grace.
– Oi, G. — Karma disse ao atender. — Eu sem folego? Imaginação sua. O que? Você e papai acharam? A algumas ruas do campus? Uau. Okay, eu vejo as fotos mais tarde e te falo de qual gostei mais. Beijos, também te amo. Fala pro papai que mandei um abraço.
Karma desligou o telefone e olhou para mim.
– Grace disse que ela e meu pai acharam alguns apartamentos perto do campus da universidade e ela me mandou fotos para ver de qual eu mais gostei. Papai vai entrar com a entrada de compra daqui duas semanas.
– Ainda temos um mês e meio para aproveitar, não é? — Ela concordou e sorri. — Então não se preocupe. Quer ajuda para ver as fotos?
– Eu adoraria.
...
Karma e eu nos beijávamos no sofá da sala da casa dela até que a campainha tocou. Caímos do sofá com o susto e por sorte Queen estava por cima de mim e amorteci sua queda.
– Ai. — Murmurei acariciando minha nuca.
– Shhh. Deve ser a Charlie. Esqueci que ia correr com ela hoje. — Karma olhou para os lados como se pensasse em algo. — Okay. Você corre pro quarto e pula a janela. Vai!
Peguei meus sapatos, minha camiseta e minha jaqueta e corri para o segundo andar e entrei no quarto de Karma bem quando escutei Charlie reclamando da demorada de Karma para abri a porta.
– Merda. — Resmunguei vendo que minha janela estava trancada e escutei as vozes de Karma e Charlie no corredor. — Merda.
Corri para o banheiro de Karma e fechei a porta.
– Não acredito que ainda não esteja pronta. — Reclamou Charlie. — Ué. Sebastian não está na casa dele?
– Hm? — Escutei o barulho do guarda-roupa de Karma sendo aberto. — Ele deve estar com alguma líder de torcida peituda e sem Q.I. ou foi comprar mais material para desenhar.
– Então... você vai sair de novo com o Jason?
– Não. — Respondeu Queen na mesma hora. — Simplesmente não rolou e eu só o vejo como um amigo de infância mesmo.
– Entendi. — Charlie disse não parecendo convencida. — E o apartamento? Já decidiu qual vai ser?
– Mais ou menos. Eu e Grace entramos no Skype e tentamos decidir, mas ficamos entre três. G quer que eu vá para Nova York no fim de semana para poder ver os apartamento com ela. — Karma suspirou. — Mas não sei se vai dar. Tenho várias coisas para fazer. Papai disse que paga a passagem de avião se eu for.
– Você deveria ir. É uma decisão importante, Karma. — Escutei o barulho de Charlie se jogando na cama de Karma. — Quem sabe você não tenha outro vizinho gostoso...
– Não crie muitas expectativas. Estou indo para Nova York para fazer faculdade e não viver amores de conto de fadas que nunca dão certo. — Respondeu Karma e sua voz foi chegando cada vez mais perto do banheiro. — Eu só vou colocar outra roupa e ai podemos ir correr.
A porta do banheiro se abriu e Karma arregalou os olhos ao me ver e fechou a porta atrás de si o mais rápido possível.
– O que você está fazendo aqui? — Sussurrou.
– A janela do meu quarto "tá" trancada. Não da pra pular. Vou ter que sair pela porta mesmo.
– Merda. — Disse Karma um pouco alto e Charlie perguntou se estava tudo bem. — Não foi nada. Só bati o pé. Já vou sair.
Karma tirou o suéter e a regata branca que usava por baixo e o short jeans.
– Você está me provocando, Ruiva.
– Calado. E pare de encarar, idiota. — Ela resmungou e se virou de costas para mim e perdi o folego quando a garota tirou seu sutiã e colocou o top de corrida. Ela se virou pra mim de novo e sorriu de lado. — Você está corado. Que fofo.
Revirei os olhos e Karma deu risada colocando o short de corrida. Ela se virou para o espelho do banheiro que era bem grande e prendeu seu cabelo em um rabo de cavalo.
– Eu vou deixar a porta dos fundos aberta. — Karma ficou na ponta dos pés e me deu um beijo. — Te vejo depois, Lewis.
Abriu a porta o mínimo possível e saiu do banheiro.
– Vamos, Charlie? Tenho que coisas para começar a empacotar.
Fiquei por vinte minutos no banheiro encarando os produtos de beleza que haviam em cima da pia de Karma até que as duas garotas fossem embora e eu pudesse ir para casa. E assim que cheguei em casa liguei e o computador e abri o Skype ligando para minha irmã.
– Oi, Selly. Algum problema? Mamãe e papai só vão embora daqui duas semanas, eles acabaram de sair do meu apartamento.
– Não foi nada, só tenho que te contar uma coisa.
Ela sorriu prendendo seu cabelo enorme com uma caneta.
– O que foi?
– Se lembra da Karma?
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