Daydream
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Me arrumava para a festa (Jason havia concordado em ir na festa em vez de ir ao cinema) quando Sebastian apareceu na porta do meu quarto.
– Aprendendo a usar portas, Selly? — Provoquei.
– Belo roupão. Jason vai adorar com certeza.
Revirei os olhos. Estava com o cabelo e maquiagem prontas, mas não conseguia decidir qual roupa usar.
– Qual vestido você acha melhor? O preto ou o amarelo?
– Preto. — Sebastian respondeu sem pensar. — Você fica bem de preto. Faz seu cabelo fica mais vivo.
Peguei o vestido que era até bem simples, um tomara que caia com saia em pregas e de renda, e fui para o banheiro me trocar. Depois de pronta sai do banheiro e mostrei o resultado para Sebastian.
– Eai? Como estou?
O garoto sorriu de lado.
– Linda. Como sempre. Mesmo que eu prefira seu cabelo natural e não liso. Jason é um cara de sorte.
A campainha tocou e mamãe gritou que Jason havia chegado.
– Já vou indo. Obrigada pela ajuda, Selly. Te vejo daqui a pouco.
Dei um beijo na bochecha de Sebastian e corri para o andar de baixo.
Estavam Jason e mamãe na porta. O garoto estava muito bonito. Usava uma camisa xadrez vermelha e preta de flanena aberta com uma camiseta preta dos Beatles por baixo, calça jeans lavada e all stars. Ele havia tirado seu costumeiro boné e seu cabelo loiro estava penteado para trás mostrando seus olhos que eram muito bonitos.
– Você está incrivel, Queen.
Sorri um tanto tímida agradecendo. Me despedi de mamãe e Jason me levou até sua caminhonete.
Em vinte minutos estavamos estacionados em frente a casa de um dos caras da equipe de atletismo. Jason abriu a porta do carro pra mim e me estendeu o braço com um grande sorriso e eu o aceitei por conta de meus saltos.
Assim que entramos na enorme casa, que ficava na parque rica da cidade, muitos olharem foram atraidos para nós e logo Charlie apareceu com Dylan. Ela usava um vestido vermelho muito bonito e curto e Dylan não conseguia desviar o olhar dela.
– Jas, este é Dylan. O namoro de Charlie. — Apresentei os dois garotos que apertaram as mãos. — Dylan, este é Jason.
– O Sebastian não vem Queen? — Dylan perguntou e dei de ombros tomando um gole da bebida que Charlie havia me entregado.
– Ele disse vem. Se ele não aparecer em meia hora eu ligo.
Charlie deu risada.
– Você está aqui então ele com certeza vem. — Ela exclamou e pude ver o olhar curioso de Jason.
– Sebastian? — Ele perguntou curioso.
– Meu amigo e meu vizinho. — Expliquei.
Não demorou muito para que as pessoas reconhecessem Jason e viessem o cumprimentar e o bajular. Quase fui soterrada por várias garotas perguntando se estavamos namorando e como eu tinha o "fisgado".
Em um canto afastado eu podia ver Mônica com suas amigas e um belo curativo em seu nariz quebrado. Acenei e sorri para a garota que me mostrou o dedo do meio.
– Você não deveria provocar as pessoas assim, Ruiva. — Jason disse e franzi a testa. A única pessoa que me chamava por esse apelido era Sebastian e ele ainda não havia aparecido.
– Eu já volto. Tenho que fazer uma ligação.
Antes que Jason pudesse responder eu já estava saindo de seu lado para ligar para Sebastian. Peguei meu telefone escondido em meio a minha roupa quando cheguei a área onde ficava a piscina que estava vazia por conta do clima mais frio que estava fazendo. Escutei o toque do celular de Sebastian não muito longe e fui seguindo o som até o encontrar deitado em uma espreguiçadeira.
– O que está fazendo aqui fora? — Perguntei e ele se assuntou ao me ver.
– Eu que te pergunto. Não está em um encontro? E aqui fora está um gelo.
– Eu vim aqui pra te ligar e mandar você se apressar, idiota. Faz quanto tempo que chegou?
Ele deu de ombros se levantando e me entregando sua jaqueta de couro que coloquei sem reclamar mesmo que ela fosse bem grande pra mim.
– A alguns minutos. Eu vi você e Jason sendo o casal estrela e não quis atrapalhar.
Revirei os olhos e lhe dei um soco no braço.
– Vamos, idiota.
O puxei para dentro e logo encontrei Jason que não conversava com ninguem menos que Spencer sobre futebol americano.
– Ah. Oi, Karmy. — Ele disse ao me ver.
– Oi, Spencer. E já disse que odeio esse apelido.
– Você deve ser o Sebastian. — Jason disse sorrindo e ignorando todo o clima tenso. — Karma me falou de você. Espero não sentir ciúmes de você com ela.
– E você deve ser Jason. Não se preocupe. — Sebastian se aproximou como se o que fosse falar fosse um grande segredo. — Ela é uma megera. Vive me batendo e me xingando.
Spencer deu risada.
– Karma pode ser pequena, mas da socos como ninguem.
Os três riram, mas continuei séria. Era tudo muito estranho para mim.
– Eu vou buscar uma bebida. Já volto.
– Eu posso pegar se você quiser, Queen. — Se ofereceu Jason, mas disse que não precisava e saiu andando o mais rapido possivel de perto dos três.
Não queria procurar por Charlie por que sabia que ela devia estar se agarrando com Dylan e não havia mais ninguem com quem eu conversasse.
Fui até a mesa de bebidas e fiquei por lá bebendo um pouco e observando as pessoas. Havia um casal brigando. Os dois gesticulavam muito e eu não conseguia entender o que eles falavam por estar longe e a música estar bem alta e em um momento a garota tentou ir embora já a beira das lágrimas, mas o garoto e segurou pelo braço e puxou a abraçando e depois lhe dando um beijo avassalador que foi evoluindo até que eles corressem para o andar de cima dando risada e trocando beijos. Sorri involuntariamente para a cena.
– O amor é lindo. Não?
Olhei para Sebastian encostado na parede ao meu lado com um copo na mão a outra mão dentro do bolso da calça jeans escura. Seu cabelo caia em seus olhos e ele o afastou dos mesmos e voltou a colocar a mão no bolso.
– Nos livros e quando não é com você? Sim. — Respondi terminando minha bebida em um só gole e pegando mais.
– Jason está te procurando. — Comentou e dei de ombros. — Ele fez alguma coisa errada?
Neguei com a cabeça curvando meus ombros e suspirando.
– Ele é incrivel e perfeito, mas não sinto nada.
– Entendi. — Ele sorriu de lado. — Você viu o nariz daquela líder de torcida que você socou?
Dei risada.
– Eu vi. Não imaginei que o barrulho que fez na hora fosse dele quebrando.
Começamos a rir sem parar e talvez fosse por conta da quantidade já alta de alcool em meu sangue, mas o sorriso de Sebastian nunca pareceu tão charmoso e eu não conseguia parar de rir.
– Também quero saber qual é a piada. — Jason disse aparecendo. — Você sumiu.
Forçei um sorriso.
– Eu acabei parando pra conversar com uma colega e perdi a noção do tempo. — Menti e Sebastian tossiu algo que soou como "Megera, mentirosa" e lhe dei um chute na canela. — E você estava bem com todas aquelas pessoas.
– Eu só queria avisar que vou ter que ir embora e perguntar se você vai querer ficar.
Me indireitei.
– Aconteceu alguma coisa? — Perguntei preocupada com Carrie e Leo.
– Minha irmã está ganhando o bebê e todos da família estão indo para o hospital. Eu queria poder ficar mais com você, mas tenho que estar lá com minha família.
Sorri.
– Entendo. Não se preocupe eu pego carona com o Sebastian. Charlie me mataria se eu fosse embora tão cedo.
Jason me deu um beijo na bochecha e um abraço e foi embora correndo.
– Até a desculpa dele é honrada. Incrivel. — Resmungou Sebastian revirando os olhos e dei risada.
Continuamos conversando e bebendo por um tempo até que Mônica, Alicia e a outra que eu nunca me lembrava o nome. Mônica era bem bonita tirando o fato de seu nariz. Alta, bronzeada e cheia de curvas e usava um vestido laranja que parecia faltar um grande pedaço e apertado. Seu cabelo preto era muito longo e seus olhos castanhos.
– McQueen. — Ela disse com desprezo.
– Valer. — Respondi no mesmo tom.
Ela trocou a expressão de nojo por um sorriso sedutor.
– Oi, Sebastian.
O garoto levantou o olhar de seu copo e olhou confuso para ela e quase dei risada.
– Desculpa. Nos conhecemos? — Ele perguntou e a garota perdeu o sorriso.
– Hum. Nós ficamos a algum tempo atrás. — Ela explicou e Sebastian continuou com a cara de antes.
– Ainda não me lembro. Você tem certeza que era eu? Por que eu te vi esses dias ficando com um garoto e você pode estar confundindo as coisas.
Mônica o olhou chocada e com raiva e então deu um tapa na cara do meu amigo e saiu rebolando com suas amigas.
Cai na risada enquanto Sebastian acariciava o rosto que começava a ficar vermelho.
– Você realmente não se lembra dela? — Perguntei, curiosa.
– Claro que eu lembro. Você viu o tamanho daquela bunda? — Ele sorriu de lado. — Mas ela não precisa saber disso depois de ontem.
– Aqui. — Peguei um cubo de gelo que havia nas bebidas e presionei em sua bochecha.. — Deixa eu te ajudar.
Sorri.
– Isso aqui está um tédio. — Resmunguei depois que a bochecha de Sebastian parecia melhor. — Afim de ir embora?
– Com certeza.
Pedi para uma das garotas da equipe de atletismo avisar para Charlie que eu havia ido embora com Sebastian se a visse e depois saimos de lá o mais rapido possivel.
– Meus pais estão em Londres, como sempre, afim de entrar? — Sebastian perguntou e concordei.
Fomos o caminho inteiro cantando as músicas que tocavam no rádio e rindo. Sebastian parou o carro em sua garagem e assim que sai do carro tirei os saltos e me senti livre.
– Posso te perguntar uma coisa? — Perguntei enquanto Sebastian abria a porta e ele concordou. — Como você sabe que eu tenho uma marca de nascença nas costas?
Sebastian terminou de abrir a porta e sorriu de lado.
– Então foi por isso que se escondeu em baixo da minha cama? Para ver o meu desenho? — Seu sorriso aumentou e se tornou malicioso. — Digamos que você esquece de fechar as cortinas quando vai trocar de roupa e fica andando de sutiã pelo quarto.
– Seu pervertido! — Gritei e levantei a mão para lhe dar um tapa, mas ele segurou minha mão. Nossos olhos se encontraram e por algum motivo perdi o ar.
– Eu vou para Nova York daqui um mês e meio. — Soltei e Sebastian me soltou.
– O que? Como assim?
– Eu fui aceita na faculdade e eles querem que eu termine o semestre lá. Grace está lá com nosso pai procurando um apartamento.
Sebastian se aproximou e colocou as mãos em minha cintura.
– Então eu vou ter que fazer isso logo.
Ele foi se abaixando e seus lábios escostaram nos meus. Sebastian me levantou do chão e engaschei minhas pernas em sua cintura e colocando minha mão em sua nuca para aprofundar o beijo. Seus lábios eram macios e experientes, assim como sua lingua que batalhava deciciosamente com a minha por espaço. Minhas unhas longas arranhavam sua nuca enquanto Sebastian ia parar o andar de cima. Quando percebi a blusa dele e sua jaqueta, que eu usava antes, estavam no chão de seu quarto e sua mão ia para o ziper do meu vestido.
– O que estamos fazendo? — Perguntei parando de beijar Sebastian.
Ele sorriu.
– Você exatamente o que estamos fazendo, Ruiva.
Mandei minha conciencia dar uma volta e voltei a beijar Sebastian que tirou meu vestido com um puxada.
– Esqueça o que eu disse antes na loja. Não tem como não reparar nisso.
Corei com o olhar que recebia de Sebastian e ele beijou meu pescoço e bustu enquanto eu o levava em direção a cama e tirava seu cinto.
Posso dizer que naquela noite não brigamos ou falamos alguma coisa, mas com certeza não dormimos tão cedo.
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