Após mais um exaustivo dia de trabalho, Jane só queria se desligar de tudo aquilo por algum tempo. Tomou um banho quente e colocou uma roupa confortável e preparava-se para deitar. De repente, ouve alguém bater a porta.

— 'Hey'. — Ele cumprimenta com um sorriso suave nos lábios.

— Weller?

— Posso entrar?

— Sim.

Jane deu espaço a ele, que entrou e ela estava pensando 'o que ele fazia ali, aquela hora?'

— Está com fome? — Ele perguntou sorridente.

— Um pouco.

— Então tenho certeza que você vai adorar. — Weller garantiu.

Jane franziu o senho e foi até a cozinha pegar alguns pratos e talheres, levou-os até Weller, que já estava acomodado no sofá.

— Jane?

— Sim?

— Você vai cometer uma heresia, tacos é para comer com a mão.

Ela revirou os olhos, e sorriu de lado.

— Ok! — Ela levantou as mãos em defesa.

Eles se acomodaram na mesinha de centro mesmo. Weller não conseguia tirar os olhos dela, achava tão linda quando ficava sem jeito.

Antes de Jane dar a primeira mordida, ele a interrompe.

— Você precisa experimentar esse molho.

Ele colocou uma porção, do mesmo, bem generosa. Quando ela mordeu, começou a tossir, molho apimentado, muito, muito forte. Ele riu.

— O que achou? — Perguntou fazendo uma carinha de sério.

— Quente! — Foi a primeira palavra que lhe saiu, apesar de que não era bem essa a expressão certa.

— Não é maravilhoso? — Ele perguntou com um sorriso bobo para ela e seu olhar fixo naqueles lindos olhos verdes.

Ela fez uma pausa, enquanto se deliciava.

— Sim, é perfeito.

Realmente ela tinha gostado, e também da companhia. Comeram sem dizer nada enquanto não conseguiam desviar seu olhar um do outro.

A fez esquecer um pouco sua vida complicada, seu passado duelando com seu presente.

Eles comeram e tomaram algumas cervejas, riram e falaram algumas coisas sem importância. O tempo passou voando.

Weller olha para o relógio, só assim se dando conta que tinha esquecido de tudo.

— Tenho que ir.

— Já?

Ele assenti, levantando-se.

Como ela queria pedir para ele ficar, passar a noite com ela … mas, enfim, não seria possível.

Jane o acompanhou até a porta, e antes de sair, ele se aproximou, colocou uma mão em sua cintura, e a puxou para si. Jane estremeceu. Weller lhe deu um beijo na testa, mas com vontade mesmo de lhe beijar os lábios.

— Boa noite. — Ele deu alguns passos para a porta.

— Te vejo amanhã. — Ela se despediu.

Ele foi e ela fechou a porta. Jane estava tão quente e com certeza de que aquela seria mais uma noite que não conseguiria dormir bem, com pensamentos maliciosos naquele homem maravilhoso e que sabia lhe despertar as mais diversas sensações e sentimentos.

Notas finais
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