Dauntless
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Inicio:
Acordei de manha cedo, como qualquer outro dia, mas esse nao era apenas outro normal. Seria o inicio do que iria mudar minha vida para sempre.
Levantei de minha cama, encostando meus pes no chao frio e jogando as cobertas para o lado. Cocei meus olhos sonolentos, fiquei em pe, ainda meio tonta, por ter acabado de acordar, e fui andando em direcao ao banheiro.
Olhei o relogio branco e pequeno, qual ficava pendurado no largo espelho, ao lado de minha escova e pasta de dente, marcava 6:00. Estava atrasada, precisava estar pronta em meia hora. Praticamente correndo lavei meu rosto, escovei os dentes e passei uma leva maquiagem, apenas para tentar esconder a cara de sono, e escovei meu cabelo, qual era longo, castanho claro na raiz e loiro nas pontas.
Abri meu armario branco, puxando a macaneta bege com forca, qual quase soltou, e peguei as primeiras pecas de roupa que encontrei. Vesti a calca amarela clara e a blusa branca, com detalhes dourados, e coloquei uma sapatilha branca. Fui ate o banheiro, novamente, apenas para dar uma ultima checada em minha aparencia no espelho. Vizualizei minha aparencia: pele bronzeada, olhos castanhos mel, boca rosada, nariz pequeno e arrebitado. Meus cabelos cacheados estavam bem arrumados, em geram minha aparencia estava aceitável, comparada a meu estado piscicologico de ansiedade naquele dia.
Desci as escadas de madeira rustica de minha casa, e andei mas alguns passos ate chegar na mesa de cafe da manha, onde minha familia estava reunida.
- Bom dia!- exclamei segurando meu irmao de quatro anos no colo, qual havia vindo correndo de bracos abertos ate a mim.
- Oi, Milla!, — disse ele me dando um beijo longo, na minha bochecha direita.
Coloquei Daniel no chao e fui comprimentar o resto de minha familia, dando um abraco e um beijo em cada um. Desde a morte de meus pais, eu e meu irmao moravamos na fazenda da minha familia, junto com os meus avos, Peter e Mary, com meus tios, George e Liz e minha prima, e melhor amiga, Kate.
- Preparadas? — tio George perguntou se dirigindo a mim e a Kate.
- Acho que sim...- respondeu ela apreensiva, e eu concordei com a cabeca.
- Nao se preocupem, e apenas fazer o que seus coracoes mandarem... — explicou minha avo, Mary, tentando nos acalmar. Mesmo vovo sendo bem brava, as vezes, ela era a pessoa que mais me dava apoio mental e sentimental, sempre a amei mais do que tudo e tinha certeza de que qualquer coisa que eu fizesse ela sempre estaria comigo.
- Brigada, vovo...- eu disse acabando de comer minha maca, pegando o que deveria levar para a escola, e dando um beijo no topo da cabeca dela. — Eu te amo.
- Tambem te amo, querida. Boa sorte.- falou ela para mim, me dando um sorriso de seguranca, e depois se dirigiu a Kate, que ja estava na porta da casa, esperando para sairmos para escola- Para voce tambem!
- Brigada!- exclamou ela.
Me despedi do meu avo, da minha tia e do meu irmao e sai da casa. Entrei na cacanba da camionete de meu tio, junto a Kate,e sentamos em cima de de uma caixa, dura e enorme, onde colocavamos as maças que a nossa fazenda produzia para vendermos na cidade. Tio George começou a dirigir, por incrivel que pareca, eu e Kate nao trocamos uma palavra o caminho todo ate a escola.
Eu havia nascido na faccao da Amizade, mas sempre quis saber um pouco mais sobre as outras faccoes, como seria estar nelas. Quando chegamos na grade, os segurancas da Audacia abriram o grande portao para passarmos. O que sera que tinha alem das fazendas de minha faccao? Como seria o mundo afora? Tinha certeza que um dia iria descobrir.
Chegamos na escola, nos despedimos do tio George e fomos direto para a aula de “Historia das Faccoe”, qual nem prestei muita atencao,pois meu cerebro estava mais focado no teste que fariamos hoje. Hoje saberia a faccao que realmente pertenco.
Sentei-me, ao lado de Kate, na extensa mesa do refeitorio, junto as pessoas da Amizade, quais jogavam um jogo com batida de maos, cantando alegremente, como sempre.
- E ai, como voce esta se sentindo, Milla?- Kate parou de jogar para falar comigo.
- Meio nervosa,- respondi- e voce?
- Eu estou bem. Mas indecisa...- ela disse cruzando os bracos.
- Claro...
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