Dauntless
2 Capítulo 2
Notas iniciais
- E ai, como voce esta se sentindo, Milla?- Kate parou de jogar para falar comigo.
- Meio nervosa,- respondi- e voce?
- Eu estou bem. Mas indecisa...- ela disse cruzando os bracos.
- Claro...
Depois dos vinte minutos de almoco, quais pareceram bem mais para mim, comecaram a chamar os grupos para irem fazer o Teste de Aptidao. Ja haviam se passado quase uma hora e meia desde que comecaram a chamar os nomes, minhas maos suavam frias e meu coracao batia extremamente forte, estava nervosa, muito nervosa, eu era a proxima.
Uma das voluntarias da Abnegacao, com face palida de cansaco, le os nomes dos proximos grupos. Dois da Audacia, dois da Abnegacao, dois da Franqueza, dois da Erudicao, e entao:
- Da Amizade: Milla Harver e Kate Harver! — exclamou.
Aperto o braco da minha prima e me levanto com tanta dificuldade que parecia que um ima estava me prendendo a cadeira. Fomos andando por um longo corredor, reservado apenas para os teste de Aptidao, que continha dez salas. Como nunca havia estado ali antes estava meio confusa. Entrei na ultima sala, a dez. Ela era oda de vidro e com teto branco, qual brilhava com as luzes.
- Bom dia... — falei me dirigindo a mulher morena, vestida com uma blusa e saia preta, que estava sentada numa cadeira atras de uma pequena mesa, qual levanta para falar comigo.
- Bom dia, Milla. Eu sou Jessie, sente- se. — disse ela apontando para uma cadeira reclinavel.
Praticamente marcho a te a cadeira, e sento-me apoiando a minha cabeca no encosto e tentando, pelo menos, relaxar um poco meu corpo. Fecho um pouco os olhos para tentar melhorar um pouco a dor que o brilho da luz causa neles.
- Voce é da Audacia, nao é?- perguntei para Jessie, enquanto ela mexia na maquina a minha direita, e colava uns fios em minha cabeca e na dela, e depois ligava a maquina, quais nos conectavam.
- Sim, por que?
- Curiosidade...
Apoiei meus bracos, que antes estavam cruzados, nos da cadeira, enquanto Jessie se posicionou atras de minha cadeira, e pegou alguma coisa.
- Beba isto. — disse ela, me dando um frasco que continha um liquido transparente.
- Para o que isso serve?- perguntei curiosa- O que vai acontecer comigo?
- Beba e veja voce mesma...
Como sempre fui curiosa demais, abri o fraco e bebi todo o liquido transparente, rapidamente. De repente, meus olhos comecaram a se fechar.
XxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxX
Quando os abri novamente, estava em um lugar diferente. Cocei meu olhos, que estavam embacados, e pude perceber que estava de volta na lanchonete. Nao havia uma alma viva la, apenas eu. Estava quente, bem mais que o narmal em Chicago, o sol refletia no vidro do local. Na mesa na minha frente haviam duas cestas, uma com uma pedaco enorme de queijo, e outra com uma enorme faca.
- Escolha...- a voz de Jessie ecoou pelos meus ouvidos.
Com pressa, pois queria sair dali logo, peguei a primeira coisa que veio na minha cabeca, a faca. "Deve ser mais util"- pensei, guardando o objeto no bolso de minha calca. Derepente, a porta do refeitorio abre e entra um cachorro. Ele parecia um pastor Suico, branco e de grande porte, era a minha raca de cachorros preferida. Sorri para ele e fui andando em sua direcao, mesmo que ele estivesse rosnando para mim e mostando- me seus grandes dentes. Enfentei meu medo de ser mordida, ou qualquer outra coisa, e me aproximei do cachorro, acariciando, com minhas duas maos, atras de suas orelhas. Logo o Pastor se derreteu e comecou a me lamber e "fazer festa", o que me fez rir. Sentei no chao e fiquei um tempo brincando com o cachorro.
De repente, uma menininha loira e palida apareceu atras de mim e veio correndo em minha direcao, quando chegou ao meu lado esticou as maos para acariciar o cachorro, o mesmo nao esperou nem um segundo para dar o bote. Ele pulou na direcao da crianca pronto para morder sua clavicula, mas nao conseguiu. Sem nem pensar me coloquei na frente da garotinha e o Pastor abocanhou meu anti braco, fazendo uma cachoeira de sangue ser derramada pelo chao do refeitorio. Meu grito de dor e o choro da menina, infestaram o grande espaco do refeitorio, aonde estavamos. O cachorro se voltou para mim, novamente, e veio correndo em minha direcao, peguei a faca e ja estava preparada para acertar o cao, quando ele desapareceu assim como a menina e a mordida em meu ante braco.
Ainda meio comovida pelo que havia acabado de acontecer, sai pela porta do refeitorio e apareci dentro de um onibus extremamente lotado, todos os lugares estavam ocupados. Com preguica de ficar em pe, pois estava cansada, sentei-me no chao do corredor do onibus.
- Voce conhece esse rapaz?- perguntou um homem com as maos cheias de cicatrizes e queimaduras, quais seguravam um jornal.
- Nao.- respondi sem mesmo me dar o trabalho de olhar para a foto ou a manchete do jornal.
- Olhe direito e me diga a verdade.- insistiu o homem.
Deicido olhar para a manchete, qual dizia: "Assassino brutal finalmente preso" e em baixo tinha a foto de um homem moreno e com os cabelos longos. Lembrava bem daquele rosto, era um homem louco da minha faccao que havia colocado fogo em um predio comercial. Mas como nao estava nem um pouco afim de ter uma conversa com aquele homem estranho, insisto em minha mentira.
- Nao, nunca ouvi falar. — falei firmemente.
Ele se levantou do banco e me encarou, com raiva, ele tinha uma face enrugada e bruta.
- Voce esta mentindo! Fale a verdade!
- Me deixa em paz! Eu nuca vi esse homem na minha vida!- exclamei ja estressada.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Acordei suando frio e com o coracao batendo tao forte que ate Jassie deveria estar ouvindo seu som. Olhei para ela com uma cara de assustada e ela me olhou de volta com a mesma exressao de susto, entao comecou a tirar os fios que nos conectavam.
- O que que aconteceu? — perguntei quando ja nao tinha mais nenhum fio em mim. — Qual foi o resultado do meu teste?
Sem nem olhar para mim, Jessie saiu da sala me deixando sentada, sozinha, no meio daqueles espelhos. Olhei para minha imagem, meu rosto estava palido, mesmo eu tendo um tom bronzeado de pele, minha face estava suada, assim como minha blusa branca, estava ficando preocupada, nao queria que tudo desse errado, nao queria virar uma sem- faccao...
- Milla, eu serei bem sincera com voce...- falou Jessie, entrando na sala novamente.
- Como assim?
- Olha, seus resultados foram inconclusivos... — disse ela.
- Entao eu terei que virar uma sem faccao?- perguntei quase gritando, com o coracao quase na minha boca e quase vomitando no chao.
- Nao, nao vai. E acalme-se Milla, ou voce nao vai entender nada do que esta acontecendo. — Jassie sussurou, se aproximando de mim. — Os resultados de seu teste foram inconclusivos, ou seja, apenas uma faccao foi descartada...
Fale com o autor