Em um lugar qual quer bem distante, muito bonito, muito bem cuidado pela mãe natureza, existia um reino. Que vivia em festa, onde as diferenças jamais eram levadas em conta, e o preconceito era quase um “palavrão”. Onde você podia ver muito facilmente, uma Ninfa dançar descalça com uma lavadeira sem motivo algum, ou até mesmo um gnomo brincando com as crianças bobas que rolavam na lama mais podre e suja possível, porem felizes. Mas todo reino, tem claro sua realeza. E entre cinco torres, uma bela rainha de longos cabelos loiros os penteava delicadamente, com um sorriso singelo nos lábios rosados. Era rodeada por algumas serviçais, que lhe aprontavam as roupas limpas e passadas, e algumas seguravam espelhos de prata de frente a ela e a suas costas.

Então, de supetão um homem ponderado de muitas joias e coras cravejadas em até seus mínimos detalhes. Seus cabelos eram longos e castanhos, olhos de mesma cor. Possuía uma barba rala, mas mesmo assim charmosa. Suas roupas, pesadas e felpudas refugiam sobre o chão cinza de pedra.

— O que foi querido? – Disse a Rainha, quebrando o silencio, e dando uma pausa no que estava fazendo — Os meninos brincavam na sala do trono outra vez?

— Não, Mircéa, dessa vez não. – O rei se postava sobre a janela da torre, volto a mirar a esposa que o conhecia bem e sempre sabia quando havia algo de errado, ele deu um olhar a toda volta e percebeu que havia pessoas de mais ali. Então preferiu mentir, mesmo que não fosse funcionar por muito tempo. – Eu apenas estava com saudades da minha linda esposa. Porque não posso mais, é isso? Querida, não é porque sou um homem excepcionalmente rígido e ocupado que eu não possa dar por um momento atenção aos amores de minha vida. Não é? – O rei se curvou e a beijo nos lábios, e em resposta recebeu um olhar frio de sua esposa.

— Sei que esta me escondendo alguma coisa, Dorin, e não sei bem ainda o porquê ou exatamente o que. Porem mais cedo ou mais tarde você vai me contar a respeito. – Ela agitou as mãos, um sinal que fez com que as serviçais formassem uma fila indiana atrás da mesma. Que se levantou rigidamente colou seu rosto liso sobre o áspero de seu marido, e disse – Não tenha medo de suas ações, apenas honre-as como um homem de verdade. Ou até mesmo neste caso, como um rei de verdade. – Então, lhe dando mais um beijo, deu-lhes as costas e saiu do aposento, com suas serviçais em seu encalço.

O rei, com cabeça quente e apensar no que sua mulher acabara de lhe dizer o fez parar para refletir. Caminhou um pouco pelo recinto, sentou sobre a borda da cama por um estante, logo depois girou os pés e esticou as pernas deitando-se sobre a cama de algodão magico. Que garantia a sensação de prazer explicito total.

O Grande Rei cruzou seus dedos e repulsou suas mãos sobre o peito. E se propôs continuar a pensar mais profundo sobre que o afligia. Revirou seus olhos por um tempo, se virou para um lá da cama, se virou para outro, se pois a sentar, a deitar novamente... Até que quando por fim se aprofundara entre as cobertas de fio de outro. Pode ouvir o som de leves passos do lado de fora, pelo corredor. E então a porta do aposento se escancarar e apenas se vir um vilto negro de capuz lhe cravar um punham com a lamina ensopada de um liquido viscoso, de cor esverdeada. O pobre rei apenas pode sentir algo lhe rasgar o peito, e uma dor ardente seguida de um líquido que lhe dominava e circulava por todo seu corpo, uma dor tão insuportável quase infinita. Um golpe fatal e injusto, onde o grande rei não teve nem a chance de lutar ou ao menos se defender.

Então, a porta se abrira novamente e um jovem não muito mais que onze ou doze anos abriu a porta. Ele trazia uma pequena espada de madeira consigo, ele tinha os cabelos loiros escuros, porem cerdosos como os da rainha Mircéa. Quando vislumbrou e finalmente entendeu a tal cena, pois em punho sua espada ameaçando o assassino desconhecido.

— Parado ai covarde, saia de perto de meu pai, o Grande Rei, ou sinta o sabor de minha espada – Bradou o pequeno, corajosa e inutilmente.

O assassino desconhecido apenas mostrou os dedos enluvados, que empunhavam uma varinha fina e retorcida, e em um segundo o pequeno príncipe foram lançada de volta ao corredor. Então, o assassino se voltou para sua vitima em seus últimos segundos de vida e apenas lhe repousou um bilhete amarelado dentro da boca escancarada do rei. E sussurrou em seu ouvido: Como um animalzinho, indefeso. E em poucos saltos já estava a se jogar em queda livre pela janela.

Em pouco tempo o recinto já havia se enchido, pois haviam ouvido o pequeno príncipe gritar. E em pouco tempo todo o reino já estava a par de tudo o que se podia saber, e em segredo a rainha guardou a tal carta. A qual nem seus próprios filhos obtiveram permissão para ler. O enterro foi no dia seguinte ao ocorrido, onde todos do reino compareceram inclusive todos os seres mágicos que amavam tanto tal rei que os aceitava e tratavam tão bem. Suas cinzas foram jogadas sobre o topo do penhasco da garra, pelo próprio príncipe e futuro rei Dorin II, pois sua mãe não conseguira comparecer, pois havia entrado em depressão profunda pela perda do marido que tanto amava. E o tal assassino nunca fora encontrado, por muitos fora dado como morto ou apenas esquecido por Deus ou pela própria mãe terra. E por estes e outros motivos futuros, todo reino se estabilizou a um luto eterno...

Mas até quando?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.